Arquivo: Competências

Como ter uma mente mais criativa

Você se acha uma pessoa criativa?

Eu nunca me achei assim… Costumava dizer: “como admiro as pessoas criativas!”, sempre me excluindo desse grupo.

E quando pensamos em algo novo, mas não damos a menor bola? Depois aparece alguém com mais coragem que a gente e faz acontecer… grrr!

Acho que todo mundo algum dia sonhou criar algo inovador nunca antes criado, não é?

Desde crianças brincamos de inventores, misturamos formas, cores, texturas, objetos, sons… criamos até mesmo um mundo paralelo bem mais divertido e um amigo invisível para compartilhar os nossos segredos.

Aos poucos, os adultos vão tolhendo nossa criatividade:

“não pode isso”,

“aquilo é proibido”,

“você não sabe fazer isso”…

…ao ponto de acreditarmos cegamente que só é criativo quem nasce assim.

Um feliz engano!

“Criatividade é o que o cérebro humano faz”, afirma o neurocientista David Eagleman.

Ao longo da evolução humana, o cérebro do homem cresceu, ganhou o córtex frontal, passou de 500g para 1,5 kg e sua “nova” estrutura, responsável por planejar, priorizar, analisar e outras habilidades, também é capaz de criar, inventar e inovar…

Com seus 86 bilhões de neurônios e trilhões de sinapses, consome cerca de 25% da energia do nosso corpo, por isso, o cérebro gosta mesmo é de ficar de boa, de preservar energia e manter uma zona de conforto.

Tão esperto, mas acomodado!

Portanto, para ser uma pessoa mais criativa é preciso desafiá-lo a criar novas e diferentes conexões neurais, portanto, esses são:

OS SEGREDOS DA CRIATIVIDADE:

  • Tentar algo novo todos os dias – novos inputs criarão caminhos neurais diferentes dos corriqueiros.
  • Estar em contato constante com estímulos diferentes da sua rotina: lugares, pessoas, ideias, conceitos, estilos, idiomas… A palavra de ordem é “diversidade”
  • Estimular sua curiosidade – diga sempre: “Me fale mais sobre isso…”; “estou curiosa para saber como chegou nessa ideia”…
  • Sair do caminho de menor resistência – Não escolha o mais fácil, desafie-se!
  • Transpor limites – a cada meta atingida, aumente sua excelência!
  • Criar coisas não tão ousadas e nem tão óbvias, combinando elementos variados
  • Não ter medo de falhar – os desafios são os melhores estímulos para buscarmos novas maneiras de fazer as coisas

E outras….

Seja para surpreender o líder, resolver problemas corriqueiros de maneiras diferentes, aumentar a receita, encantar o cliente, criar seus filhos, manter aquecido o relacionamento amoroso, fazer uma viagem….

Acredite! Por natureza você é uma pessoa criativa!

A criatividade é uma competência, portanto, pode e deve ser desenvolvida, com foco e treino diário!

Já que a Neurociência nos comprovou isso, o que você fará de diferente hoje para exercitar a criatividade?

Lembre-se de que ser uma líder criativa requer exposição, conexão, curiosidade e ousadia.

E esses e tantos outros temas serão explorados no Programa Online de Formação e Mentoria da Mulher Líder de TI. Um grupo de mulheres com dores e problemas semelhantes aos de toda mulher que deseja alçar voos e mostrar o seu valor.

Você pode conhecer todos os detalhes neste link aqui:

https://cursos.waysup.com.br/mulher-de-tecnologia

Autora: Wayne Valim

Especialista em Comportamento, Inteligência Emocional e Liderança

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O que aprendi como líder de Tecnologia da Informação

Durante os meus 18 anos em Tecnologia da Informação (TI) e 14 anos em liderança cometi muitos erros, mas também tive muitas vitórias, conquistas e aprendizados.

Parei hoje para refletir um pouco sobre alguns pontos que julgo fundamentais numa liderança de TI e talvez essas lições aprendidas possam também fazer sentido para você.

Vamos, então, às 7 lições aprendidas na liderança de TI:

1 – Medo de errar

A coragem não é a ausência de medo, mas a firmeza de ânimo e resiliência diante dos perigos e reveses da vida.

O líder que não sabe aprender com os erros, próprios e da equipe, se afunda em emoções negativas, não avança, não inova. E tecnologia sem inovação é falência.

2 – Cada pessoa é única

Mesmo os colaboradores mais difíceis de lidar, sensíveis demais, reativos, são passíveis de mudança e de contribuição.

É preciso saber tocar a “nota” certa, ouvir o coração e a mente de cada um.

Mas investir em quem não quer aprender nem evoluir é tirar a oportunidade dessa pessoa de ser feliz em outro setor ou empresa.

3 – Criar aliados

Proteger-se dos conflitos, cercar a equipe e se fechar na área exclui o líder das tomadas de decisão mais estratégicas.

É preciso dar a cara a tapa e se mostrar.

Quem não se expõe não se conecta.

4 – Perfeccionismo

Existe uma área na TI responsável por encontrar os erros e garantir a qualidade.

A excelência é fundamental, mas o perfeccionismo no microgerenciamento traz sobrecarga, cansaço, afasta as pessoas e inibe a equipe de querer fazer.

5 – Síndrome da impostora

A crença profunda e, às vezes, paralisante de que não conquistamos nem merecemos estar onde estamos nos faz retroagir, nos cega para as oportunidades e, igualmente, diminui o valor de todos os integrantes da equipe.

6 – Lidar com as emoções

Trabalhar na área da tecnologia não significa ser racional e lógico(a) o tempo todo.

A Inteligência Artificial está aí para nos mostrar como aprender com os padrões.

Somos seres guiados pelas emoções e aprender a lidar com elas, sejam as próprias, sejam as dos gestores ou da equipe é crucial para a sobrevivência em uma área de tamanha complexidade e mudanças tão rápidas.

7 – Não saia por ninguém

Certa vez, ouvi do meu mentor: “Jamais tome a decisão de sair de uma empresa por causa de outra pessoa”. Amanhã, ela pode não estar mais lá, e você perdeu uma excelente oportunidade.

Sabe, ao longo dessa jornada, enfrentei dificuldades, escassez de oportunidades, lidei com as difíceis escolhas, ambientes complexos, constantes pressões, mas olho para trás e tenho um imenso orgulho do que construí e de como formei uma rede de apoio para conseguir a ascensão na minha carreira, sendo também mãe e esposa dedicada.

Tive medo, pensei em desistir muitas vezes, mas segui e hoje faço de todo esse aprendizado algo que acredito ser o mais nobre do ser humano: Compartilhar conhecimento, ajudar outras pessoas a também crescerem e avançarem, a liderarem com o coração e, de maneira corajosa, apresentarem resultados consistentes por meio de uma equipe forte e unida.

Por isso, criei o Programa de Mentoria e Formação de Mulheres Líderes de TI com o objetivo de formar profissionais capazes de trabalhar sob pressão, atuar em ambientes complexos e liderar times multifuncionais em Tecnologia da Informação!

Acesse este link e conheça o programa:

http://cursos.waysup.com.br/mulher-de-tecnologia

Autora: Wayne Valim

Especialista em Comportamento, Inteligência Emocional e Liderança

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Coragem e maestria para encarar 2020

Depois das festas e dos feriados caímos de novo na rotina, e aquela euforia dos últimos dias do ano, geralmente, dá lugar aos problemas corriqueiros, à procrastinação, às incertezas, ao medo…

Mas estamos em 2020! Não deveríamos ter mais confiança no futuro?

  • Por que ainda bate a insegurança?
  • Por que nos sentimos ainda tão vulneráveis?
  • Como lidar com tantas incertezas?

Eu não tenho todas essas respostas, mas posso afirmar uma coisa: vivenciá-las com antecipação, temê-las sem investigação e ação, de nada resolve.

Comecemos com o que temos e já possuímos muito. E vamos nos aprimorando, devagar e sempre.

Fomos muito acostumados ao pensamento de escassez (crença de que nunca se tem o suficiente), mas agora é preciso atitude de abundância.

Está difícil fazer essa virada? Aguce o seu olhar de empatia e compaixão para consigo até descobrir o que nunca conseguiu ver.

Assim sendo, hoje estou aqui para lhe dizer: 2020 será melhor, sim!

Sabe por quê?

Porque você quer, sei que se interessa em prosperar, pois, do contrário, não estaria lendo essa mensagem.

Então, é o seguinte: tenha coragem, avance um passinho por dia, mas avance. Mesmo que, no início, tropece. O tropeço nem sempre é ruim, pois nos ensina onde devemos pisar, não é verdade?

Dê mais um passo! Mas não em qualquer direção. Avance rumo àquilo que faz sentido para você.

Se ainda não consegue enxergar suas virtudes e fortalezas, é porque não está usando as ferramentas certas. Mas continue procurando e aperfeiçoe-se nisso.

E já que estamos vivendo a Quarta Revolução Industrial, um avanço tecnológico nunca antes presenciado, é preciso que siga neste 2020 com um quarteto fundamental:

1 – Linguagem

2 – Habilidades técnicas e comportamentais*

3 – Ferramentas adequadas e

4 – Prática diária!

Não conte só com a sua fé, a esperança e a força de vontade (que são importantes), mas sem aprimorar-se, sem o ferramental necessário, continuaremos no amadorismo e daí 2020 será apenas mais um ano.

Por fim, 7 dicas para você conquistar um 2020 de vitórias:

1 – Aceite a dificuldade

Brené Brown, professora de pesquisa na Universidade de Houston, tem uma frase da qual gosto muito: ”Não se pode alcançar a coragem sem encarar a vulnerabilidade. Aceite a dificuldade.”

Você só pode enfrentar algo que reconhece ser real. Caso contrário, continuará mascarando os fatos.

2 – O medo faz parte

Coragem não é ausência de medo, mas sim a maneira persistente e ousada que lida com ele.

Portanto, saiba que ele tem uma função: alertar você dos perigos. Trace o seu planejamento de respostas aos riscos e continue avançando.

3 – Use a positividade

Mesmo quando tudo parecer difícil, encontre algo positivo, extraia do obstáculo um aprendizado.

4 – Nunca pare de aprender

Não só conhecimento técnico, mas também habilidades comportamentais (veja observação no rodapé), relacionamentos, tecnologia, assuntos diversos e também algo pelo qual tenha paixão.

5 – Vamos por partes

Nada que queira alcançar virá do dia para a noite.

Já ouvimos milhares de vezes: “uma jornada começa pelo primeiro passo” e depois, mais um e mais um… Por isso, não pare!

6 – Cerque-se de pessoas que queiram o seu bem

Busque conviver com aqueles que impulsionem você para a frente e para o alto e que torçam pelo seu sucesso.

7 – Dê valor ao seu tempo

Não o desperdice com aquilo que não enobreça e nem fortaleça a pessoa que merece ser para si [email protected] e para os que ama.

Cuidado com os ladrões do tempo!

E continue contando comigo para lhe entregar conteúdo de valor para a sua jornada profissional e de liderança.

Wayne Valim

(*) OBS.: O Curso Habilidades do Profissional do Futuro, que liberei na semana passada ensina a você as competências determinadas pelo Fórum Econômico Mundial com o essencial para o ano de 2020. Acredite, a grande maioria é de habilidades comportamentais.

O curso está liberado por um valor que custa menos que um ingresso de cinema.

Clique aqui e comece já a se preparar como determinou esse importante órgão mundial:

http://cursos.waysup.com.br/habilidades

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5 Passos para ganhar mais tempo e evitar a ansiedade

Ao final de uma semana dura de trabalho, a pergunta que sempre fica é:

“E aí, conseguiu cumprir tudo que havia planejado para a semana ou não deu tempo?”

Se você finaliza uma semana respondendo “- Não consegui…” e já costuma iniciar outra com uma sensação de angústia e de dívida não quitada, este artigo é para você!

Quase todos os nossos recursos materiais são possíveis de serem poupados para durarem mais ou usarmos futuramente…

– Economizamos dinheiro, por exemplo, para usar depois na aquisição de um bem mais valioso.

– Desligamos alguns recursos do celular para economizar bateria e assim mantê-lo ligado por mais tempo…

Mas este minuto agora que está gastando para ler esta mensagem jamais poderá ser poupado para ser usado mais tarde.

O tempo é o recurso mais valioso que temos.

Ele é tão precioso que nunca ouvi alguém dizer no final da vida:

“como eu queria ter ganhado mais dinheiro, trabalhado mais, comprado mais…”

A assertiva é sempre esta:

“como eu queria ter tido mais tempo para a minha família, para amar mais, aproveitar mais o convívio com as pessoas que amo.”

Sem prestarmos atenção nisso, entupimos nossa vida com afazeres que roubam nossos momentos e muitas vezes não conseguimos nos livrar da “TRALHA” que nos aprisiona em processos, manias e hábitos criados por nós próprios.

Somos incapazes de dizer não para o que nos sobrecarrega por medo de magoar ou ferir os sentimentos de alguém.

Com o desejo de agradar a todos, estar sempre bem com os colegas, aliviar o sofrimento dos mais inexperientes, ou mesmo querermos tudo do nosso jeito…

  • acumulamos tarefas,
  • saímos tarde do trabalho,
  • procrastinamos o cuidado com a saúde,
  • a qualidade de vida está sempre no fim da lista…

Com isso, nos afundamos em um mar de insatisfação, angústia e outros sentimentos negativos.

O resultado só pode ser um só: ANSIEDADE!

Que tal, então, virar esse jogo?

Com um pouco de criatividade, força de vontade e persistência irá encontrar novos caminhos e seguir avançando.

“5 Passos para ganhar mais tempo e evitar a ansiedade”

# Passo 1 – Defina uma meta

Escreva em algum lugar e deixe isso visível ao longo do seu dia de trabalho.

Exemplo: “Minha meta é ganhar 15 minutos em 4 etapas do meu dia e aplicar esses 60 minutos para o meu aprimoramento pessoal e minha qualidade de vida”.

# Passo 2 – Pratique o autoquestionamento

Responda às seguintes perguntas:

  • O que mais rouba o meu tempo?
  • Quais são as minhas principais distrações?
  • Quais são as minhas manias que impedem que eu seja mais ágil?
  • Em que estou sendo perfeccionista demais?
  • O que eu preciso parar de fazer?
  • O que posso delegar?

Essas respostas vão ajudar você a definir as ações a cumprir.

# Passo 3 – Liste as ações práticas

Escreva no seu planner, agenda ou caderno de atividade as ações práticas que irá adotar. Exemplos:

  • Vou acordar 5 minutos mais cedo
  • Vou me levantar assim que o alarme tocar
  • Vou deixar a roupa pronta no dia anterior
  • Eliminar atividades que não trazem resultados
  • Ler somente os e-mails importantes
  • Combinar com os colegas que estou focado em uma meta importante
  • Reduzir 10 minutos na Internet
  • Sairei e voltarei pontualmente no meu horário de almoço
  • Dizer “não” para pessoas prolixas
  • Dizer “não” para conversas fúteis
  • Eliminar detalhes exagerados
  • Sair no horário
  • Analisar o meu dia e pensar no que posso melhorar
  • Desligar a TV
  • Evitar as redes sociais…

(Todas essas ações são apenas sugestões. Liste aquilo que faz sentido para sua realidade.)

# Passo 5 –  “Conheça-te a ti mesmo”

Busque o autoconhecimento!

Os nossos maiores ladrões do tempo não vêm só da desorganização ou da falta de planejamento, mas sim dos nossos hábitos comportamentais e questões emocionais.

Podemos usar os melhores métodos, as estratégias mais inovadoras, as ferramentas de última geração, mas sem autoconhecimento continuaremos perdendo o nosso tempo, nos desviando do caminho, remoendo as escolhas mal feitas e ansiosos por algo milagroso que nos tire do sufoco.

Busque ajuda profissional, cursos sérios, fale com quem entende!

Só assim, você conseguirá ter mais tempo para você e para os que ama!

IMPORTANTE!!!

 #Faça tudo isso com leveza, sorriso no rosto, elegância e diplomacia.

 #As pessoas essencialistas são, acima de tudo, agradáveis e cordiais.

Autora: Wayne Valim

Especialista em Comportamento, Inteligência Emocional e Liderança Feminina

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Como o stress pode comprometer sua produtividade em todas as áreas da vida

O diálogo interno de profissionais sobrecarregados de tantos afazeres nos vários papéis da vida começa logo pela manhã assim, ao acordar…

— Tenho um dia cheio hoje. Será que vai dar tudo certo? Não consigo mais viver nesse stress. Quando isso terá fim? Mas tudo bem. Sou forte, saudável, tenho inteligência, ‘bora’ acordar para a vida… Vou me levantar!

— Ih! Hoje tenho reunião de orçamento, quer apostar que os projetos que sugeri não vão ser aprovados? Todo ano a mesma história, nem sei por que me pedem para fazer planejamento… Não tenho voz ativa, não confiam em mim.

— Nossa! Estamos atrasados, deixar as crianças na escola vai me fazer chegar atrasada na reunião, mas não tenho saída…— Vamos, meninos! Rápido, rápido! Por que esse trânsito não anda???? Essa cidade vai me matar!

— Ei, por que você não sai logo da minha frente??? Hoje, só devo voltar pra casa às 8 horas da noite, minha agenda está lotada… queria tanto poder ter um tempo só pra mim, poder ler, estudar, fazer atividades físicas… Ei! Acorda pra vida, sua tonta, isso não é possível…”

Você se identifica com, pelo menos, parte dessa sensação de impotência diante da enormidade de tarefas diárias?

O mais interessante é não conseguirmos perceber que esse turbilhão de pensamentos, medos e emoções negativas podem nos levar a níveis altos de stress.

Confusão mental, lapsos de memória, falta de concentração, controle cognitivo comprometido são alguns dos prejuízos do stress.

Os nossos preciosos recursos cerebrais ficam prejudicados e não conseguimos

  • tomar decisões sensatas,
  • pensar com clareza,
  • comunicar de forma objetiva,
  • orientar e liderar a equipe,
  • usar a criatividade na solução de problemas…

Daniel Goleman afirma que “a preocupação crônica, funciona como um sequestro emocional de baixa intensidade.

As preocupações parecem surgir do nada, são incontroláveis, geram um rumor constante de ansiedade, são imunes à razão e prendem aquele que se preocupa numa única e inflexível visão do tema que o preocupa.

Numa intensidade maior, pode beirar a sequestros neurais completos e ansiedade.”

“A amígdala é o radar de ameaças do cérebro e colabora para as rápidas tomadas de decisão. No entanto, o sequestro da amígdala, especialmente no trabalho, nunca terá benefício para qualquer pessoa, sempre tem um efeito negativo.”

E você pode estar pensando…

“Mas, Wayne, tem como ser diferente? O mundo de hoje é assim…”

Bem, eu penso que tem jeito sim, sabe por quê?

Eu não posso mudar o mundo ao meu redor, mas posso aprender a lidar melhor com o meu mundo interior e ser mais positiva e produtiva, sofrer menos!

É importante entender que o corpo humano foi projetado para ser capaz de ter uma explosão de reações ao lidar com uma emergência para, depois, se recuperar.

Por exemplo, livrar-se de um cão furioso, fugir de um carro desgovernado, proteger-se de um ataque…

Mas, durante essa emergência (sequestro emocional), em que é necessário ter ações rápidas de “lutar ou fugir”, a fim de manter nossa segurança, o corpo pega energia do sistema imunológico, de recursos que você precisa para se manter saudável.

Já viu como ficamos exaustos depois de um grande susto?

Então, imagine isso acontecendo em grande escala e com uma frequência muito grande, quase todos os dias…

Se você estiver sempre sob stress e nunca se recuperar, ficará doente e emocionalmente desgastado.

Como sempre gosto de finalizar com algumas dicas, essas boas práticas são bastante eficazes:

1 – Distrair-se

Numa situação de stress ou tensão, coloque sua atenção:

  • na paisagem lá fora,
  • na pintura bonita da sala de reuniões,
  • na lembrança da carinha engraçada do seu filho pela manhã,
  • no café fresquinho oferecido para a turma…

Criatividade vai bem nessa hora.

É o que fazemos com as crianças, já percebeu? Funciona para nós também.

2 – Aprender a contestar os pensamentos de ruminação

A cada memória negativa de um erro cometido, indecisão, algo que deveria ter dito e não falou, um branco numa reunião de negócios… rebata!

Enumere os benefícios:

– Pelo menos não perdi o amigo,

– O que aprendi com esse erro nunca mais vou me esquecer,

– As pessoas se ligaram mais a mim, porque viram que sou humana(o).

3 – Tenhas metas claras, planeje e eleja prioridades

Definir metas de maneira inteligente vai ajudar você a dizer não para o que não é importante.

Como afirmou Steve Jobs (1955-2011), “decidir o que não fazer é tão ou mais importante do que decidir o que fazer.”

Além de tantas outras práticas importantes para o seu bem-estar, as quais você já conhece:

  • Adotar a Mindfulness,
  • Praticar Atividades físicas,
  • Ter hobbies,
  • Dançar,
  • Manter contato com a natureza,
  • Estar com a família e amigos,
  • Exercitar a gratidão verdadeira
  • Realizar trabalhos voluntários,
  • Encontrar um trabalho que dê mais prazer…

É preciso encontrar meios para harmonizar cabeça e coração!

Cada um tem o seu jeito de encontrar o seu ritual de fortalecimento. Qual é o seu?

Cuide-se!

Autora: Wayne Valim

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Líder de primeira viagem? Saiba o que você precisa dominar…

As dicas de hoje são dedicadas às pessoas que assumiram pela primeira vez uma posição de liderança, que se preparam para alçar voos em sua carreira ou, ainda, para quem começou um empreendimento.

Quando a tão esperada promoção acontece, muitas pessoas costumam pensar que “chegaram lá”. Todo o trabalho duro como colaborador individual foi recompensado. O que é verdade e deve ser comemorado, claro!

Mas a maioria acaba se esquecendo de que, ao nascer um novo líder, novos hábitos e comportamentos são igualmente necessários.

O sucesso como gerente de primeira viagem exige uma grande transição para a qual muita gente não está preparada.

Há uma frase comum que diz: “O que te trouxe até aqui não te levará ao próximo nível”.

E essa é a primeira verdade absoluta para quem começou a carreira nos primeiros níveis e por mérito conquistou uma posição de gestão.

Talvez o maior desafio seja entender que agora você é responsável por garantir que o trabalho seja feito e entregue por outras pessoas e não mais por si só.

Alguns hábitos específicos podem ser ainda mais difíceis de ser mudados, porque funcionaram bem no passado, durante o avanço na trajetória de crescimento profissional.

Esses comportamentos podem até ser virtudes dentro de relações pessoais, familiares, enfim, fora do trabalho. No entanto, neste estágio da jornada profissional, eles se tornam comportamentos de autossabotagem.

Os autores do livro Pipeline de Liderança afirmam que a passagem de colaborador individual para gerente de primeiro nível requer que as pessoas adquiram uma nova forma de gerir e liderar, além de deixar seus velhos hábitos para trás nas três áreas seguintes:

1 – Habilidades necessárias – as novas competências requeridas para executar responsabilidades diferentes. Por exemplo:

  • Antes, o domínio técnico ou especializado e a utilização de ferramentas, processos e procedimentos garantiam grande parte da sua entrega.
  • Agora, é preciso aprender a delegar, avaliar desempenhos, dar feedback, criar estratégias de motivação, comunicação com os times, entre outras competências.

2 – Gerenciamento de tempo – novas formas de organizar o tempo, determinando o modo como alguém trabalha:

  • Antes, a disciplina diária e o cumprimento de prazos pessoais para os projetos e tarefas eram o seu foco principal.
  • Agora, a gestão do tempo requer fluência no planejamento anual, orçamentos, disponibilidade de tempo para os subordinados, priorização de atividades para o departamento, tempo para relacionamento com outras áreas da empresa, fornecedores, clientes…

3 – Valores profissionais – o que as pessoas acreditam ser importante, tornando-se assim o foco de seus esforços:

  • Antes, o mais importante era valorizar a proficiência profissional, o trabalho técnico de alta qualidade, o esforço individual.
  • Agora, os valores precisam incorporar os demais como: atingir resultado por meio dos outros, construir laços de confiança com a equipe, garantir o sucesso do time e do departamento, utilizar métodos gerenciais, ver-se como gestor…

Como você pode perceber, são muitas as mudanças, e, assim como qualquer transformação, é preciso foco, planejamento e acompanhamento do progresso.

Fácil não é, mas é possível e enriquecedor. Trata-se de uma trajetória que nos enriquece e nos torna melhores como seres humanos.

Alguns atalhos podem ajudar você:

1 – Busque o autoconhecimento pragmático, entenda o seu perfil comportamental, mapeie suas competências, busque ajuda profissional, se for preciso. Isso vai ajudar você a conhecer melhor a sua equipe também.

2 – Faça o mapeamento do perfil comportamental da equipe, assim poderá traçar o desenvolvimento profissional de cada um e acompanhar o progresso do time.

3 – Esqueça o perfeccionismo. Ele é um forte entrave para atingir a excelência. Valorize os próprios erros e os da equipe.

4 – Seja humilde para reconhecer que precisa de ajuda e que não domina tudo. O importante agora não é saber tudo, mas ter um time multidisciplinar que sabe tudo.

5 – Saia da sua mesa. O seu lugar agora é fora da sua sala, criando relacionamentos e conquistando aliados para facilitar o trabalho da sua equipe.

6 – Tenha um(a) mentor(a). Seja buscando um Mentor profissional ou Líderes experientes da própria empresa, ter alguém com quem pode aprender encurta caminhos e reduz sofrimentos.

Lembre-se de que, nesses momentos desafiadores, é preciso contar com as pessoas que você confia, trocar ideias e ouvir as histórias daqueles que já passaram por essa fase pode ser de grande valia.

Espero que tenha gostado das dicas de hoje. Elas foram inspiradas por situações e dilemas que meus mentorados vivenciam em sua rotina diária. Percebo que pequenos ajustes e algumas técnicas simples trazem grandes benefícios para uma liderança com mais leveza.

Autora: Wayne Valim
Especialista em Inteligência Comportamental de Pessoas e Organizações

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Escuta atenta: habilidade-chave do profissional influente

Uma das habilidades que causam mais impacto em qualquer relacionamento interpessoal é saber ouvir.

Se observarmos as pessoas em suas vidas agitadas, perceberemos uma grande impaciência ao escutar, especialmente quando há uma discordância entre as ideias.

Com a nossa falta de tempo e as inúmeras atividades diárias, estamos muito mais preocupados em falar do que em escutar, pois queremos passar logo a mensagem e seguir adiante, não é?

Temos a falsa impressão de que parar o que estamos fazendo, enquanto o outro fala, é perda de tempo.

Desenvolver essa competência é uma árdua tarefa. Afinal, fomos estimulados a falar desde crianças.

Claro que a gentileza ajuda bastante, pelo menos a não interromper as pessoas, mas não é tudo, porque não basta somente esperar o outro terminar de falar e aguardar a nossa vez. A escuta atenta é muito mais do isso.

Para contribuir com o seu desenvolvimento nessa habilidade crucial para líderes e profissionais que almejam avançar em suas carreiras, trago a você, na íntegra, uma entrevista que concedi ao site Jovens Braskem.

Espero que goste!

Título da entrevista: No trabalho, saber ouvir é mais importante do que falar

Segundo especialista em inteligência comportamental, a escuta atenta pode ser uma peça-chave para a evolução da sua carreira

Dale Carnegie, autor do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, publicado na década de 1930, já dizia “ser um bom ouvinte é uma das coisas mais potentes quando se trata de aumentar sua influência e as chances de as pessoas gostarem de você”. Oito décadas depois, essa afirmação continua válida, porém encontra um desafio: as distrações promovidas pela tecnologia e, consequentemente, a falta de foco. Uma prova está nas reuniões, nos almoços de trabalho ou, ainda, no encontro com os amigos. Sempre há alguém “distante”, distraído com o celular, ou com a cabeça em outro lugar durante uma conversa.

Essa falta de foco, além de prejudicar as relações sociais, também pode afetar sua carreira. Saber ouvir está entre as principais habilidades valorizadas pelos empregadores – e, ainda,(e) pode ser definitivo para uma promoção a um cargo de liderança. A boa notícia é que é possível livrar-se das tentações que tiram nossa atenção durante momentos importantes e aprender a se conectar com o presente.

Wayne Valim, especialista em Inteligência Comportamental e Alta Performance de Pessoas e Organizações, fala sobre o assunto na entrevista a seguir:

Jovens Braskem: Jovens Braskem: Ouvir com atenção quem está falando é uma atitude cada vez mais rara. Por que é tão importante resgatar a escuta e o sentido de presença?

Wayne Valim: É verdade! Uma atitude de total importância que está cada vez mais rara.

Desde pequenos, somos estimulados a falar. Há uma enorme expectativa para o bebê pronunciar as primeiras palavras, por exemplo, e ao longo da vida, crescemos com muito incentivo para a expressão verbal. Mas quase não há incentivo para aprendermos a ouvir, não é verdade?

Há uma enorme variedade de cursos de oratória, falar em público e tantos outros, mas muitos se esquecem de que a comunicação assertiva se dá primeiramente pela escuta. Como influenciar as pessoas a nossa volta, sem antes ouvir suas necessidades, desejos, dificuldades? Impossível!

Portanto, ouvir com atenção e estar de fato presente são algumas das habilidades que mais trazem benefícios para qualquer profissional que deseja se destacar no mundo do trabalho.

Ambos trazem foco e assertividade na comunicação, reduzem tempo e demonstram empatia.

JB: O quanto a habilidade de saber ouvir é benéfica para a carreira? E para a vida pessoal?

WV: O ser humano tem uma necessidade intrínseca de se conectar com os outros e a escuta ativa acelera essa conexão, porque quando você ouve atentamente está demonstrando que se importa verdadeiramente com o outro.

A escuta atenta nos coloca em posição de vantagem, já que a nossa atenção plena nos faz ver o que muitas vezes outros não veem, e nos torna capazes de apresentar soluções mais eficazes e criativas.

Ouvir encurta caminhos, nos faz capturar a essência em uma reunião, entrevista e nas interações pessoais com qualquer pessoa, mesmo que seja por telefone, videoconferência ou presencialmente.

Os profissionais que escutam com atenção interpretam melhor o que lhes é dito, compreendem mais facilmente as instruções recebidas, são mais focados no que fazem e, consequentemente, se comunicam com mais assertividade.

Além disso, ganham tempo, porque o foco traz agilidade e profundidade, independentemente da função que estejam desempenhando.

JB: As empresas valorizam a habilidade da escuta? Esta pode ser uma habilidade significativa de um perfil de liderança?

WV: As empresas e pessoas valorizam, sim, e muito, embora essa habilidade nem sempre seja apontada como mandatória para o cargo ou função que o profissional irá assumir.

Geralmente, não está expressa na “Descrição do Cargo” (Job Description). Mas é percebida pelos gestores e colegas de trabalho, e ao longo do tempo, torna-se um diferencial e tanto do profissional que deseja alcançar posição de liderança.

A escuta atenta é uma habilidade fundamental para o líder, já que a confiança se estabelece mais facilmente quando o líder está disposto a ouvir seus liderados. A meu ver, ela é uma espécie de “cola” que liga líderes e liderados.

Além disso, o líder que não souber ouvir, não saberá influenciar, nem convencer seus liderados para suas ideias e projetos, pois a persuasão só acontece de fato quando entramos no mundo do outro, entendemos seus pensamentos e as razões que os levam a agir de determinadas maneiras.

Se conseguimos capturar o que é essencialmente importante na fala de alguém, sem preconceitos e julgamentos, conseguimos influenciar mais facilmente.

JB: Como as empresas enxergam as pessoas que não sabem ouvir?

WV: Vamos pensar nesta situação: Imagine que esteja com um problema e quer muito desabafar com alguém que vai ouvi-lo de verdade. Procura um amigo em quem confia e começa a conversa. E à medida que você fala, o seu amigo olha no celular a cada mensagem que aparece na tela.

Como você se sente? Tem vontade de continuar conversando com ele?

O que está demonstrando mais importância para o seu amigo no momento: você ou o celular?

Em nossas relações interpessoais no trabalho, dá-se da mesma maneira. As pessoas percebem e sentem o profissional que não sabe ouvir, que está distante, distraído, sem foco. Portanto, com o passar do tempo, deixam de convidá-lo para atividades, reuniões, conversas e ele vai sendo colocado de escanteio, assim como acontece em nossa vida pessoal.

JB: Quais seriam as melhores técnicas para estar mental e fisicamente presente em uma conversa?

WV: Estar presente é estar inteiro em uma relação, seja ela qual for; é estar física e emocionalmente ali, sem pensar na reunião que vai acontecer daqui a pouco ou no relatório que deixou de entregar.

Para atingir esse nível de presença, é necessário primeiramente entender que não somos multitarefas. Saber disso assusta um pouco as pessoas, já que na era da conexão digital temos a falsa impressão de que conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo.

O que acontece com a maioria de nós é alternar muito rapidamente o pensamento ou foco, o que dá a falsa impressão de sermos multitarefa.

Aqui estão algumas dicas para quem deseja desenvolver a presença:

  • Inicialmente, diante de uma tarefa ou interação com alguém, elimine ao máximo as distrações, desabilite os alertas do celular ou computador, faça uma coisa de cada vez. Ao contrário do que possa parecer, isso trará mais agilidade e eficácia;
  • Em uma conversa, capture todo e qualquer sinal. A expressão facial e corporal das pessoas são responsáveis por mais de 90% em uma comunicação, sendo assim, concentre-se no que está sendo transmitido;
  • Faça perguntas, certifique-se do seu entendimento;
  • Nas atividades diárias, a Técnica Pomodoro* auxilia no desenvolvimento do foco e da concentração. É simples e bastante eficaz.

JB: Quais seriam as melhores técnicas para ouvir com atenção?

WV: Há uma técnica excelente, utilizada por coaches no início da carreira, que se chama “parafrasear”, que consiste em repetir mentalmente o que está sendo dito pela outra pessoa.

É importante saber que a escuta atenta é uma competência que pode ser desenvolvida, e para isso, exige treino diário.

Algumas dicas:

  • Treine em casa, na escola, no trabalho, em todos os ambientes;
  • Em um encontro com amigos, combine guardar os celulares por 30 minutos e conversar sem intervenções externas;
  • Ouça sem interromper as pessoas, sem preconceitos ou pré-julgamentos;
  • Stephen Covey disse: “a maioria das pessoas não escuta com a intenção de entender, mas com a intenção de responder.” Portanto, não se preocupe com a próxima pergunta ou com o que vai dizer durante a fala de alguém. Escute com a intenção de entender;
  • Lembre-se de que o silêncio pode ser mais valioso do que a fala atravessada na hora errada;
  • Crie mecanismos para se lembrar, por exemplo, escreva logo pela manhã: Hoje ouvirei atentamente as pessoas que falarem comigo;
  • Crie lembretes, post-its e combine com os amigos de desenvolverem-se juntos;
  • Ao final do dia, faça uma avaliação e perceba os benefícios.

JB: Quem tem dificuldade de concentração, por exemplo, pode buscar alguma orientação profissional para desenvolver melhor a habilidade da escuta? Ou adotar alguma rotina diária que ajude a desenvolver a atenção?

WV: Sim.  Há várias formas de desenvolver essas habilidades. A Meditação ou práticas de Mindfulness são excelentes para isso. A técnica Pomodoro, citada anteriormente, ajuda a desenvolver o foco e concentração.

Para quem percebe que no ambiente de trabalho não está conseguindo se desenvolver sozinho ou deseja agilizar o aprimoramento, sugiro procurar um coach da sua confiança.

O Coaching possui técnicas e métodos bastante eficazes para o aprimoramento dessas competências.

JB: Caso você queira comentar algo mais sobre o assunto, fique à vontade.

Outra medida que também pode ajudar em desenvolvimento de habilidades é eleger um mentor.

Escolha alguém que admira, que demonstra o sentido de presença e que sabe ouvir com profundidade. Essa pessoa certamente ficará feliz pela escolha e irá compartilhar conhecimento com você que quer se aprimorar.

Ouvir é uma atitude de humildade e respeito ao outro. E se pode ganhar muito com essa atitude!

*****

Bem, agora crie o seu plano de ação e comece a praticar em casa com a sua família, na interação com os amigos e escolha algumas pessoas do trabalho para aprimorar a escuta atenta.

Lembre-se, para mudar um hábito é preciso 3 P’s: Paciência, Persistência e Prática!

(*) Nota: Técnica Pomodoro:

É uma técnica de gerenciamento de tempo, desenvolvida por Francesco Cirillo no fim dos anos 1980.

A palavra “pomodoro” significa tomate em italiano, e o método ganhou esse nome porque o cronômetro gastronômico tem a forma dessa fruta.

Técnica Pomodoro passo a passo:

  1. Liste as tarefas a serem executadas;
  2. Ajuste o cronômetro para o tempo desejado (geralmente 25 minutos);
  3. Escolha a tarefa inicial;
  4. Trabalhe na tarefa escolhida até que o alarme toque. Se alguma distração importante surgir, registre-a e volte o foco imediatamente de volta à tarefa;
  5. Quando o alarme tocar, marque um “x” na lista de tarefas;
  6. Se houver menos de 4 marcações, faça uma pausa curta (de 3 a 5 minutos);
  7. Se houver quatro pomodoros marcados, faça uma pausa mais longa (de 15 a 30 minutos), zerando a contagem de marcações e retornando ao passo inicial.

Sempre que o tempo acabar, encontre uma pequena recompensa, como um café, alguns minutos na Web, uma conversa despreocupada, permitindo ao seu cérebro mudar o foco de uma forma agradável e durante algum tempo.

Gravei um vídeo para o YouTube sobre o assunto. Assista e se inscreva no canal:

https://www.youtube.com/watch?v=E-VMTyIiumE

 

http://www.waysup.com.br/conheca-a-coach-wayniere-valim/

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A maneira certa de pedir desculpas e ser perdoada

Com a correria do dia a dia e as fortes emoções nos relacionamentos, acabamos por cometer alguns deslizes no comportamento e na comunicação com colegas e familiares…

E isso muitas vezes requer pedir perdão por algo ruim que fizemos.

Mas, cá entre nós, pedir perdão às vezes pode ser bem complicado, dependendo da situação e da pessoa, então…

Por isso, quero compartilhar uma tática que pode ser bastante eficaz e mais fácil de executar.

Eu a uso sempre e costuma ter bons resultados.

Ela funciona assim:

Em vez de pedir perdão, você vai agradecer!

“Como assim, Wayne?”

Vou explicar com exemplos! Hehe!

1 – Você chega atrasada. Em vez de pedir desculpas e ficar se justificando, dizendo que o trânsito estava ruim, que perdeu a hora, alguém te atrasou, blá, blá, blá…. diga:

– Muito obrigada por me esperar. O que posso fazer para agilizar agora? ( E pronto! Não precisa justificar e tecer aquela ladainha que costumamos falar)

2 – Você disse algo que deixou a outra pessoa triste? Diga:

– Obrigado por entender que às vezes falo o que você não merece ouvir. Serei mais atenta. (e só!)

3 – Se esqueceu de fazer algo prometido:

– Obrigada pela paciência, vou buscar/fazer agora.

4 – Discutiu com o cunhado, a sogra, o genro, o irmão… e deixaram de conversar por um tempo:

– Grata por se importar com meus filhos, por ser uma pessoa atenciosa, pelo respeito aos meu pais…

Encontre algo de bom naquela pessoa (acredite, todos têm!) e agradeça. Simplesmente, agradeça.

Use a criatividade!

Claro que pedir perdão é uma atitude nobre e deve ser feito sempre que julgar importante, mas há pessoas que pedem tantas desculpas e se justificam tanto, que a atitude em si deixa de ter valor, sem contar o tempo enorme que gastam contando detalhes das inúmeras desculpas…

Então, aprenda a agradecer e fuja de se justificar.

Atitudes simples como essa demonstram que você se importa, mostra sua autoconfiança, seu respeito pelos outros, e vai despertar a admiração deles por você.

E, claro, aprenda a perdoar, senão não será capaz de agradecer de coração.

Aproveite que está buscando ser uma pessoa melhor e reata seus relacionamentos, especialmente com as pessoas da sua família.

Sabe por quê?

A nossa família é o maior tesouro que temos!

Na hora das dificuldades o que vai valer na realidade é a sua família, por mais difícil que seja o relacionamento de vocês.

Se ainda não tem orgulho da união da sua família, que você seja a luz a despertar o carinho e bom relacionamento entre todos.

Experimente e me fale o resultado. Ficarei feliz em saber.

Autora: Wayne Valim

http://www.waysup.com.br/conheca-a-coach-wayniere-valim/

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7 estratégias seguras para lidar com pessoas difíceis

Nas diversas áreas da vida, convivemos com pessoas de todos os tipos de personalidade.

Algumas delas acabam se revelando muito difíceis de lidar: autoritárias, impositivas, usam um tom de voz que perturba o ambiente, nunca aceitam ideias contrárias, não reconhecem o avanço dos colegas ou da equipe.

Outras criticam de maneira torta qualquer coisa, reclamam a todo instante, não entram na divisão de tarefas, fazem pouco ou quase nada e ainda querem tirar proveito de situações.

Essas pessoas parecem ter o dom de nos irritar ou de nos colocar para baixo.

Todo mundo tem alguém assim na vida, pode ser o chefe, um colega de trabalho, um membro da família, a sogra, o cunhado, a nora, um “amigo”…

Em todo ambiente familiar ou profissional há pessoas difíceis de encarar. Elas estão presentes até mesmo nos grupos de WhatsApp com suas críticas, piadas de mal gosto e imposição de ideias.

A história da humanidade demonstra que o ser humano é cheio de intrigas, está sempre pronto para arrumar confusão e dar o troco pela ofensa recebida.

Quando temos algum interesse ou nos importamos com pessoas dessa natureza, podemos ajudá-las a melhorar e essa deve ser sempre a nossa primeira opção.

Mas, nem sempre somos bem-sucedidos nessa tarefa e precisamos, então, aprender a conviver com essas pessoas.

Por isso, algumas estratégias são fundamentais para nos fortalecer.

7 estratégias para lidar com pessoas difíceis:

1. Perceba a situação de maneira racional

Diante de um confronto ou conflito, analise:

  • Quais são os fatos?
  • Quais foram as causas?
  • Quem estava envolvido?
  • Qual foi o ponto específico que disparou a reação do outro?

2. Desative a emoção negativa da pessoa

Faça a ela perguntas do tipo:

  • Quando viu isso acontecer?
  • Qual resultado esperava?
  • O que faria no meu lugar?
  • Em quanto tempo posso resolver esse assunto?

Quando perguntamos de maneira equilibrada, usando um tom de voz natural, com a intenção de resolver e não de provocar, estamos desativando as reações da amídala da pessoa, parte do cérebro responsável pelas reações emocionais e ajudando-a a usar as funções do córtex pré-frontal, encarregado das tomadas de decisão.

Assim, poderão juntos encontrar as possíveis soluções.

3. Reflita

  • O quanto você pode ter de responsabilidade sobre a situação?
  • O que fazer para melhorar?
  • Como pode demonstrar o seu interesse em mudar a relação?
  • Essa situação já aconteceu antes? Quais medidas foram tomadas?
  • O que deu certo no passado que pode ajudar hoje?

4. Tenha empatia

  • Esforce-se para entender quais são os motivos para essa pessoa agir assim.
  • Procure ver com os olhos do outro, ouvir com os ouvidos do outro, perceber as situações com a história de vida dele.
  • Como agiria se estiver em seu lugar, com as metas dele, com os desafios dele?
  • Qual é a intenção positiva por trás de suas atitudes?

5. Utilize uma linguagem concreta e positiva:

Somos mestres em falar no negativo (“pare de gritar”, “não me aborreça”, “não quero ser pressionado”, “não me perturbe”).

Quando fazemos isso, reforçamos exatamente o que está ruim: “gritar, aborrecer, pressionar, perturbar…”

Então diga:

  • “Preciso de silêncio em casa para me concentrar melhor”;
  • “Para finalizar este relatório, necessito que me entregue as informações até ao meio-dia.”
  • “Preciso de mais 1 hora para finalizar essa atividade”…

6. Não justifique, nem culpe outras pessoas

  • Foque nas soluções, nas diversas possibilidades de resolução da situação;
  • Ficar dando desculpas, ou acusando outras pessoas só irá agravar a situação;
  • O silêncio pode ser de grande valia nessas horas.

7. Fortaleça sua inteligência emocional

Siga esses passos:

  • Reconheça suas emoções no momento (raiva, frustração, medo, insegurança…),
  • Quais pensamentos estão povoando a sua mente?
  • Em vez desse sentimento ruim, o que gostaria de sentir?

Quando tem clareza de suas emoções e pensamentos, você será capaz de interromper o ciclo negativo e provocar a mudança do seu estado emocional e assim recobrar sua paz de espírito.

Após tentar com toda a força do seu coração cada uma dessas alternativas e, mesmo assim nada mudar, talvez seja hora de optar pelo silêncio e fingir que não está ouvindo suas provocações.

Não entre no jogo emocional dessa pessoa. Mantenha sua centralidade.

Quando estamos a todo momento preocupados demais com pessoas que não merecem a nossa consideração, evitando ser quem somos de maneira autêntica, estamos vivendo a verdade delas e dando permissão a elas para continuarem tirando a nossa paz interior.

É preciso aprender a lidar com indivíduos com valores tão diferentes dos nossos e não nos deixar abater em certas situações.

Mantenha a sua essência, da pessoa equilibrada, gentil, diplomática que você é!

Assim, estará agindo de acordo com seus próprios princípios de humanidade e terá imenso orgulho de si após a poeira abaixar.

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O que mais bloqueia a empatia na comunicação

Esvaziar a nossa mente e ouvir com todos os nossos sentidos é uma arte para poucos nos dias atuais.

A nossa atenção está sujeita a inúmeras distrações, cada uma clamando mais alto por nossos olhos, ouvidos e dedicação.

Que bom seria se pudéssemos, ao mesmo tempo, orientar alguém no trabalho, falar com o filho ao telefone e ainda trocar mensagem com o chefe.

Você pode até dizer:

– Mas, Wayne, eu faço isso o tempo todo! Se não fizer não dou conta do meu dia…

Entendo, mas o desafio está em fazer tudo isso “com atenção plena”. Aí complica…rs

E isso é impossível, sabe por que?

Porque, ao contrário do que acreditamos e teimamos, não somos multitarefas. Somos monotarefas, ou seja, processamos mentalmente uma única coisa de cada vez. Você pode até fazer uma tarefa e outra bem rápido, mas ainda assim será uma de cada vez.

E estar por inteiro, de corpo e alma, no momento presente é o quesito número um da empatia.

Como afirmou o filósofo chinês Chuang-Tzu, “Ouvir com os ouvidos é uma coisa, ouvir com o intelecto é outra, mas ouvir com a alma não se limita a um único sentido, pois todo o ser escuta.”

Segundo o psicólogo e escritor Marshall B. Rosenberg, “a empatia é a compreensão respeitosa do que os outros estão vivendo.”

E o que mais bloqueia a empatia em nossa comunicação?

1 – Não conhecer a si mesmo

  • Qual é o seu jeito de comunicar?
  • Como gosta que falem com você?
  • Como você convence as pessoas das suas ideias?
  • Qual é o tipo de pessoa mais difícil de convencer?

Se não souber claramente responder a essas perguntas, terá grande probabilidade de incorrer no próximo erro.

2 – Tratar a todos igualmente:

As pessoas são diferentes:

  • Algumas preferem que sejamos breves, específicos, claros. Outras gostam que antes criemos um ambiente amistoso, amigável.
  • Para algumas pessoas é preciso sermos realistas, detalhistas e rigorosos com os temas. Para outras, a interação com os outros é mais importante, preferem que conversemos, expondo nossas impressões e sentimentos.

Entender cada estilo e ajustar a sua comunicação a cada um fará com que demonstre mais atenção ao outro e a comunicação fluirá de maneira mais assertiva.

3 – Fazer julgamentos:

  • “Ela é preguiçosa demais”;
  • “Isso é impróprio”;
  • “Está errado!”;
  • “Eles são muito preconceituosos”;
  • “O seu problema é ser egoísta demais”.

Pensamentos e falas assim bloqueiam qualquer tipo de entendimento das necessidades e sentimentos alheios. Livre-se deles!

4 – Ter atitudes como:

  • Aconselhar: “Acho que você deveria fazer assim…”
  • Competir pelo sofrimento: “Isso não é nada, espere só pra saber o que aconteceu comigo…”
  • Educar: “Se você fizer exatamente o que estou te dizendo, vai dar certo…”
  • Consolar: “Não foi sua culpa, você fez o melhor.”
  • Contar uma história: “Isso me lembra uma ocasião em que eu…”
  • Encerrar o assunto: “Anime-se. A vida segue…”
  • Solidarizar-se: “Oh, coitadinho…”
  • Corrigir: “não foi assim que aconteceu…”

Devemos sempre nos lembrar que quando o outro está relatando um problema, um sofrimento, uma dificuldade, tudo isso se refere a ele.

Por mais duro que pareça, não se trata de nós, não sabemos os seus sentimentos. Simplesmente ouça e encoraje a pessoa a continuar falando sobre si.

Não importa o que os outros digam, nossa comunicação só será empática quando conseguirmos por nossa presença absoluta identificar o que o outro está:

  • Observando;
  • Sentindo;
  • Necessitando;
  • Pedindo.

Rosemberg afirma em seu livro Comunicação Não-Violenta: “Quando escutamos os sentimentos e necessidades da outra pessoa, reconhecemos nossa humanidade em comum.”

Exercite todos os dias! A empatia é uma competência e, portanto, pode ser desenvolvida, treinada.

Os benefícios são imensos, a começar por revelar a essência do ser humano que é.

Demonstre que você se importa!

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