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O milagre que só os mais sensíveis entenderão

Não raro tomamos conhecimento de histórias da vida real que retratam a dificuldade de relacionamento dentro da própria família.

São filhos descontentes com os pais, irmãos que sentem extremas dificuldades em se expressar e aceitar suas diferenças entre si, sem contar as tremendas confusões nas relações interpessoais com os agregados: sogro, sogra, cunhado, cunhada, genros e noras…

Isso não é diferente entre pessoas de outras culturas, talvez até mais introspectivas do que nós brasileiros, pela herança de sua História.

Na semana passada, eu participei, aqui na Polônia, de uma cerimônia funerária. A mãe de uma amiga falecera e tive a oportunidade de estar presente para dizer: “estou aqui neste momento difícil para você! ”. Naquelas horas, vários pensamentos me vieram à tona.

Será que valorizamos de verdade cada membro da família, cada pessoa importante, ou precisaremos perder alguém para “cair a ficha”?

A cerimônia ocorreu em uma capela. Todos muito formalmente e elegantemente vestidos de preto, sentados nos bancos da capela, acompanhavam de forma introspectiva as palavras do padre que proferia em polonês as leituras e reflexões. Muitas flores eram ofertadas pelos amigos e familiares e ao fundo, a música em violino era executada por uma jovem. A centenária capela trazia obras de arte esculpidas e sua acústica oferecia um ambiente propício para introspecção e lembranças da pessoa que acabara de partir.  Eu me emocionei algumas vezes lembrando da família distante e das pessoas amadas que se foram.

A certa altura, notei que o jovem sacerdote demonstrava muita inspiração e, embora eu não conseguisse entender, porque o idioma polonês ainda me é inteligível, percebi que ele falava sobre a família, sobre algo profundo. Depois, confirmei que este era o assunto que o elevara: “Estejam sempre prontos para a sua hora e para a hora das pessoas a sua volta, amem-se, perdoem-se, vivam em harmonia…”.

E aí está o ponto: será que estamos realmente prontos para “essa hora”? Ou precisaremos nos aproximar do momento da partida de um ente querido para demonstrarmos o quão importante essa pessoa é para nós?

Parece mesmo que a hora da morte é um milagre, uma vez que proporciona transformações incríveis na família. De repente, tudo se transforma, como num passe de mágica: aproxima as pessoas, faz com que se perdoem e reconheçam a bondade nunca antes percebida naquela que se foi. E isso ocorre porque seus familiares estavam ocupados demais, concentrados em si mesmos, sentindo-se injustiçados e vítimas do erro dos outros.

Não! Definitivamente não precisamos esperar o milagre da morte, aliás, quando isso acontece, pois faz parte da vida, a nossa demonstração de amor e admiração fica nublada e sufocada pelo sentimento de culpa.

A família que possuímos é um presente de Deus, do universo, são os laços de amizade mais importantes em toda a nossa existência.

Você pode dizer “Ah, Wayne, você diz isso porque não conhece a minha família, viver em harmonia é impossível…”

Então, que tal começar com um pedido de perdão: “Me perdoe por não ter acreditado na harmonia da nossa família, me perdoe por ter sentido raiva naquele momento, me perdoe por não conseguir te entender, me perdoe por ter uma expectativa diferente de você…”. Isso abrirá um novo espaço para o diálogo e você, que certamente se preocupa com o bem de todos, poderá viver o seu papel de interligar todos a sua volta, mostrando que cada um tem o seu valor, sua forma de pensar, de reagir, de falar, e que o mais importante é viver o Amor que naturalmente os une, porque vem da sua origem.

Agindo assim, não precisaremos esperar o milagre da morte rondar as nossas vidas para valorizar cada ser humano presente e participante de nossa história, porque seus erros e diferenças também contribuíram para sermos hoje quem somos.

Viva intensamente cada momento, amando, respeitando, compreendendo, admirando, verbalizando e demonstrando isso em cada oportunidade da sua vida. Assim será capaz também de ser uma pessoa íntegra e verdadeira, vivendo amizades e relacionamentos incríveis!

Um abraço de energia da VIDA para você!!!

Wayne Valim

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5 formas de ensinar seu cérebro a ser mais feliz

seu primeiro abrir de olhos depois do toque do despertador até a noite, quando o sono vem chegando e a cabeça começa a pesar, seu cérebro se ocupa tendo, ao longo do dia, cerca de 70 mil pensamentos, o que basicamente significa que temos 70 mil chances diárias de pensar em algo que nos motive ou de dedicar nossos pensamentos àquilo que nos deixa para baixo.

Pensando pelo lado numérico da coisa, fica mais fácil entender a importância de pensamentos positivos e o perigo dos autodestrutivos. Viver questionando ou recriminando as próprias atitudes, assim como se comparar muito às outras pessoas e ser perfeccionista demais são formas de prejudicar sua saúde psicológica e física. A boa notícia é que você pode alterar a maneira como pensa sobre si mesmo – descubra cinco maneiras de fazer essa mudança:

1 – Aprenda a pensar em seus problemas de forma inteligente

Algo não está saindo como deveria e você fica se martirizando e imaginando como as coisas seriam melhores se tudo desse certo. Adianta alguma coisa? É mais sensato ficar ruminando um problema ou buscar uma forma prática de resolvê-lo? Você sabe a resposta, talvez só precise colocá-la em prática mais vezes.

Ao perceber que algo deu errado, busque uma forma racional de analisar a situação e descobrir o que precisa ser feito. Não se imagine no pior cenário, incapaz de lidar com o que sai do planejamento – você é uma criatura inteligente e adaptável. Lembre-se sempre disso, pense estrategicamente e aja.

2 – O que você diria a seu melhor amigo quando ele estivesse passando por um perrengue?

Pense numa resposta para isso e pronto: basta dizer o mesmo a você. Esse conselho é válido porque tendemos a ver os erros alheios com mais parcimônia do que vemos os nossos, justamente porque tendemos a pegar pesado quando o assunto é autocrítica.

Alguns estudos já comprovaram que esse exercício de tratar a si mesmo da maneira como você trataria um amigo e, por consequência, ser menos crítico e impiedoso, faz com que você veja seus problemas diferentemente e se sinta melhor diante do cenário geral. Faça desse exercício um hábito e fale consigo da mesma forma como falaria com um grande amigo.

3 – Nomeie suas emoções

Não é bacana evitar falar sobre sentimentos, até mesmo porque isso não é uma atitude muito inteligente em termos de saúde mental. Por mais complicado ou estranho que seja, tente entender o que é que você está sentindo e dê o nome certo a esse sentimento: medo, ansiedade, nervosismo, raiva, inveja, ciúme.

Ao nomear esses sentimentos em vez de dizer que está “com borboletas no estômago” ou “com a garganta apertada”, você pode começar a entender como cada um deles afeta suas atitudes diárias e suas decisões. Se você está chateado com algo que houve no trabalho, mas não nomeia o que sente, pode acabar tendo outras áreas da sua vida prejudicadas por causa disso.

4 – Equilibre seus sentimentos e suas emoções com algumas doses de lógica

Não importa se estamos falando de problemas financeiros, brigas conjugais ou questões familiares, o que importa é que você aprenda a usar a lógica na hora de avaliar essas questões em vez de observar tudo pelo lado emocional da coisa, apenas. A melhor forma de encontrar esse equilíbrio é criar uma lista de prós e contras e, uma vez que ela esteja feita, observar cada item para conseguir tomar a melhor decisão possível.

5 – Aprenda a demonstrar gratidão

Demonstrar gratidão é um exercício simples que traz benefícios físicos e psicológicos, incluindo aumento da sensação de felicidade – pessoas que praticam a gratidão costumam ser 25% mais felizes do que aquelas que não agradecem por nada.

A dica é criar um hábito diário de pensar nas coisas pelas quais você se sente grato: vale falar sobre elas na hora do café da manhã, vale fazer uma listinha, vale até criar um diário da gratidão, no qual você escreva sobre aquilo de que gosta em sua vida, religiosamente, todos os dias. Isso vai treinar seu cérebro a ser mais positivo e sua sensação de bem-estar vai ser mais intensa.

Artigo extraído do site Mega curioso.

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Como o cérebro processa as promessas de Ano-Novo

No período de festas de fim de ano, muitas pessoas fazem uma lista de promessas para a chegada do novo ano. Mas nem todas conseguem cumprir suas novas metas no decorrer dos doze meses. E a culpa, desta vez, não é da preguiça ou da falta de organização, mas, sim, da capacidade do nosso cérebro de se adaptar facilmente.

Pesquisadores do Instituto de Neurociência da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, identificaram mecanismos que fazem o cérebro incorporar novas informações às metas já estabelecidas– o que obriga qualquer pessoa a refazer e planejar novamente seus objetivos. Para cumprir as famosas promessas de Ano-Novo, portanto, o cérebro não pode identificar novos objetivos.

A pesquisa, que foi divulgada no periódico Pnas (Proceedings of the National Academy of Sciences), monitorou a atividade cerebral de voluntários enquanto jogavam videogame – eles tinham de apertar o botão A ou B conforme uma sequência de letras surgiam na tela, indicando novos objetivos (mesmo que apenas alternados) para o cérebro.

Os neurocientistas constataram que essa “atualização” de metas ocorre no lado direito do córtex pré-frontal, região já conhecida pela tomada de decisões, e envolve sinais químicos da dopamina, o neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e recompensa.

Quando os pesquisadores usaram um pulso magnético para interromper a atividade nesta região do cérebro, os voluntários foram incapazes de mudar de tarefa no jogo, ou seja, eles não conseguiram apertar o outro botão depois de o “novo pedido” (sequência de letras) aparecer na tela.

“Nós encontramos um mecanismo fundamental que contribui para a capacidade do cérebro de se concentrar em uma tarefa e, em seguida, de forma flexível, mudar para outra”, explica Jonathan Cohen, que conduz a pesquisa.  “Estes achados dão fortes evidências de que os núcleos de dopamina permitem que o córtex pré-frontal guarde apenas a informação que é relevante para a atualização do comportamento.”

Pesquisas anteriores mostraram que, quando uma nova informação é usada para atualizar uma tarefa, um comportamento ou um objetivo, este dado é processado pela memória de curto prazo. Mas os estudiosos não sabiam, até então, quais mecanismos estavam envolvidos neste processo de “atualização” de metas.

O estudo de Princeton aponta que o córtex pré-frontal é, de fato, a área do cérebro envolvida nessa etapa, pois envia um curto pulso magnético que atualiza a memória de trabalho. Quando este pulso é interrompido, o cérebro processa a nova informação, mas não consegue atualizar sua memória, o que impossibilita a execução de novas metas.

“Previmos que, se o pulso emitido no lado direito do córtex pré-frontal for interrompido no momento em que o cérebro está atualizando a informação, o sujeito não conseguirá reter a informação sobre A ou B, interferindo no desempenho com um botão.”

 

Artigo extraído e adaptado do site UOLnotícias

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Gratidão: o sentimento que pode mudar o funcionamento do seu cérebro

Não tem como negar: ser grato àquilo que se tem e às pessoas que fazem parte da nossa vida é fundamental e realmente nos faz bem.

Talvez você também tenha se perguntado: como é que demonstrar gratidão afeta nossa vida com tanta força? O que a gratidão faz em nosso corpo, afinal? Bem… Basicamente, ela muda o funcionamento do seu cérebro!

Como assim?

Por meio de uma análise profunda de imagens das atividades cerebrais, cientistas da Universidade de Indiana, nos EUA, descobriram que apenas um mês de exercícios diários de gratidão já é o que basta para que o cérebro “se programe” para se sentir agradecido com mais frequência, o que nos faz muito bem.

Para chegarem a essa conclusão, os pesquisadores analisaram as atividades cerebrais de 43 voluntários que estavam fazendo terapia como parte do tratamento de depressão e de ansiedade. Funcionava assim: todos eles foram convidados a participar de uma terapia em grupo semanal, mas apenas 22 deles participaram também de outra parte da terapia, dedicada exclusivamente a exercícios de gratidão.

O povo que participou da sessão da gratidão tinha algumas tarefas a cumprir: nos três primeiros encontros, eles tinham 20 minutos para escrever uma carta de agradecimento a alguma pessoa, com a possibilidade de escolher se enviariam essa carta ou não.

Depois de três meses, todos os participantes (inclusive os que não escreveram cartas) tiveram suas atividades cerebrais monitoradas pelos cientistas. Enquanto seus cérebros eram escaneados, eles viam fotos de pessoas que supostamente tinham contribuído com a pesquisa, por meio da doação de dinheiro. Aos voluntários, ficou a missão de agradecer aos supostos financiadores do estudo.

E aí vem o resultado que não nos deixa mentir: gratidão é questão de prática, e praticar gratidão é um exercício ótimo. Se lembra dos pacientes que tiveram que escrever as cartas de agradecimento? Pois é. As atividades cerebrais dessas pessoas foram mais intensas no quesito “gratidão” – e, sim, caso você esteja se perguntando, é bem isso mesmo: existe uma área cerebral que é ativada apenas quando nos sentimos agradecidos, então é literalmente possível ver isso nesses exames de atividades cerebrais.

Na conclusão do estudo, uma comparação interessante: demonstrar gratidão nada mais é do que um exercício que requer treino e melhora com o tempo, exatamente como acontece com os seus músculos depois de um tempo erguendo peso na academia. A sensação de gratidão verdadeira é uma das formas de diminuir os sintomas da depressão, inclusive.

Por enquanto, esses estudos são apenas sugestivos, e não conclusivos, até mesmo porque as pesquisas na área de ciência comportamental são relativamente novas. De qualquer forma, realmente não custa tentar demonstrar mais gratidão. Você e seu cérebro só têm a ganhar!

Artigo extraído e adaptado do site Mega Curioso.

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6 achados da neurociência que são úteis para a carreira

Os cientistas que tentam desenvolver soluções para prevenir ou curar doenças degenerativas não são os únicos a usufruir das descobertas da neurociência. Começa a ganhar corpo no Brasil o chamado neurocoaching, prática que alia as técnicas de coaching com o estudo de como o cérebro funciona.

Segundo esse novo conceito, a lógica de trabalho do nosso sistema nervoso pode influenciar muitas de nossas atitudes, e entendê-la pode ser útil para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Confira algumas dicas da professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e pesquisadora na área de neurociências Carla Tieppo.

1. Durma

Passar dias e noites insones para tirar um projeto do papel ou cumprir um prazo, além de cansativo, pode prejudicar seu desempenho. Dormir, segundo a especialista, aumenta a capacidade de memorização, atenção e concentração.

Para os dois últimos itens, a razão é simples: o cérebro precisa de energia e o sono é o melhor meio para recuperá-la. “A vigília só pode ser mantida se o sono estiver em dia”, afirma Tieppo.

Quem dedica 8 horas do dia ao sono, experimenta entre cinco e seis episódios do chamado sono R.E.M. “São nesses períodos que as memórias e aprendizados são consolidados”, diz a neurocientista. “Quanto menos sono, menos tempo mergulhado nesse sono”. Resultado? Menos capacidade de memorização e, segundo a especialista, condições para aprender.

A regra é válida até para quem afirma se sentir revigorado mesmo após poucas horas de sono. “Quem dorme entre quatro e cinco horas têm mais chances de desenvolver quadros de stress e doenças cardiovasculares”, afirma.

2. Não descarte as emoções

Engana-se quem pensa que, na hora de decisões profissionais, o que você sente deve ser colocado de escanteio. De acordo com a especialista, quando bem gerenciadas, as emoções podem ser guias valiosos para as escolhas.

“As experiências de uma pessoa são traduzidas em sinais emocionais que se acumulam”, diz Carla. “Um animal que foi quase atacado por um predador quando estava na beira de um lago, não irá se lembrar do episódio quando retornar ao local, mesmo assim, ele não vai querer ficar ali”, exemplifica.

É a isso que a sabedoria popular chama de intuição. E apesar do tom abstrato (e até fantasioso) que este termo pode ter, a intuição nada mais é do que o aprendizado que tivemos no passado traduzido em “marcações emocionais”.

“Saber ler suas emoções faz com que elas não tomem conta de você. Faz com que você as transforme em algo que pode ser manipulado pela razão”. E, portanto, um dado útil na hora de tomar decisões.

3. Desenvolva (bons) hábitos

A excelência em suas atividades profissionais só será conquistada se você treinar, “Ela não vem por um passe de mágica”, diz a especialista. “Você só vai ser disciplinado se todo dia de manhã se comprometer com a disciplina”.

E não adianta teimar na história de que você nasceu assim e será sempre assim. “O conceito de neuroplasticidade mostra que todo mundo pode se modificar”, afirma Carla. “Tudo é possível, basta que você crie o hábito”.

Segundo a especialista, para “economizar” energia, o sistema nervoso possui alguns sistemas automatizados. Essa reação automática é o seu hábito.

Para explicar o conceito, Tieppo compara um novato na cozinha e alguém que já está acostumado a cozinhar. De acordo com ela, o segundo irá gastar menos energia do que o primeiro. Motivo? “Ele já tem tudo automatizado”, diz.

Por isso, não basta apenas recitar palavras positivas (que até podem ter, segundo especialista, um efeito de motivação importante). É preciso praticar, treinar, se comprometer com a formação do seu novo hábito.

4. Ame o seu trabalho (ou crie um sistema de recompensas)

Os autores de autoajuda estão certos quando sugerem que pessoas bem-sucedidas são apaixonadas pelo próprio trabalho. “A motivação é a base emocional que provoca o comportamento”, diz. “O aumento da dopamina faz com que seu sistema seja guiado para a ação”.

Agora, se a paixão pelo trabalho não faz parte da sua história profissional, a dica da especialista é retardar a sua recompensa. Projete para o futuro algo que o motive e que depende do que você faz hoje para ser realizado.

5. Estabeleça metas possíveis

Todas as pessoas, em medidas diferentes, tem problemas e desafios. Quando conseguem encará-los e solucioná-los, “essas pessoas se tornam heróis das próprias vidas. Elas chegam em casa cansadas, mas recompensadas”, descreve Carla.

O problema está quando o desafio é maior do que sua capacidade de suportá-lo. A crise é ter problemas e não conseguir sair deles, é ser incapaz de, naquele momento, se adaptar às situações.

Nessas circunstâncias, o stress é a reação óbvia do organismo. “Quando um predador está por perto, o animal que sobrevive é o que consegue fugir ou lutar. Por isso, o sistema nervoso desenvolve esta resposta para que mais sangue seja direcionado para seus músculos e cérebro, para estimular seu corpo a responder àquela situação”, diz. A dica é negociar metas possíveis diante do seu contexto de trabalho.

6. Pratique exercícios físicos

“Os exercícios físicos desafiam seu corpo, estimulam a recuperação (você sente fome e sono). Eles ajudam até a aumentar a sua capacidade cognitiva, porque elevam o suprimento sanguíneo para o cérebro”, enumera a especialista. “Cada vez que você faz uma atividade física é como se você sinalizasse para o seu corpo que você dá conta dos próprios desafios”.

Artigo retirado e adaptado do site Exame.com.

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