Ser uma boa mãe/bom pai é mesmo uma prioridade?

Querer ser uma boa mãe/ bom pai ou um bom membro da família é um dos valores mais escolhidos em uma das dinâmicas que faço com meus clientes e alunos de autoconhecimento.

Descobrir quais são os nossos valores humanos mais importantes nos ajuda a fazer melhores escolhas e também nos deixa em paz com a consciência quando agimos conforme a prioridade.

Mas é muito engraçado o quanto dizemos valorizar umas coisas e muitas vezes agimos na mão oposta.

E isso acontece quando:

  • Valorizamos os filhos, mas nunca temos tempo pra eles.
  • Valorizamos o relacionamento interpessoal, mas reagimos de maneira impulsiva, magoando as pessoas que amamos.
  • Valorizamos o conhecimento, mas nunca sobra tempo para uma leitura ou dinheiro para um curso.
  • Valorizamos a felicidade, mas mal sabemos o que ela significa para nós e a depositamos em desejos materiais e passageiros.

E essa inversão tem o seu preço:

  • Insatisfação pessoal
  • Sentimento de culpa
  • Ansiedade
  • Estresse
  • Cansaço
  • Desequilíbrio emocional…

Com frequência nos sentimos angustiados como se algo faltasse e não identificamos de onde vêm esses sentimentos…

Na semana passada, uma mãe me relatava sobre a sua dificuldade em conciliar os seus diversos papéis e que, por sobrecarga de trabalho, se sentia em falta com o seu valor principal, seus filhos.

Ela então, determinada a virar o jogo, percebeu que algumas ações que gostaria de fazer com seus filhos já não eram mais possíveis, visto que já são adolescentes e com suas vontades próprias, não a seguiria.

Eu, então, lhe contei um pouco da minha história. Do quanto eu também inverti esses papeis e deixei a desejar com a minha família…

E a tranquilizei dizendo:

Não podemos mudar o que fizemos. Eu também errei, trabalhei demais e quis ser perfeita e eficiente em tudo, no trabalho, nos estudos e em casa.

Mas acredito que consegui demonstrar aos meus filhos os principais valores da vida e hoje, já adultos, percebo que mesmo com todas as minhas falhas, o resultado foi muito bom…

Acordei em tempo e tive ajuda das pessoas próximas: meu marido, meus pais, meus sogros…

Esse conjunto me fez ser uma boa mãe. Ninguém é bom sozinho.

Poderia sem dúvida ter sido superior, mas fiz o melhor que pude com o conhecimento e bagagem que tinha naquele momento e isso me deixa em paz.

Sei também que a minha dedicação ao trabalho transmitiu uma mensagem importante para eles. Afinal, pesquisas indicam que os filhos de mães que trabalham fora tendem a ser mais bem-sucedidos em suas profissões.

Portanto, duas conclusões são importantes:

1 – Sempre há tempo de recomeçar e de valorizar o que realmente importa.

2 – O passado só serve para tirarmos grandes lições e construir um futuro diferente a partir de agora. Portanto, o arrependimento ou a frustração só atrapalham.

Assim, se você também se sente em falta com os valores primordiais da sua vida, que tal mudar esse cenário?

Comece…

  • Indo mais cedo pra casa;
  • Dedicando a sua presença física e emocional (tempo de qualidade) a quem realmente importa para você, sem intervenção das suas preocupações ou outras distrações;
  • Estudando sobre o assunto (Ser uma boa mãe / bom pai / bom membro da família também requer novos conhecimentos);
  • Expondo a sua dificuldade para sua família;
  • Pedindo ajuda às pessoas próximas. Não queira ser super-herói. Você não é! rs;
  • Deixando de querer ser [email protected] em tudo. Assim, conseguirá mais tempo para o que realmente importa para você.

Valorizar a família também requer foco e se não acordarmos em tempo, pode ser que fique um pouco tarde…

Comprometa-se a começar essa mudança já nesta semana. Isso fará muito bem a você e às pessoas da sua vida.

Um abraço de energia positiva,

Wayne Valim

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