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Neurociência e a felicidade

Neurociência é o estudo científico do sistema nervoso. Mas o que isso tem a ver com a felicidade? O estado de felicidade é proporcionado através da produção de diversos neurotransmissores do corpo humano, sendo os principais a dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina. Neurotransmissores são substancias químicas produzidas pelo cérebro que transmitem impulsos nervosos e provocam sensação de prazer e bem estar.

Segundo Paula Fernandes Castilho, especialista em nutrição, alimentos como ovo, carne, leite, aveia, banana, chocolate, possuem grande quantidade de triptofano, um aminoácido que atua na formação da serotonina. Vitaminas C, D e as do complexo B auxiliam na condução dos impulsos nervosos e na prevenção da ansiedade e irritação. Exercícios físicos, meditação, música, momentos de lazer, também influenciam na produção desses neurotransmissores e reduzem o cortisol, um hormônio que provoca o estresse.

No entanto alguns fatores como ficar preso ao passado, sofrer por antecipação, tentar impressionar a todos, manter pessoas ou coisas negativas por perto e reclamar demasiadamente tem efeito oposto impedindo a felicidade.

Alex Korb, PhD em neurociência, descreve em seu livro “The upward spiral” (A espiral ascendente) quatro hábitos que afetam nosso cérebro a nível biológico e nos tornam mais felizes.

1- Gratidão

A gratidão nos força a pensar em aspectos positivos da vida, isso aumenta a produção de serotonina no córtex cingulado anterior, expressar gratidão torna as interações sociais mais agradáveis e estimula liberação de dopamina.

2- Nomear as emoções

Em um estudo utilizando ressonância magnética foi mostrado aos participantes fotos de pessoas com diferentes expressões faciais. Nos resultados houve ativação das amígdalas cerebelosas, que fazem parte do sistema límbico responsável pelas emoções e comportamentos sociais. Ao pedir para que os participantes nomeassem as emoções vistas nas pessoas das fotos houve ativação do córtex pré-frontal, reduzindo a atividade da amígdala cerebelosa. Descrever o sentimento em uma ou duas palavras ajuda a manter o alto controle, técnicas milenares como a meditação funcionam de forma semelhante.

3 – Tomar decisões

Tomar decisões e estabelecer metas, além de ajudar a resolver problemas, estimula o córtex pré-frontal reduzindo a preocupação e ansiedade.  Uma decisão não precisa ser perfeita, apenas boa o suficiente, a busca pelo perfeccionismo perturba o cérebro causando estresse.

4 – Relações sociais e toque

Interações humanas e relacionamentos sociais são muito importantes para o sentimento de felicidade. O toque, como aperto de mão e o abraço, são umas das principais formas de liberação de ocitocina. Estudos mostram que receber cinco abraços por dia em um período de um mês nos deixam consideravelmente mais felizes. Massagem corporal realizada com frequência provoca um aumento em até 30% de serotonina, diminui o cortisol e aumenta a dopamina.

A prática desses hábitos programam nosso cérebro para se sentir mais feliz. Aliado a uma alimentação adequada e atividades relaxantes, melhoram nossas relações sociais e reduzem o estresse. Todos os resultados trazidos por esses comportamentos são correlacionados e provocam segundo Alex Korb a espiral ascendente de felicidade, causando um aumento gradativo de sensação de bem estar e alegria em estar vivo. A felicidade começa com a vontade de ser feliz, você coloca isso como meta e seus comportamentos e atitudes vão nessa direção.

Abraços

Raphael Barbosa
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pedido atendido

Aumente em 50% as chances de ter um pedido atendido

Já imaginou se tudo que você quisesse na vida para o seu bem fosse prontamente atendido por todos a sua volta?

Melhor ainda, se as pessoas pudessem adivinhar o que está precisando ou desejando: mais compreensão, responsabilidade, obediência; quando quer se divertir, ficar sozinho, conversar, relaxar…

Bom, no mundo real não é bem assim que funciona (rs), mas, acredite, podemos tornar as coisas muito mais fáceis.

O problema é que complicamos mais do que facilitamos. Fazemos pedidos vagos, genéricos, ambíguos e abstratos.

Basta pensar nos pedidos que fazemos em casa para nossos cônjuges, pais, filhos, irmãos…

Um exemplo:
O marido chega em casa e a esposa diz: “- Amor, gostaria que não ficasse até tão tarde no trabalho”.
Na semana seguinte ele chega para ela e diz: “- Amor, como você estava preocupada por eu estar trabalhando muito, fiz a minha matrícula no MBA.”

E o que ela estava realmente pedindo? Que ele chegasse mais cedo em casa. Mas o pedido foi ambíguo. Não estava claro!

Pior ainda quando jogamos indiretas ou fazemos algumas piadinhas esperando que a outra pessoa capture a mensagem:
“Ah, se as pessoas me ajudassem mais, eu conseguiria ter um tempo pra mim.”

O fato é que todos nós temos necessidades, vontades, desejos.

Queremos ser mais felizes do que somos, desejamos ser mais compreendidos, apoiados, respeitados…

E esperamos muito das outras pessoas para suprir ou realizar as nossas necessidades. E não deixamos isso claro para elas.

Quando nos dirigimos às pessoas, sem dizer claramente o que queremos, é possível que surjam discussões improdutivas, falta de entendimento, frustrações, irritabilidade, estresse.

Como, então, expressar os nossos pedidos para que as pessoas estejam mais dispostas a atender as nossas necessidades?

Aqui estão 3 dicas cruciais:

#1 – Tenha clareza do que você quer que aconteça.
O que você está querendo e não está obtendo?
Pense em termos práticos: a sala limpa, os papeis na gaveta, aumento do faturamento em 30%, o relatório entregue no dia x.

#2 – Utilize uma linguagem positiva!
Somos mestres em falar no negativo (“pare de gritar”, “não me aborreça”, “não quero ser pressionado”, “não se esqueça de me avisar”).
Quando fazemos isso, reforçamos exatamente o que está ruim, concorda? “gritar, aborrecer, pressionar, esquecer…”

Então diga:
“Preciso de silêncio em casa para me concentrar melhor”;
“Necessito diálogos que me motivem, que reforcem as minhas qualidades”;
“Preciso de mais 1 hora para finalizar essa atividade”…

#3 – Solicite ações concretas.
Evite frases vagas, abstratas ou ambíguas, porque cada pessoa interpreta de acordo com o pensa sobre o assunto.

Exemplo de pedidos vagos ou abstratos:
“Quero que seja responsável”;
“Quero que me entenda”;
“Quero ter mais liberdade”;

Por quê?
– Ser responsável para você pode ser diferente de ser responsável para o seu filho.

Exemplo de pedidos concretos:
“Gostaria que você chegasse em casa antes das 19h”;
“Gostaria que tivesse 20 minutos do seu dia para sentar e conversar comigo sobre os meus desafios no trabalho”;
“Fico feliz quando nos divertimos juntos. Podemos sair para jantar no sábado?”

Quando nossas necessidades não estão sendo atendidas ou nossos sentimentos não são respeitados, tendemos a nos isolar e nos fechar cada vez mais, porque nos sentimos incompreendidos.

Portanto, atente-se para isso e reavalie a forma que vem expressando suas ideias e fazendo suas solicitações. Peça feedback, treine, faça diferente.

Uma vez que o seu pedido estiver claro, direto, concreto, positivo, você já terá atingido 50% de chance de tê-lo atendido.

Restará somente a disponibilidade e a vontade do outro, mas a sua parte foi realizada com sucesso!

Abraços de energia!

Wayne Valim

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conversa criança

Como falar com crianças sobre política e ideologias da família

Se são os brasileiros com mais de 18 anos que têm a obrigação de se dirigir às urnas em outubro, as estimadas 38,8 milhões de crianças com até 13 anos que aqui vivem também compartilham o cotidiano de um país em período eleitoral.

Para alguns, é preciso haver um controle de como as ideologias políticas chegam às crianças – movimentos como o Escola sem Partido, por exemplo, tentam restringir a expressão de posições particulares de professores e garantir “o direito dos pais de que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”. Ao mesmo tempo, a participação dos pequenos na vida política é garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Afinal, em tempos de eleição e amplo acesso à informação – segundo uma pesquisa de 2016 do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), 55% das crianças de 9 a 10 anos usam a internet mais de uma vez por dia -, como famílias devem mediar o contato das crianças com o assunto? Especialistas em desenvolvimento infantil fazem algumas sugestões:

1. Deixe a demanda vir da criança
A imagem de adultos convocando as crianças para sentar e escutar o que é política não passa na cabeça de especialistas consultadas.

“Falar muito cedo de temas como democracia e corrupção pode ser prematuro e absolutamente desinteressante. Até os 11, 12 anos, a criança está muito interessada no que está no seu entorno, no grupo de amigos, na escola e na família. A criança tem um foco determinado: se um adulto trouxer o assunto ela pode até ouvir, mas logo vai se desinteressar”, diz Magdalena Ramos, terapeuta de família.

A neuropsicóloga Deborah Moss, porém, lembra, como mãe de três filhos e profissional, que a curiosidade dos pequenos é naturalmente despertada por seu entorno – como uma vizinhança batendo panela, forma de manifestação que marcou o período do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Por isso, a sugestão é ir respondendo a este interesse à medida que a criança o manifesta.

“As crianças acabam absorvendo aquilo que têm capacidade diante do que escutam das conversas dos pais, dos professores… A construção do pensamento abstrato começa a ser desenvolvido ali pelos 2 anos, com os primeiros contatos com o ‘faz de conta’, por exemplo. Mas a política já é muito abstrata, para uma criança mais ainda. Somente com a adolescência vem a possibilidade de fazer estas conexões mais complexas e dissociar-se do pensamento dos pais, que passam a ser vistos menos como heróis e mais como pessoas de carne e osso”, diz Moss.

2. Traga questões complexas para o mundo dela
Quando a curiosidade soar, questões conturbadas e abstratas podem se tornar mais compreensíveis aos pequenos com analogias que remetam ao mundo delas.

No período do impeachment, por exemplo, Moss se valia de comparações do país e do governo com o prédio e o papel do síndico.

O selo infantil Boitatá, da editora Boitempo, vem desde 2015 investido em títulos que apresentam a temática às crianças, como “A democracia pode ser assim” e “A ditadura é assim”. Repletos de cores, ilustrações e exercícios, eles fazem analogias destes regimes com um recreio ou um ditado, por exemplo.

“As crianças são naturalmente interessadas em saber como as coisas funcionam e prestam muito mais atenção no mundo que as cerca do que a gente imagina. Elas ficam fascinadas com insetos, dinossauros, planetas, querem entender como funcionam os órgãos do corpo humano, as profissões dos adultos, por que não iriam querer entender a sociedade em que estão inseridas?”, diz Thaisa Burani, editora-assistente do selo.

Diretora pedagógica em uma escola em Goiás, Fabíola Sperandio chama a atenção também para uma mudança de hábitos que acaba afastando uma troca fundamental, não só no que diz respeito à introdução à política: a conversa.

“Está faltando bate-papo familiar, está faltando a família estar junto diante, por exemplo, de um noticiário que possa promover a discussão”, aponta a pedagoga. “Por um lado, hoje se discute tudo na frente da criança, e eu clamo que nem tudo deve ser falado. Mas aí, quando a criança quer interagir, diz-se que não ‘se trata de assunto de criança’ e ela fica diante do assunto mal explicado”.

Sperandio diz que, caso as famílias desejem inserir os filhos em ações políticas mais diretas, como manifestações, a conversa também deve marcar presença.

“Somos responsáveis pelas crianças, não só por sua segurança física mas também emocional, de formação humana. No momento em que se opta por inserir a criança em protestos, por exemplo, você tem que prepará-la para isso e lidar com os momentos posteriores. É preciso uma disposição para o diálogo, para a escuta, perguntar o que ela entendeu do que viu, esclarecer dúvidas…”, sugere a pedagoga.

3. Apresente uma abertura à diferença
Acompanhada do diálogo, Deborah Moss diz não ver problemas de uma apresentação do posicionamento da família, caso esta seja uma demanda dos adultos. Mas, diz a neuropsicóloga, isto deve vir com uma linguagem acessível e a valorização da tolerância.

“É preciso ter cuidado para não se apresentar a opinião como uma verdade, como se qualquer coisa que ‘não fale a língua da gente’ esteja errado. Respeitar as diferenças é parte da educação”, diz Moss.

Sperandio lembra que a exposição à diferença tem, inclusive, uma função pedagógica. É algo que faz parte, por exemplo, do processo de alfabetização.

“Quando você escreve, você pensa, lê, reflete… Você está em processo de construção. Então, esse processo não pode ser tolhido. É como a criança que está começando a escrever: temos uma caderno de escrita, por exemplo, que não tem intervenção da professora. É o momento de errar, arriscar e ensaiar”, diz a pedagoga.

4. Dê o exemplo
Magdalena Ramos defende que, mais do que falar diretamente da política com crianças, é importante que os adultos criem condições para se apresentarem como exemplo de uma conduta ética.

“Vejo muitas famílias falando uma coisa e fazendo exatamente o contrário: falam que é preciso respeitar o outro, mas o tempo inteiro o pai é um transgressor. As crianças são muito críticas e observadoras, percebem a diferença no discurso e na ação”, diz a terapeuta. “Os pais são muito incoerentes, mas os filhos precisam de uma coerência, de harmonia, rotinas… Este tipo de ambiente é importante para criar valores para os filhos, valores esses que, depois sim, permearão a atividade política”.

Sperandio faz um diagnóstico parecido a partir de seu dia-a-dia na escola e no consultório.

“Percebo as crianças muito interessadas em um mundo melhor, porque se fala muito nisso. Mas a gente faz esse discurso e depois se contradiz com as atitudes. A criança fica confusa: elas precisam ter um porto seguro mas, hoje, não sabem onde estão pisando”.

Artigo extraído e adaptado de BBC Brasil.

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intolerância política

Intolerância política: o desafio de conviver com as divergências

Até a intolerância tem o seu lado positivo. Não tolerar a corrupção, mentiras, injustiça, desigualdade, faz parte de um movimento em favor da sociedade. A falta de tolerância encontra o lado negro da força quando se fixa na negação da existência do outro, quando falta a capacidade de lidar com diferentes modos de pensar. Fã de História e política, o microempresário José Moacir Linhar, 60 anos, gosta de expor seu ponto de vista quando se trata de falar sobre o momento que o Brasil vive atualmente. “A política tem que ser discutida. Se a gente deixar que outras pessoas a discutam pela gente, vamos estar às margens (…) Muitas pessoas não discutem política e elas ficam reproduzindo frases de outras pessoas sem buscar conhecimento”, observa. Defender sua opinião, porém, nem sempre significa conquistar novos amigos. Pelo contrário. Por conta de divergências de pensamento político, Linhar conta que um conhecido chegou a ofendê-lo dentro de um supermercado e hoje desvia na rua para evitar conversa.

“Ele se achava no direito de dizer as coisas, virar as costas e não ouvir minha resposta. Tanto que na última vez, na nossa discussão, ele disse um monte de coisas, falou mal, me ofendeu, e eu disse para ele que jamais deveria dirigir a palavra a mim se não pudesse me ouvir”, recorda. Na Internet, o microempresário também já foi “excluído” por expressar suas ideias ou responder a postagens de outros usuários nas redes sociais. “Tem pessoas que agradecem, mas tem pessoas que ficam brabas. E eu já disse: se não gostar da minha opinião, se não compartilhar, se não quiser ter uma discussão limpa, então pode me excluir. Quando as pessoas só criticam e não apresentam solução, então é melhor que não façam parte do meu grupo”, opina.

Manifestantes pró (à direita) e contra (à esquerda) o impeachment ocupam a Esplanada dos Ministérios durante o processo de votação na Câmara dos Deputados (Juca Varella/Agência Brasil)

Brasil dividido em dois
De um lado, verde-amarelo, do outro, vermelho. Ou isso ou aquilo. Não há espaço “em cima do muro” ou para a ponderação entre argumentos. O cenário político se converteu em um Gre-Nal de opiniões. Para a auxiliar de engenharia de modelagem Salete Glaci Müller, 46 anos, um comentário em uma postagem sobre política em um perfil em uma rede social na Internet levou ao fim de uma amizade de longa data. Ela conta que uma amiga rompeu os laços que haviam entre as duas por não concordar com sua opinião. “Eu fiquei triste por ela e por mim”, lamenta, reforçando que havia apenas escrito o que pensava, sem ter usado qualquer xingamento. “Ofensa foi o que ela fez comigo (…) Se uma pessoa tem alguma coisa que não concorda comigo, acho que tem que vir conversar, não é humilhando, nem pisando”, reflete.

Para o professor Alfredo Culleton, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), este acirramento de ânimo presente no dia a dia dos brasileiros só mostra o quão profunda é a autocrítica que cada uma das partes envolvidas têm para fazer. “Mais cedo ou mais tarde, os partidos mais importantes desse País vão ter que sentar para encontrar solução, reconhecer o que faz de errado. Se não há garantias de que não vai perder autonomia, tem condições de fazer uma autocrítica”, acredita.

Adjetivações impedem o diálogo

As plataformas e aplicativos de redes sociais na Internet se transformaram em um dos principais fronts de discussão entre grupos opostos. Mas nem sempre as discussões se fixam na troca de ideias, na exposição de argumentos, e não são raras as vezes em que viram mera troca de insultos. “As pessoas não discutem, elas adjetivam. No momento em que elas dizem ‘petralha’ ou ‘coxinha’ elas pararam e interromperam o fluxo racional, elas negaram ao outro a capacidade de ser (…) Atrás de uma pessoa que não tolera sua opinião política, esbraveja e baba, existe alguém que sente um temor imenso que seu mundo, ou o que ele imagina que seja seu mundo, desabe”, reflete o historiador Leandro Karnal, professor Doutor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Classificar alguém com um adjetivo ou substantivo que se torna uma ofensa é uma tentativa de isolar esta pessoa e impedir o diálogo, acredita Karnal. “É um problema quando eu apenas adjetivo, quando saio da capacidade discursiva e retórica de ouvir”, completa, enfatizando a importância do debate para própria capacidade de raciocinar. “Nós devemos sempre debater, mas quando alguém arregalar os olhos, gesticular bravamente, salivar, afaste-se lentamente e concorde, porque nunca devemos tocar tambor para maluco dançar. Agora se não for isso, se alguém estiver expressando sua opinião, discuta com essa pessoa, mas lembre que não dá para salvar todo mundo da sua própria ignorância”, comenta.

POLÍTICA TAMBÉM SE APRENDE

O brasileiro em geral está mais politizado, mas falta ensino sobre política, acredita o professor Bruno Lima Rocha. “A sociedade brasileira faz política do jeito que dá, do jeito que ela recebe, do jeito que ela tem essa percepção, por símbolos, por associações imediatas, por muitos preconceitos, por elementos rasteiros, pela verve do humor e não é o humor que é sarcástico com o poder, mas o humor que também humilha, que reforça a humilhação ao humilhado”, considera.

Dentro deste cenário, o professor Leandro Karnal defende que a política seja debatida também dentro da sala de aula. “Não existe escola neutra. Seria bom que as escolas não fossem partidárias, mas elas sempre serão políticas. Não se pode demonizar a política. A política não é administração do mal, mas é a garantia do contrato social do bem. Demonizar a política como instrumento de resolução de um problema é um problema”, completa. Karnal diz que recusar o debate político dentro da escola já é uma opção política, que vai favorecer determinadas atitudes. “Não existe neutralidade. O que devo garantir sempre é a pluralidade da escola, a pluralidade de opções, mas conviver com o diferente e o contraditório é um desafio que a maior parte das pessoas não enfrenta bem”, conclui.

Reportagem | GABRIELA DA SILVA e KELLY BETINA
Artigo extraído e adaptado de Jornal NH.

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mulher

Bancos com mais mulheres na diretoria são mais rentáveis

No entanto, a maior equidade só resulta em melhores resultados financeiros quando a empresa tem política de igualdade.

 

Estudos já confirmaram que a diversidade no ambiente de trabalho traz resultados financeiros positivos para as empresas. Se você ainda não acredita nisso, uma nova pesquisa publicada pelo Banco da Inglaterra sugere que quando há mais mulheres na diretoria, os bancos são mais rentáveis. No estudo, as economistas Ann Owen e Judit Temesvary demonstram que há uma relação entre igualdade de gênero e resultado financeiro. No entanto, isso só acontece se a instituição já tem políticas de igualdade – ou seja, pouco adiantaria se um banco até então dominado por homens colocasse mulheres na diretoria sem fazer nenhuma alteração na cultura da empresa.

“Em bancos bem gerenciados, a diversidade de gênero tem um impacto positivo no desempenho – mas apenas depois de alcançado determinado nível de igualdade”, dizem as pesquisadoras.

De acordo com o estudo, a porcentagem de mulheres nos bancos norte-americanos vai caindo conforme se sobe na escada corporativa: elas representam 56,7% de todos os funcionários, 48% dos cargos de média gerência e 30,8% entre os executivos de nível sênior ou gerentes.

Mas, afinal, como a divisão entre homens e mulheres nas diretorias pode afetar o balanço de um banco? Há duas explicações. A primeira é que as mulheres têm mais chances de contribuir com experiência em determinadas áreas – ou seja, quando há mais mulheres na diretoria, é mais provável que o grupo tenha certas características, como experiência em recursos humanos ou em governança pública. Então, com um leque mais diverso de experiências, a tomada de decisão pode ser mais correta. Além disso, há uma relação entre participação feminina mais alta e menor probabilidade de reguladores tomarem ações contra o banco – o que sugere que a maior diversidade aumenta o controle e gerência nas instituições financeiras.

A segunda explicação é que a diversidade em si tem um impacto. Estudos anteriores mostraram que a diversidade está associada à maior criatividade e produtividade dentro das empresas. Isso só ocorre, contudo, se a cultura da empresa é preparada para a diversidade e se a participação de mulheres dentro da companhia é alta – as mulheres tendem a se expressar com mais frequência quando a participação feminina no grupo aumenta.

Para evitar atribuir à diversidade de gênero um efeito causado por algo relacionado à diversidade de outras características, as pesquisadoras incluíram diversas variáveis em suas estimativas, como idade, participação no conselho ou patrimônio. Uma das possibilidades é que os resultados financeiros ruins estejam relacionados à falta de diversidade – ou bancos de melhor gestão têm em comum a busca por maior diversidade. Para fazer o estudo, as autoras utilizaram dados de 87 bancos dos Estados Unidos entre 1999 e 2015.

“Nossos resultados mostram evidências de ambas hipóteses”, escrevem as economistas. “A maior equidade de gênero tem impacto positivo em várias medidas de desempenho uma vez que certo limiar de diversidade tenha sido alcançado”, dizem. “Por outro lado, a falta de diversidade tem um impacto negativo nessas mesmas medidas de desempenho.”

Artigo extraído e adaptado de Época Negócios.

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É preciso uma mudança cultural já na infância para superar desigualdade, diz primeira diretora do ICMC da USP

Filha de pai taxista e mãe costureira, Maria Cristina Ferreira de Oliveira e suas quatro irmãs são doutoras e docentes em universidades públicas brasileiras. Para ela, meninas precisam ser expostas à outras possibilidades, que não às tipicamente associadas às mulheres.

A cerimônia que anunciou, na última sexta-feira (17/08), a nova direção do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), tinha tudo para ser mais um capítulo na história da instituição, não fosse pela escolha de sua representante. Pela primeira vez, em 46 anos, uma das principais instituições brasileiras na área de exatas terá uma mulher no comando.

Natural de São Carlos, interior de São Paulo, Maria Cristina Ferreira de Oliveira, 55, é graduada em Ciências da Computação pelo ICMC e doutora em Engenharia Eletrônica pela Universidade de Wales, no Reino Unido. Filha de pai taxista e mãe costureira, Cristina e suas quatro irmãs foram encorajadas a, desde cedo, se dedicar aos estudos e ingressar no ensino superior. O incentivo deu certo. Hoje, todas são doutoras e docentes em universidades públicas brasileiras.

CRISTINA É GRADUADA EM CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO PELO ICMC E DOUTORA EM ENGENHARIA ELETRÔNICA PELA UNIVERSIDADE DE WALES, NO REINO UNIDO (FOTO: ARQUIVO PESSOAL) – FONTE: ÉPOCA NEGÓCIOS

A nomeação de Maria Cristina é extremamente simbólica, já que a desigualdade de gênero também é um traço do mundo acadêmico no país. Nos últimos cinco anos, só 9% dos alunos formados pelo ICMC eram mulheres. De todas as 42 unidades de ensino e pesquisa da USP, apenas 35% são lideradas por mulheres.

Em entrevista a Época NEGÓCIOS, Maria Cristina falou dos desafios da educação no Brasil e de sua gestão no ICMC até 2021. Para ela, a desigualdade de gênero no país é uma questão cultural que precisa ser superada já na primeira infância.

Leia a entrevista:

Para você, qual o significado da sua posse no ICMC, que pela primeira vez tem uma mulher na direção?
Para mim é uma missão a mais. Me sinto muito honrada. Fui aluna do ICMC e vivi aqui ao longo da minha carreira, mas o fato de ser uma mulher, na minha opinião, é uma questão totalmente secundária. Por outro lado, posso ser inspiração para outras jovens que também sonham em seguir esse caminho.

Como o ICMC espera incentivar mais mulheres a ingressar na área das ciências exatas?
Nós temos um grupo de extensão que promove eventos e palestras para atrair um maior número de mulheres para esse universo das ciências exatas. Mas é claro que, para uma mudança radical nesse cenário, é necessária uma mudança de cultura. Desde a primeira infância, pais e professores deveriam expor as meninas a outras possibilidades além das tipicamente associadas às mulheres.

Quais as suas perspectivas para a área da pesquisa no Brasil, que nas últimas semanas foi alvo de polêmicas com o anúncio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível superior (CAPES) sobre um possível corte de bolsas de estudos?
O financiamento de pesquisas no país é uma questão complicada e cheia de incertezas. Mas aqui no Estado de São Paulo, nós temos a vantagem de contar com uma agência adicional que financia pesquisadores baseados no estado, que é a FAPESP. Por isso estamos confiantes de que as pesquisas de boa qualidade vão continuar independente dessas dificuldades. Embora a crise econômica do país possa ter impactos sobre os recursos destinados a pesquisas em maior ou menos grau, estou otimista e tenho perspectivas de continuar contribuindo com o que a precisamos, que é gerar conhecimento.

Em quais aspectos a educação no Brasil precisa melhorar para que mais mulheres e estudantes de escolas públicas, assim como você, também possam ter acesso a um ensino superior de qualidade?
O grande desfio do Brasil é garantir o acesso à educação de qualidade para um número maior de pessoas, e principalmente nos locais onde a renda é menor. Mas a melhor política de acesso à universidade é preparar o aluno para que ele consiga ingressar na universidade. Hoje, perdemos muitos talentos que poderiam estar no ensino superior porque a escola não deu a preparação necessária. Ensino Fundamental e Médio de qualidade. Esse seria o melhor jeito de garantir que todos tenham oportunidades.

O que você espera realizar ao longo da sua gestão?
Precisamos trabalhar para garantir a qualidade dos cursos que já são bem avaliados na Capes. Além disso, a evasão de alunos em alguns cursos é uma questão preocupante e que precisamos enfrentar. A questão do empreendedorismo, a interação com o setor produtivo e a necessidade de contribuir com empresas e governos também é um ponto importante. Garantir a troca de conhecimento entre universidade e sociedade é um dos maiores desafios.

Artigo extraído e adaptado de Época Negócios.

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felicidade

O segredo da felicidade é ver beleza em tudo (mesmo nas coisas feias!)

Ao longo de cada dia da nossa vida acontecem diversas situações. A maneira como reagimos a essas situações diz muito sobre como vamos levar a nossa vida. Qualquer um consegue ver beleza nas coisas bonitas. Isso não é tão difícil. Olhar para o topo de uma montanha e vê-la coberta de árvores, ouvir o som do mar diante de você e sentir sua respiração desaparecer. Ver a preciosidade de uma criança pequena e ser aquecido por sua inocência ou encontrar paz na quietude de uma paisagem intocada. Quando essas cenas te encontram ou saímos para encontrá-las, é uma experiência maravilhosa.

Nesses momentos, nos sentimos pequenos e grandes, livres e conectados. A questão, claro, é que na vida não há momentos desses o suficiente. Nem chegam perto de ser suficiente. Na verdade, o segredo para a felicidade e uma grande vida é descobrir como criá-los o tempo todo, onde quer que você esteja.

Encontre poesia em tudo
Se você puder ver as coisas de maneira objetiva e clara, ficará mais contente, menos vazio, menos tentado. Mas por outro lado, a vida é suficientemente desagradável, dura o suficiente, e a capacidade de encontrar poesia em tudo – mesmo no mundano ou no mórbido – é uma habilidade poderosa. Na verdade, também é a chave para a felicidade.

As pegadas suaves de um gato em um carro empoeirado. A neblina da manhã. O cheiro do asfalto assim que a chuva começa a cair. Ninguém diria que essas coisas se comparam a um pôr do sol sobre uma montanha ou uma chance de testemunhar um desempenho de um artista em um espetáculo. Mas o que é mais comum? Qual você encontrará na sua frente com mais frequência?

O mesmo vale para um chão cheio de brinquedos de criança, arrumados no caos do prazer exausto. Um passeio pela rua quando a música parece se alinhar exatamente com o ritmo dos eventos. O prazer de conseguir algo antes de um prazo, a quietude temporária de uma caixa de entrada de e-mails vazia.

Podemos esquecer tão facilmente, na vida, a aleatoriedade absurda, mas de alguma forma funcional, coordenação deste mundo que chamamos de lar, essa coisa que conhecemos como existência. O que tinha que acontecer para estarmos aqui, neste planeta, neste momento. Quer tenha sido um Deus (ou deuses) que nos trouxe até aqui, ou uma acumulação inestimável de acidentes evolutivos, ambos são igualmente modestos e maravilhosos se pensarmos neles. Ambos tornam as situações comuns tão bonitas quanto as épicas.

Ensinamentos dos filósofos
Dizem que os estóicos (movimento filosófico que surgiu na Grécia Antiga) são difíceis de ler porque são negativos, mas isso é imediatamente refutado em frases do livro Meditações de Marco Aurélio, imperador Romano. Em uma passagem, ele percebe a maneira como “ao fazer pão ele se divide e observam-se aquelas rachaduras, embora não sejam intencionadas pela arte do padeiro, chamam nossa atenção e servem para estimular nosso apetite”. Em outro, ele elogia o “charme e fascínio” do processo da natureza, os “talos de grãos maduros se curvando para baixo, a testa franzida do leão, a espuma pingando da boca do javali”. “Passe por este breve trecho de tempo em harmonia com a natureza”, ele escreve sobre sua mortalidade: “Venha ao seu lugar de repouso final graciosamente, assim como uma azeitona madura pode cair, louvando a terra que a nutriu e agradecida à árvore que a permitiu crescer.”

Poderíamos agradecer a seu professor de retórica particular, Marcus Cornelius Fronto, pelas imagens nessas passagens vívidas. Cornelius Fronto, amplamente considerado o melhor orador de Roma ao lado de Cícero, foi escolhido pelo pai adotivo de Marco Aurélio para ensiná-lo a escrever e falar. Fronto pensava que ele estava preparando Marco Aurélio para falar em público, mas na verdade, Marco Aurélio usou as habilidades que adquiriu para sua filosofia particular. Essas frases poéticas foram mantidas em sigilo e nunca compartilhadas, escritas sem um pensamento de quem poderia lê-las.

Em vez disso, elas foram usadas ​​para um exercício importante. Marco Aurélio estava escrevendo para si mesmo, buscando discernimento e sabedoria, tentando encontrar a verdade e a beleza em todas as partes da vida – de modo que pudesse encontrar felicidade e significado nelas. E assim também devemos fazer – se não quisermos nos exaurir e nos cansar da aspereza e negatividade que nos cerca.

Encontre verdade e beleza em todas as partes da vida
O economista Russ Roberts escreveu um poema recentemente chamado “Wonder, Bread (Maravilhoso, Pão)”, que é uma ilustração brilhante dessa prática. Seu poema é uma espécie de homenagem tola aos insights de Adam Smith: quão magnífico e estranho é você poder sentir uma pontada de fome, caminhar até uma loja e encontrar, lá na prateleira, o próprio pão que alguns minutos atrás você não tinha ideia que queria. Como eles sabiam? Quem são as “pessoas” que fizeram isso? O que os motivou? Por que eles fizeram um trabalho tão bom?

Mesmo situações genuinamente ruins podem ser belas. Olhando para trás e enxergando paixão e animação na raiva de outra pessoa. Rindo da “perfeição” de alguma coisa que poderia dar errado. Reconhecendo o que há de impressionante em um desastre natural. Isso não é muito melhor do que ver o mundo como um lugar escuro?

Marco Aurélio passou muito tempo com suas expressões demonstrando falta de consideração, mas ele passou a mesma quantidade de tempo desenvolvendo o olhar de um artista para encontrar beleza em eventos comuns ou aparentemente insossos. Ambos são essenciais, ambos são o trabalho do filósofo.

Uma pessoa que consegue ver só o lado ruim de uma situação, como um atraso em um voo, é uma pessoa que se encontrará presa em um “tempo morto”. Uma pessoa que consegue ver o mesmo atraso de voo de três horas como uma chance de aproveitar a vida, observar as pessoas, lembrar-se de quão sortudas elas são – essa é uma pessoa que realmente vive. E vive bem enquanto estiver viva.

Artigo extraído e adaptado de O jardim do mundo.

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relacionamentos interpessoais

Como vencer as divergências nos relacionamentos interpessoais

Pessoas que sabem se relacionar bem com outras são facilmente reconhecíveis. Elas têm uma grande facilidade de fazer amigos e de estabelecer vínculos onde quer que estejam. Com uma boa comunicação e empatia podemos vencer aquela barreira que nos impede de lidar com pessoas difíceis. Pessoas bem tratadas verdadeiramente e com uma boa interatividade vão ao poucos se sentindo mais valorizadas e, consequentemente, apresentam um crescimento pessoal em suas relações, sendo bem mais produtivas e saudáveis no dia a dia.

Tudo começa com a gente
Somos seres sociais que necessitam da relação com outras pessoas para vivermos em harmonia. Precisamos ver, encontrar, interagir e trabalhar com diversos tipos de pessoas, cada um com suas qualidades, defeitos e desejos. Algumas combinam com nossos gostos, outras divergem nesta ou naquela opinião ou se comportam de maneira diferente diante de uma determinada situação e aí pensamos: “Fulano não poderia falar isto assim, se eu fosse ele(a) falaria de outra maneira” e outros comentários afins.

Há casos que o problema chega a ser grave, como ignorar um colega de trabalho com quem deveria interagir o tempo todo, fracassar na construção de um relacionamento positivo com um cliente importante ou perder a oportunidade de encorajar um filho inseguro e até no dialogar com pai ou mãe.

Muita gente acaba creditando seus sucessos e insucessos aos relacionamentos construídos ao longo de suas vidas.

Estamos prontos para nos relacionar com os outros?
Segundo Stanley C. Allyn , “A pessoa mais útil do mundo hoje em dia é o homem ou a mulher que sabe lidar com os outros. Relações Humanas é a ciência mais importante da vida.”

Podemos ver a seguir alguns princípios pessoais que nos ajudaram a construir relacionamentos saudáveis e eficazes:

1º Princípio: Quem você é determina o que você vê

Havia um homem que tinha nascido e vivido no Estado do Colorado, então mudou-se para o Texas e logo construiu uma casa que tinha uma janela enorme, da qual podia contemplar centenas de milhas de terras vazias, prontas para cultivar e criar animais. Quando lhe perguntaram se gostava daquele lugar, então ele respondeu:

– O único problema é que não tem nada para se ver.

Nesta mesma época, um texano mudou-se para o Colorado e construiu uma casa com uma grande janela, da qual podia olhar as montanhas. Quando lhe perguntaram o que achou da vista, ele respondeu:

– O único problema com este lugar é que não dá para ver nada por causa dessas montanhas aí na frente.

Esta história revela um fato: o que as pessoas veem é influenciado por aquilo que elas são. Pessoas na mesma sala olharão para as mesmas coisas e verão tudo de maneira diferente.

Cada um de nós tem seu modo de pensar e ver as coisas. Cada um de nós tem seu jeito de ser, e é isso que dá o tom a tudo. Não são as coisas à nossa volta que determinam o que vemos, e sim o que há dentro de nós.

2° Princípio: Quem você é determina como você vê os outros

Certa vez um viajante que se aproximava de uma grande cidade avistou um velhinho que estava sentado à beira da estrada e perguntou:

– Como são as pessoas desta cidade?

– Então o velhinho devolveu:

– Como eram as pessoas do lugar de onde veio?

– Horríveis – disse o viajante. – Estas eram pessoas más, nada confiáveis, detestáveis em todos os sentidos.

Em seguida respondeu o velhinho:

– Ah! Você verá a mesma coisa aqui nesta cidade.

Assim que o viajante foi embora, outro parou para perguntar sobre a mesma cidade. O velhinho perguntou para o segundo peregrino como eram as pessoas do lugar de onde vinha.

Este respondeu:

– Eram pessoas muito boas, honestas, trabalhadoras e bem generosas. E completou: – Fiquei triste por deixá-las.

O velhinho respondeu prontamente:

– É exatamente o que você verá nas pessoas desta cidade.

Podemos concluir nesta história que a maneira da qual as pessoas veem as outras é a projeção delas mesmas. Isto significa que, se sou uma pessoa confiável, verei as outras como confiáveis. Se sou crítico, acharei o mesmo dos outros. Se sou atencioso, para mim os outros serão pessoas compassivas.

Todavia, sua personalidade vem à tona quando você fala das outras pessoas e interage com elas.

3° Princípio: Quem você é determina como você vê a vida

Certo dia, um avô dormia no sofá quando seus netinhos resolveram pregar-lhe uma peça. Foram até a cozinha, abriram a geladeira e pegaram um pedaço de queijo fedorento e esfregaram no bigode do idoso. Em seguida, esconderam-se num canto para ver o que aconteceria. Depois de algum tempo, o nariz do avô começou a mexer e a cabeça a sacudir. Finalmente, o velhinho sentou-se no sofá com uma cara de nojo e disse:

– Alguma coisa por aqui está fedendo!

Levantou-se, arrastou-se até a cozinha, deu uma cheirada longa e disse:

– Aqui dentro também está fedendo.

Àquela altura, decidiu sair e respirar ao fresco, mas quando inspirou profundamente, lá estava o cheiro ruim de novo.

Então exclamou e disse:

– O mundo inteiro está fedendo!

E aí, você que está acompanhando até agora, qual é a moral da história?

Pense um pouco e responda.

Pois bem, para uma pessoa que vive com um queijo fedorento embaixo do nariz, tudo cheira mal mesmo!

A única maneira de mudar o modo de ver a vida é transformando-se por dentro. Desejar mudar o seu interior é um grande passo para ajudá-lo a ter relacionamentos saudáveis.

Segundo Eleanor Roosevelt “Ninguém pode fazer-nos sentir inferiores sem nosso consentimento”. Em outras palavras, utilizando uma citação do psicólogo e escritor Phil McGraw: “É você quem ensina como os outros devem tratá-lo”. Você ensina a partir da maneira como você vê a vida. E a maneira como vê a vida é resultado de quem você é.

Enfim, você é capaz de pensar que o lugar que mais gosta é onde você está e fazer deste lugar o melhor possível. Se você conseguir manter uma perspectiva como essa, sempre verá a vida de maneira mais positiva.

4° Princípio: Quem você é determina o que você faz

Vou contar-lhes uma história de um espantalho que foi enviado para o galinheiro para botar ovos. Você deve estar pensando: “que coisa mais esquisita, um espantalho botar ovos, onde já se viu?“. Mas prossiga para entender a moral desta no final. Ele trabalhava o dia inteiro, e em termos físicos, estava em sua melhor forma. Bem, cercado de galinhas botando ovos quase automaticamente, o espantalho tenta e insiste o quanto pode. No entanto, no fim do dia, exausto, este constata que fracassou em produzir ao menos um ovo. Estava bem chateado por, apesar de tanto esforço, não conseguir nada.

Você então vai dizer: “É claro que ele não ia conseguir, pois ele não poderia botar ovos.”

É muito óbvio que quem bota ovos são aves e as ovelhas produzem lã. É fácil entender que as habilidades naturais afetam aquilo que fazemos. Mas nossa maneira de pensar e nossas atitudes são parte de nós, assim como nossas habilidades. Elas também determinam o que fazemos.

Para finalizar essa parte gostaria de mencionar as palavras do escritor Charlie Jones que são bem verdadeiras: “a diferença entre quem você é hoje e quem você será daqui a cinco anos está nas pessoas com quem você passa mais tempo e nos livros que lê.”

A maneira de ver os outros é determinada pelo que você é. Não dá para fugir dessa realidade. Se alguém não gosta da gente, isso revela muito sobre essa pessoa e sobre o modo como ela encara os relacionamentos pessoais. Portanto, não tente mudar os outros, mude primeiramente você em relação aos outros. Nem mesmo se concentre neles, mantenha o foco em si. Se conseguir mudar e se tornar o tipo de pessoa que deseja, começará a ver os outros sob novas lentes, e isso transformará a maneira de interagir em todos os seus relacionamentos.

Faça agora mesmo uma lista das qualidades pessoais que gostaria de cultivar e coisas em você que desejaria mudar. Crie um plano de crescimento para desenvolver suas qualidades.

Assim afirma Maxwell : “Nossa habilidade de construir e manter relacionamentos saudáveis é o fator mais importante para se sair bem em qualquer área da vida.”

Artigo extraído e adaptado de Psicologia Viva.

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vida profissional pessoal

Como conciliar a vida profissional com a vida pessoal

O sucesso no trabalho tem que caminhar com a satisfação na vida pessoal. Isto parece óbvio, certo?

Entretanto, na prática, nem sempre é tão simples conciliar estes dois setores que, muitas vezes, disputam nosso tempo e dedicação. Encontrar meios para caminhar entre estes universos com sabedoria não só é possível, como também é a única forma para conquistar um estilo de vida mais equilibrado.

Neste post, você encontrará dicas valiosas que você poderá incorporar à sua rotina, que lhe ajudarão nesta tarefa de conciliar vida profissional e pessoal.

Organize a sua vida e ganhe tempo
Entenda que a desorganização é a sua maior inimiga. Faça um planejamento da sua rotina na vida profissional. Veja onde está havendo “desperdício” de tempo: é na hora do cafezinho? Nas redes sociais? Você não precisa abrir mão destes momentos, mas se você reduzir o tempo dedicado a eles, poderá se livrar da hora extra.

E, consequentemente, ganhar estas horinhas com a sua família, com os amigos ou mesmo na academia. Outra dica importante é evitar levar trabalho para casa.

Saiba usar a tecnologia a seu favor
As ferramentas tecnológicas podem ser grandes aliados, auxiliando-o em seus prazos ou flexibilizando seus horários. Mas viver online, pode significar trabalho no momento em que você deveria estar se divertindo ou relaxando.

Use a tecnologia a seu favor, mas saiba desligar-se dela quando estiver com o seu marido, com a sua esposa, os seus filhos ou amigos.

Delegue tarefas
Pessoas centralizadoras tendem a não equilibrar bem os pratos da balança da vida profissional e pessoal.

Principalmente, se você é mulher e tem filhos, está inserida no mercado de trabalho e precisa contar com a ajuda de uma empregada e de uma babá.

No entanto, o conselho é válido em todos os casos: tenha critérios para contratar seus funcionários e confie neles. Eles se sentirão valorizados e você sairá ganhando ao contar com a colaboração de outras pessoas no seu dia a dia

Tire férias
Trabalhar anos a fio repetindo para si mesmo que não pode tirar férias é o caminho mais seguro para desenvolver um estresse que o levará a uma clínica média. Descansar, viajar, passar um período dedicando-se exclusivamente às pessoas importantes da sua vida, fará com que você volte com força total para o trabalho. Você estará cheio de energia e, provavelmente, com a mente cheia de novas ideias para colocar em prática.

Esteja presente
Seja no trabalho, no happy hour ou em casa, simplesmente esteja lá — de corpo e alma. Muitas vezes, nosso corpo está em um lugar, mas nossa mente viaja para outro completamente diferente. Esta é uma dica que necessita ser exercitada diariamente. Então, policie-se e viva o momento presente com toda intensidade.

Tire momentos para você
O trabalho e a sua família precisam de você. Mas você também precisa de você! Parece simples, mas às vezes, as pessoas colocam suas próprias necessidades em último lugar. Mais uma vez, as mulheres e, principalmente, as que são mães tendem a agir dessa forma. Seja dançar, meditar, fazer uma caminhada, estar junto à natureza, não importa quais sejam as suas preferências. Descubra o que energiza você e reserve um tempo para esta atividade, com o mesmo rigor com que você reserva para os outros setores da sua vida.

Sem dúvida, você terá que se esforçar para seguir seu planejamento. Muitas vezes terá que refazê-lo. Outras vezes, terá imprevistos que o colocarão por terra. Mas não desista. Uma vida mais organizada lhe renderá maior satisfação pessoal, gerando um melhor desempenho na vida profissional.

Artigo extraído e adaptado de Psicologia Viva.

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trabalho

Como ter inteligência emocional no trabalho

As qualidades associadas a capacidade de identificar e controlar as emoções distinguem os melhores líderes do universo corporativo, segundo livro.

O que faz de um indivíduo um grande líder? Conhecimento, acuidade e visão, evidentemente. A isto, Daniel Goleman, autor do livro Leadership: The Power of Emotional Intelligence (Liderança: O poder da inteligência emocional), numa tradução literal) acrescentaria a capacidade de identificar e controlar as emoções – as nossas e as dos outros – e administrar os relacionamentos. As qualidades associadas a esta “inteligência emocional” distinguem os melhores líderes do universo corporativo, segundo o autor, ex-repórter de ciência do The New York Times, psicólogo e codiretor de um consórcio, na Rutgers University, que promove a pesquisa sobre o papel desempenhado pela inteligência emocional na excelência. Esta é sua breve lista de competências:

1. Consciência de si

Uma consciência realista de si: Você conhece seus pontos fortes e suas limitações; opera com competência e sabe quando confiar em outra pessoa da sua equipe.

Percepção emocional: Você compreende os seus sentimentos. O fato de ter consciência do que o deixa irritado, por exemplo, pode ajudá-lo a administrar a irritação.

2. Capacidade de administrar-se

Capacidade de recuperação: Você permanece calmo sob pressão e se recupera com rapidez dos golpes. Não fica remoendo os problemas, nem entra em pânico. Numa crise, as pessoas olham para o líder para se tranquilizarem; se o líder estiver calmo, elas também ficarão.

Equilíbrio emocional: Você sabe controlar os sentimentos aflitivos – em vez de explodir com as pessoas, você faz com que elas tenham consciência do que está errado e de sua solução.

Automotivação: Você avança sem cessar em direção a objetivos distantes apesar dos revezes.

3. Empatia

Empatia cognitiva e emocional: Como você compreende as perspectivas dos outros, sabe colocar as questões de maneira que os colegas compreendam. E está sempre disposto a ouvir suas indagações, para eliminar dúvidas. A empatia cognitiva, juntamente com a leitura cuidadosa dos sentimentos das outras pessoas, visa uma comunicação efetiva.

Sabe ouvir: Você presta total atenção ao outro e procura compreender o que ele está dizendo, sem discutir a fundo a questão com ele ou sem se afastar da pauta.

4. Habilidade de relacionamento

Comunicação convincente: Você expõe sua mensagem de uma maneira persuasiva, clara, de modo que as pessoas se sintam motivadas e tenham expectativas claras.

Trabalho em equipe: As pessoas se sentem relaxadas trabalhando com você. Um dos sinais: Elas riem com facilidade ao seu lado.

Artigo extraído e adaptado de Estadão.

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