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8 técnicas matadoras para memorizar qualquer coisa

A sobrecarga de informações e tarefas da vida moderna pode sacrificar um recurso de extrema importância para a vida de qualquer profissional: a memória.

Mas o excesso de estímulos não é a única razão pela qual estamos ficando cada vez mais esquecidos, afirma Renato Alves, primeiro brasileiro a receber homologação oficial de Melhor Memória do Brasil pelo Guinness Book. Em seu livro “Faça seu cérebro trabalhar por você” (Editora Gente), o campeão de memorização defende que o problema também está ligado a uma dependência cada vez maior da tecnologia, que substitui recordações naturais por artificiais.

“Quem nunca teve um HD de computador queimado com todos aqueles documentos, fotos, arquivos importantes, ou um celular sem bateria quando precisava consultar urgentemente um contato?”, escreve ele no livro.

A melhor forma de reconquistar a capacidade de reter informações “organicamente” é apostar numa rotina saudável e em exercícios frequentes para o cérebro. Mas existem alguns macetes que podem facilitar esse processo. Os chamados métodos mneumônicos são dispositivos práticos para expandir a capacidade de memorização no cotidiano.

Segundo Alves, o ideal é que o método seja fácil de usar: ele não deve exigir horas de treinamento ou associações mentais acrobáticas.  Assim, reunimos 8 técnicas simples que facilitam a memorização de fatos, nomes, datas, listas e outros elementos do dia a dia.

1. Construa um “palácio da memória”

Também conhecido como “método de loci”, este dispositivo de memorização remonta à Grécia Antiga. Segundo o mito, o poeta grego Simônides de Ceos precisou identificar os corpos de pessoas que haviam morrido no desabamento de um palácio. Como ele se lembrava exatamente da localização de cada um, conseguiu assim “reconhecer” cada um dos cadáveres desfigurados.

A técnica consiste em usar a memória espacial para gravar nomes, fatos ou listas. O objetivo é criar um lugar imaginário, como uma casa ou um palácio, visualizar os móveis de cada cômodo e associar uma memória a cada um deles. Imagine que você queira gravar os nomes de todos os presidentes brasileiros, por exemplo. Getúlio Vargas pode ser ligado à poltrona da sala e Juscelino Kubitschek, ao lustre. Depois que fizer todas as associações, a ideia é percorrer mentalmente o “palácio” várias vezes, lembrando-se da posição de cada móvel e, consequentemente, dos nomes ou fatos vinculados a eles. Oradores gregos e romanos, como Cícero, usavam essa técnica para memorizar seus longos discursos.

2. Invente acrônimos, acrósticos e encadeamentos

Acrônimos são palavras formadas por letras que representam, por sua vez, outras palavras. A ferramenta de gestão CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude) é um exemplo. Já os acrósticos são frases formadas por palavras cuja primeira letra é a dica para o que precisa ser lembrado. Se você quer memorizar, por exemplo, os nomes dos bairros paulistanos Mooca, Penha, Belém e Carrão, por exemplo, pode gravar a frase “Meu Pai Bebe Café”.

Outro dispositivo útil é o encadeamento, sugere o site The Memory Institute. Para guardar elementos numa determinada ordem, crie uma frase narrativa com eles. O ideal é que cada item “puxe” o outro por associação. Para gravar, nesta ordem, as palavras “menina”, “panela”, “doze”, “abóbora” e “verde”, por exemplo, você pode criar uma sentença como “A menina vendeu uma panela por doze reais ao plantador de abóboras, que ainda estão verdes”. A estrutura de encadeamento traz lógica para as palavras avulsas, além de facilitar a fixação de uma ordem.

3. Faça conexões entre informações novas e velhas

Uma das melhores formas de reter um dado é contextualizá-lo, isto é, integrá-lo aos conhecimentos que você já tem. Quanto mais conexões você fizer com os seus conhecimentos prévios, mais facilmente gravará uma novidade, dizem ao site Business Insider os autores do livro “Make It Stick: The Science Of Successful Learning”, Peter Brown, Henry Roediger e Mark McDaniel. Uma ótima forma de fazer isso é aplicar, na prática, tudo que você precisa memorizar – ou, no mínimo, vislumbrar hipóteses de aplicação desses dados na vida real. Se você precisa gravar como funciona o processo de transmissão de ondas de calor, por exemplo, tente pensar nessas informações a cada vez que tiver uma xícara de chá em suas mãos num dia de frio.

4. Explore o seu próprio humor

A neurocientista Carla Tieppo, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, diz que um excelente método para estimular a memória é criar imagens bizarras, engraçadas e surreais sobre o elemento que precisa ser recordado. Se você acaba de conhecer uma pessoa, por exemplo, imagine-a numa situação esquisita, que faça você rir, e que tenha relação com o som do nome dela. É uma forma muito eficiente de gravar para sempre como ela se chama – quanto mais “cócegas” a imagem mental fizer em você, mais fácil será fixá-la, diz a professora.

5. Aposte em associações visuais

Muitas pessoas têm memória fortemente visual, e, para elas, uma das melhores técnicas de memorização passa pela combinação de imagens. Acabou de conhecer uma pessoa? Para nunca mais esquecer como ela se chama, sugere o site de treinamento Memorise, escolha um atributo físico ou parte do corpo dela para associar ao seu nome. A vantagem está em transformar um dado abstrato, como um conceito, data ou nome, em algo concreto. Vale caprichar na criatividade: imagens mentais ricas, coloridas e vívidas são mais fáceis de guardar.

6. Escreva o que você precisa lembrar (com papel e caneta)

De acordo com o campeão de memorização Renato Alves, primeiro brasileiro a receber homologação oficial de Melhor Memória do Brasil pelo Guinness Book, a escrita é um excelente antídoto contra o esquecimento. “Escrever exige grande atividade mental e envolve diretamente as funções da memória”, escreve ele no livro “Faça seu cérebro trabalhar para você” (Editora Gente).

“A mente lança seus estímulos vasculhando todos os departamentos da memória buscando palavras, expressões, experiências, comparando, associando, incluindo, excluindo, selecionando e pinçando o que pode ser utilizado no texto”.

O benefício é ainda maior se você registrar as suas palavras no papel. Pesquisadores das universidades de Princeton e da Califórnia afirmam que quem escreve informações à mão tem mais facilidade de compreendê-las e memorizá-las do quem as digita. O motivo é que, ao usar o teclado, processamos a escrita de forma mais superficial do que quando precisamos desenhar as palavras com um lápis ou caneta.

7. Reflita por 15 minutos e alimente um diário

A memória humana pode ser muito prejudicada pelo estresse. A saída é buscar um respiro em meio à correria e dedicar algum tempo para pensar sobre o que você aprendeu e viveu durante o dia.

Pesquisadores da Harvard Business School descobriram que sessões de 15 minutos de reflexão ao final de um dia de trabalho aumentaram em quase 23% a produtividade de profissionais de um call center.

Após o exercício, os participantes do experimento também escreveram um diário com os principais acontecimentos do dia. Esse breve momento de introspecção ajuda a organizar as informações novas e articulá-las com aquelas que já estavam no seu cérebro.

“Quando as pessoas têm a chance de parar para refletir, elas têm um enorme ganho de eficiência, porque se sentem mais confiantes e, assim, colocam mais energia no que fazem e aprendem”, diz a professora Francesca Gino ao site Business Insider.

8. Repita, repita, repita

Este é um método intuitivo para a memorização. Quanto mais vezes você disser a si mesmo o que precisa recordar – ainda mais se for em voz alta – melhor será o resultado. A repetição pode ser estimulada por um exercício de perguntas e respostas, de acordo com o campeão de memorização Renato Alves. Em seu livro “Faça seu cérebro trabalhar para você” (Editora Gente), ele sugere que questões como “O quê?”, “Quem?”, “Quando?”, “Onde?”, e “Como?” sejam um roteiro usado regularmente para repassar mentalmente as suas lembranças.

Artigo extraído e adaptado do site Exame.

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‘Geração do diploma’ lota faculdades, mas decepciona empresários

Nunca tantos brasileiros chegaram às salas de aula das universidades, fizeram pós-graduação ou MBAs. Mas, ao mesmo tempo, não só as empresas reclamam da oferta e qualidade da mão-de-obra no país como os índices de produtividade do trabalhador custam a aumentar.

Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou, embora ainda fique bem aquém dos níveis dos países desenvolvidos e alguns emergentes. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.

“Mas mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)”, diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A decepção do mercado com o que já está sendo chamado de “geração do diploma” é confirmada por especialistas, organizações empresariais e consultores de recursos humanos.

“Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de aprender coisas novas. E quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria”, diz o sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.

Entre empresários, já são lugar-comum relatos de administradores recém-formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem ou têm dificuldades de se adaptar às regras de ambientes corporativos.

“Cadastramos e avaliamos cerca de 770 mil jovens e ainda assim não conseguimos encontrar candidatos suficientes com perfis adequados para preencher todas as nossas 5 mil vagas”, diz Maíra Habimorad, vice-presidente do DMRH, grupo do qual faz parte a Companhia de Talentos, uma empresa de recrutamento. “Surpreendentemente, terminamos com vagas em aberto.”

Outro exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.

Segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), os brasileiros com mais de 11 anos de estudo formariam 50% do contingente de desempregados.

“Mesmo com essa expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as boas posições requerem”, explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower.

Causas

Especialistas apontam três causas principais para a decepção com a “geração do diploma”.

Má qualidade do ensino

A principal delas estaria relacionada a qualidade do ensino e habilidades dos alunos que se formam em algumas faculdades e universidades do país. Os números de novos estabelecimentos do tipo, criadas nos últimos anos, mostra como os empresários consideram esse setor promissor. Em 2000, o Brasil tinha pouco mais de mil instituições de ensino superior. Hoje são 2.416, sendo 2.112 particulares.

“Ocorre que a explosão de escolas superiores não foi acompanhada pela melhoria da qualidade. A grande maioria das novas faculdades é ruim”, diz Pastore.

Tristan McCowan, professor de educação e desenvolvimento da Universidade de Londres, concorda. Há mais de uma década, McCowan estuda o sistema educacional brasileiro e, para ele, alguns desses cursos universitários talvez nem pudessem ser classificados como tal.

“São mais uma extensão do ensino fundamental”, diz McCowan. “E o problema é que trazem muito pouco para a sociedade: não aumentam a capacidade de inovação da economia, não impulsionam sua produtividade e acabam ajudando a perpetuar uma situação de desigualdade, já que continua a ser vedado à população de baixa renda o acesso a cursos de maior prestígio e qualidade.”

Para se ter a medida do desafio que o Brasil têm pela frente para expandir a qualidade de seu ensino superior, basta lembrar que o índice de anafalbetismo funcional entre universitários brasileiros chega a 38%, segundo o Instituto Paulo Montenegro (IPM), vinculado ao Ibope.

Na prática, isso significa que quatro em cada dez universitários no país até sabem ler textos simples, mas são incapazes de interpretar e associar informações. Também não conseguem analisar tabelas, mapas e gráficos ou mesmo fazer contas um pouco mais complexas.

De 2001 a 2011, a porcentagem de universitários plenamente alfabetizados caiu 14 pontos – de 76%, em 2001, para 62%, em 2011. “E os resultados das próximas pesquisas devem confirmar essa tendência de queda”, prevê Ana Lúcia Lima, diretora-executiva do IPM.

Segundo Lima, tal fenômeno em parte reflete o fato da expansão do ensino superior no Brasil ser um processo relativamente recente e estar levando para bancos universitários jovens que não só tiveram um ensino básico de má qualidade como também viveram em um ambiente familiar que contribuiu pouco para sua aprendizagem.

“Além disso, muitas instituições de ensino superior privadas acabaram adotando exigências mais baixas para o ingresso e a aprovação em seus cursos”, diz ela. “E como consequência, acabamos criando uma escolaridade no papel que não corresponde ao nível real de escolaridade dos brasileiros.”

Postura e experiência

A segunda razão apontada para a decepção com a geração de diplomados estaria ligada a “problemas de postura” e falta de experiência de parte dos profissionais no mercado.

“Muitos jovens têm vivência acadêmica, mas não conseguem se posicionar em uma empresa, respeitar diferenças, lidar com hierarquia ou com uma figura de autoridade”, diz Marcus Soares, professor do Insper especialista em gestão de pessoas.

As empresas, assim, estão tendo de se adaptar ao desafio de lidar com as expectativas e o perfil dos novos profissionais do mercado – e em um contexto de baixo desemprego, reter bons quadros pode ser complicado.

‘Tradição bacharelesca’

Por fim, a terceira razão apresentada por especialistas para explicar a decepção com a “geração do diploma” estaria ligada a um desalinhamento entre o foco dos cursos mais procurados e as necessidades do mercado.

É bastante disseminada no Brasil a ideia de que cargos de gestão pagam bem e cargos técnicos pagam mal. Mas isso está mudando – até porque a demanda por profissionais da área técnica tem impulsionado os seus salários.

De um lado, há quem critique o fato de que a maioria dos estudantes brasileiros tende a seguir carreiras das ciências humanas ou ciências sociais – como administração, direito ou pedagogia – enquanto a proporção dos que estudam ciências exatas é pequena se comparada a países asiáticos ou alguns europeus.

“O Brasil precisa de mais engenheiros, matemáticos, químicos ou especialistas em bioquímica, por exemplo, e os esforços para ampliar o número de especialistas nessas áreas ainda são insuficientes”, diz o diretor-executivo da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Gabriel Rico.

Segundo Rico, as consequências dessas deficiências são claras: “Em 2011 o país conseguiu atrair importantes centros de desenvolvimento e pesquisas de empresas como a GE a IBM e a Boeing”, ele exemplifica. “Mas se não há profissionais para impulsionar esses projetos a tendência é que eles percam relevância dentro das empresas.”

Do outro lado, também há críticas ao que alguns vêem como um excesso de valorização do ensino superior em detrimento das carreiras de nível técnico.

“É bastante disseminada no Brasil a ideia de que cargos de gestão pagam bem e cargos técnicos pagam mal. Mas isso está mudando – até porque a demanda por profissionais da área técnica tem impulsionado os seus salários”, diz o consultor.

Rafael Lucchesi concorda. “Temos uma tradição cultural baicharelesca, que está sendo vencida aos poucos”, diz o diretor da CNI – que também é o diretor-geral do Senai (Serviço Nacional da Indústria, que oferece cursos técnicos).

Segundo Lucchesi, hoje um operador de instalação elétrica e um técnico petroquímico chegam a ganhar R$ 8,3 mil por mês. Da mesma forma, um técnico de mineração com dez anos de carreira poderia ter um salário de R$ 9,6 mil – mais do que ganham muitos profissionais com ensino superior.

“Por isso, já há uma procura maior por essas formações, principalmente por parte de jovens da classe C, mas é preciso mais investimentos para suprir as necessidades do país nessa área”, acredita.

Artigo extraído e adaptado do site BBC Brasil.

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Abuso da tecnologia causa dependência em crianças; vício atrapalha desenvolvimento infantil

Recentemente, o relato do britânico Guy Adams ao jornal Daily Mail chocou o mundo: seu filho Willian estava em tratamento, aos 3 anos de idade, por causa do vício no uso de tablets. À publicação, o pai afirmou que a criança chegou a agredir sua irmã de poucos meses, porque ela chorava durante um jogo, o que o desconcentrava.

Segundo o psiquiatra Richard Graham, da clínica Capio Nightingale, localizada em Londres, os sintomas do vício nas crianças podem ser observados quando o aparelho é tirado delas, fazendo-as reagir com birras e comportamento incontrolável. Foi exatamente o que ocorreu com o pequeno Willian que, segundo o pai, ficou apático e sem fome, sinais que foram confirmados pela professora dele.

“Quanto mais precocemente disponibilizo esse tipo de tecnologia a uma criança, maior é o comprometimento que vai haver”, afirmou, em entrevista ao Portal Boa Vontade, o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, 51, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Programa Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, pioneiro nos estudos do tema no Brasil.

A preocupação, portanto, se concentra nos jovens e nas crianças mais vulneráveis a esse tipo de dependência, principalmente pelo surgimento cada vez mais frequente dos jogos online. Diante dessa situação, o pai citado na abertura dessa matéria não cruzou os braços: buscou ajuda, submeteu o filho a um período longe do aparelho e criou regras para o uso dessa tecnologia. Mas será que essas são atitudes suficientes?

Muitos adultos acham engraçadinhas as crianças que, desde muito cedo, já sabem como desbloquear a tela de um celular, por exemplo. Pesquisas revelam que uma em cada três crianças usa recursos tecnológicos antes que seja capaz de falar corretamente. Mas, para o psicólogo, “isso não é motivo de orgulho, pelo contrário, é motivo de preocupação!”. Apesar de ser bastante estimulado o uso da ferramenta entre os pequenos, pois auxiliam no desenvolvimento intelectual, essa utilização tão precoce também traz sérios problemas, inclusive para o desenvolvimento neurológico e fisiológico.

“Várias pesquisas já mostraram, por exemplo, que se é dado um texto escrito em papel e o mesmo texto no computador, aqueles indivíduos que leem na tela vão ter um entendimento prejudicado em quase 50% [em comparação aos primeiros]”.

COMPARAÇÃO MONSTRUOSA

Os sintomas de abstinência do pequeno Willian foram observados quando, segundo seu pai, ele iniciou um tratamento em que deveria ficar 72 horas sem usar o tablet. Ele lembra que as 24 primeiras horas foram de gritos e descontrole total. Estudos revelam que a reação do cérebro à falta de jogos é similar ao que se nota em casos de dependentes químicos, quando privados do uso de álcool e drogas. Ainda durante a entrevista, o dr. Cristiano explicou que essa sensação de prazer ocorre “quando a pessoa consegue entrar e fazer a conexão”.

Segundo o dr. Cristiano, “o que é curioso, embora sejam dependências distintas, é que já existem pesquisas que mostram que o que ocorre nos neurônios de indivíduos dependentes de álcool e drogas também ocorre nos indivíduos de internet. O neurônio é envolvido pela bainha de mielina e, quando o indivíduo usa álcool ou droga, há um desgaste dessa membrana. E é também o que acontece com os indivíduos dependentes de internet”.

“Dependendo da intensidade do jogo, mesmo que você esteja num [game] educativo por muito tempo, isso [o uso excessivo] será igualmente prejudicial”, explicou, reforçando: “A ideia é que as pessoas tenham bom senso!”.

PROBLEMAS EM CADEIA

Pais e responsáveis costumavam reclamar do tempo que as crianças passavam em frente à televisão. Hoje em dia, a reclamação mudou apenas de plataforma. Além de problemas intelectuais, especialistas relacionam o tempo passado diante de telas com problemas de saúde física, que incluem obesidade; colesterol e pressão altos; sedentarismo; e dificuldades para ler e fazer cálculos. Além disso, também decorrem desse transtorno distúrbios do sono e isolamento social.

Os aparelhos são tão eficazes em ocupar as crianças pequenas, que muitos pais já usam como uma espécie de babá.

“Os pais preferem que eles estejam conectados a estar nas ruas”, constatou o psicólogo.

COMO CURAR?

Como os tablets e smartphones se tornaram os novos brinquedos de bebês e crianças, os pais devem estar muito atentos. O que despertou a atenção do pai para procurar por ajuda para o pequeno Willian foi quando ele, às 4 horas da manhã, acordou para jogar. Aqui no Brasil, pais e responsáveis podem procurar o Grupo de Dependências Tecnológicas que, segundo o psicólogo Cristiano Nabuco, desenvolve o tratamento por meio de “terapia de grupo, acompanhada por dois profissionais, uma vez por semana, durante uma hora e meia, ao longo de 18 semanas”.

Esse trabalho “mostra aos indivíduos em que momento a internet ocupa o lugar na vida deles. Então, eles passam a registrar dias e horários, emoções que eles estão sentindo”.

Essa é praticamente a mesma definição de um diário, que é um “escrito em que se registram os acontecimentos de cada dia”, segundo o dicionário Houaiss.

A dica, portanto, é simples:

“Se você conseguir dosar minimamente, já está ótimo”.

Artigo extraído e adaptado do site Boa Vontade.

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Transforme suas tarefas em um jogo e aumente sua produtividade

Essa vida de adulto não é fácil. Prazos apertados no trabalho, contas que vão chegando aos montes e ainda tem a pia transbordando de louça suja. Nesses momentos, tudo o que a gente quer é voltar a ser criança, quando nos preocupávamos apenas com matar o chefão do Mario Bros.

Se você é dessas pessoas que adora um game, saiba que há uma maneira de transformar todas as chatices que você precisa fazer em um grande jogo de videogame!

Habitica é um jogo que poderá auxiliá-lo a mudar sua postura frente aos afazeres e melhorar sua produtividade, ajudando você a se tornar um adulto de responsa.

O Jogo

“Motive-se a fazer qualquer coisa”, esse é o slogan do Habitica.

Nele, você poderá listar suas atividades, separando-as de acordo com a periodicidade, a fim de gerenciar seu tempo e criar melhores hábitos de produtividade no seu dia a dia.

A parte legal é que toda a interface é inspirada em um jogo de RPG, com direito a heróis, classes, montarias, equipamentos, itens, missões, chefões e tudo mais:

Habitica_Gerenciador_Tarefas_RPG_Introdu_C3_A7_C3_A3o

Como funciona?

O Habitica é como um gerenciador de tarefas comum, só que mais legal e em PORTUGUÊS! Vamos supor que você acabou de se mudar e agora está morando sozinho. Provavelmente, terá muita coisa para fazer em sua casa nova. Então, por que não se divertir um pouco ao mesmo tempo em que completa suas obrigações?

A primeira coisa que você precisa fazer é cadastrar suas tarefas. Existem três tipos:

  • Afazeres: tarefas que você tem que fazer uma única vez;
  • Tarefas Diárias: que você precisa repetir em alguma periodicidade, por exemplo, toda segunda-feira;
  • Hábitos: são pequenas coisas que você pode ou não fazer, sem influenciar tanto em sua rotina.

Exemplificando, você precisa desencaixotar toda sua mudança, isso é algo que você faz apenas uma vez, correto? Então, cadastre essa atividade em Afazeres. Depois de instalado, precisará levar o lixo para fora toda segunda, quarta e sexta, essas são as Tarefas Diárias. Parece perfeito, não?

Por fim, você está morando no quinto andar de um prédio. Por que não usar as escadas em vez de subir de elevador? Crie esse Hábito.

habitica_tarefas_sossolteiros

Com todas as suas tarefas cadastradas, ao finalizá-las na vida real, você ganhará experiência, moedas de ouro e itens no Habitica. Assim, após lavar aquela montanha de louça suja, você terá uma recompensa para o seu herói, tornando qualquer atividade chata, em uma missão de RPG.

Mas, caso você seja um preguiçoso incurável e não complete as tarefas no tempo determinado, seu herói perderá saúde, o que poderá diminuir o seu nível, caso chegue a zero.

Evolua seu herói

Quando você faz o cadastro, será convidado a criar seu herói, podendo personalizá-lo de acordo com seus gostos, a partir das opções disponíveis. Assim, com seu guerreiro preparado, você poderá desbravar o mundo Habitica e enfrentar o monstro da procrastinação.

Tela-Habitica

E os itens, missões, chefões e tudo mais?

Ao acumular moedas de ouro, você poderá obter recompensas para o seu herói como equipamentos e até mesmo poção para recuperar a saúde perdida com seus vacilos.

O Habitica também tem outros recursos: as missões, que incluem tarefas específicas como convidar seus amigos para o Habitica, coletar itens etc.

Você também poderá criar uma equipe com seus amigos para enfrentar chefões e, assim, ganhar itens especiais. Também poderá encontrar ovos que, ao chocá-lo, transformarão-se em mascotes e, ao serem devidamente alimentados, poderão evoluir para montarias.

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Claro que o jogo não servirá de nada se você trapacear. Tudo vai depender da sua mudança de postura, que é a chave para esse baú de tesouros que é a vida adulta. Então, em vez de ficar aí sentado, por que não começa fazendo aquela limpeza que você sempre deixa pra depois?

Você pode jogar direto pelo navegador ou pelo celular, por meio de aplicativos que estão disponíveis para Android e iOS.

Texto retirado e adaptado de SOS Solteiros.

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Dezenas de truques e atalhos de computador para deixar seu trabalho mais produtivo

Existe um provérbio português que diz que “quem troca caminhos por atalhos, não lhe faltam trabalhos”. Felizmente, isso não é algo que se aplica ao uso de um computador pessoal. Ao descobrir teclas para substituir o processo de ir até uma seção específica do navegador para usar uma ferramenta ou fazer um percurso maior com o mouse, ganha-se tempo e minimiza-se o desgaste em procedimentos repetitivos.

Sendo assim, trouxemos o tema de volta para ensinar mais alguns macetes que você pode usar através do teclado para facilitar seu trabalho diário em diversas plataformas diferentes. Os comandos estão dispostos na tabela acima, mas caso você queira guardá-los para uma consulta rápida, basta acompanhar a lista completa abaixo:

Navegadores

  • Ctrl + Enter: qualquer coisa que você tenha escrito na barra de endereço ganha o complemento “.com” e vai até a página
  • F6: vai direto para a barra de endereço
  • Ctrl + Shift + T: abre a última aba que foi fechada
  • Ctrl + F4: fecha apenas a aba em primeiro plano
  • Ctrl + J: abre aba ou janela de downloads
  • Ctrl + H: abre histórico
  • Ctrl + Page Up/Page Down: alternar entre as abas
  • Ctrl + F ou Shift + F3: busca e destaca palavras
  • Ctrl + 1 a 8: alterna entre as primeiras 8 abas
  • Ctrl + 9: vai para a última aba da fila
  • Botão direito do mouse + S sobre uma imagem (Chrome): salva arquivo
  • Ctrl + Shift + N (Chrome): abre janela em modo anônimo

Windows

  • Tecla Windows + M: minimiza a janela
  • Tecla Windows + Teclas direcionais (←↑↓→): move a janela e altera seu tamanho
  • Tecla Windows + Tab: exibe todas as janelas enfileiradas; ao pressionar de novo, alterna entre elas
  • Tecla Windows + Shift + Tab: volta à janela anterior
  • Tecla Windows + D: vai para a Área de trabalho
  • Tecla Windows + Pause Break: exibe propriedades do sistema
  • Tecla Windows + L: bloqueia o computador
  • Alt + Print Screen: a captura de tela pega somente a janela do programa em primeiro plano
  • Ctrl + Shift + Enter: iniciar gerenciador de tarefas
  • Pressionar Shift ao inserir um CD/DVD no drive: evita a execução automática da mídia
  • Ctrl + Scroll do mouse:  altera tamanho dos ícones da área de trabalho

Facebook

  • L: curte a publicação se há somente ela na página
  • C: comenta a publicação se há somente ela na página
  • P: vai para a área de publicação
  • J e K: sobe ou desce pelo Feed de Notícias

Twitter

  • Espaço: desce a página
  • B: bloqueia usuário
  • U: desbloqueia usuário
  • F: favorita
  • J e K: move o cursor entre os tweets
  • L: fecha tweets abertos
  • M: nova mensagem direta (DM)
  • N: novo tweet
  • R: responde um tweet (Reply)
  • T: retweeta um post
  • GU: exibe uma barra de busca que leva a perfis específicos
  • GF: vai para a página de favoritos
  • GA: vai para a página de atividade
  • GC: vai para página de notificações
  • GH: vai para a página inicial
  • GM: vai para página de mensagens
  • GS: vai para página de configurações
  • GP: exibe o seu perfil
  • Ctrl + “:”: exibe todos os atalhos que o site oferece

YouTube

  • 0:  vai para início do vídeo
  • Espaço: executa e pausa o vídeo
  • ← e →: avança e retrocede o vídeo em 5 segundos
  • ↑ e ↓: aumenta e diminui o volume
  • Home e End: vai para o início ou final do vídeo
  • F: tela cheia
  • Esc: sai da tela cheia

Gmail

Observação: Para utilizar os atalhos abaixo é preciso acessar “Configurações” no seu Gmail e ativar a função na seção “Atalhos de teclado

  • C: escrever nova mensagem
  • D: escrever nova mensagem em outra aba
  • /: ir para a barra de buscas
  • J e K: ver mensagens anteriores e posteriores
  • X: selecionar mensagem
  • R: responder mensagem
  • #: enviar mensagem para a Lixeira
  • U: voltar para a lista de mensagens
  • Z: desfaz ação anterior
  • Enter: abre a mensagem
  • Ctrl + Enter: enviar mensagem
  • Crtl + S: salva a mensagem
  • Crtl + Shift + C: adiciona campo “Com cópia para”
  • Shift + I: marcar como lido
  • Shift + U: marcar como não lido
  • !: marcar como spam

Gostou? Então dá uma olhada nessa imagem que tem tudo bonitinho pra você poder salvá-la e nunca mais esquecer:

16111252495202

Texto retirado e adaptado de Tecmundo.

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Como ser disciplinado

Você é do tipo que começa a se exercitar na segunda e na quarta já está desanimado? Ou então começa um novo projeto e para na metade? Então, o que está faltando em você é disciplina para completar suas tarefas.

Este artigo fala sobre Disciplina, explica sobre sua importância e ainda oferece várias dicas para que você se torne uma pessoa disciplinada e complete todas as tarefas importantes do seu dia a dia.

Seja disciplinado e leia o artigo todo 🙂 e, quem sabe, você não se torne uma pessoa mais disciplinada. Boa leitura.

O que é ser disciplinado?

“Impor a disciplina a si mesmo é uma das grandes vitórias do homem, contra si mesmo.” (Textos Judaicos)

A maioria das pessoas confunde disciplina com força de vontade ou procrastinação. Porém, essas são coisas bem diferentes. Mas, ainda assim, definir disciplina é muito complicado. A melhor definição até hoje foi dada pelo autor Brian Tracy:

“Ser disciplinado é fazer aquilo que você não quer fazer, porque sabe que é importante fazer.”

Com certeza, você deve estar pensando agora, mas como assim fazer coisas que não quero fazer? Todas as atividades que trazem benefício à vida são as mais difíceis de fazer, pense sobre exercícios ou estudar, ambas são atividades que muitos não gostam de fazer, porém são importantes.

Ser disciplinado significa trocar o prazer do agora por uma recompensa futura. Por exemplo, trocar o prazer de um delicioso sorvete agora, pela alegria da saúde e de um corpo desejado após completar atividades físicas, ou o prazer de horas navegando na internet pelo prazer de conquistar o emprego dos sonhos.

Porque é importante ser disciplinado?

Tudo na vida que trará resultados e sucesso duradouro exige muito esforço e trabalho. Nada vem fácil, é preciso pagar o preço pelas coisas que você deseja, por isso é importante ter disciplina, para atingir seus objetivos e metas.

Você acha que as pessoas de sucesso que você admira passam o dia todo assistindo televisão ou navegando nas redes sociais? Não! Elas trabalham. Disciplina é isso, é você ter consciência do que está fazendo, e pensar que essa ação lhe trará resultados duradouros no futuro.

Todas as pessoas que tiveram sucesso financeiro ou são admirados e respeitados, cultivam o hábito da disciplina. Essas pessoas se concentram em realizar atividades que trazem algum valor em suas vidas, ao contrário das outras que apenas jogam seu tempo fora.

Mas porque a maioria das pessoas não são disciplinadas?

“Quem rejeita a disciplina odeia-se a si mesmo.” (Provérbios 15,32)

A verdade é que a maioria das pessoas evitam o esforço e procuram o lucro ou sucesso rápido, elas não têm disciplina para se manterem firmes até conquistarem o que desejam, preferem algo para agora.

São poucas as pessoas que estão interessadas em serem disciplinadas. Afinal, fazer coisas fáceis é uma ação condicionada pelo cérebro que procura o tempo todo poupar esforços para armazenar energia. O problema é que isso gera um fracasso a longo prazo.

 1 – Se você estivesse no meio de um trabalho, você iria tomar um café com um amigo ou terminaria primeiro seu trabalho?

  • Pessoas que são mais focadas no prazer preferem fugir de atividades desagradáveis para que possam desfrutar de minutos de prazer.
  • Pessoas que são mais focadas na dor tendem a fazer as atividades porque eles temem as consequências de não fazer.

2 – Em suas refeições, você come seus alimentos preferidos primeiro ou apenas come sem se preocupar em escolher?

  • Pessoas focadas no prazer preferem comer os alimentos mais saborosos primeiro. Eles até comeriam a sobremesa antes da refeição.
  • Pessoas focadas na dor tendem a deixar os alimentos preferidos por último, comendo o que menos gostam primeiro.

3 – Você trabalha em algo somente quando percebe que já não tem mais tempo para fazer ou gosta de iniciar suas coisas com antecedência?

  • Pessoas focadas no prazer atrasam para realizar uma atividade, mas estão mais focados no prazer de terminar o trabalho logo.
  • Pessoas focadas na dor esperam para fazer algo até que a dor se torne muito grande, é quando eles resolvem partir para a ação.

 As bases para desenvolver a disciplina

“A disciplina é a mãe do êxito.” (Ésquilo)

Passo 1: Determinar objetivos.

Objetivos são formas de você ver um quadro futuro ou aonde você quer chegar. Se você não tiver objetivos definidos, sua vida fica automática, você não sabe onde está indo e, se isso acontece, não é preciso ser disciplinado. Afinal, para quê sofrer estudando se você não sabe para quê está estudando?

Quando você cria objetivos, você passa a ter foco de onde quer chegar, a partir daí você sabe todos os passos necessários para alcançar o sucesso que você estabeleceu. Portanto, você passa a perceber que uma atividade é mais importante que a outra.

Passo 2: Determinar motivos.

Os motivos tornam seus objetivos reais. Você só considera um objetivo importante quando há algo que o motiva a concretizá-lo. É a pergunta que você faz a si mesmo “por que é importante para mim completar esse objetivo?” Essa pergunta também servirá como resposta todas as vezes que você estiver desanimado e trocando atividades importantes por outras insignificantes.

Passo 3: Identificar possíveis obstáculos.

Identificar obstáculos é a melhor maneira de você garantir sua disciplina. Uma vez que você tem seus objetivos e motivos definidos, você tem uma ideia de quais poderão ser seus possíveis obstáculos. A partir desse ponto você já estabelecerá formas de lidar com esses obstáculos, quando eles aparecerem você não se deixará vencer, apenas lidará da forma que você já previa. Veja alguns exemplos de obstáculos.

  • Amigos podem me convidar para sair e comer comidas calóricas.
  • Podem exigir uma qualificação que eu não tenho para exercer o cargo.
  • Posso reprovar na prova.

Passo 4: Foco!

O quarto e último passo é simples e o mais importante. O foco em seus objetivos é o que fará você decidir se irá gastar seu tempo à toa com uma atividade de gratificação a curto prazo ou investir seu tempo para uma gratificação a longo prazo. Quanto mais focado você estiver em seus objetivos e motivos, mais fácil você vencerá todos os obstáculos para se tornar uma pessoa disciplinada.

“Para cada esforço disciplinado, há uma retribuição múltipla” (Jim Rohn)

Concluindo…

Espero que a leitura deste artigo tenha lhe ajudado a modificar seus hábitos para se tornar uma pessoa mais disciplinada. Sabemos que a mudança não acontece da noite para o dia, mas se você for persistente, com certeza se tornará uma pessoa muito mais disciplinada.

Lembre-se, disciplina não é algo que nasce com você, ela é desenvolvida com a prática, portanto, pratique a disciplina realizando tarefas que lhe causam dor ou desconforto, isso vai fazer com que você saia da sua zona de conforto, quanto mais você fizer, mais fácil se tornará para você completar as atividades que deseja.

Artigo extraído e adaptado do site do Leandro Piccini >> Educador e estudioso da neurociência na educação e no desenvolvimento pessoal. Atualmente dedicado ao projeto Estudar e Aprender.

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10 dicas para estudar e aprender mais fácil

Você é daqueles que passa horas estudando e quando chega ao final parece que não aprendeu nada? Pois é, isso acontece com muita gente. Por isso, encontramos essas dicas super legais para vocês estudarem e aprenderem com mais facilidade.

São dicas poderosas que vão te ajudar a aumentar significativamente seu aprendizado, melhorando sua concentração e memorização. Técnicas simples que muitos não usam e deixam de aproveitar seus benefícios.

Inclua algumas dessas dicas em seus estudos e você sentirá uma enorme diferença na hora de estudar e aprender. Anote todas as dicas, elas serão muito úteis para você. Boa leitura. 🙂

#1 – Ensine outras pessoas.

Quem ensina aprende mais! Muitas pessoas ainda sentem vergonha ou mesmo por egoísmo se recusam a ensinar os outros, essas pessoas não sabem o que estão perdendo.

É preciso colocar em prática tudo o que aprender para assim conseguir memorizar melhor um conteúdo, então qual a melhor maneira de colocar em prática? Ensinando outras pessoas!

Então, se você ainda tem algum tipo de preconceito em ensinar os outros ou mesmo pensa de maneira egoísta “Eu não vou ensinar meu concorrente”, saiba que ao ensinar é você quem mais ganha. Suas ideias começam a clarear, organizando a informação e melhorando a compreensão, isso porque verbalizar e raciocinar antes de falar ou ensinar, ajuda na memorização.

 #2 – Descubra qual o seu horário de maior produtividade 

Todo mundo tem um horário quando o rendimento é maior. Descobrir seu horário mais produtivo te ajudará a aprender com muito mais facilidade, afinal não adianta você brigar consigo mesmo. Se durante a manhã você é muito sonolento, estude outra hora.

É obvio que nem todos têm esse privilégio, para alguns só é possível estudar à noite. Nesses casos,procure desenvolver o hábito de estudar para se acostumar com a rotina de estudo noturno. É mais complicado, mas é possível.

#3 – Pratique o que aprende

Vários alunos passam 5 horas por dia estudando, mas se esquecem de resolver exercícios.

De que adianta você passar horas e horas na teoria se você não praticar o que aprende? Para que uma informação não seja descartada é importante que ela seja útil, e a melhor maneira de fazer isso é respondendo questões e provas antigas.

Faça uma pergunta a alguém e automaticamente o cérebro dessa pessoa irá parar todas as atividades para se concentrar em responder a pergunta. Essa concentração é a grande sacada para que o aprendizado se torne ainda mais poderoso.

Além disso, questões são ótimas para avaliar seu conhecimento e saber se você está realmente aprendendo o que está estudando. Caso você perceba que não está acertando, pode ser um momento de reforçar os estudos naquele conteúdo.

#4 – Tenha objetivos definidos para estudar e aprender

De que adianta você estudar se você não sabe para o que está estudando. Esse erro é bem comum e faz uma diferença muito grande na hora de aprender. Estudantes e concurseiros se esquecem de definir seus objetivos e metas para estudar e com isso acabam tornando o aprendizado ineficaz, pois muitas vezes estudam conteúdos que não são úteis para seu objetivo.

Seu cérebro é uma máquina que consome muita energia, então, qualquer atividade sem utilidade ou sem uma recompensa, acaba sendo inútil e, por isso, ele deixa de executar.

Portanto, se você estuda sem objetivo, seu cérebro entende que a atividade de estudar não tem utilidade, logo não é necessário concentração e nem memorizar o conteúdo. Afinal, não será utilizado para nada.

Quando você estabelece objetivo, você envia uma mensagem ao cérebro, algo como “fique em alerta, pois estou fazendo uma atividade importante”, com isso seu cérebro assimila e compreende melhor uma informação para estudar.

Uma dica interessante é escrever seu objetivo em um folha e colar em um mural ou em um lugar onde você o veja com facilidade, assim estará sempre lembrando o porquê de estar se dedicando aos estudos.

#5 – Faça atividades físicas para liberar a mente criativa

Eu vivo alertando meus alunos e escrevendo aqui no site a importância das atividades físicas para o aprendizado, a concentração e a memorização. Mas ainda assim existem estudantes que continuam sem praticar atividades físicas.

Recentemente pesquisadores publicaram um estudo na British Medical Journal mostrando os efeitos benéficos do exercício no cérebro. De acordo com a pesquisa, 10 a 40 minutos de atividade física aumenta significativamente a concentração e o foco mental, devido ao aumento do fluxo sanguíneo no cérebro.

Segundo o psiquiatra de Harvard Dr. John Ratey:

“Esses resultados fornecem evidências adicionais de que fazendo cerca de 20 minutos de exercício pouco antes de um teste ou um discurso, seu desempenho se torna melhor”

As evidências estão ai para você parar de inventar desculpas e começar a fazer uma atividade física logo. Pense nos resultados que você pode ter em seus estudos e em quanto sua saúde pode ganhar com isso.

Você não precisa se tornar um atleta para começar a ter um melhor desempenho nos estudos com exercícios físicos. Pode começar aos poucos e devagar, o importante é exercitar-se.

Escolha um horário do dia, pode ser de manhã ou à tarde e faça uma caminhada de 10 a 40 minutos. Pronto, isso já vai ser o suficiente para melhorar a oxigenação em seu cérebro, melhorando o desempenho em seu aprendizado.

#6 – Tome um banho para relaxar e se concentrar melhor

O banho pode ser revigorante e relaxante, tudo depende da sua necessidade, mas em ambos os casos ele ajuda a repor as energias e aumenta a motivação. Mas o banho frio ou quente possuem diferenças, e cada um pode ser utilizado para um fim específico, principalmente no caso de estudar. Veja as diferenças:

  • Banho frio: Estimulante e revigorante, o banho frio deve ser usado em caso de desânimo e desmotivação. Um bom banho frio deixa sua mente alerta e pronta para estudar e trabalhar.
  • Banho quente: Altamente relaxante, esse banho é ideal para casos de stress, quando sua mente está inquieta e você não consegue se concentrar. Um banho quente irá te relaxar e deixar sua mente em estado de aprendizado.

Um dos motivos do banho quente fazer bem ao cérebro está ligado às doses de dopamina, que são liberadas enquanto você toma o banho. A dopamina é responsável pela sensação de prazer no cérebro e também auxilia no aprendizado e memorização.

#7 – Evite o stress, ele prejudica seu aprendizado

Um dos maiores inibidores do aprendizado e da memorização é o stress. Além de prejudicar seu corpo, seus estudos se tornam completamente inúteis quando o stress está alto.

Um cérebro que está muito estressado produz grande quantidade de cortisol, o que impede que a concentração e memorização. Portanto, se você estiver estressado e lendo algo, saiba que sua mente não irá memorizar nada.

Se você perceber que está muito estressado, é melhor nem começar sua sessão de estudos, pois será apenas perda de tempo, é melhor primeiro procurar maneiras de relaxar a mente e deixá-la em um estado ideal de aprendizado.

Se você estiver muito estressado experimente tirar uma pequena soneca ou tomar um banho quente para relaxar. Há dias em que o stress é grande, use esses dias para descansar, não adianta forçar seu organismo, isso apenas irá gerar mais stress. Tomar um chá quente de camomila também ajuda muito. 😉 Deite e durma, vai te fazer bem.

#8 – Seja persistente em seus estudos

A falta de persistência nos estudos é o que mais dificulta o aprendizado de estudantes e concurseiros. Isso porque o aprendizado é construído pouco a pouco e se você pára por muito tempo, você perde o que aprendeu.

Para aprender mais fácil estude todos os dias. Pode ser que você tenha um contratempo ou outro, isso é normal, desde que no dia seguinte você volte a estudar.

#9 – Estude em grupo

Você é daqueles estudantes que não conseguem ficar muito tempo sentado estudando sozinho? Se sim, tente criar um grupo de estudos com amigos e colegas.

Cada pessoa aprende de uma forma, e para alguns é difícil passar várias horas estudando sozinho. Isso torna o aprendizado dessa pessoa muito difícil, pois com o tempo o tédio impede a concentração.

É obvio que você terá que passar algumas horas estudando sozinho, pois não conseguirá sempre estudar em grupo. Mas mesmo assim é possível se reunir algumas vezes.

O mais importante em grupos de estudos é que todos estejam realmente engajados em aprender, evitem durante um grupo discutir coisas que não tenham a ver com o conteúdo.

Depois que vocês estudarem podem tirar um tempo para bater um papo à toa, mas primeiro, o mais importante: estudar.

#10 – Escreva para aprender mais fácil

Nos últimos anos a tecnologia tomou conta de tudo, e muitos estudantes trocaram o lápis pelo teclado e pelo celular. Ok, isso é um avanço,só que escrever com caneta e lápis ainda é muito útil.

A neurologista Judy Willis é uma das defensoras do uso da escrita com lápis e caneta. Segundo ela, a escrita desenvolve a criatividade e a expressão pessoal. Ambas ajudam no raciocínio cognitivo.

A escrita em ferramentas tecnológicas também possui suas qualidades, porém a escrita cursiva facilita muito mais o aprendizado, pois escrever envolve mais áreas do cérebro, e quanto mais áreas você envolver na aprendizagem, mais fácil ficará a memorização.

Faça resumos, mapas mentais, grifos, anotações em livros, o que desejar, mas use seus lápis, canetas, canetinhas sem moderação.

Quanto mais escrever, mais fácil se tornará seu aprendizado. Por isso, sempre que puder escreva. Além disso, a escrita irá te ajudar a organizar melhor seu raciocínio e também te preparar para as redações que você terá que fazer em provas e concursos.

Agora é sua vez!

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Artigo extraído e adaptado do site Estudar e Aprender.

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Como o cérebro aprende

Poucos estudantes, acadêmicos ou concurseiros sabem a importância de conhecer seu próprio cérebro para aprender melhor. Além de impedir erros que dificultam o aprendizado, o conhecimento do cérebro ajuda o estudante a utilizar técnicas para aprender com mais facilidade.

Todo estudante, acadêmico ou concurseiro deve aprender sobre o funcionamento do cérebro. Nas palavras do psicólogo e renomado estudioso do cérebro Tony Buzan:

Você aproveita a sua mente ao máximo estudando, em primeiro lugar, o que ela é.

Esse artigo é uma síntese das principais pesquisas teóricas relacionadas à neurociência e psicologia voltadas para a área da educação. Com certeza, esse tema não pode se esgotar em apenas 2400 palavras, mas o que está exposto aqui já é o suficiente para que você entenda melhor como seu cérebro funciona e descubra maneiras de como estudar melhor.

Um pouco de Neurociência: O cérebro que aprende.

O cérebro humano é um dos processadores mais poderosos do mundo. O cérebro é capaz de processar as informações recebidas, analisá-las com base em uma vida inteira de experiência, e apresentá-las para nós em meio segundo. Nem o computador mais avançado do mundo é capaz de simular o processamento do cérebro humano.

De acordo com Buzan, as maiores funções do cérebro são:

  1. Recepção: O cérebro recebe informação pelos seus sentidos.
  2. Armazenamento: O cérebro retém e armazena informação e consegue acessá-la em larga escala.
  3. Análise: Seu cérebro reconhece padrões e organiza informações de modo que façam sentido.
  4. Saída: Seu cérebro “libera” informações de diferentes formas seja pensando, falando, desenhando, movimentado e todas as outras formas de criatividade.

Perceba o quanto seu cérebro é dinâmico e o quanto de capacidade ele possui para poder efetuar diversas tarefas ao mesmo tempo. Pois enquanto você está lendo esse artigo, aprendendo, seu cérebro também está medindo sua pressão, corrente sanguínea e batimentos cardíacos. Além de estar atento ao seu contexto de ambiente.

O cérebro também está dividido em dois hemisférios distintos. O hemisfério esquerdo e o hemisfério direito. Cada hemisfério tem algumas particularidades que são importantes você saber:

O hemisfério esquerdo é caracterizado por ter áreas responsáveis pelo raciocínio lógico, fala, matemática, linhas, etc. Pode ser chamado de “cérebro acadêmico”.
O hemisfério direito possui áreas responsáveis pelo gosto à música, arte, dança, criatividade, etc. Esse é o seu “cérebro artístico”.

Ambos os hemisférios são ligados pelo corpo caloso, um sistema de transmissão químico que trabalha a toda velocidade com milhares de células. Quanto maior a sintonia entre os hemisférios, mais forte se torna a conexão no corpo caloso, essa conexão fortificada ajuda você a raciocinar com mais rapidez além de permitir uma melhora significativa em sua memorização.

Algumas atividades são mais executadas do lado esquerdo ou direito, mas, normalmente, todo o cérebro trabalha junto. Em um estudo recente, o Dr. Jeff Anderson pesquisou a respeito dos hemisférios do cérebro e concluiu:

É absolutamente verdade que algumas funções cerebrais ocorrem em um ou outro lado do cérebro. Língua tende a ser do lado esquerdo, o processo de “atenção” mais à direita. Mas as pessoas não tendem a ter um cérebro de hemisfério esquerdo ou direito mais forte. Parece ser algo determinado mais por ligação de conexão.

O réptil o mamífero e o homem

O cérebro humano desenvolveu-se muito ao longo dos anos. Nós ainda carregamos áreas no cérebro que no passado foram essenciais para a sobrevivência da espécie. Inclusive áreas que influenciam nosso comportamento atualmente.

O neurocientista Paul Maclean desenvolveu a teoria do cérebro trino. Cada área tem sua particularidade e função que nos ajudam a viver melhor (Ou não, dependendo do caso). Essas áreas são:

  • Cérebro reptiliano: Essa área do seu cérebro está localizada próxima à base superior do seu pescoço. É responsável pelos instintos, possui esse nome por ser semelhante ao cérebro dos répteis. Sabe quando uma pessoa finge jogar um objeto em você e sua primeira reação é se virar e se proteger? Então, esse reflexo é efeito da área reptiliana. Além disso, essa área controla algumas funções do seu corpo, como a respiração.
  • Cérebro Límbico: Localizado no centro do seu cérebro, essa área é semelhante a de alguns mamíferos. Responsável principalmente pelas emoções e sexualidade, essa área também tem uma grande influência sobre sua memória.
  • Cérebro Racional: Essa é a área mais alta do seu cérebro. De acordo com teorias evolucionistas é a área mais nova na escala da evolução e está em constante transformação. Controla as atividades que realizamos nos dias atuais como falar, pensar, ver, ouvir e criar.

Essa três partes não funcionam independentes uma da outra, estão todas conectadas por meio das redes neurais. Com isso, as informações passam de uma área a outra em frações de segundos.

Cada área tem um impacto em sua atividade como estudante. Por exemplo, se você estiver com fome, dificilmente conseguirá se concentrar nos estudos. A todo o momento sua área reptiliana estará sinalizando para você ir se alimentar, prejudicando seu aprendizado.

Se você acaba de sofrer algum tipo de estresse emocional, essa informação ficará “martelando” em sua cabeça, pois a área do cérebro límbico o lembra do quanto essa emoção é importante e por isso você deve se manter alerta.

Estudar quando está com algum tipo de problema emocional é a pior coisa, pois você não conseguirá aprender de fato.

Seu cérebro Racional trabalha melhor com concentração e foco. Caso você tenha alguma coisa que te tire a atenção, você com certeza não estará aprendendo de fato. Se estiver com algum problema emocional, primeiro descanse e deixe passar, estude quando estiver tranquilo.

O tico e o teco

Quando eu era criança escutava muito isso dos meus professores “coloca o tico e o teco para trabalhar”, em referência aos meus neurônios. Por meio dos neurônios, são passadas as informações que percorrem todo o cérebro.

O cérebro é formado por 100 bilhões de células, conhecidas como neurônios, elas possuem ramificações que são chamadas de dendritos. Cada neurônio transmite informações que percorrem o corpo todo e o cérebro por meio dos axônios. Toda essa rede está em pleno funcionamento o tempo todo. Saber utilizá-las é o que faz com que você aprenda mais rápido.

As informações são repassadas por sinais elétricos e químicos de neurônio a neurônio através de pequenos espaços chamados sinapses. Tudo isso ocorre muito rápido em seu cérebro, até que a informação chegue à área do cérebro onde a informação será processada e transformada emação.

Você com certeza já deve ter ouvido o termo “massa cinzenta” é como algumas pessoas chamam o cérebro, isso é porque, vistos de longe, os neurônios dão uma aparência cinza ao cérebro.

Existe também uma parte branca, chamada Mielina. A mielina é um tipo de graxa que facilita a conexão dos neurônios. Quanto mais Mielina você tem no cérebro mais fácil se torna a comunicação entre os neurônios.

Uma conexão mais ágil facilita no seu raciocínio. Um raciocínio ágil colabora para um aprendizado mais rápido.

O cérebro que se transforma. Neuroplasticidade

Neuroplasticidade é um termo utilizado para a capacidade do cérebro de se transformar. No passado, os cientistas acreditavam que somente o cérebro de uma criança poderia se modificar, mas pesquisadores atuais descobriram que o cérebro está se adaptando por toda a vida, criando novas células de acordo com a experiência e o aprendizado.

Existem dois tipos de neuroplasticidade:

  • Funcional: Capacidade do cérebro de transferir funções de áreas danificadas para outras áreas do cérebro. No livro O cérebro que se transforma, o psiquiatra Norman Doidge descreve como a neuroplasticidade funcional pode ajudar:

As funções das áreas do cérebro mortas em um derrame se transferem
para regiões saudáveis.

  • Estrutural: Capacidade do cérebro de alterar sua estrutura física como resultado da aprendizagem. Os neurocientistas Gaser e Schlaug descobriram que o volume de massa cinzenta na área cerebral de músicos profissionais era maior do que a de não músicos ou músicos amadores. Esse aumento ocorreu nas áreas do cérebro responsáveis pela região motora. Ou seja, quanto mais você aprende, mais você desenvolve seu cérebro. É como a prática de um exercício, no começo você sofre para aprender, mas quanto mais pratica mais o aprendizado fica fácil. Além disso, ao aumentar a área do cérebro durante seu aprendizado a conexão neural se torna mais intensa.

O novo consciente e inconsciente o Rápido e o Devagar

Daniel Kaneman, ganhador do prêmio Nobel de economia, escreveu um livro sobre os 2 sistemas que atuam em nossa mente: o Rápido e o Devagar. De acordo com Kaneman, cada sistema tem uma função e é responsável por um tipo de comportamento.

Esses sistemas parecem muito com o que conhecemos como consciente e inconsciente. Mas são coisas diferentes, de um lado está a teoria de consciente e inconsciente da psicanálise de Freud e do outro está a teoria neurocientífica e psicológica do rápido e devagar.

Daniel descreve cada sistema como:

  • O Sistema rápido opera automática e rapidamente, com pouco ou nenhum esforço e nenhuma percepção de controle voluntário.
  • O Sistema devagar aloca atenção às atividades mentais laboriosas que o requisitam, incluindo cálculos complexos. As operações do Sistema devagar são muitas vezes associadas com a experiência subjetiva de atividade, escolha e concentração.

Para que você compreenda claramente, o sistema rápido é responsável por atividades que vão desde dirigir um carro em uma rua vazia até responder a questão “2+2=?”. São atividades que você não precisa se concentrar muito para realizá-las, pois são inerentes a você.

Já o sistema devagar é responsável por atividades que envolvem maior concentração como estacionar em uma vaga apertada até fazer uma prova, ou seja, situações que se você não prestar a devida atenção pode cometer um erro grave.

O sistema rápido também é responsável por todas aquelas atividades que se tornaram habituais, é ele quem toma o controle e libera o gatilho para que aconteça. A ideia aqui é utilizar seu sistema devagar até que a informação se torne parte do sistema rápido.

Como fazer isso? Praticando. Quanto mais você lê, pratica e estuda, mais as informações vão fixando em sua mente. Quando isso ocorre, seu sistema rápido passa a tomar controle delas, fazendo com que seu aprendizado seja muito mais rápido.

Conhecer os outros é inteligência, conhecer-se a si próprio é verdadeira sabedoria. Controlar os outros é força, controlar-se a si próprio é verdadeiro poder. Lao Tsé

Conhecer seu cérebro, saber como ele trabalha ajuda muito em seus estudos. Você descobre seus limites e até onde é capaz de ir. Além de desenvolver métodos de estudo que tragam muito mais resultado.

Descubra como aprender melhor com o Coaching!

Artigo extraído e adaptado do site Estudar e Aprender.

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Um estudo publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou dez técnicas de estudo comuns para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.

Técnicas de estudo bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como as de utilidade mais baixa.

Três técnicas de estudo foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.

E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.

É a ciência desaprovando boa parte das técnicas de estudo, principalmente as baseadas em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais. Por outro lado, foi confirmada a impressão de que a realização de exercícios em doses cavalares é extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.

O ranking reflete os resultados da pesquisa, porém cada pessoa tem suas próprias técnicas de estudo e nada está escrito em pedra. Veja agora as técnicas tratadas no estudo, das menos às mais eficazes:

1. Grifar (baixa eficácia)

Fácil, porém ineficiente. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pois praticamente não requer esforço. Ao grifar, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos, portanto, só tem utilidade quando combinada com outras técnicas.

2. Releitura (baixa eficácia)

Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.

3. Mnemônicos (baixa eficácia)

Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a lembrança. Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como o famoso SoCiDiVaPlu, usado para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).

O estudo mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chave são importantes e quando o material estudado inclui palavras fáceis de memorizar. Assuntos que não se adaptam bem às palavras não conseguem ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e em pouco tempo antes do teste.

4. Visualização (baixa eficácia)

Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação à memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva. Surpreendentemente, a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem.

5. Resumos (baixa eficácia)

Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem. O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas. Embora tenha sido classificado como de baixa eficácia, a técnica de resumir ainda é melhor do que grifar e reler textos.

6. Interrogação elaborativa (eficácia moderada)

A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem o porquê de determinados fatos apresentados no texto. O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.

Seguindo o exemplo da Constituição, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa.

Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.

Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

7. Auto-explicação (eficácia moderada)

A auto-explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo. O estudo mostrou que essa técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

8. Estudo intercalado (eficácia moderada)

O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias. A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de maneira aleatória. Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas). O principal benefício da intercalação é permitir que a pessoa consiga estudar por mais tempo.

9. Teste prático (alta eficácia)

Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.

No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão sobre os conteúdos que cairão na sua prova, o site Questões de Concursos possui vários exercícios que podem ser filtrados de diversas formas.

10. Prática distribuída (alta eficácia)

A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um dia só – o anterior à prova. Pesquisas mostram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10 a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve estudá-lo por seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.

A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intercalando com períodos de descanso.

E aí, quais as suas técnicas de estudo?

Artigo extraído e adaptado do site Mude.nu.

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Distração: a maior vilã da nossa vida

O primeiro passo para vencer a procrastinação é entender que procrastinar, ou adiar, é uma característica humana. Todo mundo procrastina alguma coisa em algum momento na vida. Pode ser uma coisa chata ou até o simples ato de apertar o botão soneca do seu despertador logo pela manhã. Aceite isso e preocupe-se apenas em combater a procrastinação prejudicial, pois a outra é natural.

O problema é quando a procrastinação começa a se tornar algo crônico, consome seu tempo sem necessidade e faz você perder qualidade de vida. Para vencê-la, existe uma série de técnicas. Abaixo há quatro dicas bem simples que podem te ajudar a fugir da procrastinação e finalizar logo uma tarefa:

  1. Em primeiro lugar, aloque um espaço de tempo na sua agenda para realizar a atividade longe de momentos de pico de trabalho (pode ser logo pela manhã, no fim do dia, almoço, etc).
  2. Temos a tendência a adiar coisas grandes, por isso, quebre a tarefa em atividades menores, com no máximo 30 minutos de duração e distribua em diversos dias.
  3. Peça ajuda, seja para fazer a atividade ou simplesmente para alguém ficar te cobrando.
  4. Remova todo e qualquer tipo possível de interrupção, principalmente no seu computador e celular. Feche o navegador, o e-mail e outros apps altamente distrativos. Deixe apenas a janela com a atividade que precisa ser feita.

Seguindo essas simples dicas é garantida a melhora imediata em sua produtividade e, obviamente, a redução da procrastinação.

Artigo extraído e adaptado do site Exame.com.

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