Estamos em déficit com o planeta

“O Planeta Terra atingiu em 29/07/2019 o ponto máximo de uso de recursos naturais que poderiam ser renovados sem ônus ao meio ambiente. Em 2019, a humanidade atingiu a data limite três dias antes que em 2018 – e mais cedo do que em toda a série histórica, medida desde 1970.

Isso significa que, a partir de agora, todos os recursos usados para a sobrevivência (água, mineração, extração de petróleo, consumo de animais, plantio de alimentos com esgotamento do solo, entre outros pontos) entrarão em uma espécie de “crédito negativo” para a humanidade.”*

Segundo a ONG Global Footprint Network (GFN), para atender à demanda da população global com os níveis atuais de consumo, seria necessário 1,7 de planeta Terra.

Isso mesmo, quase dois planetas.

Com a intensificação do consumo, essa data tem acontecido cada vez mais antecipada desde a década de 1970, quando o planeta entrou em sobrecarga.

Desde o ano 2000, a sobrecarga dobrou. Em 2009, o dia caiu em 6 de setembro; em 2016, no dia 8 de agosto; e em 2017, no dia 2 de agosto.

Considerado o termômetro da degradação ambiental, cálculo que é feito pela GFN para medir os impactos do consumo sobre os recursos naturais, com base em dados da ONU, da Agência Internacional de Energia, da Organização Mundial do Comércio (OMC) e dos governos.

Segundo o resultado do cálculo, a emissão de carbono é o principal desafio, por corresponder a 60% da pegada ecológica mundial, seguida pelo avanço das mudanças climáticas.

O planeta tem uma quantidade limitada de recursos. Enquanto economias crescem, o tamanho da Terra continua o mesmo.

Desmatamento, poluição, queimadas, desperdício de alimentos, tudo isso interfere no uso consciente dos recursos do planeta.

É possível recuperar o que foi perdido?

De acordo com a global Footprint Network, se atrasarmos o dia da sobrecarga em cinco dias por ano até 2050, teremos finalmente acabado com a sobrecarga, voltando a utilizar recursos de apenas um planeta. YES!

Porém, para que isso ocorra, precisamos começar já!

E todos nós podemos ajudar, fazendo escolhas melhores em nossa vida cotidiana.

Mas como fazer isso?

O primeiro passo, para qualquer pessoa, é analisar como consumimos nossos recursos naturais e como melhorar essa utilização.

Podemos pegar um exemplo da indústria da moda. Será que nós pensamos antes de consumir?

A mesma coisa com os alimentos que você compra. Sabe de onde vêm? Alimentos cultivados perto do local onde serão consumidos são mais saudáveis e requerem menor energia para o transporte e a refrigeração, por exemplo.

O GFN criou uma ferramenta bem interessante para ajudar nesse cálculo de consumo a partir do estilo de vida de cada um. É o cálculo da pegada ecológica.

A partir do momento em que você analisa o seu estilo de vida, fica mais claro onde é possível mudar.

Clique aqui para conferir: http://www.pegadaecologica.org.br

O consumidor consciente é aquele que sabe do seu poder de escolha e da importância de exercer esse direito.

Muito mais do que observar marca e preço, ele informa e avalia os impactos que aquele produto causa para chegar até ele e o que esse item vai gerar após o descarte, bem como se há outra alternativa sem ser a de jogar fora.

O consumidor consciente é transformador. Na prática, isso significa pesar as necessidades e desejos pessoais e avaliar o quanto elas valem a pena mediante ao impacto positivo ou negativo causado.

E com nossas ações sustentáveis, podemos inspirar outras pessoas.

Somos humanos e existem coisas que consideramos importantes ter; traçamos metas, trabalhamos para realizar sonhos que, muitas vezes, são produtos. E tudo bem!

Podemos dar um passo de cada vez para um consumo mais sustentável e benéfico.

E mesmo assim, conseguimos fazer escolhas melhores, gerar menos lixo, apoiar empresas com maior consciência ecológica e “contaminar” quem está ao nosso redor.

Para colocar essas ações sustentáveis em prática, precisamos seguir os 12 princípios do consumo consciente, que são os mandamentos de quem se preocupa com a nossa casa, o planeta terra.

1- Pense quais são os seus valores

Você quer viver em um meio ambiente benéfico, com água limpa, solo bom e sem prejudicar os animais? Você acredita no minimalismo? Ou você acha que comprar o máximo que puder é um direito adquirido pelo seu esforço de trabalho?

Repense seus valores! Nós somos os responsáveis por tudo a nossa volta, mas a gente só consegue mudar hábitos fortes quando eles fazem parte de crenças.

Então, leia, entenda essas questões, converse com quem é ambientalmente consciente para criar valores ligados a esse respeito ao planeta.

2 – Cobre atitudes dos políticos

Não podemos esperar que governos e grandes indústrias resolvam o problema ambiental porque somos nós que ditamos a demanda dos produtos. Mas, no final das contas, quem assina o que pode e o que não pode são os nossos representantes (ou deveriam ser): os políticos!

Portanto, é preciso que o que queremos cheguem a eles!

E, além disso, escolher com cuidado os seus representantes e cobrar deles depois ações que sejam condizentes com o bem-estar do planeta também é uma forma de diminuir a sobrecarga da Terra.

3 – Não compre produtos piratas

Quando você compra produtos não legalizados e contrabandeados, favorece esse tipo de crime e ainda evita que empregos estáveis sejam gerados.

4 – Seja ativo para contribuir com a melhoria de produtos e serviços

Estamos habituados a reclamar daquilo que a gente não gosta, o que se aplica àquilo que consumimos.

E, se passarmos a falar para as empresas (por SAC, redes sociais ou e-mails) como podem fazer produtos melhores, menos descartáveis e mais justos? Sim, nós podemos!

5 – Parcele o valor das compras com sabedoria

Pense se você realmente precisa daquilo que não pode pagar agora.

6 – Valorize as ações de responsabilidade social de empresas

Consumir de empresas que têm atitudes que contribuem para a sustentabilidade e impacto positivo no meio social, ambiental e econômico é muito importante para gerar mais delas.

7 – Conheça e avalie os impactos do seu consumo

Os produtos que consome, bem como a forma que são produzidos, contribuem com o meio ambiente e a sociedade? Se a resposta for não, evite.

8 – Planeje suas compras

Pense no que precisa e controle os impulsos. Faça listas, veja se pode comprar e aplique os outros princípios listados aqui para comprar em menor quantidade, mas em melhor qualidade.

9 – Consuma o essencial

Foi-se a época em que ter era sinal de luxo. Hoje significa falta de consciência e de conhecimento. Então, compre somente aquilo de que precisa.

10 – Separe o lixo

Contribua com as ações de reciclagem da sua cidade e para quem recolhe o lixo para revendê-lo. Separe o lixo!

11 – Reutilize o que puder

Além de reutilizar potes, sacolas, itens que foram usados, conserte ou dê novo uso àquilo que estragou.

 12 – Divulgue o consumo consciente

Conversar sobre isso com as pessoas próximas, aplicar onde você trabalha e agir conforme esses princípios já são capazes de inspirar por si só.

É claro que ser insistente, acusar e dizer que os outros “têm que” assumir uma postura de consumo consciente (sim, eles têm mesmo) não resolve. Pelo contrário, causa repulsa.

Agir de forma consciente, acredite, já instiga pessoas a fazerem o mesmo.

Espalhar esse assunto com pessoas mais velhas, que não tiveram esse tipo de instrução é muito importante, além de incentivar as crianças, desde cedo, a pensar sobre e agir de forma consciente é uma grande forma de preservar os recursos presentes e futuros.

E sim, é possível! Porque nós, os animais, o planeta e a economia precisamos disso!

Então, pelo meio ambiente e por tudo que está nele, seja firme ao ser um consumidor consciente.

Diga não quando souber que isso fará a diferença. E, o mais importante, comece pelo praticável.

No mínimo, a mudança de pensamento e a crença de que não precisamos de toda a tralha que consumimos já são passos importantes para nos libertar do que o marketing nos impõe como o que é bacana comprar.

Desse modo, fazemos o bem para nós mesmos, para o bolso e para o planeta.

O consumo consciente precisa ser visto como poder, afinal, são escolhas realmente simples que influenciam a oferta e demanda, o que é produzido, usado ou descartado.

Ele é a solução para inspirarmos mais gente a se tornar um consumidor consciente e a mexer com a estrutura das políticas ambientais”.

E aí, vamos juntos abraçar essa causa?

Autora: Jaqueline Santos, 20 anos, formada em comércio exterior e apaixonada por leitura e pessoas: “Encontrei na escrita uma forma de expressar essas paixões.”

*Fonte: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/07/29/sobrecarga-da-terra-2019-planeta-atinge-esgotamento-de-recursos-naturais-mais-cedo-em-toda-a-serie-historica.ghtml

_____________________________

Gostou? Compartilhe:

botão newsletter
Curta nossas redes sociais:

 

 

Conteúdo Relacionado