Por que o autoconhecimento é uma poderosa chave para sua felicidade

Se você prestar atenção aos seus círculos de convívio, perceberá que a maioria de nós está apenas tentando fazer o melhor possível em todas as áreas…

Sobrevivemos com poucas horas de sono, à base de lanches rápidos, reuniões inacabadas… corremos para pegar as crianças no colégio e nunca temos tempo.

Estudar, buscar o saber, aprimorar os conhecimentos passa a ser uma espécie de preenchimento de algo que estou em débito comigo mesma:

– um treinamento de liderança, porque não me acho uma boa líder

– um curso de finanças, porque não sei cuidar do meu dinheiro…

Aliás, parecemos estar sempre em busca de algo que nos falta…

Voltamos para casa após um longo dia de trabalho, sentindo-nos exaustos e, com frequência, experimentando o sentimento de culpa pelas inúmeras demandas que ficaram para trás.

Não conseguimos sequer aproveitar a fonte de alegria e renovação da família.

Parar para pensar em nós mesmos? Quem tem tempo para isso?

Talvez um luxo a ser experimentado algum dia, quando não precisar mais trabalhar…

O pior é que nos orgulhamos muitas vezes dessa vida agitada…

Acabamos por viver na superficialidade de uma vida vazia e sem propósito.

Estamos sempre morrendo de fome por tempo, assumimos que não temos outra escolha senão dar o máximo possível de nós todos os dias.

E tudo isso para que mesmo?

Claro que temos que pagar as contas, porque os boletos estão vencendo, a família e os compromissos precisam de cuidado, mas será mesmo que a vida se resume a isso?

Talvez você já tenha respostas para todas essas perguntas e seja bem diferente da grande maioria de nós…

Mas o que presenciamos a todo momento, seja na mídia, seja vida real é uma realidade dolorosa e parecida com essa que acabei de relatar.

A busca pela felicidade

Eu penso que se queremos realmente buscar a felicidade e entender melhor o sentido da vida, essas precisam ser nossas prioridades.

Sempre tive comigo um pensamento: só sou capaz de gerenciar e explorar aquilo que conheço.

Portanto, sem autoconhecimento não estou apta a entender meus próprios sentimentos e emoções, meus medos, minhas paixões, nem mesmo qual será a minha contribuição para o mundo.

Formar um autoconceito correto que me ajude a atuar produtiva e positivamente na vida é uma sabedoria esplendorosa.

O autoconhecimento me remete à minha essência, aquilo que carrego verdadeiramente na alma.

Por meio dele, entendo e exploro melhor os meus dons e talentos e, com isso, passo a expressar ao mundo a minha voz, o meu poder interior.

Mesmo diante das imperfeições, dos erros, das mesquinharias, torno-me mais capaz de encontrar um ser humano bondoso, que deseja o bem do outro, que sente compaixão pelas pessoas.

Quanto mais eu me conecto a esse Eu superior e real, mais me aproximo do meu propósito, do porquê da minha existência.

Assim, aquilo que é passageiro, material, animal, vai se tornando menor.

Deixo de depositar a esperança de ser feliz no que é externo ou no que está fora e passo a encontrar a felicidade dentro de mim.

A Felicidade não é um estado perpétuo de sentimento.

Como disse o Prof. Mário Sérgio Cortella,

“se a felicidade fosse contínua, nós não a perceberíamos”.

Portanto, a felicidade não pode depender do número de likes e de compartilhamentos nas redes sociais, muito menos do reconhecimento das outras pessoas.

Só podemos realmente estar felizes e aproveitando os bons momentos da vida quando não nos importamos demasiadamente com o que as pessoas pensam ou falam a nosso respeito.

A felicidade é um exercício, uma prática, uma decisão!

Quando trazemos à nossa consciência quem realmente somos, o que valorizamos na vida, quais são as nossas crenças mais profundas, tornamo-nos mais capazes de ter a consciência dos momentos de alegria.

Quantas vezes dissemos: “Eu era feliz e não sabia…”?

Estávamos distantes do nosso eu verdadeiro, não sabíamos sequer o que era importante para nós, como poderíamos ter consciência da própria felicidade?

O saber, a consciência e o autoconhecimento aumentam de maneira significativa a probabilidade de sermos felizes, de sermos mais abertos à felicidade.

Autoconhecimento na prática

Felizmente, há um grande número de pessoas na busca pelo autoconhecimento. Eu presencio isso todos os dias no meu trabalho como mentora e coach.

E o resultado é percebido na prática: elas são capazes de despertar o que há de melhor em si mesmas, descobrem novos talentos, dons, qualidades, e passam a criar oportunidades a partir do que já possuem.

Exemplos disso:

  • São mulheres se surpreendendo com empregos que não imaginavam conseguir, sentindo-se seguras ao expor suas ideias, sendo promovidas, sendo vistas de maneira diferente e conseguindo equilibrar melhor suas emoções.
  • São jovens descobrindo seus talentos, suas vocações e direcionando suas carreiras para aquilo que faz sentido para seus valores éticos e morais. Buscando o sucesso não somente pelo dinheiro ou o status, mas para aquilo que realmente importa.
  • São pessoas simples, bem-sucedidas, morando em diferentes lugares, mas entendendo que, sem o autoconhecimento, não serão capazes de fazer escolhas certas, porque não têm clareza sobre si nem tão pouco se sentem seguras para convencer e conquistar outras pessoas para seus objetivos e seus projetos.

Portanto, sem autoconhecimento acabamos nos sentindo infelizes, pois, a todo momento, nos preocupamos demais com o que os outros pensam de nós.

Com isso, passamos a querer agradar todo mundo, vivendo a verdade de outras pessoas e nunca a nossa.

Como disse o famoso filósofo grego Aristóteles,

“Conhecer a si mesmo é o começo de toda sabedoria”.

Por onde começar?

A partir de hoje, reserve um tempo para suas reflexões, não precisa ser muito, que sejam 15 minutos ao final do dia para registrar os momentos de felicidade, de realização plena.

Assim, você vai criando a própria consciência.

Você também pode fazer isso com ajuda de profissionais brilhantes: coachees, mentores, psicólogos, filósofos… Há muita gente capaz fazendo um belo trabalho no Brasil.

Responder a perguntas como essas também conduzirá você a um estado de reflexão necessário para descobrir aquilo que se encontra no seu Eu mais profundo e verdadeiro.

Pegue uma caneta e um papel, desligue-se de tudo o que possa distrair você e comece a escrever, sem filtro, tudo que vem à sua mente:

  • Quem sou eu?
  • Quais são os meus medos?
  • O que eu preciso para ser feliz?
  • Quais são as minhas paixões?
  • O que me mantém vivo?
  • Do que mais me orgulho de ter conquistado na vida?
  • Como costumo superar os meus desafios?
  • Quais são as três palavras positivas que me definem?

Para que isso funcione e não seja apenas uma iniciativa sem consistência, é preciso dar foco, criar uma conexão emocional com essa prática.

Se você realmente deseja mudar a sua vida para melhor e tomar mais consciência da felicidade, assumirá o controle e nenhuma justificativa vazia tirará você do que você deseja, certo?

Encontrar a sua verdadeira identidade é um ato de inteligência

(Filósofa Lucia Helena Galvão)

  • O que você veio fazer no mundo?
  • Qual é o seu recado que você tem para dar ao mundo?

Espero que todas essas reflexões possam aproximar você da pessoa mais importante da sua vida: VOCÊ!

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