Arquivo: Superação

Por onde começar quando me sinto perdida e confusa?

Nem sempre é fácil escrever um artigo, nem sempre é fácil gravar um vídeo, nem sempre é fácil começar…

Estava aqui pensando no tema que gostaria de escrever para você e nada de me definir…rs.
Não pela falta de assuntos interessantes, pois tenho uma lista enorme deles que vou acumulando a cada insight que tenho ou a cada novidade que tomo conhecimento.

O problema é mesmo a falta de inspiração, às vezes, para discorrer sobre o assunto!

Quantas vezes precisamos sair de casa para o trabalho, chegar cedo na empresa, dar conta de inúmeras atividades, ou mesmo cuidar da casa, organizar as coisas pessoais e não temos inspiração e nem motivação alguma?

Mas, acabamos indo de qualquer jeito, não é? Vamos arrastados, muitas vezes, pois temos família para criar, equipe para liderar, contas para pagar, vida para seguir…

Já se sentiu assim?

Então, o que fazer nessas situações? Como driblar a “maré baixa” e encarar o que precisa ser enfrentado?

Eu penso que pode ser assim: agindo, iniciando, dando o primeiro passo, indo à luta!
Quanto mais eu penso:

  • “não estou a fim”,
  • “não queria fazer isso”,
  • “que chato”,
  • “que tédio…” pior vai ficar.

Nossos pensamentos são tão poderosos, a ponto de dispararem milhões de sinapses que se manterão juntas e ganharão proporções negativas gigantescas em nossos cérebros, caso não quebremos essa corrente quando percebermos a situação.

Diante de desafios, tarefas longas, complicadas ou desagradáveis, nosso cérebro racional pode se tornar uma vítima das nossas emoções e, nesses casos, o melhor a fazer é retomar o controle, concentrando primeiro nos objetivos pequenos.

No meu caso, quando sento para escrever e a inspiração não vem, me concentrei nas primeiras linhas da mensagem, e depois mais uma e mais uma, expandindo gradualmente, até alcançar os melhores e maiores desafios.

Portanto, quando estiver …

  • inerte,
  • sem saber que caminho seguir,
  • por onde iniciar,
  • se vai ou se fica…

COMECE e, se necessário, mude o trajeto, mas não fique parada, esperando algo acontecer, porque se você não tomar o controle e agir, nada sucederá.

E, à medida que vai percebendo a sua capacidade, novas e positivas emoções surgirão e darão lugar a outras possibilidades, aumentando a criatividade.

O psicólogo, pesquisador e escritor Shawn Achor afirma em seu livro The Happiness Advantage [A vantagem da felicidade]:

“As emoções positivas inundam nossos cérebros de dopamina e serotonina, substâncias químicas que não só nos fazem sentir bem como ativam os centros de aprendizado de nossos cérebros para níveis mais altos.  

Elas nos ajudam a organizar informações novas e nos possibilitam criar e sustentar mais conexões neurais, o que nos permite pensar de forma mais rápida e criativa, nos tornar mais habilidosos em análises complexas e resolução de problemas e ver e inventar novas maneiras de fazer coisas “. 

Fantástico, não? Perceba como as sensações positivas foram importantes para eu continuar escrevendo, adicionando informações e olha só: com uma lista de assuntos para compartilhar com você, acabei escolhendo uma situação nova!

E assim, frase por frase, concluo mais uma mensagem para você, me sentindo muito bem agora!

E sabe de uma coisa? Depois que comecei, até que foi fácil, porque o prazer que sinto ao me comunicar com você sempre me deixa cheia de energia!

Autora: Wayne Valim – Especialista em Inteligência Comportamental e Alta Performance de Pessoas e Organizações

*O livro que cito é uma das muitas dicas que deixo para meus mentorados de liderança e meus alunos de Alta Performance.

The Happiness Advantage: The Seven Principles of Positive Psychology That Fuel Success and Performance at Work. By Shawn Achor (2010)

[O Jeito Harvard de ser feliz: os sete princípios da psicologia positiva que alimentam o sucesso e a performance no trabalho] Por Shawn Achor (2010)

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A maneira certa de pedir desculpas e ser perdoada

Com a correria do dia a dia e as fortes emoções nos relacionamentos, acabamos por cometer alguns deslizes no comportamento e na comunicação com colegas e familiares…

E isso muitas vezes requer pedir perdão por algo ruim que fizemos.

Mas, cá entre nós, pedir perdão às vezes pode ser bem complicado, dependendo da situação e da pessoa, então…

Por isso, quero compartilhar uma tática que pode ser bastante eficaz e mais fácil de executar.

Eu a uso sempre e costuma ter bons resultados.

Ela funciona assim:

Em vez de pedir perdão, você vai agradecer!

“Como assim, Wayne?”

Vou explicar com exemplos! Hehe!

1 – Você chega atrasada. Em vez de pedir desculpas e ficar se justificando, dizendo que o trânsito estava ruim, que perdeu a hora, alguém te atrasou, blá, blá, blá…. diga:

– Muito obrigada por me esperar. O que posso fazer para agilizar agora? ( E pronto! Não precisa justificar e tecer aquela ladainha que costumamos falar)

2 – Você disse algo que deixou a outra pessoa triste? Diga:

– Obrigado por entender que às vezes falo o que você não merece ouvir. Serei mais atenta. (e só!)

3 – Se esqueceu de fazer algo prometido:

– Obrigada pela paciência, vou buscar/fazer agora.

4 – Discutiu com o cunhado, a sogra, o genro, o irmão… e deixaram de conversar por um tempo:

– Grata por se importar com meus filhos, por ser uma pessoa atenciosa, pelo respeito aos meu pais…

Encontre algo de bom naquela pessoa (acredite, todos têm!) e agradeça. Simplesmente, agradeça.

Use a criatividade!

Claro que pedir perdão é uma atitude nobre e deve ser feito sempre que julgar importante, mas há pessoas que pedem tantas desculpas e se justificam tanto, que a atitude em si deixa de ter valor, sem contar o tempo enorme que gastam contando detalhes das inúmeras desculpas…

Então, aprenda a agradecer e fuja de se justificar.

Atitudes simples como essa demonstram que você se importa, mostra sua autoconfiança, seu respeito pelos outros, e vai despertar a admiração deles por você.

E, claro, aprenda a perdoar, senão não será capaz de agradecer de coração.

Aproveite que está buscando ser uma pessoa melhor e reata seus relacionamentos, especialmente com as pessoas da sua família.

Sabe por quê?

A nossa família é o maior tesouro que temos!

Na hora das dificuldades o que vai valer na realidade é a sua família, por mais difícil que seja o relacionamento de vocês.

Se ainda não tem orgulho da união da sua família, que você seja a luz a despertar o carinho e bom relacionamento entre todos.

Experimente e me fale o resultado. Ficarei feliz em saber.

Autora: Wayne Valim

http://www.waysup.com.br/conheca-a-coach-wayniere-valim/

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Resiliência: 7 dicas práticas para ter emoções à prova de balas

Já passou por algum momento em que tudo parece estar contra você? Por mais que tente manter a força e a motivação, vem uma nova rasteira da vida.

Sim, eu também já passei por momentos assim, e não foram poucos…

Por isso, quero abordar a importância de aprendermos a lidar com os próprios erros e buscar a motivação para continuar a jornada, mesmo quando nos parecem esgotadas todas as energias.

Ao longo da vida, somos muito mais estimulados a amar o sucesso e a detestar o fracasso.

E você pode me perguntar: “Mas seria possível amar o fracasso?” rs

Bem, nem tanto, contudo podemos desenvolver um sentimento de maior aceitação diante dos erros cometidos, percebendo até mesmo os benefícios dos próprios fracassos.

Vivemos em uma era onde nunca na história registraram-se tantos problemas de saúde mental entre estudantes, universitários e profissionais no mundo do trabalho.

Em 2013, a American College Health Association consultou cerca de cem mil universitários de 153 campus diferentes nos Estados Unidos e constatou, dentre outros resultados, que 84,3% dos alunos haviam se sentido oprimidos por causa de tudo o que tinham de fazer e 51,3% haviam sentido uma angústia esmagadora nos últimos 12 meses.

E uma das possíveis causas desses índices tão expressivos, segundo especialistas, se dá pela alta exigência da sociedade pelo sucesso acadêmico e profissional.

E posso arriscar que outro grande motivo é a maneira com a qual lidamos com os próprios erros e a nossa falta de resiliência.

E o que é resiliência?

É a capacidade de se recuperar das adversidades. Trata-se daquilo que nos dá vontade de seguir adiante.

Para a Física, resiliência consiste na resistência que os materiais apresentam quando são expostos a um choque ou percussão, ou seja, trata-se da capacidade de voltar ao estado normal, como, por exemplo, uma bola de borracha amassada que, depois de algum tempo, retorna à aparência original.

E esse é um ponto de reflexão importante.

De 0 a 5 quanto se percebe resiliente?

Com qual frequência você desiste de algo que não está dando certo? Por exemplo, abandona um curso de idiomas porque tirou nota baixa? Desisti de tirar uma certificação técnica importante para sua carreira, porque não saiu bem no simulado?

Como costuma reagir diante de um feedback negativo ou de uma crítica maldosa?

Quanto tem persistido para aprender novas competências? Tocar um instrumento musical, aprimorar o inglês, falar em público?

Pois saiba que ninguém adquire resiliência pelo pensamento ou pela força de vontade… Seria muito bom se assim fosse. Mas é se permitindo errar e buscando novas maneiras e tentativas para acertar.

Carol Dweck, professora de psicologia de Stanford, na Califórnia, concebeu um conceito que se chama “Mentalidade de Crescimento”.

O mantra da mentalidade do crescimento é não parar, continuar tentando e aprender, mediante o esforço, que é possível chegar aonde se que ir. O que ela está ensinando aqui é, em certo sentido, a sermos mais resilientes.

Para mim, há dois fatores que nos impedem de sermos mais resilientes e mantermos a motivação diante das dificuldades da vida:

  1. O medo (do ridículo, da crítica, do fracasso) e
  2. A ansiedade de querer que tudo seja perfeito, especialmente aos olhos dos outros.

Nós nos comparamos o tempo todo com as outras pessoas, imaginando quanto a vida do outro é melhor do que a nossa e nos confinamos a padrões estabelecidos pela sociedade.

Quantas vezes pensamos:

“E se eu errar na hora da apresentação do meu projeto? O que vão pensar de mim? E se me criticarem? Como vou conviver com essa vergonha?”

E daí ocorre a desmotivação, ficamos com medo de correr riscos ou tentar coisas novas e escolhemos o caminho mais fácil para evitar o erro.

Assim, nos isolamos e, muitas vezes, desistimos.

O que fazer, então? Como ser mais forte e mais resiliente diante das adversidades?

Essas 7 dicas práticas podem ajudar o seu desenvolvimento:

1 – Continue a elevar os seus padrões:

Busque maiores responsabilidades, oportunidades, desafios e liberdades.

Isso fomenta a competência, a confiança e ajuda a construir a resiliência.

2 – Controle a tendência ao perfeccionismo:

Tente, esforce-se, persista, execute e aprimore-se! Mas não exija a perfeição sempre.

3 – Pense nos momentos difíceis pelos quais já passou:

Pode ter sido uma demissão, a reprovação de uma promoção no trabalho, a perda de um ente querido ou do seu animal de estimação, dar duro numa prova e, ainda assim, tirar uma nota baixa, amassar o carro novo…

O que você fez superar? A coragem, a vontade de vencer, a persistência?

Você pode continuar aprimorando-as, porque são suas qualidades e estão aí, mesmo que adormecidas.

4 – Identifique os seus valores humanos:

  • ser uma pessoa forte;
  • ser admirada por suas realizações;
  • fazer a diferença na vida das pessoas;
  • ter compaixão;
  • possuir segurança no que faz;
  • ter liberdade;
  • ser confiável.

Mentalize-os! Os nossos valores nos motivam!

  • – Pense em algo que realize com maestria:

Tocar um instrumento, ajudar ao próximo, lidar com conflitos, se importar com as pessoas…

Como conseguiu atingir esse nível? Acertou da primeira vez?

Eu tenho certeza de que não! O que fez você persistir?

  • – Busque o autoconhecimento.

Traga para sua consciência seus pontos fortes e aprenda a usá-los nos momentos difíceis.

7 – Entenda que o erro e o fracasso fazem parte do nosso aprendizado:

  • Thomas Edison foi considerado “muito burro para aprender qualquer coisa”” – após 1.001 tentativas, acertou.

Ele disse: “Eu não falhei 10.000 vezes. Eu fui bem-sucedido pois encontrei 10.000 maneiras que não funcionam.”

  • Walt Disney – Em 1919 ele foi demitido do jornal Kansas City Star porque “faltava imaginação e ele não tinha boas ideias”.
  • Os Beatles, em um teste para mostrar sua música, ouviram “grupos de guitarra estão saindo de moda”.
  • Antes de J.K. Rowling alcançar grande sucesso com Harry Potter, estava falida, era uma mãe solteira divorciada lutando para sobreviver com um programa de ajuda do governo.

Resumindo, como disse Julie Haims em seu livro Como criar um adulto, a resiliência é simplesmente isto, a capacidade de dizer para si mesmo:

“Estou bem. Posso optar por resolver isso, posso descobrir outro caminho ou posso decidir que, no final das contas, não é isso o que quero. Eu ainda sou eu mesmo. Ainda sou amado. A vida continua”.

Dr. Harriet Riossettim, da Clínica de Recuperação de Los Angelis, afirma:

“Os melhores indicadores de sucesso são a resiliência, a determinação, a capacidade de cair e levantar. Se o impedirem de experimentar o desconforto ou o fracasso, você não saberá lidar com essas coisas”.

A escritora e pesquisadora Brené Brown em seu TED Talk (a quarta conferência mais assistida do mundo) fala sobre alguns dos temas que mais temos dificuldade na vida: vulnerabilidade, imperfeição e vergonha.

Ela afirma que aceitar os próprios erros, as próprias imperfeições e as próprias vulnerabilidades podem levar a uma vida mais aprazível e alegre.

Uma das frases dela de que mais gosto é esta:

“Sim, sou imperfeita e vulnerável, às vezes tenho medo, mas isso não muda o fato de que também sou corajosa e digna de amar e fazer parte”.

Se você está prestes a enfrentar algum momento importante da sua vida, aprimore-se e tenha certeza de que está fazendo o seu melhor para atingir o sucesso.

Ter a consciência tranquila em relação a isso é um passo importante para sua autoconfiança.

Portanto, persista, não desista, conserve o seu interesse e empenho. Se algo não ocorrer como espera, trace novas metas, defina novos objetivos.

Se a vida lhe der limões, pegue-os e faça uma limonada.

Olhe para você! Conheça-se, entenda o que vai no seu íntimo. O que aquece o seu coração?

Uma vida de sentido vai além de seguir o que todo mundo faz. Ela deve estar conectada a você,  à sua felicidade.

Autora: Wayne Valim

http://www.waysup.com.br/conheca-a-coach-wayniere-valim/

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A dor da perda: como superá-la

Na semana passada, recebi um recadinho muito querido vindo de uma espectadora assídua da Live que faço toda segunda-feira no Instagram, às 7 horas da manhã.

Ao mesmo tempo que agradecia, ela me fazia um apelo: abordar um tema difícil, o luto.

“Gostaria de dar uma dica de assunto. Tenho passado por uma experiência nova pra mim, o luto. Há um mês meu pai se despediu dessa vida terrena e tem sido muito difícil. E acredito que tem várias pessoas que precisam de uma luz nesse momento.”

As perdas fazem parte da nossa vida, não só por meio da morte, mas também de…

  • Um relacionamento rompido,
  • Uma demissão do trabalho,
  • Um projeto recusado…

Torna-se interessante observar que as fases do luto, abordadas a seguir, são também bastante semelhantes às fases de mudança nas empresas, quando há alteração de um gestor na equipe, quando uma empresa é adquirida por outra ou mesmo no caso de uma mudança de rumo da companhia.

Portanto, acredito que o tema seja bastante pertinente a todos nós.

Para trazer a contribuição de uma terapeuta, convidei a psicóloga clínica Crisleine Radatz, especialista em terapia de casais e individual, para falar sobre o luto. Veja um pouco do que ela trouxe em sua participação ao vivo hoje:

“Toda vez que pensamos em perdas, pensamos na morte de pessoas queridas ao nosso coração. Mas perder vai muito mais além do que a morte.

Podemos sofrer com:

  • perdas de elos afetivos,
  • desemprego,
  • expectativas impossíveis,
  • sonhos românticos,
  • a perda da nossa juventude, entre outros.

Certamente quando criança, durante um jogo, uma partida de futebol ou em uma simples brincadeira em que você acabou perdendo para o coleguinha, e durante a sua frustração, você deve ter ouvido de algum adulto: ‘Você precisa saber perder’ ou ‘Você tem que aprender a perder’.

A realidade é que nunca aprendemos o suficiente. Sempre tem uma parte de nós que ainda precisa amadurecer.

A dor e o sofrimento têm sua importância em nosso processo de amadurecimento, mas como superar essa dor? 

O que podemos fazer para viver enquanto essa dor não nos ensina tudo que temos que aprender?

Você já parou para pensar que, desde o nosso nascimento, temos que conviver com a dor?

Na verdade, nascemos perdendo. Perdemos o útero da nossa mãe, aquele lugar seguro, confortável e tranquilo.

Mas essa perda nos faz ganhar um mundo inteiro de possibilidades pela frente.

Para aprender a superar a dor da perda, penso ser de fundamental importância entender as 5 fases do luto*:

1 – Negação e choque

É a primeira reação diante de uma perda.

Geralmente, dizemos: ‘Não posso acreditar que não verei mais essa pessoa’.

‘É muito difícil aceitar que não me encontrarei mais com ela’.

No caso do fim de um relacionamento é quando temos fantasias de retorno ou de que as coisas irão funcionar apesar de todos os indicativos concretos de que a relação terminou.

2. Raiva

Nessa fase, a raiva é a emoção mais evidente: do médico que não diagnosticou a doença em tempo, de si mesmo porque não agiu com a urgência necessária, e, até mesmo do ente querido que nos deixou, apesar de termos consciência que isso não faz o menor sentido.

No caso do rompimento afetivo, a raiva se manifesta contra tudo o que pode ter sido o motivo da separação: o trabalho excessivo que roubou o tempo dos dois, a outra mulher ou homem que foi o pivô da separação…

Para outros, a raiva pode se dirigir a si mesmo e se transformar em culpa.

3. Negociação

Pode iniciar-se inclusive antes da morte do ser amado, como, por exemplo, no caso de doenças quando prometemos algo para que Deus poupe nosso querido. 

No fim de um relacionamento, pode-se tentar voltar com promessas ao ex — irei mudar, irei voltar a procurar você quando estiver pronto, vou frequentar terapia, vamos fazer as coisas de modo diferente.

Negociar pode ser saudável na medida em que os ajuda a acalmar com a perspectiva de que “um dia, nos encontraremos de novo” — o que irá acontecer de qualquer maneira, dentro de nós mesmos, após termos sido transformados por essa experiência.

4. “Depressão”

Depois de uma perda, é muito provável que, em algum momento, passemos a sentir-nos cansados e um pouco desconectados das outras pessoas. Ficamos mais silenciosos e podemos ter alterações no apetite e/ou no sono.

É a fase mais profunda do luto, na qual experimentamos muita tristeza ou, caso não estivermos abertos para nossos sentimentos, uma certa dormência emocional.

Nesse período, um acalento físico pode ser muito importante, como um abraço, uma sessão de relaxamento ou massagem. Esse acalento pode ajudar a viver as emoções difíceis e deixar o processo do luto se desenrolar com mais suavidade.

5. Aceitação

Depois de viver momentos muito difíceis, finalmente alcançamos alguma paz com essa perda que tivemos, não há mais aquela gana de recuperar as coisas como eram antes.

Ainda podemos sentir tristeza ou saudades, mas voltamos a pensar no futuro e passamos a sentir que algo novo irá aparecer em nossas vidas.

Esse momento não chega de uma hora para outra nem é um mar de rosas, mas ele vem se insinuando pouco a pouco, quase sem que o percebamos.

É quando a lembrança de quem não está mais conosco dá mais alegria, boas lembranças, do que vontade de chorar. É o momento em que ficamos realmente em paz e entendemos de coração porque aquela relação não deu certo.

Essas fases variam de tempo e intensidade de pessoa para pessoa e não necessariamente se passa por todas elas.

Agora que conheceu um pouco mais sobre as fases, aqui vão 3 dicas para ajudar a superar a dor e a angústia de conviver apenas com a lembrança de algo:

1 – Dê permissão a si mesmo para sentir o luto

Saiba que essas fases são naturais em qualquer pessoa. Você não precisa ser forte o tempo todo. Viver o luto é importante para sua superação.

2 – Compreenda a sua reação

Cada um tem seu próprio jeito de reagir. A autoconsciência e o autoconhecimento são fundamentais para que entenda as próprias emoções, como e por que está reagindo assim.

Ter clareza desse entendimento ajudará você a traçar estratégias seguras para minimizar os impactos negativos e evitar um luto muito demorado.

3 – Em vez de se questionar “por que?”, pergunte-se “o que vou fazer agora?”

É comum ficarmos buscando as razões que levaram ao acontecido. Isso é benéfico para tirarmos lições aprendidas, mas é preciso reagir e voltar à normalidade para o bem das outras pessoas da sua vida, além de ser fundamental para a sua saúde física e mental também”.

Bem, espero mesmo que esse conhecimento traga importantes aprendizados para você!

Lembrou de alguém que esteja passando por uma perda e acredita que essas palavras podem ajudá-lo, fique à vontade para compartilhar.

Wayne Valim

*Fonte: https://www.psiconlinews.com/2015/05/5-fases-luto.html

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6 técnicas incríveis para acabar com o estresse

Sabe quando a cabeça fica tão cheia de preocupações que a vida acaba se tornando mais pesada? Nessas horas, a impressão que se tem é de que há um enorme fardo sobre os ombros, não é mesmo? Pois isso pode causar problemas mais sérios, como a tensão, a fadiga e o famoso estresse.

É realmente difícil manter a mente e a vida leves em meio a um trânsito sempre caótico, ao excesso de compromissos, às cobranças profissionais e aos inúmeros desafios diários, não concorda? Mas a boa notícia é que, apenas adotando algumas medidas bem simples, é possível, sim, esvaziar a mente, relaxar e aliviar as tensões.

Quer saber como? Então confira agora mesmo algumas técnicas incríveis para tirar todo esse peso desnecessário das suas costas:

Coloque suas preocupações no papel

Crie o hábito de anotar suas preocupações e seus compromissos em cadernos e agendas, evitando, assim, possíveis distrações e ajudando na desaceleração do cérebro. Ao fazer essas anotações, a mente entende que seus afazeres já estão guardados e não precisam, necessariamente, ser resolvidos agora. Vale ressaltar que essa medida também é muito útil para combater a insônia, viu?

Olhe para o alto e faça uma contagem regressiva

Se está precisando relaxar e esvaziar a mente, olhe para cima e faça uma lenta contagem regressiva, de preferência a partir do número 60. Essa técnica vai acalmar seus nervos, controlar sua ansiedade e, de bônus, aumentar sua concentração. Isso tudo porque, ao olhar para cima, seu sistema nervoso será estimulado, sua pressão arterial e o ritmo da sua respiração diminuirão, provocando, assim, uma clara sensação de relaxamento.

Controle o ritmo de sua respiração

A mente cheia de ansiedades e preocupações aumenta significativamente o ritmo cardíaco, especialmente porque o coração possui muitas terminações nervosas que reagem aos estímulos cerebrais. Por isso, para manter a cabeça e o coração na mais perfeita ordem, ao se encontrar diante de situações de estresse, procure controlar sua respiração, inspirando profundamente com o nariz e segurando o ar por alguns segundos antes de soltá-lo. Repita o processo, até se sentir mais calmo, leve, relaxado e com o ritmo cardíaco menos acelerado.

Pare por um minutinho para se alongar

Mesmo que sua agenda esteja lotada de compromissos, encontre tempo para se alongar. Quando se está ansioso e tenso, os músculos se contraem involuntariamente, o que gera bastante desconforto físico. Por isso não é nada raro que se sofra com dores nas costas, nas pernas, no pescoço e nos ombros por conta do estresse, da tensão e da ansiedade. Para minimizar esses efeitos, faça pequenas sessões de alongamento durante o dia.

Leia por prazer

A leitura é um hábito muito saudável, pois, além de ser fonte de conhecimento e de entretenimento, promove o relaxamento e torna a vida mais leve. Assim, quando sua mente estiver cheia de preocupações, procure ler gibis, poemas, notícias curtas ou qualquer outro conteúdo de sua preferência. Isso vai ajudar a aliviar as tensões. Mas atenção: é importante que essa leitura seja feita por prazer e não por obrigação, ok? Caso contrário, a ansiedade e o estresse podem voltar ainda mais intensos!

Procure se alimentar adequadamente

Você sabia que, nos momentos de extrema ansiedade, um lanchinho saudável pode ajudar? Afinal de contas, a mastigação promove o relaxamento dos músculos do pescoço e contribui para a eliminação do estresse e da ansiedade. Sendo assim, carregue sempre alguma comidinha com você, como uma fruta ou oleaginosas, que contêm vitamina C e selênio, substâncias que melhoram — e muito! — o funcionamento do sistema nervoso, combatendo as tensões do dia a dia.

Artigo extraído e adaptado de sbie.

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Razões pelas quais o perdão faz bem a saude

Perdoar é o ato consciente de abrir mão do ressentimento ou do desejo de vingança contra alguém que, de alguma forma, causou algum mal – mesmo que a pessoa não mereça. Ao contrário do que muitos acreditam, o ato não necessariamente implica no esquecimento dos agravos. A definição é do Greater Good Science Center (Centro de Ciências do Bem Maior, em tradução livre), órgão vinculado à Universidade de Berkeley, na Califórnia.

Um número cada vez maior de pesquisas indica que o perdão, longe de ser um gesto de pouca importância, proporciona uma série de benefícios à saúde. Qualquer pessoa pode se tornar mais indulgente através de hábitos como desenvolver a empatia, focar no lado bom das coisas e expressar melhor os próprios sentimentos. Confira abaixo todos os benefícios mentais e físicos de aprender a perdoar:

1 – Perdoar incondicionalmente pode fazer você viver mais
Um estudo de 2011 do Journal of Behavioral Medicine mostrou que pessoas que praticam o perdão condicional, ou seja, aquelas que só são capazes de perdoar caso a outra parte peça desculpas ou prometa não repetir a ofensa, têm propensão a morrer mais cedo do que os que perdoam incondicionalmente. Os pesquisadores explicaram que o pedido de desculpas pode ajudar a dar um “arranque” no processo – mas se for indispensável, as chances para um perdão verdadeiro diminuem muito. “Aqueles que causam uma ofensa nem sempre vão satisfazer tais condições, e a parte ofendida não tem o poder de fazer com que ocorram”, escreveram.

2 – Perdoar te deixa menos nervoso
Estar cronicamente nervoso causa efeitos na pressão arterial e no batimento cardíaco, enquanto perdoar de verdade pode levar a uma redução no stress e, portanto, a conter o nervosismo. “Existe um enorme fardo físico em estar machucado e desapontado”, disse a doutora Karen Swartz em um comunicado do Hospital Johns Hopkins. Persistir no ressentimento, além de aumentar a irritação, também provoca tristeza e sentimentos de perda de controle, segundo um estudo de 2001 do jornal Psychological Science. Ficar preso ao rancor causa aumento em atividades fisiológicas como tensão dos músculos da face, batimento cardíaco, pressão arterial e suor, de acordo com o site WebMD.

3 – Melhora a sua saúde em todos os sentidos (até o sono!)
Perdoar alguém é um verdadeiro remédio que atua em instâncias que vão desde a qualidade do sono até a fadiga, reduzindo sentimentos e patologias prejudiciais à saúde como a tensão, raiva e depressão. Pesquisadores da Universidade do Tennessee descobriram que a “limpeza” destas emoções negativas desempenha um papel importante para a manutenção do bem-estar. “A vítima renuncia às ideias de vingança, e se sente menos hostil, irritada ou chateada a respeito das experiências”, escreveram no artigo.

4 – Fazer as pazes te ajuda a perdoar a si próprio
Quando quem fez algo errado foi você, ser absolvido pela pessoa que você magoou ajuda substancialmente no processo de autoperdão, descobriram pesquisadores da Universidade Baylor. Em um estudo publicado no Journal of Positive Psychology, eles descobriram que quem pede perdão por um agravo tem maiores chances de perdoar a si mesmo. “Uma barreira que as pessoas enfrentam para perdoarem a si próprias é que elas pensam que merecem se sentir mal. Nosso estudo descobriu que fazer as pazes nos dá permissão para deixar as coisas passarem”, disse em um comunicado Thomas Carpenter, um dos autores do artigo.

5 – Seu coração agradece
O principal motivo é que a prática da indulgência se mostrou capaz de diminuir a pressão arterial em diversas pesquisas. Em 2011, um estudo publicado no jornal Personal Relationships mostrou que quando uma pessoa perdoa a outra, ambas apresentam redução na pressão arterial. De acordo com os autores, a pesquisa foi a primeira a provar que os “culpados” também são agraciados com um funcionamento fisiológico positivo: quanto mais conciliador for o comportamento da vítima, maior será a queda na pressão dos perpetradores.

6 – Pode trazer benefícios ao sistema imunológico
Uma pesquisa apresentada em um encontro de 2011 da Sociedade de Medicina Comportamental dos EUA descobriu que portadores do vírus HIV que perdoavam de verdade alguém que os havia magoado apresentavam um maior nível de células CD4, consideradas positivas para o sistema imunológico. “Os resultados comprovam nossas hipóteses e refletem descobertas anteriores sobre as relações entre fatores psicossociais com marcadores imunológicos em pessoas vivendo com HIV/AIDS, e as descobertas indicam que o perdão a outra pessoa pode trazer benefícios à saúde delas”, disse a pesquisadora Amy Owen, do Centro Médico da Universidade Duke.

7 – Pode fortalecer seu relacionamento depois de uma traição
Perdoar o parceiro ou parceira após uma traição pode ser a chave para salvar ou até fortalecer o seu relacionamento, diz um estudo publicado pela American Psychological Association. Os pesquisadores da Universidade de Missouri-Kansas City mostraram que, nestes casos, o perdão facilitou e muito o processo de recuperação do trauma da infidelidade, garantindo mais satisfação na relação e mais comprometimento mútuo.

8 – Quem perdoa pode se proteger do stress a longo prazo
Possuir a habilidade de perdoar prediz uma saúde positiva tanto mental quanto física, de acordo com um estudo publicado este ano no Journal of Health Psychology. Os pesquisadores também notaram que a indulgência parece proteger contra os efeitos negativos do stress na saúde mental. “Nós descobrimos que a severidade do stress não estava relacionada com a saúde mental para pessoas que eram boas em perdoar, estava significativamente associada com uma saúde mental pior para pessoas que exibem níveis moderados de perdão, e mais fortemente relacionada com uma saúde mental pior para participantes exibindo os níveis mais baixos de capacidade de perdoar”, escreveram.

Artigo extraído e adaptado de Revista Galileu.

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felicidade

O segredo da felicidade é ver beleza em tudo (mesmo nas coisas feias!)

Ao longo de cada dia da nossa vida acontecem diversas situações. A maneira como reagimos a essas situações diz muito sobre como vamos levar a nossa vida. Qualquer um consegue ver beleza nas coisas bonitas. Isso não é tão difícil. Olhar para o topo de uma montanha e vê-la coberta de árvores, ouvir o som do mar diante de você e sentir sua respiração desaparecer. Ver a preciosidade de uma criança pequena e ser aquecido por sua inocência ou encontrar paz na quietude de uma paisagem intocada. Quando essas cenas te encontram ou saímos para encontrá-las, é uma experiência maravilhosa.

Nesses momentos, nos sentimos pequenos e grandes, livres e conectados. A questão, claro, é que na vida não há momentos desses o suficiente. Nem chegam perto de ser suficiente. Na verdade, o segredo para a felicidade e uma grande vida é descobrir como criá-los o tempo todo, onde quer que você esteja.

Encontre poesia em tudo
Se você puder ver as coisas de maneira objetiva e clara, ficará mais contente, menos vazio, menos tentado. Mas por outro lado, a vida é suficientemente desagradável, dura o suficiente, e a capacidade de encontrar poesia em tudo – mesmo no mundano ou no mórbido – é uma habilidade poderosa. Na verdade, também é a chave para a felicidade.

As pegadas suaves de um gato em um carro empoeirado. A neblina da manhã. O cheiro do asfalto assim que a chuva começa a cair. Ninguém diria que essas coisas se comparam a um pôr do sol sobre uma montanha ou uma chance de testemunhar um desempenho de um artista em um espetáculo. Mas o que é mais comum? Qual você encontrará na sua frente com mais frequência?

O mesmo vale para um chão cheio de brinquedos de criança, arrumados no caos do prazer exausto. Um passeio pela rua quando a música parece se alinhar exatamente com o ritmo dos eventos. O prazer de conseguir algo antes de um prazo, a quietude temporária de uma caixa de entrada de e-mails vazia.

Podemos esquecer tão facilmente, na vida, a aleatoriedade absurda, mas de alguma forma funcional, coordenação deste mundo que chamamos de lar, essa coisa que conhecemos como existência. O que tinha que acontecer para estarmos aqui, neste planeta, neste momento. Quer tenha sido um Deus (ou deuses) que nos trouxe até aqui, ou uma acumulação inestimável de acidentes evolutivos, ambos são igualmente modestos e maravilhosos se pensarmos neles. Ambos tornam as situações comuns tão bonitas quanto as épicas.

Ensinamentos dos filósofos
Dizem que os estóicos (movimento filosófico que surgiu na Grécia Antiga) são difíceis de ler porque são negativos, mas isso é imediatamente refutado em frases do livro Meditações de Marco Aurélio, imperador Romano. Em uma passagem, ele percebe a maneira como “ao fazer pão ele se divide e observam-se aquelas rachaduras, embora não sejam intencionadas pela arte do padeiro, chamam nossa atenção e servem para estimular nosso apetite”. Em outro, ele elogia o “charme e fascínio” do processo da natureza, os “talos de grãos maduros se curvando para baixo, a testa franzida do leão, a espuma pingando da boca do javali”. “Passe por este breve trecho de tempo em harmonia com a natureza”, ele escreve sobre sua mortalidade: “Venha ao seu lugar de repouso final graciosamente, assim como uma azeitona madura pode cair, louvando a terra que a nutriu e agradecida à árvore que a permitiu crescer.”

Poderíamos agradecer a seu professor de retórica particular, Marcus Cornelius Fronto, pelas imagens nessas passagens vívidas. Cornelius Fronto, amplamente considerado o melhor orador de Roma ao lado de Cícero, foi escolhido pelo pai adotivo de Marco Aurélio para ensiná-lo a escrever e falar. Fronto pensava que ele estava preparando Marco Aurélio para falar em público, mas na verdade, Marco Aurélio usou as habilidades que adquiriu para sua filosofia particular. Essas frases poéticas foram mantidas em sigilo e nunca compartilhadas, escritas sem um pensamento de quem poderia lê-las.

Em vez disso, elas foram usadas ​​para um exercício importante. Marco Aurélio estava escrevendo para si mesmo, buscando discernimento e sabedoria, tentando encontrar a verdade e a beleza em todas as partes da vida – de modo que pudesse encontrar felicidade e significado nelas. E assim também devemos fazer – se não quisermos nos exaurir e nos cansar da aspereza e negatividade que nos cerca.

Encontre verdade e beleza em todas as partes da vida
O economista Russ Roberts escreveu um poema recentemente chamado “Wonder, Bread (Maravilhoso, Pão)”, que é uma ilustração brilhante dessa prática. Seu poema é uma espécie de homenagem tola aos insights de Adam Smith: quão magnífico e estranho é você poder sentir uma pontada de fome, caminhar até uma loja e encontrar, lá na prateleira, o próprio pão que alguns minutos atrás você não tinha ideia que queria. Como eles sabiam? Quem são as “pessoas” que fizeram isso? O que os motivou? Por que eles fizeram um trabalho tão bom?

Mesmo situações genuinamente ruins podem ser belas. Olhando para trás e enxergando paixão e animação na raiva de outra pessoa. Rindo da “perfeição” de alguma coisa que poderia dar errado. Reconhecendo o que há de impressionante em um desastre natural. Isso não é muito melhor do que ver o mundo como um lugar escuro?

Marco Aurélio passou muito tempo com suas expressões demonstrando falta de consideração, mas ele passou a mesma quantidade de tempo desenvolvendo o olhar de um artista para encontrar beleza em eventos comuns ou aparentemente insossos. Ambos são essenciais, ambos são o trabalho do filósofo.

Uma pessoa que consegue ver só o lado ruim de uma situação, como um atraso em um voo, é uma pessoa que se encontrará presa em um “tempo morto”. Uma pessoa que consegue ver o mesmo atraso de voo de três horas como uma chance de aproveitar a vida, observar as pessoas, lembrar-se de quão sortudas elas são – essa é uma pessoa que realmente vive. E vive bem enquanto estiver viva.

Artigo extraído e adaptado de O jardim do mundo.

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relacionamentos interpessoais

Como vencer as divergências nos relacionamentos interpessoais

Pessoas que sabem se relacionar bem com outras são facilmente reconhecíveis. Elas têm uma grande facilidade de fazer amigos e de estabelecer vínculos onde quer que estejam. Com uma boa comunicação e empatia podemos vencer aquela barreira que nos impede de lidar com pessoas difíceis. Pessoas bem tratadas verdadeiramente e com uma boa interatividade vão ao poucos se sentindo mais valorizadas e, consequentemente, apresentam um crescimento pessoal em suas relações, sendo bem mais produtivas e saudáveis no dia a dia.

Tudo começa com a gente
Somos seres sociais que necessitam da relação com outras pessoas para vivermos em harmonia. Precisamos ver, encontrar, interagir e trabalhar com diversos tipos de pessoas, cada um com suas qualidades, defeitos e desejos. Algumas combinam com nossos gostos, outras divergem nesta ou naquela opinião ou se comportam de maneira diferente diante de uma determinada situação e aí pensamos: “Fulano não poderia falar isto assim, se eu fosse ele(a) falaria de outra maneira” e outros comentários afins.

Há casos que o problema chega a ser grave, como ignorar um colega de trabalho com quem deveria interagir o tempo todo, fracassar na construção de um relacionamento positivo com um cliente importante ou perder a oportunidade de encorajar um filho inseguro e até no dialogar com pai ou mãe.

Muita gente acaba creditando seus sucessos e insucessos aos relacionamentos construídos ao longo de suas vidas.

Estamos prontos para nos relacionar com os outros?
Segundo Stanley C. Allyn , “A pessoa mais útil do mundo hoje em dia é o homem ou a mulher que sabe lidar com os outros. Relações Humanas é a ciência mais importante da vida.”

Podemos ver a seguir alguns princípios pessoais que nos ajudaram a construir relacionamentos saudáveis e eficazes:

1º Princípio: Quem você é determina o que você vê

Havia um homem que tinha nascido e vivido no Estado do Colorado, então mudou-se para o Texas e logo construiu uma casa que tinha uma janela enorme, da qual podia contemplar centenas de milhas de terras vazias, prontas para cultivar e criar animais. Quando lhe perguntaram se gostava daquele lugar, então ele respondeu:

– O único problema é que não tem nada para se ver.

Nesta mesma época, um texano mudou-se para o Colorado e construiu uma casa com uma grande janela, da qual podia olhar as montanhas. Quando lhe perguntaram o que achou da vista, ele respondeu:

– O único problema com este lugar é que não dá para ver nada por causa dessas montanhas aí na frente.

Esta história revela um fato: o que as pessoas veem é influenciado por aquilo que elas são. Pessoas na mesma sala olharão para as mesmas coisas e verão tudo de maneira diferente.

Cada um de nós tem seu modo de pensar e ver as coisas. Cada um de nós tem seu jeito de ser, e é isso que dá o tom a tudo. Não são as coisas à nossa volta que determinam o que vemos, e sim o que há dentro de nós.

2° Princípio: Quem você é determina como você vê os outros

Certa vez um viajante que se aproximava de uma grande cidade avistou um velhinho que estava sentado à beira da estrada e perguntou:

– Como são as pessoas desta cidade?

– Então o velhinho devolveu:

– Como eram as pessoas do lugar de onde veio?

– Horríveis – disse o viajante. – Estas eram pessoas más, nada confiáveis, detestáveis em todos os sentidos.

Em seguida respondeu o velhinho:

– Ah! Você verá a mesma coisa aqui nesta cidade.

Assim que o viajante foi embora, outro parou para perguntar sobre a mesma cidade. O velhinho perguntou para o segundo peregrino como eram as pessoas do lugar de onde vinha.

Este respondeu:

– Eram pessoas muito boas, honestas, trabalhadoras e bem generosas. E completou: – Fiquei triste por deixá-las.

O velhinho respondeu prontamente:

– É exatamente o que você verá nas pessoas desta cidade.

Podemos concluir nesta história que a maneira da qual as pessoas veem as outras é a projeção delas mesmas. Isto significa que, se sou uma pessoa confiável, verei as outras como confiáveis. Se sou crítico, acharei o mesmo dos outros. Se sou atencioso, para mim os outros serão pessoas compassivas.

Todavia, sua personalidade vem à tona quando você fala das outras pessoas e interage com elas.

3° Princípio: Quem você é determina como você vê a vida

Certo dia, um avô dormia no sofá quando seus netinhos resolveram pregar-lhe uma peça. Foram até a cozinha, abriram a geladeira e pegaram um pedaço de queijo fedorento e esfregaram no bigode do idoso. Em seguida, esconderam-se num canto para ver o que aconteceria. Depois de algum tempo, o nariz do avô começou a mexer e a cabeça a sacudir. Finalmente, o velhinho sentou-se no sofá com uma cara de nojo e disse:

– Alguma coisa por aqui está fedendo!

Levantou-se, arrastou-se até a cozinha, deu uma cheirada longa e disse:

– Aqui dentro também está fedendo.

Àquela altura, decidiu sair e respirar ao fresco, mas quando inspirou profundamente, lá estava o cheiro ruim de novo.

Então exclamou e disse:

– O mundo inteiro está fedendo!

E aí, você que está acompanhando até agora, qual é a moral da história?

Pense um pouco e responda.

Pois bem, para uma pessoa que vive com um queijo fedorento embaixo do nariz, tudo cheira mal mesmo!

A única maneira de mudar o modo de ver a vida é transformando-se por dentro. Desejar mudar o seu interior é um grande passo para ajudá-lo a ter relacionamentos saudáveis.

Segundo Eleanor Roosevelt “Ninguém pode fazer-nos sentir inferiores sem nosso consentimento”. Em outras palavras, utilizando uma citação do psicólogo e escritor Phil McGraw: “É você quem ensina como os outros devem tratá-lo”. Você ensina a partir da maneira como você vê a vida. E a maneira como vê a vida é resultado de quem você é.

Enfim, você é capaz de pensar que o lugar que mais gosta é onde você está e fazer deste lugar o melhor possível. Se você conseguir manter uma perspectiva como essa, sempre verá a vida de maneira mais positiva.

4° Princípio: Quem você é determina o que você faz

Vou contar-lhes uma história de um espantalho que foi enviado para o galinheiro para botar ovos. Você deve estar pensando: “que coisa mais esquisita, um espantalho botar ovos, onde já se viu?“. Mas prossiga para entender a moral desta no final. Ele trabalhava o dia inteiro, e em termos físicos, estava em sua melhor forma. Bem, cercado de galinhas botando ovos quase automaticamente, o espantalho tenta e insiste o quanto pode. No entanto, no fim do dia, exausto, este constata que fracassou em produzir ao menos um ovo. Estava bem chateado por, apesar de tanto esforço, não conseguir nada.

Você então vai dizer: “É claro que ele não ia conseguir, pois ele não poderia botar ovos.”

É muito óbvio que quem bota ovos são aves e as ovelhas produzem lã. É fácil entender que as habilidades naturais afetam aquilo que fazemos. Mas nossa maneira de pensar e nossas atitudes são parte de nós, assim como nossas habilidades. Elas também determinam o que fazemos.

Para finalizar essa parte gostaria de mencionar as palavras do escritor Charlie Jones que são bem verdadeiras: “a diferença entre quem você é hoje e quem você será daqui a cinco anos está nas pessoas com quem você passa mais tempo e nos livros que lê.”

A maneira de ver os outros é determinada pelo que você é. Não dá para fugir dessa realidade. Se alguém não gosta da gente, isso revela muito sobre essa pessoa e sobre o modo como ela encara os relacionamentos pessoais. Portanto, não tente mudar os outros, mude primeiramente você em relação aos outros. Nem mesmo se concentre neles, mantenha o foco em si. Se conseguir mudar e se tornar o tipo de pessoa que deseja, começará a ver os outros sob novas lentes, e isso transformará a maneira de interagir em todos os seus relacionamentos.

Faça agora mesmo uma lista das qualidades pessoais que gostaria de cultivar e coisas em você que desejaria mudar. Crie um plano de crescimento para desenvolver suas qualidades.

Assim afirma Maxwell : “Nossa habilidade de construir e manter relacionamentos saudáveis é o fator mais importante para se sair bem em qualquer área da vida.”

Artigo extraído e adaptado de Psicologia Viva.

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work

Como aproveitar melhor a última hora no trabalho — de segunda a sexta-feira

Muita gente sente dificuldade em manter o foco por volta das 17h, na última hora de trabalho do dia. Um café, uma conversa com o colega e ainda são 17h15. Falta inspiração para começar algo importante, mas ficar sentado sem fazer nada ou simplesmente ir embora mais cedo não são boas alternativas.

É claro que para quem está enterrado até o pescoço em projetos, essa cena parece um “sonho”, mas se por acaso essa é sua realidade, a sensação de estar “preso” no trabalho só pode ser fonte de agonia. O que fazer, então? A resposta, segundo Larry Alton escreveu em um artigo publicado pela Fast Company, é criar “pequenos projetos”. Eles não demandam muita atenção, investimento e nem esforço, mas vão ajudar a manter sua produtividade na última hora do dia de trabalho — e fazer com que sua lista de tarefas fique bem menor. Além disso, eles também te ajudarão a parecer “ocupado” (leia-se “dedicado”, aos olhos da chefia).

Segunda-feira: organize seus e-mails
Em média, nós gastamos mais de três horas por dia checando e-mails relacionados ao trabalho. E esse número deve ser ainda maior às segundas-feiras, especialmente quando você não checou sua caixa de correio durante o final de semana.

E ainda que você esteja certo ao evitar responder e-mails complicados quando seu cérebro está muito cansado, organizar sua caixa de correio não demanda tanta atenção e vai se mostrar mais produtivo no longo prazo.

Para começar, aqui vão algumas dicas:
– Desista de quaisquer newsletter que você nunca lê (é só tirar seu nome da lista)
– Crie pastas (ou rótulos) para diferentes tipos de e-mails, separando por departamentos, remetente (quem enviou) ou por projeto
– Remova ou arquive mensagens antigas que só estão fazendo volume na sua caixa de correio
– Marque os e-mails que ainda requerem uma ação de sua parte

Terça-feira: planeje seu próximo projeto
O “peso” de iniciar um projeto novo (e muitas vezes, grande) no final do dia faz com que se deixe “para amanhã”. Se você tem pela frente uma tarefa que levaria quatro horas, a última coisa que você quer é se concentrar por menos de uma hora para ter que interromper seu processo e ir para casa.

A dica, neste caso, é planejar e organizar a tarefa. Você tem todos os elementos necessários para tocar o projeto? Você tem todas as respostas para suas dúvidas? Uma simples tabela vai mostrar se você, de fato, possui toda informação em mãos, e poupar o trabalho e irritação de parar o que está fazendo depois, quando estiver bem concentrado, para procurar planilhas ou e-mails.

Ao fazer isso logo no início da semana, você terá mais chances de colocar os tais planos em prática nos próximos dias da semana.

Quarta-feira: trabalhe para se tornar um líder
Tornar-se um profissional melhor não é somente executar tarefas e planejar projetos. Se você colocar mais ênfase no seu conhecimento, no desenvolvimento de habilidade e na sua reputação, você terá mais chances de ver seu esforço reconhecido e recompensado.

Você pode se esforçar em adquirir o perfil de um líder que pensa, ao manter-se muito bem informado sobre nichos do mercado. Corra atrás de novas tecnologias que surgem no mercado e amplie seus contatos ao iniciar discussões ou compartilhar artigos no LinkedIn. É uma ótima maneira de se sentir produtivo no meio da semana.

Quinta-feira: limpe sua mesa
Pesquisas indicam que pessoas criativas e inteligentes tendem a fazer mais “bagunça” em sua área de trabalho. Há um outro estudo, porém, que prova que manter sua mesa em estado de eterna confusão ajuda a distrair a atenção e afeta a produtividade — sem contar que seu chefe terá uma imagem pouco positiva a seu favor.

Portanto, limpar sua mesa é uma ótima tarefa para um dia em que você está contando os minutos para chegar a sexta-feira e só quer ajeitar as coisas. Estamos falando de jogar fora papéis desnecessários, organizar livros e objetos, lavar sua caneca de café e dar aquela boa limpada no teclado e na mesa.

Sexta-feira: planeje sua próxima semana
As pessoas mais bem-sucedidas criam seus cronogramas de trabalho e os seguem com firmeza. Se você fizer o mesmo, não apenas isso vai lhe poupar tempo na semana, mas também ajudará a transformar uma tarde meio sem graça em um momento produtivo. Isso também ajudará a melhorar seu humor no trabalho, o que é sempre bom para você e para os colegas.

Então, é só criar seu cronograma a partir de três passos básicos:
– Faça uma lista de tarefas para dar conta de tudo o que você quer e precisa fazer até a próxima semana. Se o projeto em questão for muito grande, divida-o em pequenos projetos, tornando as tarefas mais gerenciáveis
– Coloque tudo em ordem de importância e determine as prioridades
– Crie um cronograma que seja o mais próximo possível da realidade

Essa é uma tarefa perfeita para uma sexta-feira, pensando que se o seu foco estava perdendo intensidade, você vai se sentir melhor ao saber que já programou as coisas mais importantes da semana que vai chegar.

Por fim, lembre-se que por mais otimista e cheio de energia que você seja, sempre haverá momentos do dia em que você sentirá um certo desânimo — e isso não é o fim do mundo. Forçar-se a assumir tarefas complexas por pura teimosia (e não porque o deadline está chegando) pode resultar em um trabalho mal feito e que lhe trará pouca satisfação. Portanto, aproveite para transformar os momentos de menor produtividade em verdadeiros salva-vidas.

Artigo extraído e adaptado de Época Negócios.

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trabalho

“Segundou”: 5 dicas para começar bem a segunda-feira manter a motivação na semana

O despertador pela manhã é o anúncio do fim do descanso. Depois de dois dias de folga, chega a segunda-feira, que mais parece um monstro pronto para te atacar.

“A segunda-feira é o dia com menor índice de execução de tarefa e maior índice de adiamento”, afirma Christian Barbosa, especialista em produtividade e dono da Triad Consulting. “Começamos a segunda-feira ainda na velocidade do final de semana, demoramos mais para pegar no tranco.”

No entanto, com um pouco de organização e força de vontade é possível tornar a segunda-feira um dia mais agradável e, principalmente, mais produtivo. Confira as dicas do especialista para começar a semana com o pé direito e evitar a desorganização nos quatro dias que seguem a segunda-feira.

Conclua as tarefas de sexta-feira
O lema “não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje” é o que fala mais alto no planejamento semanal. Sempre que possível, evite deixar atividades por terminar na sexta-feira. Se for inevitável, distribua o restante da atividade nos três primeiros dias da semana. “É melhor não deixar para terminar tudo na segunda-feira”, diz.

Esqueça as reuniões no começo da semana
O ideal, segundo o especialista é marcar as reuniões de planejamento nas quartas, quintas e sextas-feiras. “Nós já estamos em um ritmo mais lento no começo da semana, reuniões acabam tomando muito tempo e sobra pouco para a organização das tarefas pessoais”, diz.

Evite planejar excessivamente a sua segunda-feira
Por incrível que pareça, Christian sugere que apenas três ou quatro horas do dia sejam dedicadas a atividades previamente marcadas. “Você precisará de mais tempo para a organização da semana, portanto, evite encher a segunda de compromissos.”

Tome notas
Christian aconselha utilizar ao menos um organizador prático como o Outlook, uma planilha de atividades ou até mesmo um bloco de notas. “Não podemos confiar na memória, caso contrário perdemos a concentração nas atividades a todo momento, com a voz interna lembrando de tudo que temos a fazer.”

Receba a segunda-feira de braços abertos
O especialista lembra que, apesar de todas as reclamações quanto às segundas-feiras, o início de uma nova semana deve ser sempre lembrado como uma nova oportunidade de realizar seus projetos. “É claro que ninguém fica feliz quando acaba o descanso, mas quando se faz o que se gosta, uma segunda-feira deixa de ser um martírio e vira uma oportunidade.”

Artigo extraído e adaptado de Exame – Carreira.

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