Resiliência: 7 dicas práticas para ter emoções à prova de balas

Já passou por algum momento em que tudo parece estar contra você? Por mais que tente manter a força e a motivação, vem uma nova rasteira da vida.

Sim, eu também já passei por momentos assim, e não foram poucos…

Por isso, quero abordar a importância de aprendermos a lidar com os próprios erros e buscar a motivação para continuar a jornada, mesmo quando nos parecem esgotadas todas as energias.

Ao longo da vida, somos muito mais estimulados a amar o sucesso e a detestar o fracasso.

E você pode me perguntar: “Mas seria possível amar o fracasso?” rs

Bem, nem tanto, contudo podemos desenvolver um sentimento de maior aceitação diante dos erros cometidos, percebendo até mesmo os benefícios dos próprios fracassos.

Vivemos em uma era onde nunca na história registraram-se tantos problemas de saúde mental entre estudantes, universitários e profissionais no mundo do trabalho.

Em 2013, a American College Health Association consultou cerca de cem mil universitários de 153 campus diferentes nos Estados Unidos e constatou, dentre outros resultados, que 84,3% dos alunos haviam se sentido oprimidos por causa de tudo o que tinham de fazer e 51,3% haviam sentido uma angústia esmagadora nos últimos 12 meses.

E uma das possíveis causas desses índices tão expressivos, segundo especialistas, se dá pela alta exigência da sociedade pelo sucesso acadêmico e profissional.

E posso arriscar que outro grande motivo é a maneira com a qual lidamos com os próprios erros e a nossa falta de resiliência.

E o que é resiliência?

É a capacidade de se recuperar das adversidades. Trata-se daquilo que nos dá vontade de seguir adiante.

Para a Física, resiliência consiste na resistência que os materiais apresentam quando são expostos a um choque ou percussão, ou seja, trata-se da capacidade de voltar ao estado normal, como, por exemplo, uma bola de borracha amassada que, depois de algum tempo, retorna à aparência original.

E esse é um ponto de reflexão importante.

De 0 a 5 quanto se percebe resiliente?

Com qual frequência você desiste de algo que não está dando certo? Por exemplo, abandona um curso de idiomas porque tirou nota baixa? Desisti de tirar uma certificação técnica importante para sua carreira, porque não saiu bem no simulado?

Como costuma reagir diante de um feedback negativo ou de uma crítica maldosa?

Quanto tem persistido para aprender novas competências? Tocar um instrumento musical, aprimorar o inglês, falar em público?

Pois saiba que ninguém adquire resiliência pelo pensamento ou pela força de vontade… Seria muito bom se assim fosse. Mas é se permitindo errar e buscando novas maneiras e tentativas para acertar.

Carol Dweck, professora de psicologia de Stanford, na Califórnia, concebeu um conceito que se chama “Mentalidade de Crescimento”.

O mantra da mentalidade do crescimento é não parar, continuar tentando e aprender, mediante o esforço, que é possível chegar aonde se que ir. O que ela está ensinando aqui é, em certo sentido, a sermos mais resilientes.

Para mim, há dois fatores que nos impedem de sermos mais resilientes e mantermos a motivação diante das dificuldades da vida:

  1. O medo (do ridículo, da crítica, do fracasso) e
  2. A ansiedade de querer que tudo seja perfeito, especialmente aos olhos dos outros.

Nós nos comparamos o tempo todo com as outras pessoas, imaginando quanto a vida do outro é melhor do que a nossa e nos confinamos a padrões estabelecidos pela sociedade.

Quantas vezes pensamos:

“E se eu errar na hora da apresentação do meu projeto? O que vão pensar de mim? E se me criticarem? Como vou conviver com essa vergonha?”

E daí ocorre a desmotivação, ficamos com medo de correr riscos ou tentar coisas novas e escolhemos o caminho mais fácil para evitar o erro.

Assim, nos isolamos e, muitas vezes, desistimos.

O que fazer, então? Como ser mais forte e mais resiliente diante das adversidades?

Essas 7 dicas práticas podem ajudar o seu desenvolvimento:

1 – Continue a elevar os seus padrões:

Busque maiores responsabilidades, oportunidades, desafios e liberdades.

Isso fomenta a competência, a confiança e ajuda a construir a resiliência.

2 – Controle a tendência ao perfeccionismo:

Tente, esforce-se, persista, execute e aprimore-se! Mas não exija a perfeição sempre.

3 – Pense nos momentos difíceis pelos quais já passou:

Pode ter sido uma demissão, a reprovação de uma promoção no trabalho, a perda de um ente querido ou do seu animal de estimação, dar duro numa prova e, ainda assim, tirar uma nota baixa, amassar o carro novo…

O que você fez superar? A coragem, a vontade de vencer, a persistência?

Você pode continuar aprimorando-as, porque são suas qualidades e estão aí, mesmo que adormecidas.

4 – Identifique os seus valores humanos:

  • ser uma pessoa forte;
  • ser admirada por suas realizações;
  • fazer a diferença na vida das pessoas;
  • ter compaixão;
  • possuir segurança no que faz;
  • ter liberdade;
  • ser confiável.

Mentalize-os! Os nossos valores nos motivam!

  • – Pense em algo que realize com maestria:

Tocar um instrumento, ajudar ao próximo, lidar com conflitos, se importar com as pessoas…

Como conseguiu atingir esse nível? Acertou da primeira vez?

Eu tenho certeza de que não! O que fez você persistir?

  • – Busque o autoconhecimento.

Traga para sua consciência seus pontos fortes e aprenda a usá-los nos momentos difíceis.

7 – Entenda que o erro e o fracasso fazem parte do nosso aprendizado:

  • Thomas Edison foi considerado “muito burro para aprender qualquer coisa”” – após 1.001 tentativas, acertou.

Ele disse: “Eu não falhei 10.000 vezes. Eu fui bem-sucedido pois encontrei 10.000 maneiras que não funcionam.”

  • Walt Disney – Em 1919 ele foi demitido do jornal Kansas City Star porque “faltava imaginação e ele não tinha boas ideias”.
  • Os Beatles, em um teste para mostrar sua música, ouviram “grupos de guitarra estão saindo de moda”.
  • Antes de J.K. Rowling alcançar grande sucesso com Harry Potter, estava falida, era uma mãe solteira divorciada lutando para sobreviver com um programa de ajuda do governo.

Resumindo, como disse Julie Haims em seu livro Como criar um adulto, a resiliência é simplesmente isto, a capacidade de dizer para si mesmo:

“Estou bem. Posso optar por resolver isso, posso descobrir outro caminho ou posso decidir que, no final das contas, não é isso o que quero. Eu ainda sou eu mesmo. Ainda sou amado. A vida continua”.

Dr. Harriet Riossettim, da Clínica de Recuperação de Los Angelis, afirma:

“Os melhores indicadores de sucesso são a resiliência, a determinação, a capacidade de cair e levantar. Se o impedirem de experimentar o desconforto ou o fracasso, você não saberá lidar com essas coisas”.

A escritora e pesquisadora Brené Brown em seu TED Talk (a quarta conferência mais assistida do mundo) fala sobre alguns dos temas que mais temos dificuldade na vida: vulnerabilidade, imperfeição e vergonha.

Ela afirma que aceitar os próprios erros, as próprias imperfeições e as próprias vulnerabilidades podem levar a uma vida mais aprazível e alegre.

Uma das frases dela de que mais gosto é esta:

“Sim, sou imperfeita e vulnerável, às vezes tenho medo, mas isso não muda o fato de que também sou corajosa e digna de amar e fazer parte”.

Se você está prestes a enfrentar algum momento importante da sua vida, aprimore-se e tenha certeza de que está fazendo o seu melhor para atingir o sucesso.

Ter a consciência tranquila em relação a isso é um passo importante para sua autoconfiança.

Portanto, persista, não desista, conserve o seu interesse e empenho. Se algo não ocorrer como espera, trace novas metas, defina novos objetivos.

Se a vida lhe der limões, pegue-os e faça uma limonada.

Olhe para você! Conheça-se, entenda o que vai no seu íntimo. O que aquece o seu coração?

Uma vida de sentido vai além de seguir o que todo mundo faz. Ela deve estar conectada a você,  à sua felicidade.

Autora: Wayne Valim

http://www.waysup.com.br/conheca-a-coach-wayniere-valim/

___________________________
Gostou? Compartilhe:

botão newsletter
Curta nossas redes sociais:

 

 

Conteúdo Relacionado