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Líder de primeira viagem? Saiba o que você precisa dominar…

As dicas de hoje são dedicadas às pessoas que assumiram pela primeira vez uma posição de liderança, que se preparam para alçar voos em sua carreira ou, ainda, para quem começou um empreendimento.

Quando a tão esperada promoção acontece, muitas pessoas costumam pensar que “chegaram lá”. Todo o trabalho duro como colaborador individual foi recompensado. O que é verdade e deve ser comemorado, claro!

Mas a maioria acaba se esquecendo de que, ao nascer um novo líder, novos hábitos e comportamentos são igualmente necessários.

O sucesso como gerente de primeira viagem exige uma grande transição para a qual muita gente não está preparada.

Há uma frase comum que diz: “O que te trouxe até aqui não te levará ao próximo nível”.

E essa é a primeira verdade absoluta para quem começou a carreira nos primeiros níveis e por mérito conquistou uma posição de gestão.

Talvez o maior desafio seja entender que agora você é responsável por garantir que o trabalho seja feito e entregue por outras pessoas e não mais por si só.

Alguns hábitos específicos podem ser ainda mais difíceis de ser mudados, porque funcionaram bem no passado, durante o avanço na trajetória de crescimento profissional.

Esses comportamentos podem até ser virtudes dentro de relações pessoais, familiares, enfim, fora do trabalho. No entanto, neste estágio da jornada profissional, eles se tornam comportamentos de autossabotagem.

Os autores do livro Pipeline de Liderança afirmam que a passagem de colaborador individual para gerente de primeiro nível requer que as pessoas adquiram uma nova forma de gerir e liderar, além de deixar seus velhos hábitos para trás nas três áreas seguintes:

1 – Habilidades necessárias – as novas competências requeridas para executar responsabilidades diferentes. Por exemplo:

  • Antes, o domínio técnico ou especializado e a utilização de ferramentas, processos e procedimentos garantiam grande parte da sua entrega.
  • Agora, é preciso aprender a delegar, avaliar desempenhos, dar feedback, criar estratégias de motivação, comunicação com os times, entre outras competências.

2 – Gerenciamento de tempo – novas formas de organizar o tempo, determinando o modo como alguém trabalha:

  • Antes, a disciplina diária e o cumprimento de prazos pessoais para os projetos e tarefas eram o seu foco principal.
  • Agora, a gestão do tempo requer fluência no planejamento anual, orçamentos, disponibilidade de tempo para os subordinados, priorização de atividades para o departamento, tempo para relacionamento com outras áreas da empresa, fornecedores, clientes…

3 – Valores profissionais – o que as pessoas acreditam ser importante, tornando-se assim o foco de seus esforços:

  • Antes, o mais importante era valorizar a proficiência profissional, o trabalho técnico de alta qualidade, o esforço individual.
  • Agora, os valores precisam incorporar os demais como: atingir resultado por meio dos outros, construir laços de confiança com a equipe, garantir o sucesso do time e do departamento, utilizar métodos gerenciais, ver-se como gestor…

Como você pode perceber, são muitas as mudanças, e, assim como qualquer transformação, é preciso foco, planejamento e acompanhamento do progresso.

Fácil não é, mas é possível e enriquecedor. Trata-se de uma trajetória que nos enriquece e nos torna melhores como seres humanos.

Alguns atalhos podem ajudar você:

1 – Busque o autoconhecimento pragmático, entenda o seu perfil comportamental, mapeie suas competências, busque ajuda profissional, se for preciso. Isso vai ajudar você a conhecer melhor a sua equipe também.

2 – Faça o mapeamento do perfil comportamental da equipe, assim poderá traçar o desenvolvimento profissional de cada um e acompanhar o progresso do time.

3 – Esqueça o perfeccionismo. Ele é um forte entrave para atingir a excelência. Valorize os próprios erros e os da equipe.

4 – Seja humilde para reconhecer que precisa de ajuda e que não domina tudo. O importante agora não é saber tudo, mas ter um time multidisciplinar que sabe tudo.

5 – Saia da sua mesa. O seu lugar agora é fora da sua sala, criando relacionamentos e conquistando aliados para facilitar o trabalho da sua equipe.

6 – Tenha um(a) mentor(a). Seja buscando um Mentor profissional ou Líderes experientes da própria empresa, ter alguém com quem pode aprender encurta caminhos e reduz sofrimentos.

Lembre-se de que, nesses momentos desafiadores, é preciso contar com as pessoas que você confia, trocar ideias e ouvir as histórias daqueles que já passaram por essa fase pode ser de grande valia.

Espero que tenha gostado das dicas de hoje. Elas foram inspiradas por situações e dilemas que meus mentorados vivenciam em sua rotina diária. Percebo que pequenos ajustes e algumas técnicas simples trazem grandes benefícios para uma liderança com mais leveza.

Autora: Wayne Valim
Especialista em Inteligência Comportamental de Pessoas e Organizações

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Por onde começar quando me sinto perdida e confusa?

Nem sempre é fácil escrever um artigo, nem sempre é fácil gravar um vídeo, nem sempre é fácil começar…

Estava aqui pensando no tema que gostaria de escrever para você e nada de me definir…rs.
Não pela falta de assuntos interessantes, pois tenho uma lista enorme deles que vou acumulando a cada insight que tenho ou a cada novidade que tomo conhecimento.

O problema é mesmo a falta de inspiração, às vezes, para discorrer sobre o assunto!

Quantas vezes precisamos sair de casa para o trabalho, chegar cedo na empresa, dar conta de inúmeras atividades, ou mesmo cuidar da casa, organizar as coisas pessoais e não temos inspiração e nem motivação alguma?

Mas, acabamos indo de qualquer jeito, não é? Vamos arrastados, muitas vezes, pois temos família para criar, equipe para liderar, contas para pagar, vida para seguir…

Já se sentiu assim?

Então, o que fazer nessas situações? Como driblar a “maré baixa” e encarar o que precisa ser enfrentado?

Eu penso que pode ser assim: agindo, iniciando, dando o primeiro passo, indo à luta!
Quanto mais eu penso:

  • “não estou a fim”,
  • “não queria fazer isso”,
  • “que chato”,
  • “que tédio…” pior vai ficar.

Nossos pensamentos são tão poderosos, a ponto de dispararem milhões de sinapses que se manterão juntas e ganharão proporções negativas gigantescas em nossos cérebros, caso não quebremos essa corrente quando percebermos a situação.

Diante de desafios, tarefas longas, complicadas ou desagradáveis, nosso cérebro racional pode se tornar uma vítima das nossas emoções e, nesses casos, o melhor a fazer é retomar o controle, concentrando primeiro nos objetivos pequenos.

No meu caso, quando sento para escrever e a inspiração não vem, me concentrei nas primeiras linhas da mensagem, e depois mais uma e mais uma, expandindo gradualmente, até alcançar os melhores e maiores desafios.

Portanto, quando estiver …

  • inerte,
  • sem saber que caminho seguir,
  • por onde iniciar,
  • se vai ou se fica…

COMECE e, se necessário, mude o trajeto, mas não fique parada, esperando algo acontecer, porque se você não tomar o controle e agir, nada sucederá.

E, à medida que vai percebendo a sua capacidade, novas e positivas emoções surgirão e darão lugar a outras possibilidades, aumentando a criatividade.

O psicólogo, pesquisador e escritor Shawn Achor afirma em seu livro The Happiness Advantage [A vantagem da felicidade]:

“As emoções positivas inundam nossos cérebros de dopamina e serotonina, substâncias químicas que não só nos fazem sentir bem como ativam os centros de aprendizado de nossos cérebros para níveis mais altos.  

Elas nos ajudam a organizar informações novas e nos possibilitam criar e sustentar mais conexões neurais, o que nos permite pensar de forma mais rápida e criativa, nos tornar mais habilidosos em análises complexas e resolução de problemas e ver e inventar novas maneiras de fazer coisas “. 

Fantástico, não? Perceba como as sensações positivas foram importantes para eu continuar escrevendo, adicionando informações e olha só: com uma lista de assuntos para compartilhar com você, acabei escolhendo uma situação nova!

E assim, frase por frase, concluo mais uma mensagem para você, me sentindo muito bem agora!

E sabe de uma coisa? Depois que comecei, até que foi fácil, porque o prazer que sinto ao me comunicar com você sempre me deixa cheia de energia!

Autora: Wayne Valim – Especialista em Inteligência Comportamental e Alta Performance de Pessoas e Organizações

*O livro que cito é uma das muitas dicas que deixo para meus mentorados de liderança e meus alunos de Alta Performance.

The Happiness Advantage: The Seven Principles of Positive Psychology That Fuel Success and Performance at Work. By Shawn Achor (2010)

[O Jeito Harvard de ser feliz: os sete princípios da psicologia positiva que alimentam o sucesso e a performance no trabalho] Por Shawn Achor (2010)

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Desacelere, por favor!

Ontem, entrei no elevador de um prédio bem alto em Goiânia/GO, e o meu destino era no 38º andar.

Então, para quebrar o gelo, disse à mulher ao meu lado: — Agora vamos fazer uma viagem…

Ao que ela respondeu: — Pois é! Trabalho aqui e, às vezes, acho que ele demora tanto que fico agoniada.

Vale ressaltar que esse edifício é um empreendimento supermoderno e, portanto, os elevadores são muito rápidos.

As pessoas estão tão aceleradas, que…

  • O semáforo mal abre e já tem alguém buzinando;
  • Se o telefone chama mais que 3 vezes, “não tem ninguém do outro lado”;
  • É melhor não desligar o computador, para não ter que esperá-lo ligar no dia seguinte;
  • Se a fila está grande, há sempre alguém furioso e pronto para discutir com o caixa;
  • Faixa de pedestre? Não dá para esperar… melhor que ele espere, não o motorista…

Perdemos o foco facilmente, paramos as atividades pela metade, esquecemos a chave, de retornar as ligações, de tomar o remédio, o que estávamos falando mesmo?…

Se deitamos para descansar, o pensamento continua acelerado a mil por hora, acordamos cansados na manhã seguinte e tudo começa novamente…

Essas atitudes vão se transformando em um padrão comportamental dos brasileiros, e, infelizmente, assim aparecemos nos tristes números dos problemas de saúde mental:

O Brasil é considerado o país mais ansioso e estressado da América Latina.

9,3% da população brasileira sofrem de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde em sua última pesquisa, de 2018.

As mulheres sofrem mais com o problema: cerca de 7,7% delas são ansiosas e 5,1%, deprimidas. Já entre os homens, o número cai para 3,6% nos dois casos.

E esse padrão vai roubando de nós algumas preciosidades:

  • a nossa paz interior;
  • a quietude d’alma;
  • nossos valores morais e éticos (quando nos tornamos egocêntricos a ponto de nem sequer esperar o pedestre passar, o nosso velhinho expressar suas ideias, nossos filhos aprenderem pelos erros…).

Diante desses fatos, se eu puder deixar a você uma única dica nesta mensagem de hoje é: Por favor, DESACELERE!

Preste atenção em você!

O que está deixando escapar?

Quais são seus valores mais nobres, para os quais não tem dado atenção?

O que é mais importante para você?

Sem dúvida, nosso tempo é precioso e não queremos perdê-lo, mas a grande questão é: com o que o estamos ocupando?

Acredite! Há outras maneiras de viver e, ainda assim, sermos bem-sucedidos em nossa profissão e na vida!

Cuide-se!

 

http://www.waysup.com.br/conheca-a-coach-wayniere-valim/

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Escuta atenta: habilidade-chave do profissional influente

Uma das habilidades que causam mais impacto em qualquer relacionamento interpessoal é saber ouvir.

Se observarmos as pessoas em suas vidas agitadas, perceberemos uma grande impaciência ao escutar, especialmente quando há uma discordância entre as ideias.

Com a nossa falta de tempo e as inúmeras atividades diárias, estamos muito mais preocupados em falar do que em escutar, pois queremos passar logo a mensagem e seguir adiante, não é?

Temos a falsa impressão de que parar o que estamos fazendo, enquanto o outro fala, é perda de tempo.

Desenvolver essa competência é uma árdua tarefa. Afinal, fomos estimulados a falar desde crianças.

Claro que a gentileza ajuda bastante, pelo menos a não interromper as pessoas, mas não é tudo, porque não basta somente esperar o outro terminar de falar e aguardar a nossa vez. A escuta atenta é muito mais do isso.

Para contribuir com o seu desenvolvimento nessa habilidade crucial para líderes e profissionais que almejam avançar em suas carreiras, trago a você, na íntegra, uma entrevista que concedi ao site Jovens Braskem.

Espero que goste!

Título da entrevista: No trabalho, saber ouvir é mais importante do que falar

Segundo especialista em inteligência comportamental, a escuta atenta pode ser uma peça-chave para a evolução da sua carreira

Dale Carnegie, autor do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, publicado na década de 1930, já dizia “ser um bom ouvinte é uma das coisas mais potentes quando se trata de aumentar sua influência e as chances de as pessoas gostarem de você”. Oito décadas depois, essa afirmação continua válida, porém encontra um desafio: as distrações promovidas pela tecnologia e, consequentemente, a falta de foco. Uma prova está nas reuniões, nos almoços de trabalho ou, ainda, no encontro com os amigos. Sempre há alguém “distante”, distraído com o celular, ou com a cabeça em outro lugar durante uma conversa.

Essa falta de foco, além de prejudicar as relações sociais, também pode afetar sua carreira. Saber ouvir está entre as principais habilidades valorizadas pelos empregadores – e, ainda,(e) pode ser definitivo para uma promoção a um cargo de liderança. A boa notícia é que é possível livrar-se das tentações que tiram nossa atenção durante momentos importantes e aprender a se conectar com o presente.

Wayne Valim, especialista em Inteligência Comportamental e Alta Performance de Pessoas e Organizações, fala sobre o assunto na entrevista a seguir:

Jovens Braskem: Jovens Braskem: Ouvir com atenção quem está falando é uma atitude cada vez mais rara. Por que é tão importante resgatar a escuta e o sentido de presença?

Wayne Valim: É verdade! Uma atitude de total importância que está cada vez mais rara.

Desde pequenos, somos estimulados a falar. Há uma enorme expectativa para o bebê pronunciar as primeiras palavras, por exemplo, e ao longo da vida, crescemos com muito incentivo para a expressão verbal. Mas quase não há incentivo para aprendermos a ouvir, não é verdade?

Há uma enorme variedade de cursos de oratória, falar em público e tantos outros, mas muitos se esquecem de que a comunicação assertiva se dá primeiramente pela escuta. Como influenciar as pessoas a nossa volta, sem antes ouvir suas necessidades, desejos, dificuldades? Impossível!

Portanto, ouvir com atenção e estar de fato presente são algumas das habilidades que mais trazem benefícios para qualquer profissional que deseja se destacar no mundo do trabalho.

Ambos trazem foco e assertividade na comunicação, reduzem tempo e demonstram empatia.

JB: O quanto a habilidade de saber ouvir é benéfica para a carreira? E para a vida pessoal?

WV: O ser humano tem uma necessidade intrínseca de se conectar com os outros e a escuta ativa acelera essa conexão, porque quando você ouve atentamente está demonstrando que se importa verdadeiramente com o outro.

A escuta atenta nos coloca em posição de vantagem, já que a nossa atenção plena nos faz ver o que muitas vezes outros não veem, e nos torna capazes de apresentar soluções mais eficazes e criativas.

Ouvir encurta caminhos, nos faz capturar a essência em uma reunião, entrevista e nas interações pessoais com qualquer pessoa, mesmo que seja por telefone, videoconferência ou presencialmente.

Os profissionais que escutam com atenção interpretam melhor o que lhes é dito, compreendem mais facilmente as instruções recebidas, são mais focados no que fazem e, consequentemente, se comunicam com mais assertividade.

Além disso, ganham tempo, porque o foco traz agilidade e profundidade, independentemente da função que estejam desempenhando.

JB: As empresas valorizam a habilidade da escuta? Esta pode ser uma habilidade significativa de um perfil de liderança?

WV: As empresas e pessoas valorizam, sim, e muito, embora essa habilidade nem sempre seja apontada como mandatória para o cargo ou função que o profissional irá assumir.

Geralmente, não está expressa na “Descrição do Cargo” (Job Description). Mas é percebida pelos gestores e colegas de trabalho, e ao longo do tempo, torna-se um diferencial e tanto do profissional que deseja alcançar posição de liderança.

A escuta atenta é uma habilidade fundamental para o líder, já que a confiança se estabelece mais facilmente quando o líder está disposto a ouvir seus liderados. A meu ver, ela é uma espécie de “cola” que liga líderes e liderados.

Além disso, o líder que não souber ouvir, não saberá influenciar, nem convencer seus liderados para suas ideias e projetos, pois a persuasão só acontece de fato quando entramos no mundo do outro, entendemos seus pensamentos e as razões que os levam a agir de determinadas maneiras.

Se conseguimos capturar o que é essencialmente importante na fala de alguém, sem preconceitos e julgamentos, conseguimos influenciar mais facilmente.

JB: Como as empresas enxergam as pessoas que não sabem ouvir?

WV: Vamos pensar nesta situação: Imagine que esteja com um problema e quer muito desabafar com alguém que vai ouvi-lo de verdade. Procura um amigo em quem confia e começa a conversa. E à medida que você fala, o seu amigo olha no celular a cada mensagem que aparece na tela.

Como você se sente? Tem vontade de continuar conversando com ele?

O que está demonstrando mais importância para o seu amigo no momento: você ou o celular?

Em nossas relações interpessoais no trabalho, dá-se da mesma maneira. As pessoas percebem e sentem o profissional que não sabe ouvir, que está distante, distraído, sem foco. Portanto, com o passar do tempo, deixam de convidá-lo para atividades, reuniões, conversas e ele vai sendo colocado de escanteio, assim como acontece em nossa vida pessoal.

JB: Quais seriam as melhores técnicas para estar mental e fisicamente presente em uma conversa?

WV: Estar presente é estar inteiro em uma relação, seja ela qual for; é estar física e emocionalmente ali, sem pensar na reunião que vai acontecer daqui a pouco ou no relatório que deixou de entregar.

Para atingir esse nível de presença, é necessário primeiramente entender que não somos multitarefas. Saber disso assusta um pouco as pessoas, já que na era da conexão digital temos a falsa impressão de que conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo.

O que acontece com a maioria de nós é alternar muito rapidamente o pensamento ou foco, o que dá a falsa impressão de sermos multitarefa.

Aqui estão algumas dicas para quem deseja desenvolver a presença:

  • Inicialmente, diante de uma tarefa ou interação com alguém, elimine ao máximo as distrações, desabilite os alertas do celular ou computador, faça uma coisa de cada vez. Ao contrário do que possa parecer, isso trará mais agilidade e eficácia;
  • Em uma conversa, capture todo e qualquer sinal. A expressão facial e corporal das pessoas são responsáveis por mais de 90% em uma comunicação, sendo assim, concentre-se no que está sendo transmitido;
  • Faça perguntas, certifique-se do seu entendimento;
  • Nas atividades diárias, a Técnica Pomodoro* auxilia no desenvolvimento do foco e da concentração. É simples e bastante eficaz.

JB: Quais seriam as melhores técnicas para ouvir com atenção?

WV: Há uma técnica excelente, utilizada por coaches no início da carreira, que se chama “parafrasear”, que consiste em repetir mentalmente o que está sendo dito pela outra pessoa.

É importante saber que a escuta atenta é uma competência que pode ser desenvolvida, e para isso, exige treino diário.

Algumas dicas:

  • Treine em casa, na escola, no trabalho, em todos os ambientes;
  • Em um encontro com amigos, combine guardar os celulares por 30 minutos e conversar sem intervenções externas;
  • Ouça sem interromper as pessoas, sem preconceitos ou pré-julgamentos;
  • Stephen Covey disse: “a maioria das pessoas não escuta com a intenção de entender, mas com a intenção de responder.” Portanto, não se preocupe com a próxima pergunta ou com o que vai dizer durante a fala de alguém. Escute com a intenção de entender;
  • Lembre-se de que o silêncio pode ser mais valioso do que a fala atravessada na hora errada;
  • Crie mecanismos para se lembrar, por exemplo, escreva logo pela manhã: Hoje ouvirei atentamente as pessoas que falarem comigo;
  • Crie lembretes, post-its e combine com os amigos de desenvolverem-se juntos;
  • Ao final do dia, faça uma avaliação e perceba os benefícios.

JB: Quem tem dificuldade de concentração, por exemplo, pode buscar alguma orientação profissional para desenvolver melhor a habilidade da escuta? Ou adotar alguma rotina diária que ajude a desenvolver a atenção?

WV: Sim.  Há várias formas de desenvolver essas habilidades. A Meditação ou práticas de Mindfulness são excelentes para isso. A técnica Pomodoro, citada anteriormente, ajuda a desenvolver o foco e concentração.

Para quem percebe que no ambiente de trabalho não está conseguindo se desenvolver sozinho ou deseja agilizar o aprimoramento, sugiro procurar um coach da sua confiança.

O Coaching possui técnicas e métodos bastante eficazes para o aprimoramento dessas competências.

JB: Caso você queira comentar algo mais sobre o assunto, fique à vontade.

Outra medida que também pode ajudar em desenvolvimento de habilidades é eleger um mentor.

Escolha alguém que admira, que demonstra o sentido de presença e que sabe ouvir com profundidade. Essa pessoa certamente ficará feliz pela escolha e irá compartilhar conhecimento com você que quer se aprimorar.

Ouvir é uma atitude de humildade e respeito ao outro. E se pode ganhar muito com essa atitude!

*****

Bem, agora crie o seu plano de ação e comece a praticar em casa com a sua família, na interação com os amigos e escolha algumas pessoas do trabalho para aprimorar a escuta atenta.

Lembre-se, para mudar um hábito é preciso 3 P’s: Paciência, Persistência e Prática!

(*) Nota: Técnica Pomodoro:

É uma técnica de gerenciamento de tempo, desenvolvida por Francesco Cirillo no fim dos anos 1980.

A palavra “pomodoro” significa tomate em italiano, e o método ganhou esse nome porque o cronômetro gastronômico tem a forma dessa fruta.

Técnica Pomodoro passo a passo:

  1. Liste as tarefas a serem executadas;
  2. Ajuste o cronômetro para o tempo desejado (geralmente 25 minutos);
  3. Escolha a tarefa inicial;
  4. Trabalhe na tarefa escolhida até que o alarme toque. Se alguma distração importante surgir, registre-a e volte o foco imediatamente de volta à tarefa;
  5. Quando o alarme tocar, marque um “x” na lista de tarefas;
  6. Se houver menos de 4 marcações, faça uma pausa curta (de 3 a 5 minutos);
  7. Se houver quatro pomodoros marcados, faça uma pausa mais longa (de 15 a 30 minutos), zerando a contagem de marcações e retornando ao passo inicial.

Sempre que o tempo acabar, encontre uma pequena recompensa, como um café, alguns minutos na Web, uma conversa despreocupada, permitindo ao seu cérebro mudar o foco de uma forma agradável e durante algum tempo.

Gravei um vídeo para o YouTube sobre o assunto. Assista e se inscreva no canal:

https://www.youtube.com/watch?v=E-VMTyIiumE

 

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A maneira certa de pedir desculpas e ser perdoada

Com a correria do dia a dia e as fortes emoções nos relacionamentos, acabamos por cometer alguns deslizes no comportamento e na comunicação com colegas e familiares…

E isso muitas vezes requer pedir perdão por algo ruim que fizemos.

Mas, cá entre nós, pedir perdão às vezes pode ser bem complicado, dependendo da situação e da pessoa, então…

Por isso, quero compartilhar uma tática que pode ser bastante eficaz e mais fácil de executar.

Eu a uso sempre e costuma ter bons resultados.

Ela funciona assim:

Em vez de pedir perdão, você vai agradecer!

“Como assim, Wayne?”

Vou explicar com exemplos! Hehe!

1 – Você chega atrasada. Em vez de pedir desculpas e ficar se justificando, dizendo que o trânsito estava ruim, que perdeu a hora, alguém te atrasou, blá, blá, blá…. diga:

– Muito obrigada por me esperar. O que posso fazer para agilizar agora? ( E pronto! Não precisa justificar e tecer aquela ladainha que costumamos falar)

2 – Você disse algo que deixou a outra pessoa triste? Diga:

– Obrigado por entender que às vezes falo o que você não merece ouvir. Serei mais atenta. (e só!)

3 – Se esqueceu de fazer algo prometido:

– Obrigada pela paciência, vou buscar/fazer agora.

4 – Discutiu com o cunhado, a sogra, o genro, o irmão… e deixaram de conversar por um tempo:

– Grata por se importar com meus filhos, por ser uma pessoa atenciosa, pelo respeito aos meu pais…

Encontre algo de bom naquela pessoa (acredite, todos têm!) e agradeça. Simplesmente, agradeça.

Use a criatividade!

Claro que pedir perdão é uma atitude nobre e deve ser feito sempre que julgar importante, mas há pessoas que pedem tantas desculpas e se justificam tanto, que a atitude em si deixa de ter valor, sem contar o tempo enorme que gastam contando detalhes das inúmeras desculpas…

Então, aprenda a agradecer e fuja de se justificar.

Atitudes simples como essa demonstram que você se importa, mostra sua autoconfiança, seu respeito pelos outros, e vai despertar a admiração deles por você.

E, claro, aprenda a perdoar, senão não será capaz de agradecer de coração.

Aproveite que está buscando ser uma pessoa melhor e reata seus relacionamentos, especialmente com as pessoas da sua família.

Sabe por quê?

A nossa família é o maior tesouro que temos!

Na hora das dificuldades o que vai valer na realidade é a sua família, por mais difícil que seja o relacionamento de vocês.

Se ainda não tem orgulho da união da sua família, que você seja a luz a despertar o carinho e bom relacionamento entre todos.

Experimente e me fale o resultado. Ficarei feliz em saber.

Autora: Wayne Valim

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Resiliência: 7 dicas práticas para ter emoções à prova de balas

Já passou por algum momento em que tudo parece estar contra você? Por mais que tente manter a força e a motivação, vem uma nova rasteira da vida.

Sim, eu também já passei por momentos assim, e não foram poucos…

Por isso, quero abordar a importância de aprendermos a lidar com os próprios erros e buscar a motivação para continuar a jornada, mesmo quando nos parecem esgotadas todas as energias.

Ao longo da vida, somos muito mais estimulados a amar o sucesso e a detestar o fracasso.

E você pode me perguntar: “Mas seria possível amar o fracasso?” rs

Bem, nem tanto, contudo podemos desenvolver um sentimento de maior aceitação diante dos erros cometidos, percebendo até mesmo os benefícios dos próprios fracassos.

Vivemos em uma era onde nunca na história registraram-se tantos problemas de saúde mental entre estudantes, universitários e profissionais no mundo do trabalho.

Em 2013, a American College Health Association consultou cerca de cem mil universitários de 153 campus diferentes nos Estados Unidos e constatou, dentre outros resultados, que 84,3% dos alunos haviam se sentido oprimidos por causa de tudo o que tinham de fazer e 51,3% haviam sentido uma angústia esmagadora nos últimos 12 meses.

E uma das possíveis causas desses índices tão expressivos, segundo especialistas, se dá pela alta exigência da sociedade pelo sucesso acadêmico e profissional.

E posso arriscar que outro grande motivo é a maneira com a qual lidamos com os próprios erros e a nossa falta de resiliência.

E o que é resiliência?

É a capacidade de se recuperar das adversidades. Trata-se daquilo que nos dá vontade de seguir adiante.

Para a Física, resiliência consiste na resistência que os materiais apresentam quando são expostos a um choque ou percussão, ou seja, trata-se da capacidade de voltar ao estado normal, como, por exemplo, uma bola de borracha amassada que, depois de algum tempo, retorna à aparência original.

E esse é um ponto de reflexão importante.

De 0 a 5 quanto se percebe resiliente?

Com qual frequência você desiste de algo que não está dando certo? Por exemplo, abandona um curso de idiomas porque tirou nota baixa? Desisti de tirar uma certificação técnica importante para sua carreira, porque não saiu bem no simulado?

Como costuma reagir diante de um feedback negativo ou de uma crítica maldosa?

Quanto tem persistido para aprender novas competências? Tocar um instrumento musical, aprimorar o inglês, falar em público?

Pois saiba que ninguém adquire resiliência pelo pensamento ou pela força de vontade… Seria muito bom se assim fosse. Mas é se permitindo errar e buscando novas maneiras e tentativas para acertar.

Carol Dweck, professora de psicologia de Stanford, na Califórnia, concebeu um conceito que se chama “Mentalidade de Crescimento”.

O mantra da mentalidade do crescimento é não parar, continuar tentando e aprender, mediante o esforço, que é possível chegar aonde se que ir. O que ela está ensinando aqui é, em certo sentido, a sermos mais resilientes.

Para mim, há dois fatores que nos impedem de sermos mais resilientes e mantermos a motivação diante das dificuldades da vida:

  1. O medo (do ridículo, da crítica, do fracasso) e
  2. A ansiedade de querer que tudo seja perfeito, especialmente aos olhos dos outros.

Nós nos comparamos o tempo todo com as outras pessoas, imaginando quanto a vida do outro é melhor do que a nossa e nos confinamos a padrões estabelecidos pela sociedade.

Quantas vezes pensamos:

“E se eu errar na hora da apresentação do meu projeto? O que vão pensar de mim? E se me criticarem? Como vou conviver com essa vergonha?”

E daí ocorre a desmotivação, ficamos com medo de correr riscos ou tentar coisas novas e escolhemos o caminho mais fácil para evitar o erro.

Assim, nos isolamos e, muitas vezes, desistimos.

O que fazer, então? Como ser mais forte e mais resiliente diante das adversidades?

Essas 7 dicas práticas podem ajudar o seu desenvolvimento:

1 – Continue a elevar os seus padrões:

Busque maiores responsabilidades, oportunidades, desafios e liberdades.

Isso fomenta a competência, a confiança e ajuda a construir a resiliência.

2 – Controle a tendência ao perfeccionismo:

Tente, esforce-se, persista, execute e aprimore-se! Mas não exija a perfeição sempre.

3 – Pense nos momentos difíceis pelos quais já passou:

Pode ter sido uma demissão, a reprovação de uma promoção no trabalho, a perda de um ente querido ou do seu animal de estimação, dar duro numa prova e, ainda assim, tirar uma nota baixa, amassar o carro novo…

O que você fez superar? A coragem, a vontade de vencer, a persistência?

Você pode continuar aprimorando-as, porque são suas qualidades e estão aí, mesmo que adormecidas.

4 – Identifique os seus valores humanos:

  • ser uma pessoa forte;
  • ser admirada por suas realizações;
  • fazer a diferença na vida das pessoas;
  • ter compaixão;
  • possuir segurança no que faz;
  • ter liberdade;
  • ser confiável.

Mentalize-os! Os nossos valores nos motivam!

  • – Pense em algo que realize com maestria:

Tocar um instrumento, ajudar ao próximo, lidar com conflitos, se importar com as pessoas…

Como conseguiu atingir esse nível? Acertou da primeira vez?

Eu tenho certeza de que não! O que fez você persistir?

  • – Busque o autoconhecimento.

Traga para sua consciência seus pontos fortes e aprenda a usá-los nos momentos difíceis.

7 – Entenda que o erro e o fracasso fazem parte do nosso aprendizado:

  • Thomas Edison foi considerado “muito burro para aprender qualquer coisa”” – após 1.001 tentativas, acertou.

Ele disse: “Eu não falhei 10.000 vezes. Eu fui bem-sucedido pois encontrei 10.000 maneiras que não funcionam.”

  • Walt Disney – Em 1919 ele foi demitido do jornal Kansas City Star porque “faltava imaginação e ele não tinha boas ideias”.
  • Os Beatles, em um teste para mostrar sua música, ouviram “grupos de guitarra estão saindo de moda”.
  • Antes de J.K. Rowling alcançar grande sucesso com Harry Potter, estava falida, era uma mãe solteira divorciada lutando para sobreviver com um programa de ajuda do governo.

Resumindo, como disse Julie Haims em seu livro Como criar um adulto, a resiliência é simplesmente isto, a capacidade de dizer para si mesmo:

“Estou bem. Posso optar por resolver isso, posso descobrir outro caminho ou posso decidir que, no final das contas, não é isso o que quero. Eu ainda sou eu mesmo. Ainda sou amado. A vida continua”.

Dr. Harriet Riossettim, da Clínica de Recuperação de Los Angelis, afirma:

“Os melhores indicadores de sucesso são a resiliência, a determinação, a capacidade de cair e levantar. Se o impedirem de experimentar o desconforto ou o fracasso, você não saberá lidar com essas coisas”.

A escritora e pesquisadora Brené Brown em seu TED Talk (a quarta conferência mais assistida do mundo) fala sobre alguns dos temas que mais temos dificuldade na vida: vulnerabilidade, imperfeição e vergonha.

Ela afirma que aceitar os próprios erros, as próprias imperfeições e as próprias vulnerabilidades podem levar a uma vida mais aprazível e alegre.

Uma das frases dela de que mais gosto é esta:

“Sim, sou imperfeita e vulnerável, às vezes tenho medo, mas isso não muda o fato de que também sou corajosa e digna de amar e fazer parte”.

Se você está prestes a enfrentar algum momento importante da sua vida, aprimore-se e tenha certeza de que está fazendo o seu melhor para atingir o sucesso.

Ter a consciência tranquila em relação a isso é um passo importante para sua autoconfiança.

Portanto, persista, não desista, conserve o seu interesse e empenho. Se algo não ocorrer como espera, trace novas metas, defina novos objetivos.

Se a vida lhe der limões, pegue-os e faça uma limonada.

Olhe para você! Conheça-se, entenda o que vai no seu íntimo. O que aquece o seu coração?

Uma vida de sentido vai além de seguir o que todo mundo faz. Ela deve estar conectada a você,  à sua felicidade.

Autora: Wayne Valim

http://www.waysup.com.br/conheca-a-coach-wayniere-valim/

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Disciplina: o hábito Nº 1 das pessoas de sucesso

Acabei de me sentar à mesa de trabalho para escrever este artigo.

Abri o computador e, por azar, a primeira tela que apareceu foi a caixa de entrada de e-mails. Olhei atentamente para ela e subitamente fechei a aba. Ufa! Se as novas mensagens aparecessem ali eu estaria frita… rs

Então, imediatamente pensei: minha meta hoje é escrever este artigo.

Respirei fundo, abri o Word e me lembrei de que precisava comprar as minhas passagens de Goiânia para São Paulo antes que os preços subissem… (chego ao Brasil no dia 7/9 e dia 19 estarei em São Paulo).

Cheguei a abrir o browser para acessar o site de viagens e, então, com firmeza disse a mim mesma:

– O que está fazendo?
– Qual é a sua prioridade agora, dona Wayne???? Ooops!

Fechei imediatamente a internet e escrevi bem grande à minha frente: minha PRIORIDADE é escrever AGORA uma mensagem de impacto!

Ufa! Já estou no sexto parágrafo… rs

E é assim…. quantas vezes queremos tanto:

• Ler um livro;
• Assistir àquela videoaula do curso on-line;
• Estudar um novo método;
• Ir à academia que estamos pagando faz tempo;
• Falar mais com os pais;
• Ter mais contato com os amigos;
• Organizar as gavetas entulhadas;
• Doar as roupas que não mais usamos…

É preciso muita disciplina, certo? Hummm…. Será???

Pois eu quero lhe provar que não!

Muitos acreditam que a disciplina seja uma característica que faz parte da personalidade das pessoas, mas enganam-se.

Você nunca deve dizer: –“Ah, eu não sou disciplinada como fulana”.

Pode até ser que não seja mesmo… Ainda! Pois, ao final da leitura desta mensagem, você
perceberá que disciplina é algo que desenvolvemos e praticamos.

A disciplina é um HÁBITO!

E, como sabemos, para adquirir um hábito, é preciso treino e, para chegar à perfeição, a prática é essencial.

O significado de disciplina que vamos abordar não é aquele descrito nos dicionários, cujas palavras-chave são: ordem, respeito, obediência, submissão, autoridade.

Quero, primeiramente, que desmistifique o conceito de disciplina em sua mente.

Entendo que ela nada mais é do que o primeiro e mais importante passo que você deve tomar para alcançar aquilo que deseja.

Ninguém conquista nada se não for disciplinado, se não perseverar naquilo que almeja.

Se você relembrar agora todas as coisas que já conseguiu na vida, verá que, para realizá-las, precisou de disciplina.

Seja uma viagem, concluir o ensino médio, aprender inglês etc. Pode ser que você até pense: – “Ah, mas essas coisas foram tão naturais para mim, nem me preocupei tanto com elas…”.

Entretanto, se refletir com mais calma, verá que, para fazer aquela viagem que tanto queria, precisou planejá-la; assim como para comprar as passagens com antecedência, não se atrasar para o embarque, preparar a mala atenciosamente… tudo isso exigiu disciplina.

Porém, outras providências exigem um pouco mais de preparo, organização, planejamento e um nível ainda mais elevado de disciplina.

Para isso, siga os passos a seguir:

1 – Conecte-se emocionalmente com o seu propósito

Para que você consiga ter mais autodisciplina, é necessário levar em conta uma série de fatores. O mais importante deles é você se sentir EMOCIONALMENTE LIGADA ao que estiver fazendo.

Por exemplo, se tem dificuldade em praticar atividades físicas, pense na energia boa que sentirá ao ouvir as pessoas dizerem que você está elegante, ao verificar a melhora nos
exames médicos, ao conseguir vestir uma roupa que não lhe servia mais, enfim, imagine a satisfação de ter tomado o controle das suas vontades.

Se perdeu o estímulo por estudar algum curso de idiomas que se inscreveu, mentalize como será falar com pessoas de outras culturas, como se sentirá confiante ao atender a uma ligação do exterior no trabalho, a alegria ao se conectar com internautas de outros países pelas redes sociais. Isso é criar conexão emocional.

2 – Planeje o seu dia priorizando o mais importante

Isso parece tão batido, né?

E é! Mas não há outro meio para desenvolver o hábito da disciplina.

Tem que planejar e priorizar o que é mais importante, senão vai cair na primeira tentação!

(Por que eu consegui fechar o browser da minha Caixa de entrada de e-mail? Por que estou escrevendo antes de comprar as passagens? Porque eu tinha prioridade!)

Entende o efeito dessa priorização em nossas realizações?

Planeje o seu dia e defina 3 prioridades antes de QUALQUER atividade, antes de ler os e-mails, de ver as notícias, de acessar as redes sociais…

Ou, melhor ainda, eleja as 3 prioridades do dia seguinte e as leia antes de dormir. Você verá que se lembrará delas ao acordar e se sentirá muito mais motivada ao se levantar.

3 – Exercite a disciplina diariamente nas pequenas tarefas

• Comece e termine a reunião no horário marcado. Não ultrapasse!;
• Iniciou um e-mail, finalize-o;
• Abriu a gaveta, feche-a;
• Usou algum objeto, guarde-o;
• Começou a assistir à aula, termine-a;
• Leia um capítulo até o fim ou a página inteira, não pare na metade;
• Ficou de falar com alguém da equipe? Cumpra o combinado!

[E, aqui, preciso contar uma coisa…

Quando eu era CIO(Chief Information Officer, é o responsável pela tecnologia da informação) de uma empresa bem grande, um dos meus gestores chegava a remarcar uma reunião comigo 5 vezes! Isso é péssimo!

Imagine como eu me sentia. A mensagem clara para mim era: “O que você tem a me dizer não é importante”. O pior que isso acontecia até quando ele mesmo pedia a reunião… vai entender…]

Em vez de pensar “Depois eu faço”, diga: “Depois, não! AGORA!”.

***

E, para você que teve a disciplina de ler a mensagem até aqui, uma…

#Dica extra: Reconheça suas conquistas!

Enxergue cada aprendizado, cada ganho, cada conquista e orgulhe-se disso.

• Se você conseguiu terminar um trabalho que há muito tentava finalizar, comemore;
• Se acordou e arrumou sua cama antes de sair, sinta-se bem por isso;
• Se planejou o seu dia e agiu conforme seu planejamento, tenha em mente que você é uma das poucas pessoas que conseguem fazer isso.

Cada conquista vale muito e é devagar e sempre que você conseguirá se tornar uma pessoa disciplinada e realizadora.

Por isso, não desista!

Assim, você não precisará ter disciplina para sempre, porque quando o hábito se forma, não precisará mais de tanta força de vontade, será mais fácil, natural e em você.

E só de saber disso, nos dá um tremendo alívio e traz mais leveza!

Autora: Wayne Valim

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Meta SMART: entenda o que é na prática e como você pode implementar na sua empresa

Você já viu alguns exemplos de metas SMART? Bom, é que definir metas para uma empresa nunca é um caminho fácil, se não for feito com cuidado.

Muitas vezes, existe o risco de deixar algo importante de lado e focar em ações desnecessárias. Ter metas que cubram diversas áreas da empresa é quase sempre benéfico, mas há algumas desvantagens em ter metas em excesso.

A verdade é que elas são muitas vezes mal planejadas. Mesmo se você atingir seu objetivo, isso pode não fornecer algum benefício significativo para o negócio.

E como diria Peter Drucker:

“Não há nada mais inútil do que fazer bem feito algo que não precisava ser feito”

Outras vezes, as pessoas estabelecem metas que não são realizáveis. Embora elas possam inspirar uma pessoa e engajar colaboradores no começo, geralmente levam à frustração e ao desapontamento quando não são alcançadas.

É por isso que você precisa conhecer agora mesmo as metas SMART, uma metodologia para ser mais assertivo ao fazer essa definição de metas.

Confira agora alguns exemplos de metas SMART para aplicar o quanto antes na rotina das suas equipes de alta performance.

O que são metas SMART?

Na prática, as metas SMART podem ser definidas como a solução ideal para auxiliar pessoas, times e empresas a definirem aonde querem chegar.

Essas metas são definidas seguindo um padrão e com critérios específicos, que são facilmente lembrados usando a sigla SMART.

Cada letra representa uma palavra em inglês que deve fazer parte de cada meta, mas podemos facilmente traduzir para o português:

  • S – Specific (específico)
  • M – Measurable (mensurável)
  • A – Attainable (atingível)
  • R – Relevant (relevante)
  • T – Time based (temporal)

Definir metas SMART, que são sempre diferenciadas quando comparamos com as metas simples, vai ajudar a trazer o máximo de resultados para sua empresa e seus times. Mas como criar esse tipo de meta no seu dia a dia?

Como desenvolver as metas SMART?

Para trabalhar no desenvolvimento dessas metas, é preciso conhecer a fundo o significado por trás de cada uma das palavras relacionadas ao acrônimo SMART.

Fazendo isso, definir metas e objetivos SMART será cada vez mais simples. Tudo o que você precisa fazer é criar uma meta que atenda a cada um dos critérios que verá com detalhes a partir de agora.

S = Específico

Bons objetivos não podem ter duplo sentido. Por isso, para definir uma meta SMART, você precisa ter um objetivo claro e simples. Por exemplo, em vez de dizer “esse ano quero ter um corpo definido”, você poderia dizer “vou perder 10 quilos nos próximos 60 dias”.

Você pode ver como o exemplo é muito mais específico e, portanto, é um objetivo melhor? Com o tempo, nos acostumamos a criar metas abrangentes demais. Mas para ter resultados concretos, é importante ser cada vez mais específico.

M = Mensurável

Aqui o foco é entender que precisamos sempre definir metas mensuráveis, ou seja, que podem ser medidas. O acompanhamento de metas é uma parte importante da gestão de equipes e negócios.

Isso permite que você defina marcos que podem ser comemorados quando conseguir atingi-los e também reavaliar quando não foram alcançados. É fundamental ter sempre algum aspecto da sua meta que possa ser medido e avaliado de forma numérica.

A = Atingível

Muitas pessoas caem na armadilha de estabelecer metas impossíveis para si mesmas ou para suas equipes. Enquanto objetivos impossíveis podem empurrá-lo para a frente por um tempo, você certamente vai desistir deles em algum momento.

Em vez de impossíveis, seus objetivos devem ser desafiadores, mas sempre alcançáveis. Antes de definir uma meta, tenha certeza de que você ou seu time realmente tem a possibilidade de atingir.

R = Relevante

Nem todas as metas valem como as outras. A menos que seu objetivo seja relevante para o seu plano estratégico, alcançá-lo pode não significar nada.

Para garantir que sua meta seja relevante, certifique-se de que valha a pena, certifique-se de que alcançá-la proporcionará benefícios positivos à empresa e certifique-se de que essa meta esteja alinhada com as outras metas que o negócio tem.

T = Temporal

Boas metas precisam ter um tempo limite associada a elas. Por exemplo, em vez de dizer “quero começar a ler mais livros”, você poderia dizer “vou ler dois livros nos próximos três meses”.

A pessoa que estabeleceu a segunda meta estará mais motivada para ter sucesso, já que tem um tempo específico em mente para cumprir.

Perceba também como esse segunda meta se encaixa perfeitamente no padrão SMART! Além de ser temporal (T), ela é bem específica (S) e focada em um caminho, é mensurável (M) tanto em relação ao tempo como a quantidade, é facilmente atingível (A) e também relevante (R). Afinal, um bom livro pode ajudar qualquer pessoa.

6 Exemplos de metas SMART

Pensando na parte prática para escrever suas metas SMART, é uma boa ideia anotar cada um desses critérios e escrever uma frase ou duas sobre como seu objetivo se ajusta a cada um deles.

Se você puder escrever uma meta que atenda a cada um desses critérios, você terá uma meta SMART e uma mudança de atitude que vai ajudar muito mais do que uma meta padrão.

Vamos conferir agora 6 exemplos de metas SMART que podem servir de modelo para criar as suas:

  1. Contratar mais 5 pessoas para a área de vendas até dezembro deste ano;
  2. Diminuir em 50% os custos com aquisição de novos equipamentos em 6 meses;
  3. Duplicar o número de publicações no blog do site em 4 meses;
  4. Aumentar em 20% as vendas no mês de novembro em relação ao mesmo período do ano passado;
  5. Aumentar a avaliação média da empresa no Google em 30% nos próximos 3 meses;
  6. Investir 15% do lucro do semestre anterior em 4 treinamentos para os colaboradores nos próximos 2 meses.

Olhar cada um desses exemplos de metas SMART e analisar se cumprem com os critérios que definimos vai ajudar você a entender como desenvolver as suas próprias metas.

Veja nesse vídeo as 7 maneiras que vão ajudar você a transformar seus sonhos em realidade e conheça os 5 passos do método SMART:

Para ter acesso ao e-book com o passo a passo do método mais eficaz para conquistar objetivos, é só clicar no botão abaixo:

Clique aqui para ter acesso ao e-book

Artigo extraído e adaptado de Siteware.

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10 dicas para otimizar o gerenciamento de tempo da equipe

A maior parte das empresas enfrenta um grave problema relacionado ao gerenciamento do tempo. Seus trabalhadores estão lidando com a constante sensação de que as horas parecem estar cada vez mais curtas diante das tarefas que eles têm que realizar.

Conseguir gerenciar o próprio tempo tornou-se um desafio imenso para todos nós, tão grande quanto cumprir metas, vender produtos, fazer planejamentos e entregar relatórios.

Quem está à frente de uma equipe, em posição de liderança, acaba se deparando com um desafio em dobro — além de gerir o próprio dia, é necessário garantir a produtividade e gerenciar o tempo dos demais colaboradores.

O fato é que o gerenciamento do tempo da equipe é fundamental para a organização da rotina e o sucesso das atividades propostas, resultando em uma gestão com foco em resultados e garantindo a alta performance do time.

Apesar de ser uma situação que mexe com os nossos nervos, a falta de tempo é totalmente contornável. Abaixo, listamos 10 dicas para otimizar o gerenciamento do tempo da equipe. Confira!

1. Organize a sua rotina e mantenha a agenda atualizada

Sem organização, não existe gerenciamento do tempo, alta performance, bons resultados e produtividade. Já que ela é fundamental para o sucesso do seu negócio, padronize determinados procedimentos — principalmente os repetitivos. Encare as tarefas de forma sistemática, estabelecendo e respeitando políticas, regras, horários e prazos. Além de eliminar dúvidas e improvisos, essa prática otimiza os processos internos.

2. Estabeleça quais são as prioridades

Diante da infinidade de tarefas que devem ser cumpridas pelos colaboradores de seu escritório, nem sempre é possível executá-las com a mesma qualidade — por mais produtivos que sejamos. É por esse motivo que você precisa definir quais são as prioridades. Alinhe a disponibilidade de sua equipe à estratégia da empresa, dividindo os recursos entre as demandas importantes e as urgentes. Para cada tarefa que chega, estabeleça uma prioridade: alta, média ou baixa.

3. Defina as metas individuais e coletivas

Os objetivos de sua empresa devem ser divididos em etapas. Para cada uma delas, estabeleça metas — tanto individuais quanto coletivas. A divisão das tarefas deve ser feita com justiça, delegando claramente as responsabilidades. Dessa forma, os esforços são direcionados de forma coerente para o cumprimento das metas e, consequentemente, alcance dos objetivos da organização. Estimule a atuação de todos por meio do trabalho em equipe.

4. Aproveite as habilidades dos colaboradores

Cada membro de sua equipe tem um perfil de trabalho diferente do outro. O fato de cada pessoa ser única pode facilitar o seu gerenciamento do tempo. Quem é mais detalhista pode focar na revisão de relatórios, enquanto quem lida melhor com a pressão pode ficar responsável pelas urgências. Aproveite as habilidades dos membros de sua equipe para repassar as tarefas de acordo com o perfil de cada funcionário.

5. Evite o imprevistos e retrabalhos

Para evitar imprevistos, você precisa trabalhar com mais foco nas tarefas consideradas importantes. Sistematizar processos e estabelecer regras é fundamental para isso. Quando você perde o prazo de uma tarefa importante, ela passa a ser caracterizada como urgente. Dentro desse contexto, a clareza deve se fazer presente em todas as solicitações, explicações e acompanhamentos que envolvem a realização de cada trabalho.

6. Trabalhe para eliminar a procrastinação

A procrastinação é um dos grandes desafios que as empresas enfrentam e que acaba impactando no bom gerenciamento do tempo. Procrastinar significa deixar para fazer depois o que deveria ser feito no momento. Como líder de uma equipe, você precisa garantir a entrega de todas as tarefas propostas. Ao perceber que um colaborador está atrasando com frequência a realização do trabalho, chame-o para conversar. Entenda a situação e ofereça a ajuda necessária.

7. Faça uma avaliação semanal

O feedback é um elemento muito importante no gerenciamento do tempo da equipe, pois é por meio dele que você consegue fazer correções na rota de trabalho. Estabeleça uma reunião semanal com sua equipe, fazendo uma avaliação dos processos, das metas e revisando os objetivos da companhia. Aproveite a oportunidade para planejar como será a próxima semana. Esse momento ao lado de seus colaboradores fomenta a união entre todos da equipe.

8. Desburocratize as atividades secundárias

No papel de líder de uma equipe, você deve se esforçar ao máximo para reduzir a burocracia presente nos processos de trabalho. Para tal, simplifique tudo o que for possível. O objetivo aqui é ganhar mais tempo de execução, o que consequentemente proporciona a antecipação de resultados, o uso dos recursos humanos para atividades mais importantes, a organização de documentos e a melhoria do fluxo de trabalho.

9. Crie um dashboard para realizar o acompanhamento

Não adianta implementar uma série de mudanças na rotina do escritório e deixar de acompanhar a evolução da equipe. O foco constante deve ser nas metas estabelecidas, portanto mantenha no ambiente um quadro visível que contemple o status de cada tarefa. Os membros de seu time conseguirão acompanhar os resultados individuais e coletivos, direcionando os esforços para que todos possam ganhar.

10. Use a tecnologia a seu favor

Faça um bom uso das soluções tecnológicas que temos atualmente: aplicativos, softwares para computador, armazenamento na nuvem e processos digitais. Elas facilitam a gestão da equipe e o gerenciamento do tempo. Os sistemas integrados, por exemplo, permitem que a comunicação entre profissionais, mesmo que de áreas distintas, seja feita de maneira eficiente.

A grande vantagem de usar a tecnologia a seu favor está no aumento da produtividade de seu time, que passa a trabalhar mais focado na entrega de resultados e acaba alcançando uma performance melhor. As soluções tecnológicas também permitem que você monitore o desempenho de todos, identificando oportunidades e pontos de melhoria.

O gerenciamento do tempo da equipe é fundamental para a realização da estratégia de uma empresa. A equipe consegue se manter focada e entrega o máximo de seu potencial, o que colabora também na formação de novos gestores. Isso permite que você, como líder, consiga ter mais base em sua carreira e se preparar para novos desafios.

Artigo extraído e adaptado de Valid.

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4 maneiras de adquirir conhecimento durante o sono

Heródoto era geógrafo, historiador e quase uma espécie de jornalista de guerra da Grécia Antiga. É dele o relato das Guerras Médicas que deu origem à representação da Batalha das Termópilas do filme 300, que opôs gregos e persas. Em certo ponto de sua principal obra — intitulada apenas História, e muito mais longa e completa que o filme — ele conta as sonecas premonitórias do rei Xerxes (Rodrigo Santoro, alguém?), que recebia recadinhos e instruções dos deuses em forma de sonhos e visões. Entre as sugestões do firmamento, invadir a Grécia e dominar o mundo não eram raros.

Tudo isso para dizer que, bem, não é esse nível de sabedoria que você pode adquirir dormindo no alvorecer do século 21 — ninguém terá prenúncios de glória militar tão cedo. Mas há uma pequena lista de coisas com que o sono pode te ajudar, e o site IFLScience listou algumas delas. Confira:

1 – Você pode aprender palavras estrangeira

Em alemão, caixa de fósforos é “Streichholzschachtel”. Se a caixa for pequena, vira “Streichholzschächtelchen”. Pois é, ainda bem que pesquisadores da Suíça, ambos piedosos falantes fluentes de alemão que querem facilitar sua vida, afirmam em artigo publicado no periódico científico Cerebral Córtex, de Oxford, que ouvir várias vezes uma palavra estrangeira aprendida em estado de vigília durante o sono faz seu cérebro memorizá-la sem você perceber nem acordar.

Os testes, claro, envolveram tocar palavras aprendidas bem baixinho com um gravador conforme um grupo de voluntários recém-iniciado a uma língua estrangeira tirava um cochilo.

Para garantir que ninguém tivesse simplesmente ficado acordado e ouvido as palavras durante o suposto “sono”, eles montaram um grupo de controle que ouviu as palavras acordado. O resultado? Os despertos foram muito pior que os dorminhocos nas provas.

2 – Você pode aprender a tocar uma música

O mais legal é que a técnica de repetição acima não dá certo só com palavras, que carregam significado, mas também com melodias. Em um experimento que está registrado no periódico científico Nature Neuroscience, voluntários aprenderam melodias básicas de violão no estilo Guitar Hero — só colocando os dedos no lugar certo, sem teoria musical. Os que foram dormir depois e ouviram a melodia se repetindo durante o sono acordaram tocando bem melhor que os que não ouviram nada.

3 – Você pode se lembrar de onde deixou alguma coisa

Esqueça São Longuinho — pulinhos não são nada perto de um ronco. Nesta pesquisa, publicada no The Journal of Neuroscience, voluntários eram instruídos a posicionar um objeto virtual qualquer em algum ponto aleatório de uma tela de computador. Quando o local era escolhido, tocava um som correspondente.

Depois, todos iam cair duas vezes nos braços de Morfeu. Em uma, o som correspondente ao lugar foi tocado durante o sono. Na outra, não. A conclusão, você já sabe, é que quem ouviu o som dormindo se lembrou com mais facilidade do local em que havia deixado o objeto.

4 – Você pode proteger memórias especiais

Em um experimento parecido, publicado aqui, cientistas descobriram que a associação entre sons e objetos descoberta acima pode ser usada para dar um olé no sistema de seleção de memórias do seu cérebro e fazer ele guardar com mais cuidado coisas que você considera importantes e quer que sejam lembradas em detalhe.

Em um tela similar à do experimento acima, pessoas posicionavam objetos identificados, como um sino ou um gato, em um determinado local. Quando colocados, eles emitiam seus próprios sons — o gato miava e o sino tocava. Pessoas expostas a esses sons durante a noite, como você já deve imaginar, se lembraram com mais facilidade deles.

Em outras palavras, não custa nada ouvir a música que marcou seu primeiro encontro durante a noite. Pode te ajudar a nunca esquecer aquele dia.

Artigo extraído e adaptado de Revista Galieu.

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