Como puxa-sacos afetam seu trabalho

Os puxa-sacos incríveis e onde habitam? Não, eles nada têm de incríveis. São bem reais e habitam empresas mundo afora. Seu tipo é adorado pelo cinema e marca presença em séries como a inglesa The Office.

Inadequação é a palavra-chave para definir o seu comportamento. Considerados chatos e não confiáveis pelos colegas, seu destino é um só, caso não seja a maioria na empresa.

“Acabam sendo isolados e maltratados pelo restante da equipe”, diz Lucas Oggiam, gerente da Page Personnel.

O isolamento é um sinal a ser levado em consideração por aqueles que desconfiam ter famigerada pecha.

“No Brasil, dificilmente um colega vai falar que a pessoa está sendo considerada puxa-saco”, diz Oggiam.

Por isso, a importância da leitura do ambiente de trabalho, ação fundamental também para não ser mal interpretado. É que a regra geral para não ser um puxa-saco não é lá muito objetiva: bom senso.

Isso porque não é possível estabelecer um limite com tantas diferenças entre as dinâmicas de comunicação e relacionamento dentro das empresas, diz o especialista. Mas sua recomendação vale para todo mundo: agir com respeito e ter postura corporativa.

“Antes de tentar chamar a atenção, observe como as pessoas se comportam naquele ambiente”, indica.

A seguir, confira os seus tipos mais comuns de funcionário puxa-saco classificados de acordo com seus comportamentos mais irritantes:

1. O queridinho

Seu lema é agradar e chamar a atenção por isso. É o tipo mais perigoso e nocivo de puxa-saco, na opinião do gerente da Page Personnel. “Esse cara é um problema, coloca uns contra os outros”, diz. Apontar o dedo para a falha dos outros é sua marca e costuma fazer isso na frente do chefe. No fundo, seu objetivo é provar que tem senso de dono do negócio, que é responsável e que tem habilidade de liderança. Quando ardiloso e bem articulado não é pego e pode até alavancar a carreira, ainda que de forma irregular.

2. O papagaio

Já se pegou repetindo as mesmas frases do chefe? O puxa saco papagaio faz isso. De chavões a comentários genéricos, propaga tudo que o gestor diz. É um imitador por excelência, emula comportamentos e frequenta os mesmos lugares. Também adora compartilhar as citações de palestrantes famosos.

3. O hiperatarefado

À primeira vista é o que mais trabalha da equipe. Está sempre falando sobre seus mil projetos, relatórios e apresentações. Em resumo: hipervaloriza seu expediente. Olhando de perto, está ocupado só na hora de ajudar os outros. Para o chefe se mostra disposto e motivado para começar novos trabalhos.

4. O sabe-tudo

De assuntos menores à tomada de decisão, eles sempre têm a verdade em sua boca. No entanto, seu conhecimento não é profundo e sua atitude é arrogante. São comuns entre profissionais da geração Y, segundo Lucas Oggiam.

5. O cérebro blindado

Esse sim é um expert. O problema é que não compartilha conhecimento com a equipe com medo de que outros tenham mais oportunidades do que ele. Por isso reserva sua sabedoria e experiência para impressionar os chefes.

6. O Papai Noel

Dá as caras no fim do ano. Travestido de generoso e preocupado, compra lembrancinhas e lanchinhos para ganhar o coração do seu gestor.

Artigo extraído e adaptado do site Exame. Título original: Quais destes 6 tipos de puxa-sacos habitam o seu trabalho.

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