Como controlar a impulsividade nos relacionamentos e na vida

Controlar as nossas atitudes impulsivas é um dos maiores desafios de todos os tempos!

Seja…

  • nos relacionamentos;
  • nas tomadas de decisão importantes;
  • nas escolhas corriqueiras do dia a dia;
  • nas provocações recebidas no trabalho…

Queremos ter domínio total sobre nossas vontades e desejos, mas como conseguir esse feito diante…

  • do tempo corrido e curto para tanta coisa a fazer;
  • dos diversos papéis da vida: profissional, pai/mãe, filho, amigo, cidadão…;
  • das inúmeras escolhas sob nossa responsabilidade;
  • da vontade de sermos reconhecidos como competentes em tudo que fazemos;
  • do desejo de mostrar que somos confiantes…

É preciso muito autocontrole e força de vontade, concorda? 

Às vezes, bate o arrependimento, a vontade de mudar, de ser diferente, mas acabamos por nos acomodar e viver no piloto automático.

Claro que somos de carne e osso e exigir perfeição em tudo acaba sendo prejudicial.

Mas eu acredito muito que somos capazes de ser melhores. Melhores como indivíduos, humanos que somos e alcançar essa evolução com leveza é a maior das sabedorias.

Então, vamos entender melhor…

Por que a impulsividade acontece?

Primeiro ponto a ser entendido é que temos 2 mentes: a que raciocina e a que sente, como explica o psicólogo e escritor Daniel Goleman.

A mente RACIONAL é lógica, consciente, atenta, possibilita racionar, compreender.

A mente EMOCIONAL é impulsiva, ilógica, nos cega e impede o pensamento analítico.

“Na maioria do tempo, ambas operam em perfeita harmonia para nos orientar na vida. Os sentimentos são essenciais para o pensamento e vice-versa. Mas, quando surgem as paixões, esse equilíbrio se desfaz: é a mente emocional que assume o comando, inundando a mente racional.” Daniel Goleman

Há um ponto de alerta muito importante: quanto mais intenso o sentimento e a emoção, mais dominante é a mente emocional, tornando a mente racional até mesmo ineficaz.

A Neurociência tem uma explicação lógica para isso: a nossa evolução biológica:

Nos tempos ancestrais, “era mais vantajoso que emoção e intuições guiassem nossa reação imediata frente a situações de perigo de vida—parar para pensar o que fazer poderia nos custar a vida”, explica Goleman.

Bem, mas já que não vivemos mais nessa era, o que fazer para nos darmos melhor na vida atual?

Como controlar nossos impulsos?

“Conhecer a si mesmo é o começo de toda a sabedoria”, disse Aristóteles. E ele tinha total razão nesse seu pensamento.

O autoconhecimento, sem dúvida, é o começo de tudo, mas há também alguns atalhos eficazes:

Veja essas dicas práticas que sempre compartilho com meus mentorados:

1. Treine a autopercepção: faça registros dos seus sentimentos 3 vezes ao dia (escolha os momentos mais difíceis (horário de pico do trânsito, reunião com o chefe, ao lidar com pessoas críticas, ao final do dia…).

    • Escreva: Agora, me sinto_______ (ansioso, realizado, triste, chateado, nervoso, feliz…), porque_________ (fato. Ex: o trânsito estava congestionado, meu chefe disse que o trabalho ficou péssimo, as crianças brigaram…)

Esse simples exercício ajuda a desenvolver a autoconsciência, uma competência chave da Inteligência Emocional.

2. Questione-se diante das emoções negativas:

    • E se não for o que estou pensando?
    • Que outras opções eu tenho para resolver esse problema?
    • Quem pode me ajudar?
    • Isso já aconteceu comigo antes? O que eu fiz para resolver?

Quando você se questiona, começa a olhar a situação de fora, assim, ficará mais fácil sair do problema e encontrar novas soluções.

3. Identifique os seus padrões comportamentais:

    • Como reage quando está com medo?
    • O que costuma dizer quando está com raiva?
    • Quais as suas expressões faciais quando não concorda com o que estão dizendo?
    • E quando você erra, como se comporta?

Ter consciência dos seus padrões pode ajudar a traçar estratégias mais assertivas para evitar respostas desastrosas nessas situações.

4. Facilite a sua vida e a dos outros: livre-se das tentações e provocações.

    • Por que manter na gaveta um monte de chocolate e doce, se está de dieta?
    • Por que marcar uma reunião difícil na sexta-feira, às 17 horas?
    • Faz sentido você deixar o seu celular sobre a mesa quando quer dar atenção a alguém importante para você?

Lembre-se: a sua força de vontade é limitada. Use-a quando realmente precisar dela. É muito mais difícil controlar os seus impulsos quando está cansado ou doente.

5. Planeje as conversas difíceis:

    • Vai para uma reunião complicada? Escreva como irá reagir diante de cada possível situação que pode tirar você do sério.
    • Vai discutir o relacionamento? Anote qual será a primeira fala, quais argumentos vai trazer, quais fatos irá apontar, como quer se sentir…
    • Vai dar um feedback complicado? Igualmente, escreva o que e como quer dizer e se prepare para as justificativas, especialmente se elas tiram você do equilíbrio.

Planejar conversas e reuniões difíceis ajudam a desenvolver a empatia e as habilidades sociais, portanto, a inteligência emocional.

6. Tenha objetivos nobres e claros:

    • Como quer ser [email protected]?
    • Que marca quer deixar nas pessoas a sua volta?
    • Quais sentimentos quer provocar nas pessoas?

Ter clareza de quem quer ser e como quer impactar as pessoas colocará você no trilho, alinhado com a sua essência.

Bem, agora já sabe que essa caminhada é longa, mas positiva e feliz.

À medida que vai avançando, sua motivação irá também multiplicar-se.

É preciso treino, treino e treino. Assim como na academia de ginástica os nossos músculos se desenvolvem, o “músculo” do equilíbrio emocional também irá se fortalecendo.

Podemos ter o equilíbrio que desejamos na vida e saber disso nos entusiasma a continuar evoluindo.

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