Arquivo: Wayne Valim

Currículo de mãe: Como a maternidade pode torná-la uma melhor profissional

Conheço muitas mães que entram em crise profissional após a maternidade ou mesmo antes de engravidar. Há um dilema cutucando os seus pensamentos todos os dias: vou conseguir me dar bem no trabalho e ser uma boa mãe ao mesmo tempo?

Após a gestação, uma nova vida nasce sem que a mãe tenha feito nenhuma especialização preparatória e, depois de alguns meses e anos, ela se vê com habilidades que nunca nem pensou em ter.

O fato é que a mãe desenvolve no convívio com os filhos competências importantes também para sua carreira. Pesquisas atestam, por exemplo, que a mulher após a maternidade se torna mais dinâmica, sensível e habilidosa.

Veja outras competências desenvolvidas:

  1. A criatividade aumenta junto com a barriga. A mudança do corpo e da rotina de vida exige que sejamos criativas. Tudo é muito novo e é preciso se reinventar a cada dia.  Usamos todos os sentidos para proteger, cuidar, economizar, como combinar as refeições, brincadeiras, contar histórias;
  2. A percepção de si e dos outros se desenvolve, até a audição muda para identificar o choro do bebê entre dezenas de outras crianças; o filho aprende tudo e a mãe passa a prestar atenção em todas as suas falas e atitudes;
  3. Resiliência: não dá tempo de ficar curtindo um fracasso… a vida segue! Aliás, a mãe que trabalha fora não vai pedir demissão por qualquer discussão. Ela se torna menos impulsiva porque sabe que tem alguém muito importante que depende dela em casa;
  4. Multitarefa: dar mamadeira, balançar o carrinho, atender o telefone, cozinhar, tudo ao mesmo tempo. Todos os membros do corpo são usados, sem contar as diversas atividades do filho que ela precisa coordenar;
  5. Trabalhar sob pressão: ninguém trabalha mais sob pressão do que as mães… só uma mãe sabe o que é preparar uma mamadeira com a criança berrando nos seus ouvidos;
  6. Relacionamento interpessoal: quem tem mais de um filho, sabe que cada um é de um jeito. A mãe lida com temperamentos diferentes o tempo todo;
  7. Persuasão: quem melhor do que a mãe para convencer o filho a comer legumes, a escovar os dentes, a ir para o primeiro dia de escola… Influência pura!
  8. Gestão de recursos: toda mãe sabe que os recursos são escassos: dinheiro, comida, roupa, pessoas para ajudar… É questão de sobrevivência;
  9. Marketing: quer melhor comercial do que mostrar como é importante comer tudo, escovar os dentes, vestir a blusa de frio? A publicidade no primeiro dia de escola, vestir a roupa que a mãe quer e não a que a criança deseja são outros bons exemplos. É marketing na veia!
  10. Gestão de conflitos: aquelas que possuem mais de um filho, já sabem como é ter que apaziguar as brigas dos irmãos. Aliás, basta nos lembrarmos da nossa infância. Minha mãe, por exemplo, era mestre em fazer todo mundo se perdoar depois dos “arranca-rabos”;
  11. Criar Motivação: a festa que uma mãe faz depois do primeiro xixi no piniquinho ou quando a criança come toda a comida é de tirar o chapéu! Ela se transforma em uma atriz nata!
  12. Empatia e criar conexão: até 1 aninho de idade, não temos outra forma de comunicar senão pelas expressões faciais do bebê. A mãe passa a ler cada levantar de sobrancelha ou ruguinhas na testa. Ela sabe quando é dor de ouvido ou barriga só pelo tom do choro;
  13. Proatividade: antes mesmo do bebê chorar de fome, a mãe antecipa todas as suas necessidades.
  14. Coordenar várias atividades ao mesmo tempo. Levar uma filha no balé, a outra no inglês, coordenar os horários de levar na escola, quem fica com a criança, quem vai às compras… Ufa!

E há tantas outras habilidades desenvolvidas com a maternidade mesmo depois que os filhos crescem.

Todas essas habilidade e competências são suas, mãe! Aproprie-se delas e as enriqueça com novos aprendizados.

Posso dizer, por experiência própria, ser mãe é mais do que fazer uma pós-graduação, mais do que um mestrado em liderança e gestão de pessoas.

Até penso que um dia vão publicar uma vaga de emprego assim: “Precisa-se de profissional com habilidades específicas das Mães”. E esse “pacote” será mandatório para o cargo. Afinal, tem coisas que só quem já viveu a experiência de ser mãe sabe fazer!

Sei ainda que para muitas mulheres, e homens também, ficar em casa cuidando dos filhos é uma opção maravilhosa e muitas vezes necessária.

Dou total apoio a qualquer pessoa que tome essa decisão, mas o que desejo mesmo é que essa seja uma decisão voluntária, uma opção e não algo movido pelo sentimento de culpa ou medo.

Aliás, gravei um vídeo que fala como as mães devem lidar com esse sentimento: LINK do vídeo das mães

Como disse, a maternidade e a carreira podem andar juntas e o que você aprende com uma, pode e deve ser usada na outra. 

Portanto, siga com mais leveza e aproveite cada momento com seus filhos, perdoando-se, aprendendo, consciente de que suas atitudes como profissional dedicada também transferem valores fundamentais para que seus filhos sejam bem-sucedidos no futuro.

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Ser uma boa mãe/bom pai é mesmo uma prioridade?

Querer ser uma boa mãe/ bom pai ou um bom membro da família é um dos valores mais escolhidos em uma das dinâmicas que faço com meus clientes e alunos de autoconhecimento.

Descobrir quais são os nossos valores humanos mais importantes nos ajuda a fazer melhores escolhas e também nos deixa em paz com a consciência quando agimos conforme a prioridade.

Mas é muito engraçado o quanto dizemos valorizar umas coisas e muitas vezes agimos na mão oposta.

E isso acontece quando:

  • Valorizamos os filhos, mas nunca temos tempo pra eles.
  • Valorizamos o relacionamento interpessoal, mas reagimos de maneira impulsiva, magoando as pessoas que amamos.
  • Valorizamos o conhecimento, mas nunca sobra tempo para uma leitura ou dinheiro para um curso.
  • Valorizamos a felicidade, mas mal sabemos o que ela significa para nós e a depositamos em desejos materiais e passageiros.

E essa inversão tem o seu preço:

  • Insatisfação pessoal
  • Sentimento de culpa
  • Ansiedade
  • Estresse
  • Cansaço
  • Desequilíbrio emocional…

Com frequência nos sentimos angustiados como se algo faltasse e não identificamos de onde vêm esses sentimentos…

Na semana passada, uma mãe me relatava sobre a sua dificuldade em conciliar os seus diversos papéis e que, por sobrecarga de trabalho, se sentia em falta com o seu valor principal, seus filhos.

Ela então, determinada a virar o jogo, percebeu que algumas ações que gostaria de fazer com seus filhos já não eram mais possíveis, visto que já são adolescentes e com suas vontades próprias, não a seguiria.

Eu, então, lhe contei um pouco da minha história. Do quanto eu também inverti esses papeis e deixei a desejar com a minha família…

E a tranquilizei dizendo:

Não podemos mudar o que fizemos. Eu também errei, trabalhei demais e quis ser perfeita e eficiente em tudo, no trabalho, nos estudos e em casa.

Mas acredito que consegui demonstrar aos meus filhos os principais valores da vida e hoje, já adultos, percebo que mesmo com todas as minhas falhas, o resultado foi muito bom…

Acordei em tempo e tive ajuda das pessoas próximas: meu marido, meus pais, meus sogros…

Esse conjunto me fez ser uma boa mãe. Ninguém é bom sozinho.

Poderia sem dúvida ter sido superior, mas fiz o melhor que pude com o conhecimento e bagagem que tinha naquele momento e isso me deixa em paz.

Sei também que a minha dedicação ao trabalho transmitiu uma mensagem importante para eles. Afinal, pesquisas indicam que os filhos de mães que trabalham fora tendem a ser mais bem-sucedidos em suas profissões.

Portanto, duas conclusões são importantes:

1 – Sempre há tempo de recomeçar e de valorizar o que realmente importa.

2 – O passado só serve para tirarmos grandes lições e construir um futuro diferente a partir de agora. Portanto, o arrependimento ou a frustração só atrapalham.

Assim, se você também se sente em falta com os valores primordiais da sua vida, que tal mudar esse cenário?

Comece…

  • Indo mais cedo pra casa;
  • Dedicando a sua presença física e emocional (tempo de qualidade) a quem realmente importa para você, sem intervenção das suas preocupações ou outras distrações;
  • Estudando sobre o assunto (Ser uma boa mãe / bom pai / bom membro da família também requer novos conhecimentos);
  • Expondo a sua dificuldade para sua família;
  • Pedindo ajuda às pessoas próximas. Não queira ser super-herói. Você não é! rs;
  • Deixando de querer ser [email protected] em tudo. Assim, conseguirá mais tempo para o que realmente importa para você.

Valorizar a família também requer foco e se não acordarmos em tempo, pode ser que fique um pouco tarde…

Comprometa-se a começar essa mudança já nesta semana. Isso fará muito bem a você e às pessoas da sua vida.

Um abraço de energia positiva,

Wayne Valim

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Como pedir perdão

Natal nos inspira a fazer as pazes, viver em harmonia e estar bem com todos. E isso muitas vezes requer pedir perdão por algo ruim que fizemos.

Mas, cá entre nós, pedir perdão, às vezes, pode ser bem complicado; dependendo da situação e da pessoa, então…

Quero compartilhar uma tática que pode ser bastante eficaz e mais fácil de executar. Eu a uso sempre e costuma ter bons resultados. Ela funciona assim:

Em vez de pedir perdão, você vai agradecer!

“Como assim, Wayne?”

Vou explicar com exemplos!

1 – Você chega atrasado. Em vez de pedir desculpas e ficar se justificando, dizendo que o trânsito estava ruim, que perdeu a hora, alguém te atrasou, blá, blá, blá…. diga:

Muito obrigado por me esperar. O que posso fazer para agilizar agora? ( E pronto! Não precisa justificar e tecer aquela ladainha que costumamos falar).

2 – Você disse algo que deixou a outra pessoa triste? Diga:

Obrigado por entender que às vezes falo o que você não merece ouvir. Serei mais atento. (e só!).

3 – Se esqueceu de fazer algo prometido:

Obrigado pela paciência, vou buscar agora.

4 – Discutiu com o cunhado, a sogra, o genro, o irmão… e deixaram de conversar por um tempo:

Fico muito grato por se importar com meus filhos, por ser uma pessoa atenciosa, pelo respeito com os meu pais…

Encontre algo de bom naquela pessoa (acredite, todos têm!) e agradeça; simplesmente, agradeça.

Use a criatividade!

Claro que pedir perdão é uma atitude nobre e deve ser feito sempre que julgar importante, mas há pessoas que pedem tantas desculpas e se justificam tanto, que a atitude em si deixa de ter valor. Sem contar o tempo enorme que gastam contando detalhes das inúmeras desculpas…

Então, aprenda a agradecer e fuja do justificar-se.

Atitudes simples como essa demonstram que você se importa, mostra sua autoconfiança, seu respeito pelos outros e vão despertar a admiração deles por você.

Mas, claro, aprenda a perdoar, senão não será capaz de agradecer de coração.

Aproveite a época favorável e reate seus relacionamentos, especialmente com as pessoas da sua família.

Sabe por quê?

A nossa família é o maior tesouro que temos! Na hora das dificuldades, o que vai valer na realidade é a sua família, por mais difícil que seja o relacionamento entre vocês.

Se ainda não tem orgulho da união da sua família, que você seja a luz a despertar o carinho e bom relacionamento entre todos.

Wayne Valim

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Antídoto contra o pessimismo

Quando a chave da abundância ligou na minha cabeça

Eu tinha colocado uma meta para mim: “não emitir uma reclamação sequer por uma semana.”

Duvidei muito se conseguiria, mas como sou determinada, segui em frente…

Isso incluía não reclamar do tempo frio (já que estava fazendo 10 graus negativos na cidade onde moro, na Polônia), do pão que acabara de queimar no forno, da internet que tinha caído, do cliente que tinha cancelado em cima da hora, da fila no supermercado…

Foi um esforço tremendo, mas comecei a perceber que essa atitude tão simples estava me abrindo um novo pensamento:

A positividade gera criatividade.

A criatividade cria oportunidades.

As oportunidades aumentam a motivação e a força de vontade.

Consequentemente, a motivação e a força de vontade trazem melhores resultados e mais abundância.

Se você pensar bem, todos nós desejamos a abundância na vida: queremos mais tempo, muitos amigos, inúmeras oportunidades, mais informações; desejamos muita saúde, bastante grana e recursos infinitos.

Mas a todo momento, nos conectamos a pensamentos de escassez.

E fazemos isso quando:

  • reclamamos;
  • criticamos;
  • não acreditamos no nosso potencial;
  • encontramos defeitos em nós e nos outros;
  • duvidamos da nossa capacidade;
  • enxergamos somente os erros;
  • nos colocamos como vítima;
  • damos crédito à crise;

… e também quando nunca estamos satisfeitos com nada, há sempre alguma coisa faltando.

Isso acarreta:

  • frustração;
  • medo;
  • ansiedade;
  • desmotivação;
  • isolamento;
  • baixa autoestima… e tantas outras consequências negativas.

Se desejamos tanto a abundância e a fartura, é imprescindível mudarmos o discurso.

Por saber que essa é uma tarefa árdua, pois envolve mudança de Mindset, gravei este vídeo para te ajudar nesse jogo:

Pode ser difícil no começo e, claro, vai exigir mais disciplina de você. Mas depois, isso se tornará um hábito e você verá ganhos incríveis, além de se tornar uma companhia mais agradável.

Você possuirá um magnetismo tão incrível, que todos vão querer estar mais perto de você.

Espero que aprecie o vídeo e que possa compartilhar com todos os quais “a ficha da abundância ainda não tenha caído”.

E.T.: Me esqueci de dizer que a minha meta naquela semana não foi cumprida totalmente, porque me peguei reclamando por ter esperado 5 horas para ser atendida no escritório de imigração… :/

Mas posso dizer que cada dia mais estou me superando e que hoje naturalmente procuro ver o lado bom de tudo, mesmo quando me sinto magoada. Um treino diário, mas hoje com muito mais leveza do que naquela semana.

Wayne Valim

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pedido atendido

Aumente em 50% as chances de ter um pedido atendido

Já imaginou se tudo que você quisesse na vida para o seu bem fosse prontamente atendido por todos a sua volta?

Melhor ainda, se as pessoas pudessem adivinhar o que está precisando ou desejando: mais compreensão, responsabilidade, obediência; quando quer se divertir, ficar sozinho, conversar, relaxar…

Bom, no mundo real não é bem assim que funciona (rs), mas, acredite, podemos tornar as coisas muito mais fáceis.

O problema é que complicamos mais do que facilitamos. Fazemos pedidos vagos, genéricos, ambíguos e abstratos.

Basta pensar nos pedidos que fazemos em casa para nossos cônjuges, pais, filhos, irmãos…

Um exemplo:
O marido chega em casa e a esposa diz: “- Amor, gostaria que não ficasse até tão tarde no trabalho”.
Na semana seguinte ele chega para ela e diz: “- Amor, como você estava preocupada por eu estar trabalhando muito, fiz a minha matrícula no MBA.”

E o que ela estava realmente pedindo? Que ele chegasse mais cedo em casa. Mas o pedido foi ambíguo. Não estava claro!

Pior ainda quando jogamos indiretas ou fazemos algumas piadinhas esperando que a outra pessoa capture a mensagem:
“Ah, se as pessoas me ajudassem mais, eu conseguiria ter um tempo pra mim.”

O fato é que todos nós temos necessidades, vontades, desejos.

Queremos ser mais felizes do que somos, desejamos ser mais compreendidos, apoiados, respeitados…

E esperamos muito das outras pessoas para suprir ou realizar as nossas necessidades. E não deixamos isso claro para elas.

Quando nos dirigimos às pessoas, sem dizer claramente o que queremos, é possível que surjam discussões improdutivas, falta de entendimento, frustrações, irritabilidade, estresse.

Como, então, expressar os nossos pedidos para que as pessoas estejam mais dispostas a atender as nossas necessidades?

Aqui estão 3 dicas cruciais:

#1 – Tenha clareza do que você quer que aconteça.
O que você está querendo e não está obtendo?
Pense em termos práticos: a sala limpa, os papeis na gaveta, aumento do faturamento em 30%, o relatório entregue no dia x.

#2 – Utilize uma linguagem positiva!
Somos mestres em falar no negativo (“pare de gritar”, “não me aborreça”, “não quero ser pressionado”, “não se esqueça de me avisar”).
Quando fazemos isso, reforçamos exatamente o que está ruim, concorda? “gritar, aborrecer, pressionar, esquecer…”

Então diga:
“Preciso de silêncio em casa para me concentrar melhor”;
“Necessito diálogos que me motivem, que reforcem as minhas qualidades”;
“Preciso de mais 1 hora para finalizar essa atividade”…

#3 – Solicite ações concretas.
Evite frases vagas, abstratas ou ambíguas, porque cada pessoa interpreta de acordo com o pensa sobre o assunto.

Exemplo de pedidos vagos ou abstratos:
“Quero que seja responsável”;
“Quero que me entenda”;
“Quero ter mais liberdade”;

Por quê?
– Ser responsável para você pode ser diferente de ser responsável para o seu filho.

Exemplo de pedidos concretos:
“Gostaria que você chegasse em casa antes das 19h”;
“Gostaria que tivesse 20 minutos do seu dia para sentar e conversar comigo sobre os meus desafios no trabalho”;
“Fico feliz quando nos divertimos juntos. Podemos sair para jantar no sábado?”

Quando nossas necessidades não estão sendo atendidas ou nossos sentimentos não são respeitados, tendemos a nos isolar e nos fechar cada vez mais, porque nos sentimos incompreendidos.

Portanto, atente-se para isso e reavalie a forma que vem expressando suas ideias e fazendo suas solicitações. Peça feedback, treine, faça diferente.

Uma vez que o seu pedido estiver claro, direto, concreto, positivo, você já terá atingido 50% de chance de tê-lo atendido.

Restará somente a disponibilidade e a vontade do outro, mas a sua parte foi realizada com sucesso!

Abraços de energia!

Wayne Valim

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Brasil camiseta

O que ameaça vitória do Brasil na Copa também é perigo para sua carreira

Após uma estreia morna na Copa do Mundo, o torcedor brasileiro agora se preocupa: será que o hexa vem mesmo? A falta de acertos da seleção no jogo contra a Suíça, segundo o técnico Tite, aconteceu pelo abalo do emocional da equipe, que estava “ansiosa”.

Gestão emocional é um desafio antigo para jogadores. Além do doloroso resultado de 7×1 no jogo contra a Alemanha em 2014, os brasileiros sempre se lembrarão da instabilidade que sua seleção mostrou em campo durante a goleada.

A falta de inteligência emocional da equipe brasileira não é uma ameaça apenas ao sonho do hexa. Assim como os atletas, todo profissional deveria estar atento ao problema se deseja ser bem sucedido.

Segundo livro “Inteligência Emocional 2.0”, dos especialistas Travis Bradberry e Jean Greaves, cofundadores da TalentSmart, sucesso e inteligência emocional andam lado a lado. Em pesquisa, os autores verificaram que 90% dos colaboradores de alto desempenho têm essa inteligência elevada.

Na prática, o diferencial desses profissionais é conseguir dar o seu melhor e também influenciar outros se superarem, mesmo em momentos de estresse, segundo explica Paulo Vieira, master coach e fundador da Febracis. “Isso acontece pela alta capacidade de se conectar consigo mesmo e com as pessoas ao redor”, diz.

Segundo a psicóloga Elaine Di Sarno, a pressão e emoções durante um jogo de futebol são naturais – ainda mais para os brasileiros. No entanto, é preciso trabalhar uma estratégia para se fortalecer e conseguir contornar as dificuldades.

“Aqui entra o autoconhecimento para saber como você lida com a pressão e ter estratégias para não ceder a ela. Você entra em campo sabendo que pode tomar um gol, assim como podem ocorrer contratempos no trabalho”, afirma ela.

O fundador da Febracis lembra que a vitória depende do equilíbrio entre a superioridade das habilidades técnicas e emocionais. “Não vale nada ter um gênio do futebol, mas que briga com todo mundo, desobedece o técnico e não passa a bola”, fala.

Quanto a isso, ele acredita que a seleção desta Copa é superior à da edição de 2014. Vieira vê maior equilíbrio e maturidade dos atletas, que carregam experiências em grandes times europeus e não colocam o ego em jogo, facilitando seu entrosamento.

Seleção tem um “CEO” mas não tem “gerente” em campo

Mesmo o time próximo à perfeição, o perigo ainda paira pela falta de um elemento chave para guiar as emoções em campo: uma super liderança.

O técnico brasileiro decidiu fazer o rodízio do posto de capitão do time. A tática pode motivar os jogadores ao colocar a responsabilidade sobre o grupo. Porém, para os especialistas, a mudança de liderança impacta diretamente na consistência dos resultados de uma equipe.

“O Tite é um líder extraordinário. Mas, como técnico, ele seria o CEO da empresa. Para que os funcionários deem seu melhor, eles não falam direto com o presidente, mas com o gerente. No momento, falta isso para o time”, diz Vieira.

Sob pressão, o papel do líder é manter o foco na meta final. Uma parte do jogo é marcar pontos, porém é preciso frieza para enxergar a estratégia que leva o time ao principal objetivo: vencer a partida.

“O Brasil precisa de alguém com alta inteligência emocional para a liderança. Além de craques, o time precisa de alguém determinado, rápido nas decisões, sem vaidade e que dê confiança para o resto dos jogadores”, fala o especialista.

A cada jogo só aumenta a pressão. Segundo Vieira, a boa liderança depende do que pede a situação: “os melhores líderes aparecem sob demanda”. Para a Copa, seria bom que ele tomasse o posto logo.

100% você

Uma das falhas da seleção é relacionada à competência da inteligência emocional que é vinculada à conexão com o outro. A outra, com o autoconhecimento e a autoestima.

Quanto mais alto o cargo, maior é a demanda por resultados de alta qualidade. No mundo do futebol, a Copa do Mundo é o ápice. O mundo está observando e os torcedores estão de olho em cada erro. Mesmo estando entre os melhores do mundo, uma falta de preparo emocional pode levar à autossabotagem.

“Um termo popular para isso é Síndrome de Impostor, quando o profissional começar a duvidar que merece a posição que ocupa. Sempre existe a chance do erro, mas é necessário trabalhar a confiança em suas capacidades”, explica a psicóloga.

Essa insegurança leva o profissional a cometer erros básicos, que normalmente não aconteceriam. “No final, o que nos move não é nossa razão, mas a emoção”, diz o Master Coach.

Como evitar a crise que pode acometer até os melhores entre os melhores? Os dois especialistas concordam que a chave é estar em sincronia com si próprio.

Se o estresse faz parte do jogo e a emoção faz parte de todos nós, nenhum profissional – ou jogador – pode ignorar o preparo emocional. Esse trabalho deve ser feito com antecedência, usando experiências e erros passados para refletir não apenas em como melhorar tecnicamente, mas no autoconhecimento.

Elaine explica que a vivência da demanda diária da profissão ajuda a crescer nesse aspecto. “Existem técnicas de coaching para trabalhar as fragilidades de cada um, aumentando a confiança e o autocontrole, fundamentos da inteligência emocional. Para isso, a pessoa precisa conhecer onde está e olhar para onde quer chegar”, fala.

 

Artigo extraído e adaptado de Exame Carreira

 

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Planejamento de carreira não é autoajuda

Para tudo na vida a gente planeja, e isso é absolutamente normal. Por que, então, quando o tema é “planejamento de carreira”, muitos associam com autoajuda?

Quando tem um período de férias ou um feriado prolongado se aproximando você já sabe exatamente o que vai fazer. Se vai viajar, as reservas estão feitas, passagens compradas, ou carro abastecido e revisão em dia, malas prontas é só partir. Se vai ficar em casa, ver a família, fazer um passeio e aproveitar a cidade mais vazia, já tem um plano traçado, nem que esse plano seja, simplesmente, fazer nada. Para tudo na vida a gente planeja, e isso é absolutamente normal. Por que, então, quando o tema é “planejamento de carreira”, muitos associam com autoajuda?

Imagine a sua carreira como uma escada, onde o último degrau é onde você quer chegar, o que você realmente quer conquistar. O planejamento são todas as ações que você toma para alcançar o último degrau. Desde o curso na universidade, as atividades extracurriculares, a viagem de intercâmbio. Tudo precisa ser planejado para que, dentro de um período estimado, você chegue ao topo da escada.

Uma coisa interessante é que, ao subir um degrau e olhar para baixo, você pode refletir o que te fez avançar e usar dessa experiência para planejar o próximo degrau.

E o importante é: suba um degrau por vez.

Planejar requer paciência. Ainda falando sobre a escada, é importante ter em mente que, para subir de um degrau para outro, podem ser necessários anos e anos de trabalho, mas tudo isso faz parte do aprendizado. Há algumas habilidades que somente são desenvolvidas com o passar do tempo. Um profissional experiente, em geral, reage de forma mais tranquila aos atritos do dia a dia, pois ele sabe que determinadas discussões não vão levá-lo a lugar nenhum. Como ele sabe? Porque já passou por isso antes. Assim, não adianta pular etapas. Todo degrau, por mais simples que seja, será importante para a construção de sua bagagem profissional e fará a diferença quando, lá em cima, você olhar para tudo o que fez para atingir seu objetivo.

Esteja, no entanto, disposto a alterar o curso de sua escada. Um plano feito aos 18 anos, por exemplo, pode não fazer sentido quando você chegar aos 30, 35. Assim, revisite sempre sua estratégia e adeque suas ações de acordo com os novos objetivos.

Não deixe para amanhã!

Sabe o ditado “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”? Quando falamos de carreira, amanhã pode, sim, ser tarde demais. Como é a sua escada? E qual é o seu próximo degrau?

 

Autor Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half, extraído e adaptado de Exame

 

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Mulher: 3 lições para chegar ao topo

No dia internacional da mulher, as discussões sobre igualdade de gênero e o número de mulheres na liderança vêm à tona.

E realmente é um bom momento para refletir, afinal, as pessoas estão mais abertas ao assunto.

Quando pensamos quão limitadas eram as oportunidades profissionais para nossas mães e avós, realmente temos algo a comemorar. Mas quando olhamos para a disparidade entre homens e mulheres, ainda temos inúmeros problemas e muito a conquistar, especialmente quando se trata da equidade entre homens e mulheres em posições de destaque.

E a conclusão é: As mulheres não estão chegando ao topo de suas profissões em nenhum lugar do mundo. E os números são muito claros.

Os resultados do mais recente relatório do Global Gender Gap, divulgado em novembro de 2017, mostram que a desigualdade de gênero voltou a crescer pela primeira vez no mundo, depois de uma década de avanços.

O estudo do Fórum Econômico Mundial aponta que, caso seja mantido o ritmo atual, será preciso um século para reduzir a diferença de gênero em escala global. Em 2016, essa expectativa era de 83 anos.

Mas exemplos fantásticos como o da Islândia nos enchem de esperança: A nova lei islandesa torna efetivamente ilegal pagar salários mais altos a homens, entre funcionários que exerçam funções semelhantes. A legislação entrou em vigor em 1° de janeiro de 2018.

Na contramão da Islândia, vemos o Brasil, que em 2017 caiu para a 90ª colocação no ranking, em um universo de 144 países. Em 2016, estava em 79º e em 2015, em 85º ,quando o assunto é a equivalência de salários entre homens e mulheres em cargos semelhantes.

A questão é “Como mudamos essa situação? Como mudamos esses números?”

Eu acredito que o único caminho ou o mais eficaz é o que podemos fazer como indivíduos.

E eu gravei este vídeo, em que compartilho com você algumas lições de vida que tenho comigo após mais de duas décadas atuando em grandes corporações no Brasil.

Assista e me diga sua opinião a respeito.

Eu não sou dona da verdade, mas acredito realmente no que digo nesse vídeo e sei também que há inúmeras mulheres desafiando as estatísticas e mostrando o seu valor.

Ninguém chega a um cargo de liderança escondendo sua capacidade, ou mesmo não acreditando no seu próprio sucesso.

Eu quero acreditar que as gerações futuras possam ter escolhas, e se as mulheres dessas gerações escolherem estar no mercado de trabalho, que elas cheguem ao topo de suas profissões, sem culpa, atribuindo o seu sucesso a elas mesmas.

Feliz dia da Mulher!

Wayne Valim

PS.: Gostou do vídeo? Escolha uma mulher e compartilhe. Vamos homenageá-la! 😉

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Mulheres que ensinam mulheres a programar

Contra a desigualdade de gênero na tecnologia, iniciativas como PrograMaria, MariaLab, RodAda Hacker e #MinasProgramam aproximam as mulheres da linguagem dos códigos.

No século XIX, a matemática Ada Lovelace entrou para a história ao escrever o algoritmo que fundou as bases da ciência da computação. Quase duzentos anos depois, soa até irônico lembrar a importância desta mulher para a tecnologia e encarar os dados que revelam a falta de participação de mulheres no setor. Segundo a pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada e 2015, dos mais de 580 mil profissionais da T.I que atuam no Brasil, apenas 20% são do sexo feminino.

Inspiradas em iniciativas estrangeiras como Mothership, HackerMoms e PyLadies, projetos brasileiros organizam cursos, encontros e palestras que aproximam as mulheres da tecnologia e as ensinam a programar. Muitas dessas atividades são gratuitas e destinadas a quem não faz nem ideia do que é java, PHP e python. Reforçando a proposta de inclusão, os programas ainda oferecem atividades direcionadas a mulheres negras e moradoras de comunidades. “Para nós, a tecnologia também tem um viés político, por isso é fundamental que essas atividades circulem além dos espaços privilegiados das cidades”, diz Silvana Bahia, facilitadora da RodAda.

Apesar de pequenas, essas iniciativas mobilizam uma quantidade considerável de mulheres interessadas em aprender mais sobre tecnologia. “O diferencial de projetos pequenos como o nosso é que podem ser feitos por quem tem realmente vontade de fazer, e isso é muito gostoso”, acrescentam as integrantes do #MinasProgramam.

Se quiser aprender a programar ou participar de atividades relacionadas a tecnologia corra atrás desses projetos:

MariaLab

MariaLab é um coletivo feminista com a proposta de criar um hackerspace (“espaço hacker”) que promova atividades para mulheres, inclusive as transgêneros. A MariaLab organiza encontros e eventos gratuitos para quem quer trocar informações, fazer networking ou participar de grupos de estudos.

RodAda Hacker

RodAda Hacker facilita encontros que incluem mulheres e meninas na tecnologia, através de oficinas colaborativas especialmente desenhadas para o público feminino. Os encontros, para quem quer imaginar e construir projetos incríveis e recriar tecnologias da rede, ocorrem em diversas partes do país.

PyLadies São Paulo

PyLadies é um grupo internacional que tem o objetivo de aumentar inclusão feminina dentro da comunidade Python, um tipo de linguagem de programação. No Brasil, o projeto atua em cerca de 20 cidades, principalmente nas capitais, promovendo eventos e cursos para mulheres que querem aprender a programar. E o melhor, as atividades são gratuitas.

PrograMaria

A PrograMaria incentiva o debate sobre a falta de representatividade feminina na tecnologia e leva a discussão a grandes eventos de tecnologia. Criado por Iana Chan e Luciana Fernandes, o projeto consiste em um curso presencial de programação só para mulheres.

#MinasProgramam

O #MinasProgramam foi criado em maio de 2015 com o intuito de incluir as mulheres na linguagem dos códigos, o projeto promove cursos de programação e encontros na cidade de São Paulo. Muitas das atividades são gratuitas e as que são pagas oferecem isenção de inscrição para mulheres financeiramente vulneráveis.

Extraído e adaptado de Code Girl – Revista Trip

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Elogio à vida tranquila

Uma vida tranquila parece uma opção que apenas os derrotados estariam inclinados a elogiar. Nossa era é impressionantemente conectada aos benefícios de formas ativas, dinâmicas, “ruidosas” de viver. Se alguém nos oferecesse um salário maior por um emprego em outro lugar, aceitaríamos. Se alguém nos mostrasse o caminho para a fama, nós o pegaríamos. Se alguém nos convidasse para uma festa, iríamos. Esses parecem ser ganhos puros e nada ambíguos. Saudar uma vida tranquila tem um pouco da excentricidade de elogiar a chuva.

Para a maioria de nós, é difícil contemplar qualquer potencial na ideia porque os defensores de vidas tranquilas tendem a vir dos segmentos mais implausíveis da comunidade: vagabundos, hippies, avessos ao trabalho, desempregados… pessoas que nunca pareceram ter escolha sobre como organizar seus assuntos. Uma vida tranquila parece algo imposto a elas por sua própria inaptidão. É um prêmio de consolação digno de pena.

Ainda assim, quando examinamos as questões de perto, vidas ocupadas acabam tendo custos incidentais impressionantemente altos que, não obstante, estamos coletivamente comprometidos a ignorar. O sucesso visível nos faz enfrentar a inveja e a competitividade de estranhos. Viramos alvos plausíveis de decepção e escárnio; pode parecer que talvez os outros não tenham sido bem-sucedidos por nossa culpa. Obter um status mais alto nos torna cada vez mais sensíveis à sua perda. Uma leve queda em vendas, adulação ou atenção podem parecer uma catástrofe. Nossa saúde sofre. Viramos presas de pensamentos assustados e paranóicos, vemos possíveis tramas por toda parte – e talvez não estejamos errados. A ameaça de um escândalo vingativo nos assombra.

Em paralelo com nossos privilégios, ficamos pobres de maneiras curiosas. Temos um controle muito limitado sobre nosso tempo. Podemos conseguir montar uma fábrica na Índia e cada palavra nossa é ouvida com um respeito trêmulo dentro da organização, mas o que não podemos, absolutamente, fazer é admitir que também estamos extremamente cansados e só queremos passar a tarde lendo no sofá. Não podemos mais expressar nossos lados mais espontâneos, imaginativos, vulneráveis. Nossas palavras têm tantas consequências que precisamos ficar vigilantes o tempo inteiro – os outros buscam orientação e autoridade em nós. Ao longo do caminho, viramos estranhos para aqueles que nos amam sem considerar nossa riqueza e status, enquanto dependemos cada vez mais da atenção fugaz daqueles para quem somos apenas nossas conquistas. Nossos filhos nos veem cada vez menos. Nossos cônjuges ficam ressentidos. Podemos ter a riqueza de continentes, mas faz no mínimo dez anos que não temos a chance de fazer nada o dia inteiro.

Para muitos de nós, há vários motivos para tomar certos rumos na carreira que tragam muito prestígio. Podemos ter algo profundamente impressionante para responder a quem pergunte o que fazemos, mas isso não significa necessariamente que devemos ou deveríamos seguir essas possibilidades. Quando conhecemos o verdadeiro preço que algumas carreiras cobram, lentamente podemos perceber que não estamos dispostos a pagar pela inveja, pelo medo, pela enganação e pela ansiedade. Nossos dias são limitados. Podemos – pelo bem das verdadeiras riquezas – optar voluntariamente, e sem perda de dignidade, por ficarmos um pouco mais pobres.

Extraído e adaptado de The School of Life

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