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Quem tem um senso de humor inteligente vive mais, mostra pesquisa

Novas evidências científicas afirmam que um bom senso de humor não serve apenas para tirar sarro dos amigos: você também pode viver mais.

Publicado no periódico Psychosomatic Medicine, o estudo recente analisou 53.556 homens e mulheres de um único município da Noruega, ao longo de 15 anos. Eles usaram um questionário para avaliar o senso de humor de cada um, levando em conta três traços de personalidade: o cognitivo, o social e o afetivo.

Com perguntas triviais, como “você reconhece as tentativas de alguém que quer soar engraçado?”, mulheres com o tipo de “humor cognitivo” tinham 48% menos chance de morrer, 83% menos chance de ter infecção e 73% menos risco de ter doenças cardiovasculares.

Nos homens, os traços de humor “inteligentes” reduziam em até 74% os riscos de infecção, mas esse foi o único resultado notável entre eles. Pessoas com senso de humor baseado em situações afetivas ou sociais não tiveram resultados significativos em relação à saúde.

Os cientistas não estudaram como o senso de humor pode proteger a saúde das pessoas, mas uma outra pesquisa já sugeriu que ele ajuda a manter o “estado positivo estável”. Em outras palavras, fazer piadas pode te deixar menos estressado — e mais saudável.

Artigo extraído e adaptado do site Galileu.

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Qual é mesmo o problema em criar expectativas?

Nos aplicativos de paquera, quando te perguntam “O que você procura?”, ninguém é desconstruído o bastante se não responder com um “O que eu quero é não criar expectativas”. Por todos os lados, de conselhos amorosos a impasses profissionais, a orientação segue a linha do “crie codornas, mas não crie expectativas”.

Concordo que a possibilidade de ter ovinhos de codorna sempre à mão é bastante atrativa. O que eu não entendo é esse ódio generalizado ao sentimento de desenvolver a menor das esperanças em relação às situações mais corriqueiras da vida. Como se expectativa fosse um câncer, e a melhor profilaxia fosse se privar de sentir o mundo.

Agora, vem cá! Você não concorda que o menor dos desejos pode ser considerado uma expectativa? E que, diante das novidades cotidianas, é quase impossível não esperar que, no mínimo, a gente não adquira uma nova dor de cabeça? Pois então!

Quando rola aquela entrevista de emprego, é muito difícil não calcular de cara os benefícios do novo trabalho, não imaginar uma rotina diferente e não sonhar com o impacto daquele cargo na nossa carreira profissional. Quando a gente fica com alguém interessante, é um desafio não querer ter a pessoa por perto, não contar com que, daquilo, possa nascer uma relação proveitosa, com filhos, um cachorro e uma casa no litoral (ok, não chega a tanto). O fato é que não é pecado esperar que coisas boas aconteçam.

Mas se criar algum tipo de expectativa é normal, o discurso de que isso é ruim, que nos prejudica, só nos deixa mais ansiosos, nos sentindo ainda mais culpados por cultivar um sentimento que, no senso comum, não é nada saudável. A narrativa de negação dos nossos anseios acaba criando um exército de pessoas que fingem que não se importam, mas que, no fundo, só querem exercer o seu direito básico de idealizar.

É evidente que existem “níveis” de expectativa. Até porque, não me parece razoável depositar todas as nossas fichas em uma vontade que pode ou não se realizar. Porém, achar que merecemos punição pelo mais leve friozinho na barriga é a maior das besteiras.

O verdadeiro problema, ao meu ver, não é esperar algo. A gente sempre espera algo. O complicado é quando a gente não se prepara para lidar com uma frustração. Quando o nosso desejo não se cumpre — o que também é extremamente natural — e nós sofremos como se estivéssemos a um passo de se jogar em um precipício.

Vamos sonhar! Vamos querer, também! É reconfortante fazer planos, traçar um linha do que seria o futuro, escapar um pouco da crueza da realidade. Tudo isso faz parte de um motor que nos leva adiante. Pois, no mesmo dicionário, expectativa é sinônimo de perseverança.

Vamos ter em mente, ainda, que está tudo bem em se decepcionar. Mas que nenhuma desilusão pode ser responsável por nos paralisar, por impedir que exista qualquer tipo de reação. Vamos parar de pensar que precisamos, o tempo todo, nos blindar de decepções.

Vamos criar expectativas, sim! Não é errado construir um castelinho de cartas só da gente. Só é necessário ter o cuidado de fundar uma base emocional segura para, no caso de um furacão, ter pelo menos uma cabaninha para se abrigar e recomeçar tudo de novo.

Artigo extraído e adaptado do site Trendr.

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