Neurociência e a felicidade

felicidade

Neurociência é o estudo científico do sistema nervoso. Mas o que isso tem a ver com a felicidade? O estado de felicidade é proporcionado através da produção de diversos neurotransmissores do corpo humano, sendo os principais a dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina. Neurotransmissores são substancias químicas produzidas pelo cérebro que transmitem impulsos nervosos e provocam sensação de prazer e bem estar.

Segundo Paula Fernandes Castilho, especialista em nutrição, alimentos como ovo, carne, leite, aveia, banana, chocolate, possuem grande quantidade de triptofano, um aminoácido que atua na formação da serotonina. Vitaminas C, D e as do complexo B auxiliam na condução dos impulsos nervosos e na prevenção da ansiedade e irritação. Exercícios físicos, meditação, música, momentos de lazer, também influenciam na produção desses neurotransmissores e reduzem o cortisol, um hormônio que provoca o estresse.

No entanto alguns fatores como ficar preso ao passado, sofrer por antecipação, tentar impressionar a todos, manter pessoas ou coisas negativas por perto e reclamar demasiadamente tem efeito oposto impedindo a felicidade.

Alex Korb, PhD em neurociência, descreve em seu livro “The upward spiral” (A espiral ascendente) quatro hábitos que afetam nosso cérebro a nível biológico e nos tornam mais felizes.

1- Gratidão

A gratidão nos força a pensar em aspectos positivos da vida, isso aumenta a produção de serotonina no córtex cingulado anterior, expressar gratidão torna as interações sociais mais agradáveis e estimula liberação de dopamina.

2- Nomear as emoções

Em um estudo utilizando ressonância magnética foi mostrado aos participantes fotos de pessoas com diferentes expressões faciais. Nos resultados houve ativação das amígdalas cerebelosas, que fazem parte do sistema límbico responsável pelas emoções e comportamentos sociais. Ao pedir para que os participantes nomeassem as emoções vistas nas pessoas das fotos houve ativação do córtex pré-frontal, reduzindo a atividade da amígdala cerebelosa. Descrever o sentimento em uma ou duas palavras ajuda a manter o alto controle, técnicas milenares como a meditação funcionam de forma semelhante.

3 – Tomar decisões

Tomar decisões e estabelecer metas, além de ajudar a resolver problemas, estimula o córtex pré-frontal reduzindo a preocupação e ansiedade.  Uma decisão não precisa ser perfeita, apenas boa o suficiente, a busca pelo perfeccionismo perturba o cérebro causando estresse.

4 – Relações sociais e toque

Interações humanas e relacionamentos sociais são muito importantes para o sentimento de felicidade. O toque, como aperto de mão e o abraço, são umas das principais formas de liberação de ocitocina. Estudos mostram que receber cinco abraços por dia em um período de um mês nos deixam consideravelmente mais felizes. Massagem corporal realizada com frequência provoca um aumento em até 30% de serotonina, diminui o cortisol e aumenta a dopamina.

A prática desses hábitos programam nosso cérebro para se sentir mais feliz. Aliado a uma alimentação adequada e atividades relaxantes, melhoram nossas relações sociais e reduzem o estresse. Todos os resultados trazidos por esses comportamentos são correlacionados e provocam segundo Alex Korb a espiral ascendente de felicidade, causando um aumento gradativo de sensação de bem estar e alegria em estar vivo. A felicidade começa com a vontade de ser feliz, você coloca isso como meta e seus comportamentos e atitudes vão nessa direção.

Abraços

Raphael Barbosa
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