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As 5 Regras TOP de Gestão do Tempo

Se fizer uma pesquisa rápida entre seus amigos e colegas de trabalho, imagino que será quase unânime: o recurso mais escasso e desejado por todos é o TEMPO!

E este é um dos meus temas favoritos, já que em grande parte da minha carreira trabalhei como gerente de projetos e me tornei uma especialista no assunto, obstinada por controlar bem o tempo.

Foram 14 anos gerenciando projetos de Tecnologia da Informação, desde projetos simples até projetos grandiosos, com orçamento de milhões de dólares, envolvendo mais de 120 pessoas ao mesmo tempo.

Bem, primeiro de tudo, para mim, há dois paradigmas que precisam ser quebrados.

Paradigmas são modelos de pensamento que a nossa cultura acaba impregnando na nossa mente e que precisamos nos livrar da alienação deles, se desejamos fazer uma gestão eficaz do nosso tempo.

# Primeiro paradigma: Tempo é dinheiro

Se o dia tem 24 horas para todo mundo, por que algumas pessoas são altamente produtivas e outras se atrapalham com a quantidade de tarefas a fazer?

Será mesmo que tempo é dinheiro?

Imagine que você perdeu R$ 300,00 que economizou para pagar uma conta e era só o que tinha, você vai dar um jeito de pegar emprestado com alguém, vai espremer daqui e dali e vai arrumar a grana.

Agora, já conseguiu economizar uma horinha de ontem para usar hoje ou pegar emprestado outra horinha de amanhã porque hoje tem muita coisa para fazer?

Impossível, né?

Então, o que diferencia uma pessoa altamente produtiva das outras é COMO essa pessoa utiliza esse recurso.

Por isso, paradigma quebrado: O tempo é muito mais valioso que o dinheiro!!!!

#Segundo paradigma: A produtividade só é possível para aqueles que se matam de trabalhar.

Vamos só fazer uma comparação:

Pense em uma indústria de alimentos enlatados que resolve aumentar a sua produção e como não quer investir em infraestrutura, resolve despejar os seus dejetos no rio mais próximo.

Ela aumentou a produção, mas de maneira insustentável, poluindo rios, destruindo a Natureza.

O mesmo ocorre quando você decide trabalhar ou estudar longas horas se privando do sono, dos cuidados com a sua saúde mental e física, sem fazer pausas, deixando de conviver com seus amigos e sua família.

Isso é insustentável!

Portanto, a produtividade está diretamente ligada à sua capacidade produtiva de maneira sustentável.

Bem, agora que já sabe que o tempo é mais valioso do que o dinheiro e que ser produtivo é respeitar os seus limites, vamos para algumas Regras de Gerenciamento do Tempo:

Regra 1 – Planeje sua semana e seu dia

  • Use ferramentas simples para o seu planejamento.
  • Os compromissos com hora marcada devem estar no seu calendário.
  • As principais atividades devem estar listadas.
  • Sua mente precisa estar clara e limpa como a água, pois assim terá energia para criar novas possibilidades.

Regra 2 – Defina suas três prioridades e comece o seu dia por elas.

  • Os afazeres não importam igualmente.
  • É preciso ter prioridades definidas; caso contrário, terá imensa dificuldade em dizer não.
  • Como o próprio nome diz, prioridade vem primeiro; portanto, essas serão sempre as suas primeiras atividades do dia.
  • Use o seu tempo mais nobre, quando tem maior energia, para fazer as tarefas mais importantes.

Regra 3 – Conheça a sua capacidade produtiva 

  • Qual é a sua capacidade produtiva?
  • Quantas horas você consegue trabalhar por dia até que a sua energia se esgote?
  • Quanto tempo costuma demorar para produzir aquele relatório mensal?
  • Quantas páginas de um livro lê BEM por hora?
  • Costuma respeitar o horário de término de suas reuniões?

Se você não souber disso, seu planejamento estará completamente furado, concorda?

Regra 4 – Faça pausas de cinco minutos a cada hora de concentração

  • A nossa capacidade de foco pode e deve ser treinada para atingir a sua performance máxima, mas essa competência é limitada e isso precisa ser respeitado.
  • A cada pausa, levante-se, alongue-se, beba muita água e respeite os seus limites. Caso contrário, será como a indústria que despeja seus desejos no rio. Lembra-se?
  • A qualquer momento que se sentir pressionado, angustiado, pare por um minuto e inspire, respire, para recobrir as suas energias. Inspire, respire e não pire (risos).

Regra 5 – Identifique o que rouba o seu tempo

  • O que mais rouba o seu tempo?
  • Quais são as suas principais distrações?
  • O que você precisa parar de fazer?
  • Quais são as emoções que roubam a sua energia?

Trace estratégias para isso!

  • Se é o celular, deixe-o longe de você.
  • Se são as interrupções de outras pessoas, busque outro lugar quando tiver que se concentrar.
  • Se são as inúmeras solicitações, aprenda a dizer não.

 

Mas lembre-se: um dos maiores ladrões do tempo são os seus pensamentos e as suas emoções.

Avance a cada semana, sinta-se progredindo.

Nada é tão bom que não possa melhorar.

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Como receber reconhecimento pelo seu valor

Se você não comunicar a qualidade de seu trabalho e o valor de suas realizações — especialmente para as pessoas hierarquicamente acima de você —, pode estar passando uma mensagem equivocada de que não possui confiança em suas habilidades ou que não tem certeza se deseja a ascensão na organização.

Há muitos profissionais altamente competentes, que desempenham um ótimo trabalho, mas não conseguem reivindicar seus direitos e conquistas. Trata-se de um comportamento mais comum entre as mulheres.

Muitos resistem em chamar a atenção para suas realizações e sucessos e há, ainda, quem ache difícil até mesmo aceitar elogios ou que a atenção esteja voltada para si.

Em meu trabalho como Mentora de Liderança me deparo com profissionais brilhantes e muitos não querem parecer que estão se autopromovendo.

Quando pergunto o que os impede de falar sobre seu valor e realizações, recebo respostas do tipo:

  • “Meu chefe deve perceber o meu valor, não faz parte da função dele?”
  • “Não quero ser como aquelas pessoas que se julgam estrelas e ficam jogando confete sobre si o tempo todo. Detesto isso.” (eu também…rs)
  • “Não sou eu que devo falar, é papel do meu chefe saber, ué!”

Seja qual for o caso, esse tipo de pensamento prejudica muito o profissional, porque avançar na carreira, especialmente para cargos de liderança, exige ousadia e coragem.

A dica para driblar esse hábito é incentivar você a pensar em seu valor para a organização, na importância do seu sucesso e quais benefícios pode oferecer se alcançar posições mais altas de influência e impacto.

Por isso, é fundamental buscar o autoconhecimento. Se não sabe dar nome às suas habilidades e competências, como vai poder falar sobre elas?

Outro ponto, seu gestor não lê seus e-mails, não participa das mesmas reuniões que você, nem tão pouco sabe das suas habilidades em conquistar clientes, resolver problemas complexos, motivar a equipe….

Nunca devemos ter a presunção de que estamos sendo notados o tempo todo.

Se você quer mesmo ascender na carreira, receber reconhecimento por seus resultados, ter indicação para oportunidades dentro da empresa, é preciso ultrapassar essa barreira e começar a demonstrar o seu valor.

Lembre-se, sempre com ousadia, mas sutileza e humildade.

O que você fará HOJE para demonstrar o seu valor para seu chefe?

Que tal começar a treinar imediatamente?

 

Autora: Wayne Valim

Especialista em Comportamento, Inteligência Emocional e Liderança

 

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O que aprendi como líder de Tecnologia da Informação

Durante os meus 18 anos em Tecnologia da Informação (TI) e 14 anos em liderança cometi muitos erros, mas também tive muitas vitórias, conquistas e aprendizados.

Parei hoje para refletir um pouco sobre alguns pontos que julgo fundamentais numa liderança de TI e talvez essas lições aprendidas possam também fazer sentido para você.

Vamos, então, às 7 lições aprendidas na liderança de TI:

1 – Medo de errar

A coragem não é a ausência de medo, mas a firmeza de ânimo e resiliência diante dos perigos e reveses da vida.

O líder que não sabe aprender com os erros, próprios e da equipe, se afunda em emoções negativas, não avança, não inova. E tecnologia sem inovação é falência.

2 – Cada pessoa é única

Mesmo os colaboradores mais difíceis de lidar, sensíveis demais, reativos, são passíveis de mudança e de contribuição.

É preciso saber tocar a “nota” certa, ouvir o coração e a mente de cada um.

Mas investir em quem não quer aprender nem evoluir é tirar a oportunidade dessa pessoa de ser feliz em outro setor ou empresa.

3 – Criar aliados

Proteger-se dos conflitos, cercar a equipe e se fechar na área exclui o líder das tomadas de decisão mais estratégicas.

É preciso dar a cara a tapa e se mostrar.

Quem não se expõe não se conecta.

4 – Perfeccionismo

Existe uma área na TI responsável por encontrar os erros e garantir a qualidade.

A excelência é fundamental, mas o perfeccionismo no microgerenciamento traz sobrecarga, cansaço, afasta as pessoas e inibe a equipe de querer fazer.

5 – Síndrome da impostora

A crença profunda e, às vezes, paralisante de que não conquistamos nem merecemos estar onde estamos nos faz retroagir, nos cega para as oportunidades e, igualmente, diminui o valor de todos os integrantes da equipe.

6 – Lidar com as emoções

Trabalhar na área da tecnologia não significa ser racional e lógico(a) o tempo todo.

A Inteligência Artificial está aí para nos mostrar como aprender com os padrões.

Somos seres guiados pelas emoções e aprender a lidar com elas, sejam as próprias, sejam as dos gestores ou da equipe é crucial para a sobrevivência em uma área de tamanha complexidade e mudanças tão rápidas.

7 – Não saia por ninguém

Certa vez, ouvi do meu mentor: “Jamais tome a decisão de sair de uma empresa por causa de outra pessoa”. Amanhã, ela pode não estar mais lá, e você perdeu uma excelente oportunidade.

Sabe, ao longo dessa jornada, enfrentei dificuldades, escassez de oportunidades, lidei com as difíceis escolhas, ambientes complexos, constantes pressões, mas olho para trás e tenho um imenso orgulho do que construí e de como formei uma rede de apoio para conseguir a ascensão na minha carreira, sendo também mãe e esposa dedicada.

Tive medo, pensei em desistir muitas vezes, mas segui e hoje faço de todo esse aprendizado algo que acredito ser o mais nobre do ser humano: Compartilhar conhecimento, ajudar outras pessoas a também crescerem e avançarem, a liderarem com o coração e, de maneira corajosa, apresentarem resultados consistentes por meio de uma equipe forte e unida.

Por isso, criei o Programa de Mentoria e Formação de Mulheres Líderes de TI com o objetivo de formar profissionais capazes de trabalhar sob pressão, atuar em ambientes complexos e liderar times multifuncionais em Tecnologia da Informação!

Acesse este link e conheça o programa:

http://cursos.waysup.com.br/mulher-de-tecnologia

Autora: Wayne Valim

Especialista em Comportamento, Inteligência Emocional e Liderança

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5 Passos para ganhar mais tempo e evitar a ansiedade

Ao final de uma semana dura de trabalho, a pergunta que sempre fica é:

“E aí, conseguiu cumprir tudo que havia planejado para a semana ou não deu tempo?”

Se você finaliza uma semana respondendo “- Não consegui…” e já costuma iniciar outra com uma sensação de angústia e de dívida não quitada, este artigo é para você!

Quase todos os nossos recursos materiais são possíveis de serem poupados para durarem mais ou usarmos futuramente…

– Economizamos dinheiro, por exemplo, para usar depois na aquisição de um bem mais valioso.

– Desligamos alguns recursos do celular para economizar bateria e assim mantê-lo ligado por mais tempo…

Mas este minuto agora que está gastando para ler esta mensagem jamais poderá ser poupado para ser usado mais tarde.

O tempo é o recurso mais valioso que temos.

Ele é tão precioso que nunca ouvi alguém dizer no final da vida:

“como eu queria ter ganhado mais dinheiro, trabalhado mais, comprado mais…”

A assertiva é sempre esta:

“como eu queria ter tido mais tempo para a minha família, para amar mais, aproveitar mais o convívio com as pessoas que amo.”

Sem prestarmos atenção nisso, entupimos nossa vida com afazeres que roubam nossos momentos e muitas vezes não conseguimos nos livrar da “TRALHA” que nos aprisiona em processos, manias e hábitos criados por nós próprios.

Somos incapazes de dizer não para o que nos sobrecarrega por medo de magoar ou ferir os sentimentos de alguém.

Com o desejo de agradar a todos, estar sempre bem com os colegas, aliviar o sofrimento dos mais inexperientes, ou mesmo querermos tudo do nosso jeito…

  • acumulamos tarefas,
  • saímos tarde do trabalho,
  • procrastinamos o cuidado com a saúde,
  • a qualidade de vida está sempre no fim da lista…

Com isso, nos afundamos em um mar de insatisfação, angústia e outros sentimentos negativos.

O resultado só pode ser um só: ANSIEDADE!

Que tal, então, virar esse jogo?

Com um pouco de criatividade, força de vontade e persistência irá encontrar novos caminhos e seguir avançando.

“5 Passos para ganhar mais tempo e evitar a ansiedade”

# Passo 1 – Defina uma meta

Escreva em algum lugar e deixe isso visível ao longo do seu dia de trabalho.

Exemplo: “Minha meta é ganhar 15 minutos em 4 etapas do meu dia e aplicar esses 60 minutos para o meu aprimoramento pessoal e minha qualidade de vida”.

# Passo 2 – Pratique o autoquestionamento

Responda às seguintes perguntas:

  • O que mais rouba o meu tempo?
  • Quais são as minhas principais distrações?
  • Quais são as minhas manias que impedem que eu seja mais ágil?
  • Em que estou sendo perfeccionista demais?
  • O que eu preciso parar de fazer?
  • O que posso delegar?

Essas respostas vão ajudar você a definir as ações a cumprir.

# Passo 3 – Liste as ações práticas

Escreva no seu planner, agenda ou caderno de atividade as ações práticas que irá adotar. Exemplos:

  • Vou acordar 5 minutos mais cedo
  • Vou me levantar assim que o alarme tocar
  • Vou deixar a roupa pronta no dia anterior
  • Eliminar atividades que não trazem resultados
  • Ler somente os e-mails importantes
  • Combinar com os colegas que estou focado em uma meta importante
  • Reduzir 10 minutos na Internet
  • Sairei e voltarei pontualmente no meu horário de almoço
  • Dizer “não” para pessoas prolixas
  • Dizer “não” para conversas fúteis
  • Eliminar detalhes exagerados
  • Sair no horário
  • Analisar o meu dia e pensar no que posso melhorar
  • Desligar a TV
  • Evitar as redes sociais…

(Todas essas ações são apenas sugestões. Liste aquilo que faz sentido para sua realidade.)

# Passo 5 –  “Conheça-te a ti mesmo”

Busque o autoconhecimento!

Os nossos maiores ladrões do tempo não vêm só da desorganização ou da falta de planejamento, mas sim dos nossos hábitos comportamentais e questões emocionais.

Podemos usar os melhores métodos, as estratégias mais inovadoras, as ferramentas de última geração, mas sem autoconhecimento continuaremos perdendo o nosso tempo, nos desviando do caminho, remoendo as escolhas mal feitas e ansiosos por algo milagroso que nos tire do sufoco.

Busque ajuda profissional, cursos sérios, fale com quem entende!

Só assim, você conseguirá ter mais tempo para você e para os que ama!

IMPORTANTE!!!

 #Faça tudo isso com leveza, sorriso no rosto, elegância e diplomacia.

 #As pessoas essencialistas são, acima de tudo, agradáveis e cordiais.

Autora: Wayne Valim

Especialista em Comportamento, Inteligência Emocional e Liderança Feminina

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A habilidade de comunicar sem ofender

Quem nunca ficou em dúvida se deveria dizer a verdade e expressar opiniões sinceras em um ambiente de trabalho?

Realmente é uma tarefa difícil. 

Mesmo quando há programas de avaliação de desempenho estruturados nas empresas, percebemos que a maioria esmagadora, mesmo em posição de liderança, simplesmente mascara a verdade por receio de magoar as pessoas ou ser mal interpretada.

Se direcionamos o nosso olhar para o ambiente familiar e social, se torna mais ainda um desastre…

São relacionamentos dissolvidos, abandono do lar e ambientes conturbados por conta das discussões e das verdades ditas de forma dura e cruel em momentos de tensão.

Qual seria, então, o ingrediente insubstituível (que não pode faltar) em um feedback informal ou em uma conversa franca? 

Para mim, há alguns, mas o principal é a compaixão

Deveríamos até nomeá-la como competência essencial para qualquer posição de trabalho. E, para que eu a tenha no trabalho, preciso exercitá-la em casa!

Por quê? A compaixão está presente… 

  • no nosso olhar acolhedor para o outro,
  • na escuta atenta, 
  • no sorriso verdadeiro, 
  • no pensamento de bondade, 
  • no aperto de mão transmitindo confiança, 
  • nos braços que acolhem o outro num simples abraço que deseja felicidades.

Deixamos de usá-la quando… 

  • somos intolerantes com as perguntas repetitivas, 
  • com a falta de visão daqueles que não conseguem enxergar aquilo que vemos, 
  • com a impaciência ao explicar aquilo que para nós é tão simples, 
  • quando usamos a ironia e o sarcasmo para repreender as pessoas à nossa volta ou 
  • para expressar ao outro o nosso pensamento divergente, ou quando nos colocamos em uma posição superior. 

E ainda mais… 

quando não nos permitimos errar e nos cobramos tanto a ponto de não enxergarmos as nossas próprias capacidades na ânsia de atingir a perfeição. 

Reflita sobre isso, dispondo-se a entender que cada pessoa possui suas próprias características, suas dificuldades, seus medos e não são exatamente como queremos que elas sejam, porque, assim como nós, elas são únicas.

Assim, ajuste sua linguagem verbal e não verbal a cada um, sem deixar de dizer o que precisa ser dito, sempre com equilíbrio e amorosidade.

É possível ser firme sem ser agressiva; gentil, sem demonstrar fraqueza.

Desejo que a sua compaixão para com o outro e para com você crie laços verdadeiros, fortaleça seus relacionamentos e permita despertar todo o seu potencial para a missão que abraçou em sua vida profissional e pessoal.

“A verdade sem compaixão se torna crueldade – para os outros e para nós mesmos.” Do livro The power of full engagement

Um abraço de muita energia para você!

Wayne Valim
Especialista em Inteligência Comportamental de Pessoas e Organizações

 

OBS: Vem aí uma grande novidade: Black Friday na WaysUP!!!

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Líder de primeira viagem? Saiba o que você precisa dominar…

As dicas de hoje são dedicadas às pessoas que assumiram pela primeira vez uma posição de liderança, que se preparam para alçar voos em sua carreira ou, ainda, para quem começou um empreendimento.

Quando a tão esperada promoção acontece, muitas pessoas costumam pensar que “chegaram lá”. Todo o trabalho duro como colaborador individual foi recompensado. O que é verdade e deve ser comemorado, claro!

Mas a maioria acaba se esquecendo de que, ao nascer um novo líder, novos hábitos e comportamentos são igualmente necessários.

O sucesso como gerente de primeira viagem exige uma grande transição para a qual muita gente não está preparada.

Há uma frase comum que diz: “O que te trouxe até aqui não te levará ao próximo nível”.

E essa é a primeira verdade absoluta para quem começou a carreira nos primeiros níveis e por mérito conquistou uma posição de gestão.

Talvez o maior desafio seja entender que agora você é responsável por garantir que o trabalho seja feito e entregue por outras pessoas e não mais por si só.

Alguns hábitos específicos podem ser ainda mais difíceis de ser mudados, porque funcionaram bem no passado, durante o avanço na trajetória de crescimento profissional.

Esses comportamentos podem até ser virtudes dentro de relações pessoais, familiares, enfim, fora do trabalho. No entanto, neste estágio da jornada profissional, eles se tornam comportamentos de autossabotagem.

Os autores do livro Pipeline de Liderança afirmam que a passagem de colaborador individual para gerente de primeiro nível requer que as pessoas adquiram uma nova forma de gerir e liderar, além de deixar seus velhos hábitos para trás nas três áreas seguintes:

1 – Habilidades necessárias – as novas competências requeridas para executar responsabilidades diferentes. Por exemplo:

  • Antes, o domínio técnico ou especializado e a utilização de ferramentas, processos e procedimentos garantiam grande parte da sua entrega.
  • Agora, é preciso aprender a delegar, avaliar desempenhos, dar feedback, criar estratégias de motivação, comunicação com os times, entre outras competências.

2 – Gerenciamento de tempo – novas formas de organizar o tempo, determinando o modo como alguém trabalha:

  • Antes, a disciplina diária e o cumprimento de prazos pessoais para os projetos e tarefas eram o seu foco principal.
  • Agora, a gestão do tempo requer fluência no planejamento anual, orçamentos, disponibilidade de tempo para os subordinados, priorização de atividades para o departamento, tempo para relacionamento com outras áreas da empresa, fornecedores, clientes…

3 – Valores profissionais – o que as pessoas acreditam ser importante, tornando-se assim o foco de seus esforços:

  • Antes, o mais importante era valorizar a proficiência profissional, o trabalho técnico de alta qualidade, o esforço individual.
  • Agora, os valores precisam incorporar os demais como: atingir resultado por meio dos outros, construir laços de confiança com a equipe, garantir o sucesso do time e do departamento, utilizar métodos gerenciais, ver-se como gestor…

Como você pode perceber, são muitas as mudanças, e, assim como qualquer transformação, é preciso foco, planejamento e acompanhamento do progresso.

Fácil não é, mas é possível e enriquecedor. Trata-se de uma trajetória que nos enriquece e nos torna melhores como seres humanos.

Alguns atalhos podem ajudar você:

1 – Busque o autoconhecimento pragmático, entenda o seu perfil comportamental, mapeie suas competências, busque ajuda profissional, se for preciso. Isso vai ajudar você a conhecer melhor a sua equipe também.

2 – Faça o mapeamento do perfil comportamental da equipe, assim poderá traçar o desenvolvimento profissional de cada um e acompanhar o progresso do time.

3 – Esqueça o perfeccionismo. Ele é um forte entrave para atingir a excelência. Valorize os próprios erros e os da equipe.

4 – Seja humilde para reconhecer que precisa de ajuda e que não domina tudo. O importante agora não é saber tudo, mas ter um time multidisciplinar que sabe tudo.

5 – Saia da sua mesa. O seu lugar agora é fora da sua sala, criando relacionamentos e conquistando aliados para facilitar o trabalho da sua equipe.

6 – Tenha um(a) mentor(a). Seja buscando um Mentor profissional ou Líderes experientes da própria empresa, ter alguém com quem pode aprender encurta caminhos e reduz sofrimentos.

Lembre-se de que, nesses momentos desafiadores, é preciso contar com as pessoas que você confia, trocar ideias e ouvir as histórias daqueles que já passaram por essa fase pode ser de grande valia.

Espero que tenha gostado das dicas de hoje. Elas foram inspiradas por situações e dilemas que meus mentorados vivenciam em sua rotina diária. Percebo que pequenos ajustes e algumas técnicas simples trazem grandes benefícios para uma liderança com mais leveza.

Autora: Wayne Valim
Especialista em Inteligência Comportamental de Pessoas e Organizações

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Por onde começar quando me sinto perdida e confusa?

Nem sempre é fácil escrever um artigo, nem sempre é fácil gravar um vídeo, nem sempre é fácil começar…

Estava aqui pensando no tema que gostaria de escrever para você e nada de me definir…rs.
Não pela falta de assuntos interessantes, pois tenho uma lista enorme deles que vou acumulando a cada insight que tenho ou a cada novidade que tomo conhecimento.

O problema é mesmo a falta de inspiração, às vezes, para discorrer sobre o assunto!

Quantas vezes precisamos sair de casa para o trabalho, chegar cedo na empresa, dar conta de inúmeras atividades, ou mesmo cuidar da casa, organizar as coisas pessoais e não temos inspiração e nem motivação alguma?

Mas, acabamos indo de qualquer jeito, não é? Vamos arrastados, muitas vezes, pois temos família para criar, equipe para liderar, contas para pagar, vida para seguir…

Já se sentiu assim?

Então, o que fazer nessas situações? Como driblar a “maré baixa” e encarar o que precisa ser enfrentado?

Eu penso que pode ser assim: agindo, iniciando, dando o primeiro passo, indo à luta!
Quanto mais eu penso:

  • “não estou a fim”,
  • “não queria fazer isso”,
  • “que chato”,
  • “que tédio…” pior vai ficar.

Nossos pensamentos são tão poderosos, a ponto de dispararem milhões de sinapses que se manterão juntas e ganharão proporções negativas gigantescas em nossos cérebros, caso não quebremos essa corrente quando percebermos a situação.

Diante de desafios, tarefas longas, complicadas ou desagradáveis, nosso cérebro racional pode se tornar uma vítima das nossas emoções e, nesses casos, o melhor a fazer é retomar o controle, concentrando primeiro nos objetivos pequenos.

No meu caso, quando sento para escrever e a inspiração não vem, me concentrei nas primeiras linhas da mensagem, e depois mais uma e mais uma, expandindo gradualmente, até alcançar os melhores e maiores desafios.

Portanto, quando estiver …

  • inerte,
  • sem saber que caminho seguir,
  • por onde iniciar,
  • se vai ou se fica…

COMECE e, se necessário, mude o trajeto, mas não fique parada, esperando algo acontecer, porque se você não tomar o controle e agir, nada sucederá.

E, à medida que vai percebendo a sua capacidade, novas e positivas emoções surgirão e darão lugar a outras possibilidades, aumentando a criatividade.

O psicólogo, pesquisador e escritor Shawn Achor afirma em seu livro The Happiness Advantage [A vantagem da felicidade]:

“As emoções positivas inundam nossos cérebros de dopamina e serotonina, substâncias químicas que não só nos fazem sentir bem como ativam os centros de aprendizado de nossos cérebros para níveis mais altos.  

Elas nos ajudam a organizar informações novas e nos possibilitam criar e sustentar mais conexões neurais, o que nos permite pensar de forma mais rápida e criativa, nos tornar mais habilidosos em análises complexas e resolução de problemas e ver e inventar novas maneiras de fazer coisas “. 

Fantástico, não? Perceba como as sensações positivas foram importantes para eu continuar escrevendo, adicionando informações e olha só: com uma lista de assuntos para compartilhar com você, acabei escolhendo uma situação nova!

E assim, frase por frase, concluo mais uma mensagem para você, me sentindo muito bem agora!

E sabe de uma coisa? Depois que comecei, até que foi fácil, porque o prazer que sinto ao me comunicar com você sempre me deixa cheia de energia!

Autora: Wayne Valim – Especialista em Inteligência Comportamental e Alta Performance de Pessoas e Organizações

*O livro que cito é uma das muitas dicas que deixo para meus mentorados de liderança e meus alunos de Alta Performance.

The Happiness Advantage: The Seven Principles of Positive Psychology That Fuel Success and Performance at Work. By Shawn Achor (2010)

[O Jeito Harvard de ser feliz: os sete princípios da psicologia positiva que alimentam o sucesso e a performance no trabalho] Por Shawn Achor (2010)

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Escuta atenta: habilidade-chave do profissional influente

Uma das habilidades que causam mais impacto em qualquer relacionamento interpessoal é saber ouvir.

Se observarmos as pessoas em suas vidas agitadas, perceberemos uma grande impaciência ao escutar, especialmente quando há uma discordância entre as ideias.

Com a nossa falta de tempo e as inúmeras atividades diárias, estamos muito mais preocupados em falar do que em escutar, pois queremos passar logo a mensagem e seguir adiante, não é?

Temos a falsa impressão de que parar o que estamos fazendo, enquanto o outro fala, é perda de tempo.

Desenvolver essa competência é uma árdua tarefa. Afinal, fomos estimulados a falar desde crianças.

Claro que a gentileza ajuda bastante, pelo menos a não interromper as pessoas, mas não é tudo, porque não basta somente esperar o outro terminar de falar e aguardar a nossa vez. A escuta atenta é muito mais do isso.

Para contribuir com o seu desenvolvimento nessa habilidade crucial para líderes e profissionais que almejam avançar em suas carreiras, trago a você, na íntegra, uma entrevista que concedi ao site Jovens Braskem.

Espero que goste!

Título da entrevista: No trabalho, saber ouvir é mais importante do que falar

Segundo especialista em inteligência comportamental, a escuta atenta pode ser uma peça-chave para a evolução da sua carreira

Dale Carnegie, autor do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, publicado na década de 1930, já dizia “ser um bom ouvinte é uma das coisas mais potentes quando se trata de aumentar sua influência e as chances de as pessoas gostarem de você”. Oito décadas depois, essa afirmação continua válida, porém encontra um desafio: as distrações promovidas pela tecnologia e, consequentemente, a falta de foco. Uma prova está nas reuniões, nos almoços de trabalho ou, ainda, no encontro com os amigos. Sempre há alguém “distante”, distraído com o celular, ou com a cabeça em outro lugar durante uma conversa.

Essa falta de foco, além de prejudicar as relações sociais, também pode afetar sua carreira. Saber ouvir está entre as principais habilidades valorizadas pelos empregadores – e, ainda,(e) pode ser definitivo para uma promoção a um cargo de liderança. A boa notícia é que é possível livrar-se das tentações que tiram nossa atenção durante momentos importantes e aprender a se conectar com o presente.

Wayne Valim, especialista em Inteligência Comportamental e Alta Performance de Pessoas e Organizações, fala sobre o assunto na entrevista a seguir:

Jovens Braskem: Jovens Braskem: Ouvir com atenção quem está falando é uma atitude cada vez mais rara. Por que é tão importante resgatar a escuta e o sentido de presença?

Wayne Valim: É verdade! Uma atitude de total importância que está cada vez mais rara.

Desde pequenos, somos estimulados a falar. Há uma enorme expectativa para o bebê pronunciar as primeiras palavras, por exemplo, e ao longo da vida, crescemos com muito incentivo para a expressão verbal. Mas quase não há incentivo para aprendermos a ouvir, não é verdade?

Há uma enorme variedade de cursos de oratória, falar em público e tantos outros, mas muitos se esquecem de que a comunicação assertiva se dá primeiramente pela escuta. Como influenciar as pessoas a nossa volta, sem antes ouvir suas necessidades, desejos, dificuldades? Impossível!

Portanto, ouvir com atenção e estar de fato presente são algumas das habilidades que mais trazem benefícios para qualquer profissional que deseja se destacar no mundo do trabalho.

Ambos trazem foco e assertividade na comunicação, reduzem tempo e demonstram empatia.

JB: O quanto a habilidade de saber ouvir é benéfica para a carreira? E para a vida pessoal?

WV: O ser humano tem uma necessidade intrínseca de se conectar com os outros e a escuta ativa acelera essa conexão, porque quando você ouve atentamente está demonstrando que se importa verdadeiramente com o outro.

A escuta atenta nos coloca em posição de vantagem, já que a nossa atenção plena nos faz ver o que muitas vezes outros não veem, e nos torna capazes de apresentar soluções mais eficazes e criativas.

Ouvir encurta caminhos, nos faz capturar a essência em uma reunião, entrevista e nas interações pessoais com qualquer pessoa, mesmo que seja por telefone, videoconferência ou presencialmente.

Os profissionais que escutam com atenção interpretam melhor o que lhes é dito, compreendem mais facilmente as instruções recebidas, são mais focados no que fazem e, consequentemente, se comunicam com mais assertividade.

Além disso, ganham tempo, porque o foco traz agilidade e profundidade, independentemente da função que estejam desempenhando.

JB: As empresas valorizam a habilidade da escuta? Esta pode ser uma habilidade significativa de um perfil de liderança?

WV: As empresas e pessoas valorizam, sim, e muito, embora essa habilidade nem sempre seja apontada como mandatória para o cargo ou função que o profissional irá assumir.

Geralmente, não está expressa na “Descrição do Cargo” (Job Description). Mas é percebida pelos gestores e colegas de trabalho, e ao longo do tempo, torna-se um diferencial e tanto do profissional que deseja alcançar posição de liderança.

A escuta atenta é uma habilidade fundamental para o líder, já que a confiança se estabelece mais facilmente quando o líder está disposto a ouvir seus liderados. A meu ver, ela é uma espécie de “cola” que liga líderes e liderados.

Além disso, o líder que não souber ouvir, não saberá influenciar, nem convencer seus liderados para suas ideias e projetos, pois a persuasão só acontece de fato quando entramos no mundo do outro, entendemos seus pensamentos e as razões que os levam a agir de determinadas maneiras.

Se conseguimos capturar o que é essencialmente importante na fala de alguém, sem preconceitos e julgamentos, conseguimos influenciar mais facilmente.

JB: Como as empresas enxergam as pessoas que não sabem ouvir?

WV: Vamos pensar nesta situação: Imagine que esteja com um problema e quer muito desabafar com alguém que vai ouvi-lo de verdade. Procura um amigo em quem confia e começa a conversa. E à medida que você fala, o seu amigo olha no celular a cada mensagem que aparece na tela.

Como você se sente? Tem vontade de continuar conversando com ele?

O que está demonstrando mais importância para o seu amigo no momento: você ou o celular?

Em nossas relações interpessoais no trabalho, dá-se da mesma maneira. As pessoas percebem e sentem o profissional que não sabe ouvir, que está distante, distraído, sem foco. Portanto, com o passar do tempo, deixam de convidá-lo para atividades, reuniões, conversas e ele vai sendo colocado de escanteio, assim como acontece em nossa vida pessoal.

JB: Quais seriam as melhores técnicas para estar mental e fisicamente presente em uma conversa?

WV: Estar presente é estar inteiro em uma relação, seja ela qual for; é estar física e emocionalmente ali, sem pensar na reunião que vai acontecer daqui a pouco ou no relatório que deixou de entregar.

Para atingir esse nível de presença, é necessário primeiramente entender que não somos multitarefas. Saber disso assusta um pouco as pessoas, já que na era da conexão digital temos a falsa impressão de que conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo.

O que acontece com a maioria de nós é alternar muito rapidamente o pensamento ou foco, o que dá a falsa impressão de sermos multitarefa.

Aqui estão algumas dicas para quem deseja desenvolver a presença:

  • Inicialmente, diante de uma tarefa ou interação com alguém, elimine ao máximo as distrações, desabilite os alertas do celular ou computador, faça uma coisa de cada vez. Ao contrário do que possa parecer, isso trará mais agilidade e eficácia;
  • Em uma conversa, capture todo e qualquer sinal. A expressão facial e corporal das pessoas são responsáveis por mais de 90% em uma comunicação, sendo assim, concentre-se no que está sendo transmitido;
  • Faça perguntas, certifique-se do seu entendimento;
  • Nas atividades diárias, a Técnica Pomodoro* auxilia no desenvolvimento do foco e da concentração. É simples e bastante eficaz.

JB: Quais seriam as melhores técnicas para ouvir com atenção?

WV: Há uma técnica excelente, utilizada por coaches no início da carreira, que se chama “parafrasear”, que consiste em repetir mentalmente o que está sendo dito pela outra pessoa.

É importante saber que a escuta atenta é uma competência que pode ser desenvolvida, e para isso, exige treino diário.

Algumas dicas:

  • Treine em casa, na escola, no trabalho, em todos os ambientes;
  • Em um encontro com amigos, combine guardar os celulares por 30 minutos e conversar sem intervenções externas;
  • Ouça sem interromper as pessoas, sem preconceitos ou pré-julgamentos;
  • Stephen Covey disse: “a maioria das pessoas não escuta com a intenção de entender, mas com a intenção de responder.” Portanto, não se preocupe com a próxima pergunta ou com o que vai dizer durante a fala de alguém. Escute com a intenção de entender;
  • Lembre-se de que o silêncio pode ser mais valioso do que a fala atravessada na hora errada;
  • Crie mecanismos para se lembrar, por exemplo, escreva logo pela manhã: Hoje ouvirei atentamente as pessoas que falarem comigo;
  • Crie lembretes, post-its e combine com os amigos de desenvolverem-se juntos;
  • Ao final do dia, faça uma avaliação e perceba os benefícios.

JB: Quem tem dificuldade de concentração, por exemplo, pode buscar alguma orientação profissional para desenvolver melhor a habilidade da escuta? Ou adotar alguma rotina diária que ajude a desenvolver a atenção?

WV: Sim.  Há várias formas de desenvolver essas habilidades. A Meditação ou práticas de Mindfulness são excelentes para isso. A técnica Pomodoro, citada anteriormente, ajuda a desenvolver o foco e concentração.

Para quem percebe que no ambiente de trabalho não está conseguindo se desenvolver sozinho ou deseja agilizar o aprimoramento, sugiro procurar um coach da sua confiança.

O Coaching possui técnicas e métodos bastante eficazes para o aprimoramento dessas competências.

JB: Caso você queira comentar algo mais sobre o assunto, fique à vontade.

Outra medida que também pode ajudar em desenvolvimento de habilidades é eleger um mentor.

Escolha alguém que admira, que demonstra o sentido de presença e que sabe ouvir com profundidade. Essa pessoa certamente ficará feliz pela escolha e irá compartilhar conhecimento com você que quer se aprimorar.

Ouvir é uma atitude de humildade e respeito ao outro. E se pode ganhar muito com essa atitude!

*****

Bem, agora crie o seu plano de ação e comece a praticar em casa com a sua família, na interação com os amigos e escolha algumas pessoas do trabalho para aprimorar a escuta atenta.

Lembre-se, para mudar um hábito é preciso 3 P’s: Paciência, Persistência e Prática!

(*) Nota: Técnica Pomodoro:

É uma técnica de gerenciamento de tempo, desenvolvida por Francesco Cirillo no fim dos anos 1980.

A palavra “pomodoro” significa tomate em italiano, e o método ganhou esse nome porque o cronômetro gastronômico tem a forma dessa fruta.

Técnica Pomodoro passo a passo:

  1. Liste as tarefas a serem executadas;
  2. Ajuste o cronômetro para o tempo desejado (geralmente 25 minutos);
  3. Escolha a tarefa inicial;
  4. Trabalhe na tarefa escolhida até que o alarme toque. Se alguma distração importante surgir, registre-a e volte o foco imediatamente de volta à tarefa;
  5. Quando o alarme tocar, marque um “x” na lista de tarefas;
  6. Se houver menos de 4 marcações, faça uma pausa curta (de 3 a 5 minutos);
  7. Se houver quatro pomodoros marcados, faça uma pausa mais longa (de 15 a 30 minutos), zerando a contagem de marcações e retornando ao passo inicial.

Sempre que o tempo acabar, encontre uma pequena recompensa, como um café, alguns minutos na Web, uma conversa despreocupada, permitindo ao seu cérebro mudar o foco de uma forma agradável e durante algum tempo.

Gravei um vídeo para o YouTube sobre o assunto. Assista e se inscreva no canal:

https://www.youtube.com/watch?v=E-VMTyIiumE

 

http://www.waysup.com.br/conheca-a-coach-wayniere-valim/

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Os efeitos físicos e psicológicos da Gratidão

“A gratidão é um antídoto contra emoções negativas: quanto mais uma pessoa for grata, menos chance ela tem de ficar deprimida, ansiosa, solitária ou neurótica”, afirmou a doutora Susan Andrews, psicóloga da Universidade de Harvard, em seu livro A Ciência de Ser Feliz.

Praticar a gratidão pode parecer um conselho meloso de autoajuda, mas o fato é que diversos experimentos comprovam que esse hábito traz diversos benefícios, inclusive contribui de maneira significativa para a felicidade.

Ao apreciarmos as coisas boas da vida, a gratidão nos ajuda a sempre valorizar as circunstâncias positivas, e assim podemos continuar a extrair satisfação delas.

É uma forma de as pessoas apreciarem o que elas têm, em vez de sempre procurar algo novo, na esperança de que elas as tornem mais felizes, ou de pensar que não podem se sentir satisfeitas até que todas as necessidades físicas e materiais sejam atendidas.

Pessoas que cultivam a gratidão:

• Dormem melhor e têm menos enxaquecas, problemas de pele, tosse e náuseas;

• Experienciam menos raiva e amargura;

• São mais bem-dispostas, otimistas e mais inclinadas a ajudar os outros;

• Têm maior autoconfiança e autoestima e lidam melhor com estresse e traumas;

• Desfrutam de relacionamentos interpessoais mais harmoniosos.

Parece óbvio que praticar a gratidão nos causa sensação de prazer e paz interior, mas o que acontece é que, na maioria das vezes, não temos o hábito de agradecer as coisas corriqueiras da vida.

Caímos numa rotina de exigências dos outros e nos acostumamos muito mais a reclamar do que agradecer.

Portanto, a minha proposta é incentivar você a desenvolver esse hábito que só exigirá um olhar diferenciado para o que já possui em sua vida, como, por exemplo:

  • O sorriso do seu filho;
  • O abraço acolhedor do amigo;
  • O carinho sempre presente da mãe;
  • O trabalho que lhe dá o sustento;
  • A brisa no rosto;
  • A natureza sempre presente;
  • Seu cachorro que o recebe pulando…

Não custa muito transformar a interpretação do que lhe causou frustração em algo positivo.

Preste mais atenção no que aconteceu de bom no seu dia. E a cada acontecimento desagradável, descubra um aprendizado e logo a sua mente estará programada para prestar maior atenção às situações positivas da vida.

Pesquisas científicas apontam que a prática da gratidão traz benefícios físicos, psicológicos e sociais:

Físicos

  • Fortalecimento do sistema imunológico;
  • Menor incômodo por dores;
  • Baixa pressão arterial;
  • Pessoas gratas se exercitam mais e cuidam melhor da saúde;
  • Dormem mais e melhor e se sentem mais revigorados ao acordar.

Psicológicos

  • Pessoas gratas mantêm um nível superior de emoções positivas;
  • Estão sempre mais alertas, vivas e despertas;
  • Sentem mais alegria e prazer;
  • Demonstram maior otimismo e felicidade.

Sociais

  • Pessoas gratas se sentem mais úteis;
  • São mais generosas e têm maior compaixão pelo próximo;
  • São mais propensas a perdoar;
  • São melhores companhias;
  • E são menos solitárias e isoladas.

Que tal, então, fazer a sua lista de gratidão e ver como se sente?

“Se a única oração que você fizer durante toda sua vida for obrigado, isso já será o bastante.”

Meístre Eckhart, místico alemão.

Por falar nisso, minha eterna gratidão por estar comigo nesta jornada de autoconhecimento e fortalecimento emocional!

Lembrou-se de alguém a quem tem imensa gratidão? Envie este link com um recado especial! 😉

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Você não precisa fazer tudo [email protected] 

Algo curioso tem me chamado atenção ultimamente: um grande número de pessoas sobrecarregadas no trabalho ou por conta dos diversos papéis da vida, entrando em estado crítico de estresse e de desmotivação.

As consequências mais graves disso são o sofrimento causado pelo exagero de atividades e o desequilíbrio emocional que tem impacto direto na qualidade de vida das pessoas.

Sofrer por sentir-se sobrecarregado não traz benefício a ninguém. Nem para quem sofre nem para os que estão à sua volta.

Há uma pressão insana interna e também externa cobrando por resultados.  Aguentar até quando puder é o lema da maioria das pessoas nessa situação.

Quanto mais demoramos para pedir ajuda, mais difícil será reverter a situação. 

Mas eu entendo por que as pessoas deixam chegar a esse ponto.

O fato é que ninguém reserva um tempo para si.

A própria carga de problemas, de trabalho e de atividades é tão grande que geralmente só buscamos ajuda:

  • Quando nos sentimos infelizes com o trabalho, ou
  • Quando recebemos um feedback negativo de alguém; ou
  • Quando perdemos uma oportunidade de trabalho; ou então…
  • Entramos em processo de desmotivação, estresse, ansiedade tão grande que essa condição acaba afetando a nossa saúde…

O problema é que a maioria de nós pensa que esse cenário irá se resolver por si só e vai levando os acontecimentos até quando der, até onde conseguir, tentando ser forte… aliás, exigindo de si mesmo uma valentia hercúlea.

Mas a gente se esquece de que, se correr atrás disso após o esgotamento, a recuperação se torna muito mais penosa, porque será necessário lidar também com o desgaste emocional, que estará abalado e desequilibrado. E o resultado demora muito mais a surgir…

Acompanho isso de perto com diversas pessoas que chegam até mim buscando ajuda, muitos em condições de desmotivação, estresse e até mesmo com desequilíbrio total entre todas as áreas da vida…

Nessas situações, as melhorias demoram muito mais a surgir, porque é preciso resgatar primeiro a energia e a disposição da pessoa e só depois direcionar o desenvolvimento para a busca de metas e resultados.

Sabendo disso, preparei dicas cruciais para que possa agir com proatividade em relação a você e não deixe chegar ao fundo do poço para só então buscar ajuda.

Vamos na ordem!

1 – De onde vem a sobrecarga?

  • Do seu trabalho, de casa? 
  • Quem está impondo essa sobrecarga a você? 
  • Seu chefe, os colegas, os filhos, a condição financeira ou você mesmo(a)?

Antes de pedir ajuda é importante entender por que você precisa e de onde vêm as maiores exigências. Isso será fundamental para seguir para o próximo passo.

2 – Tenha clareza de qual tipo de ajuda você precisa

  • Se vem do trabalho, converse com a equipe, com o chefe e sugira uma reavaliação das prioridades;
  • Se a origem é da família ou dos filhos, que tal fazer uma reunião e dividir as tarefas de casa?
  • Se vem de você, as próximas dicas serão especiais nesse caso…

3 – Faça uma lista de tudo que tem para fazer nesta semana. 

  • O que pode ser excluído de imediato?
  • Faça um OLX: Desapegue! (risos)

“Decidir o que não fazer é tão ou mais importante do que decidir o que fazer.” Steve Jobs

4 – O que pode delegar? 

Esqueça aquela velha mania de achar que não tem ninguém que vai fazer igual a você. 

A verdade é que não vai fazer mesmo, mas e se essa pessoa fizer melhor? 

Por que está exigindo tanta perfeição?

Fazer com perfeição é importante, mas será que tudo precisa ser assim?

5 – Pare de aceitar todos os pedidos. Aprenda a dizer não com gentileza. 

Postei dois vídeos meus no YouTube que ensinam isso:

  • “Uma das melhores maneiras de dizer não”: https://youtu.be/YlAdio1ID0M
  • “Como focar no que é importante”: https://youtu.be/RHlfZD4N2Yg

6 – Priorize as três atividades mais importantes

  • Quais são as 3 prioridades do seu dia que não poderá voltar para casa sem finalizá-las?
  • Comece o seu dia por elas!

7 – Mesmo assim, a carga está difícil?

Busque ajuda profissional! Seja por meio das terapias, coaching, mentoring, treinamento, mas não espere entrar no estado crítico.

Platão dizia que a melhor coisa que podemos fazer por aqueles que amamos é nos tornar melhores como seres humanos, porque só assim teremos realmente algo a dar a eles.

Portanto, é hora de cuidar de você!

Tendo em vista que aplico técnicas de coaching em todos os trabalhos que faço, achei por bem trazer um pouco mais de conhecimento sobre essa metodologia e qual é a diferença entre ela e os demais programas.

A Federação Internacional de Coaching distingue coaching das outras abordagens similares da seguinte maneira*:

A Terapia lida com a cura da dor, disfunção e conflito no indivíduo ou nos relacionamentos. Foca-se em resolver as dificuldades que surgem do passado e em aprimorar o preparo psicológico para aprender a lidar com o presente de maneira emocionalmente saudável.

Já o Coaching tem seu foco no futuro. Embora sentimentos e emoções positivas sejam normalmente um resultado natural do coaching, o foco principal é criar estratégias de ação para atingir objetivos específicos na vida profissional ou pessoal. A ênfase do Coaching está na ação, na avaliação e no acompanhamento.

Mentoria (Mentoring) é realizada por um especialista que fornece conhecimento e orientação com base em sua própria experiência. A Mentoria pode incluir orientação, terapia, aconselhamento e coaching.

Coaching não inclui terapia nem aconselhamento e concentra-se nos indivíduos ou grupos, estabelecendo e atingindo os objetivos do próprio indivíduo.

Treinamento segue um caminho linear de aprendizagem que coincide com um currículo pré-estabelecido.

Coaching é menos linear e não possui currículo pré-estabelecido. Embora os objetivos sejam esclarecidos durante o processo, eles são firmados pelo próprio indivíduo ou equipe.

Pedir ajudar não irá prejudicar a sua imagem!

Pedir ajuda pode mostrar muito mais sua força do que fraqueza. Essa atitude mostra que você está se esforçando para conseguir o melhor resultado e, consequentemente, os interesses da empresa.

Você corre o risco de ter uma imagem prejudicada caso faça apenas reclamações, admitindo a seu chefe que não consegue realizar seu trabalho ou então quando se fecha com as inúmeras atividades a serem feitas, prejudicando seus relacionamentos.

Portanto, quando decidir conversar com as pessoas sobre a sua situação não vá apenas bater na porta para dizer o quanto você está sobrecarregado, conduza a situação de uma forma que mostre o quanto quer se adequar e se preparar para realizar seu trabalho de maneira eficaz.

* Por Kitty McConnell

Fonte: http://www.columbusceo.com/content/stories/2015/05/executive-coaching-defined.html

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