Aprendizagem e mudança de hábito

O cérebro é o órgão mais misterioso do corpo humano. Agora, uma coisa podemos afirmar com toda certeza, o cérebro é plástico!

O que isso significa?

Por exemplo, se você toca bateria, as áreas que você estimula ao tocar, como coordenação, motricidade, sensibilidade e audição, são mais desenvolvidas do que as áreas do cérebro de uma pessoa que não toca o mesmo instrumento.

Entre o vasto mistério que é o cérebro humano encontramos diversas dúvidas e curiosidades sobre seu funcionamento. Por exemplo:

– Por que às vezes consigo despertar na hora certa sem mesmo colocar o despertador?

– É verdade que a repetição leva à perfeição?

Pois bem, a resposta para essas perguntas é a mesma: Plasticidade Cerebral.

Vamos exemplificar!

Você é uma pessoa sedentária, e decide que a partir de hoje não será mais assim! Você quer criar uma nova rotina. Então, você vai começar a correr no parque todos os dias, praticar uma atividade física para ter uma vida mais saudável.

No primeiro dia de corrida você está todo animado, mas isso logo passa quando você dá o primeiro pique! Você pensa, o que eu estou fazendo aqui? Isso não é pra mim! Já estou cansado e nem começou…

Mas você é uma pessoa determinada e após travar uma luta gigantesca contra seu desejo de parar de praticar exercícios, você consegue completar dias e mais dias, firme e forte, praticando exercícios.

Em algum momento, após insistir diariamente em praticar atividades físicas, seu corpo irá começar a se acostumar e a corrida não lhe parecerá mais algo desagradável… pelo contrário, se tornará algo prazeroso de ser feito!

A PLASTICIDADE CEREBRAL ESTÁ TOTALMENTE INTERLIGADA AO PROCESSO DE REPETIÇÃO DE ESTÍMULOS.

A Plasticidade Cerebral é definida como alterações estruturais no cérebro, resultado de adaptações do indivíduo e/ou estímulos repetidos. Ou seja, a plasticidade é entendida como um mecanismo adaptativo, que permite que o cérebro crie novas conexões entre neurônios, assim, estabelece novas formas de pensar e agir.

William James (1890), em The Principles of Psychology, foi o primeiro a introduzir e descrever o termo ‘plasticidade’ nas neurociências, em referência à susceptibilidade do comportamento humano para modificação.

“Plasticidade […] significa a posse de uma estrutura débil o bastante para ceder a uma influência, mas forte o bastante para não ceder tudo de uma só vez. Cada fase relativamente estável de equilíbrio em tal estrutura é marcada pelo que podemos chamar de um novo conjunto de hábitos.”

Já acordou as 7 horas em ponto em um domingo, sendo que não precisava? Pois bem, isso ocorre, pois a plasticidade, com a ajuda do ambiente que você vive, no caso sua rotina, criou um caminho sináptico que te leva a acordar sempre no mesmo horário.

Durante a vida nosso cérebro continua se reorganizando, assim, podemos aprender coisas novas durante toda a vida. Inclusive, quando entramos na terceira idade.

A estimulação do cérebro faz com que a plasticidade permita novas ligações, novas aprendizagens sempre. O treino ajuda. A falta de uso apaga. Então pessoal, use e abuse da plasticidade do seu cérebro.

Artigo retirado e adaptado do site Mundo da Psicologia.

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