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Divertida Mente – Nossas emoções na “Sala de Controle”

Gerenciar nossas emoções, especialmente as negativas, não é um papel fácil na vida pessoal e nem tão pouco na profissional, mas, prestar mais atenção em nossas reações e conhecer os gatilhos que disparam esses sentimentos nos coloca em certa vantagem, uma vez que, sabendo quando cada um pode ganhar força, podemos agir estrategicamente para tirar o melhor proveito dessas situações, buscando o equilíbrio entre eles.

Dacher Keltner, especialista das emoções, foi consultor técnico do filme e afirma que o longa da Pixar inova em apresentar como as emoções interagem umas com as outras e como podem trabalhar em conjunto para resolver uma situação.

Tendemos a encarar de forma muito negativa a tristeza e a raiva, mas esses momentos podem também nos trazer grandes insights. A raiva, por exemplo, pode alimentar a criatividade, a culpa pode alimentar a busca por melhoria e a Tristeza tem um papel fundamental para de nos fazer encontrar a felicidade, como mostra o filme.

Selecionei esse texto da psicóloga Jessye Cantini, no qual traz uma excelente explicação sobre o filme! Boa leitura!

(Trailer do Filme Divertida Mente (Inside out)

“Divertida Mente aborda a mente de uma garotinha de 11 anos, Riley, que até o começo do longa teve uma vida estável ao lado de pais amorosos em Minessotta. Dentro da cabeça de Riley, dividiam a “sala de comando” a Alegria, a Tristeza, a Raiva, “a” Nojinho e o Medo – emoções básicas que todos nós temos, incluindo os pais de Riley. A Alegria era a emoção preponderante, mais ativa que as demais. No dia a dia de Riley são geradas memórias, na maioria das vezes alegres, que são armazenadas em “ilhas de personalidade”, como família, amizade, honestidade, bobeira/diversão e esporte. A história, no entanto, ocorre quando a menina passa por uma grande mudança em sua vida, gerando uma confusão na “sala de comando” e alterando a supremacia da Alegria – o que mais cedo ou mais tarde ocorre na vida de todos nós.

É interessante e não ocasional a escolha dos roteiristas pelas emoções que compõem a “sala de comando” de Riley. Medo, Alegria, Tristeza, Raiva e Nojo são emoções básicas humanas, ou seja, são reconhecidas por expressões faciais por todos os humanos, em qualquer lugar do planeta. Assim, pessoas das mais diversas culturas são capazes de compreender e empatizar com a simpática garotinha do filme.

O estudo sobre emoções básicas e expressões faciais vem desde Darwin, que dizia que a mente e o comportamento também são talhados pela seleção natural. Segundo ele, as emoções são inatas e servem para melhorar nossa adaptação ao mundo e aos outros. De fato, nossas emoções nos ajudam a avaliar as alternativas, oferecendo motivação para mudar ou fazer algo, e revelam nossas necessidades. Em Divertida Mente, a função das emoções é abordada de forma muito interessante. Todas elas estão ali por um motivo: a raiva aparece quando alguma injustiça é detectada, o nojo previne intoxicações (alimentares e sociais, diga-se de passagem), o medo previne lesões e garante a integridade física e psíquica, a alegria aparece nas conquistas e é um grande fator motivacional e a tristeza… Bom, vou deixar a definição da tristeza para quem for ver o filme, mas adianto que ela é bem importante!

A relação entre as emoções, que no filme são personagens, é outro ponto a favor do filme. A Alegria quer predominar, para que Riley seja mais feliz, mas a Tristeza insiste em aparecer em horas inoportunas. A tentativa da Alegria em manter a Tristeza longe chama a atenção, pois é algo que muitos de nós fazemos no nosso dia a dia: botamos um sorriso no rosto, dizemos para nós mesmos que está tudo bem e seguimos em frente, mesmo que no fundo isso não seja tão verdadeiro assim – ou seja, tendemos a invalidar nossa tristeza.

Mas se a tristeza é uma emoção básica e as emoções têm uma função importante para nossa adaptação, invalidar esse sentimento não parece muito razoável, certo? Quando a gente para e presta atenção no que nossas emoções dizem sobre a gente e para a gente, entendemos que elas apontam na direção de alguns valores importantes para a gente podem estar sendo atingidos pelos acontecimentos externos ou por determinados comportamentos nossos. Essa validação é importante pra gente poder fazer alguma coisa por nós mesmos!

Falando em valores, eles ganham destaque na arquitetura da mente de Riley. As tais “ilhas da personalidade” são valores pessoais da menina, ou seja, as coisas que são muito importantes para ela. Quando os valores são abalados, as emoções também o são e vice versa. E aí, os comportamentos começam a se tornar disfuncionais, levando as emoções a uma pane geral – a tal da apatia. A forma como o filme mostra isso para as crianças é simples e objetiva: apesar de quase todas as emoções tentarem muito, nenhuma delas conseguia operar o painel de comando!

É legal notar que esse painel que as emoções usam para administrar a mente das pessoas vai ficando complexo com o passar do tempo. No começo, Riley tinha um painel simples, em que só uma emoção era capaz de ocupar – daí a primazia da Alegria. Com o amadurecimento, o painel aumenta e as emoções comandam juntas, como pode ser observado nos pais de Riley e, mas para o fim do filme, na própria garotinha. Com o painel mais complexo, as memórias podem ser formadas por sentimentos mistos (ou seja, por mais de um sentimento por lembrança, dando vazão a toda uma nova gama de emoções).

Por fim, mas não menos importante, o filme não fala sobre, mas faz com que experimentemos empatia. Empatia é a habilidade que temos de nos colocar no lugar do outro e sentir e pensar como se fossemos ele. É impossível não empatizar com Riley, não se lembrar de algo que aconteceu em nossas vidas em que reagimos da forma assim ou assado como o próprio filme mostra (principalmente em relação às reações mais bruscas das emoções).

Para os interessados em psicologia, o filme é diversão pura. E para os profissionais, fica a dica para psicoeducação de pacientes sobre emoções, valores, aceitação, depressão e um monte de outras coisas. Fora a diversão de assistir cenas hilárias sobre corredores de memórias antigas, amigos imaginários da primeira infância, inconsciente e, é claro, sobre sonhos! Enfim, o Psicologia Explica de fato tenta explicar e recomenda Divertida Mente.”

Artigo publicado originalmente em Psicologia Explica

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10 músicas para começar bem um dia de trabalho

Uma sessão musical de 5 a 10 minutos antes do expediente é excelente para a produtividade.

Artigo publicado originalmente na Exame.com

Sem música, dizia o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, a vida seria um erro.

Para a neurocientista Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, alimentar os ouvidos é de fato um grande acerto – inclusive para a produtividade.

A música traz duas grandes vantagens: relaxa o cérebro e mexe com as emoções. Se você fizer escolhas estratégicas, pode usar esse poder para sentir o que quiser, explica Carla.

Por isso, se você busca motivação e bem-estar para começar um novo dia de trabalho, prepare os fones.

Segundo a professora, uma sessão musical de 5 a 10 minutos antes do expediente é o suficiente para reduzir o excesso de estímulos externos, combater a ansiedade e deixar a mente preparada para os compromissos do dia.

“A música atua sobre o hemisfério não-linguístico do cérebro, que costuma ser pouco exercitado na rotina”, diz Carla. “Como mexe em lugares que ficam adormecidos normalmente, o som melódico traz muito prazer para o cérebro”.

O efeito de relaxamento é potencializado se você associar a música a algum exercício de respiração. Uma técnica simples sugerida pela neurocientista é expirar no dobro do tempo da inspiração: puxe o ar para dentro por 3 segundos, por exemplo, e o solte em 6.

Segundo Carla, essa forma de respirar é similar à que adquirimos durante o sono – e também é o extremo oposto do ritmo curto e frenético desencadeado pela ansiedade. “O que você diz para o seu corpo, quando aprofunda a sua respiração, é que está tudo bem”, diz.

O que ouvir?
De acordo com Artur Zular, presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática, pequenas sessões musicais pela manhã fazem grande diferença para o rendimento no trabalho, mas não existe um ritmo ou gênero ideal para o momento.

A música clássica, contudo, é uma ótima pedida para tudo que diz respeito ao bem-estar. Segundo pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia, escutar obras eruditas com frequência diminui o risco de contrair doenças neurodegenerativas, como mal de Parkinson e demência senil.

O gênero também é o mais usado em processos terapêuticos em hospitais. “Inúmeros estudos mostram uma correlação entre a música clássica e a aceleração da melhora na saúde dos pacientes”, diz o especialista.

Se você não é o fã mais ardoroso de Mozart ou Bach, não é (tão) grave: o segredo é escutar o gênero musical de que você mais gosta. Dentro do seu estilo favorito, o ideal é priorizar o repertório mais leve e positivo possível para escutar pela manhã.

“Se você escuta uma canção de que gosta muito, são produzidas substâncias como a dopamina e a endorfina, que ajudam na motivação, na concentração e na sensação de bem-estar”, explica Zular.

A playlist do canal da EXAME.com no Spotify lista 10 músicas sugeridas pelo médico para começar um dia de trabalho com o pé direito.

Artigo de Claudia Gasparini, publicado originalmente na Exame.com.

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 10 hobbies que deixarão você mais inteligente

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10 hobbies que deixarão você mais inteligente

Há uma visão geral de que não podemos fazer muito para ampliar nossa inteligência. Quase sempre se acredita que ser inteligente ou não é algo determinado ao nascermos e não há nada que possamos fazer a respeito. Contudo, essas concepções são falsas. Enquanto algumas pessoas possuem patologias que impedem o aumento de seu nível intelectual, para a maioria, existem milhares de coisas que podem ser feitas para se tornarem mais espertas.

Hobbies são parte importante de nossas vidas e, uma vez desenvolvidos, vemo-nos imersos diariamente neles, são divertidos, revigorantes e podem ter grande influência em nossa inteligência. Abaixo são listados 10 hobbies que lhe tornarão mais esperto, todos respaldados em estudos e experimentos científicos:

1. Tocar um instrumento musical.
Confúcio disse: “Música produz um tipo de prazer que a natureza humana não pode viver sem”. A música estimula o cérebro e isso foi comprovado por pesquisas. Música tem o poder de provocar emoções e estados psicológicos complexos. Vários pesquisadores têm mostrado que tanto ouvir música quanto tocar um instrumento aumenta a capacidade de memorização. Tocar um instrumento musical também trabalha paciência e perseverança, pois leva tempo e esforço para aprender, além de afinar a concentração.

2. Ler.
Ler vai muito além de aumentar seu nível intelectual, ainda mais se você ler vorazmente sobre assuntos diversos, desde ficção e biografias a antologias. Ler reduz o estresse, ajuda a experimentar emoções múltiplas e ensina sobre vários conteúdos. Todos esses fatores ajudam a pessoa a sentir-se melhor sobre si mesma. Estar em paz consigo mesmo é uma das bases mais importantes do bem-estar. Ler é muito importante para elevar seu conhecimento sobre um assunto, preparando-lhe para todas as situações e para ser mais produtivo quanto ao alcance dos seus objetivos.

3. Meditar regularmente.
O principal benefício da meditação é ajudá-lo a concentrar-se em si mesmo e conhecer-se verdadeiramente. Envolver-se em meditação ajuda a transcender para um estado elevado. A meditação reduz os níveis de estresse e a se desligar de todas as preocupações. Com um estado mental calmo e sereno, obtido por meio da meditação, você poderá aprender, pensar e planejar coisas de maneira bem mais eficaz. A meditação regular auxilia no controle sobre si. Estar atento às distrações e aos métodos eficientes de autocontrole é extremamente importante para o aperfeiçoamento da inteligência.

4. Exercitar o cérebro.
Assim como você precisa praticar exercícios físicos regularmente para manter seu corpo em forma, você também precisa exercitar seu cérebro para mantê-lo em boas condições. Desafiar o cérebro regularmente, fazendo coisas novas, aumenta suas habilidades e ajuda a mantê-lo afiado. Você pode exercitar seu cérebro de várias maneiras como: sudoku, quebra-cabeças, jogos de tabuleiro e charadas. Todas essas atividades ajudam o cérebro a continuar formando novas ligações. Por meio de atividades assim, você pode aprender a responder a situações de maneira criativa, desenvolver a habilidade de ver as coisas de diferentes perspectivas e tornar-se significantemente mais produtivo.

5. Praticar exercício físico.
Um corpo saudável ajuda a assegurar um cérebro saudável. Até porque seu cérebro é como um músculo do seu corpo. Exercitar-se regularmente mantém seu cérebro e seu corpo funcionando como devem, reduz a tensão e contribui para uma boa noite de sono. Médicos afirmam que quanto melhor a circulação sanguínea no cérebro, melhor seu funcionamento e diversos estudos em ratos e humanos mostram que exercícios cardiovasculares podem produzir novos neurônios e, portanto, melhorar toda a performance do cérebro.

6. Aprender um novo idioma.
Aprender um novo idioma pode não ser uma tarefa simples, mas definitivamente oferece inúmeras vantagens; torná-lo mais esperto é uma delas. O processo de aquisição de uma nova língua envolve atividades como análise de estruturas gramaticais e descoberta de novas palavras, o que aumenta sua inteligência e saúde cerebral. Também está empiricamente provado que pessoas com níveis elevados de inteligência linguística são ótimas para planejar, tomar decisões e resolver problemas.

7. Registrar seus sentimentos.
Há milhares de benefícios que você pode receber ao escrever, até mesmo aumentar seu nível de inteligência. É certo que escrever amplia suas habilidades linguísticas, é claro, mas também ajuda a desenvolver a concentração, a criatividade e a compreensão. Escritores são geralmente conhecidos por terem níveis intelectuais muito altos. Você pode escrever de diversas maneiras, em um diário ou em um blog online, seja como for, estará dando palavras às imagens da sua mente. Aprender a se expressar de forma clara é uma ótima maneira de dar um boom na sua inteligência.

8. Viajar para novos lugares.
Viajar não é apenas uma maneira de matar o tédio, é muito mais que isso, viajar pode realmente aumentar sua inteligência. Os exercícios físicos e mentais envolvidos em uma viagem livram sua mente do estresse. Assim você está mais apto a focar-se em tarefas, observações e a intensificar sua compreensão sobre as coisas. Cada lugar novo que você conhece oferece novas aprendizagens. Pessoas, culinárias, culturas, estilos de vida e sociedades diferentes colocam-no em contato com ideias sobre as quais você nunca havia pensado antes.

9. Preparar receitas diferentes.
Muitos de nós sentimos que cozinhar é uma perda de tempo, algo que queremos evitar a todo custo, mas ao invés de reclamarmos, deveríamos nos sentir felizes quando tivermos a oportunidade de cozinhar. Cozinheiros, especialmente aqueles que experimentam uma variedade de pratos, são altamente criativos, comprometidos com a qualidade, não têm medo de tentar coisas novas e prestam bastante atenção aos detalhes. Sempre que você prepara algo, está aprendendo a fazer várias tarefas ao mesmo tempo (multi-tarefas), a medir com precisão e a tomar decisões rapidamente. Com todas essas habilidades, você com certeza ficará mais esperto.

10. Praticar esportes regularmente.
Participar ativamente de esportes não exercita apenas os músculos, mas também o cérebro. A prática esportiva regular torna o cérebro mais flexível e melhora sua saúde mental. O envolvimento em esportes também aumenta a capacidade de resposta, a coordenação, a aptidão e a convicção. Os melhores atletas são conhecidos por possuírem um tipo especial de inteligência. Não importa se você joga futebol, basquete ou críquete, considere estar envolvido regularmente em algum esporte e amplie sua inteligência.

Defina uma meta para si mesmo:
“A vida às vezes é difícil, mas quando eu supero mais desafios, eu me torno mais forte, por isso vou abraçá-los.”

Autor: Nabin Paudyal
Nascido no colo do Himalaia, na bela nação nepalesa, Nabin é o fundador do site PhotoGaatha.com. Ele é apaixonado por música, futebol, literatura, computadores e cinema. Sua filosofia é criar coisas novas ou tornar melhores as coisas existentes.

Artigo publicado originalmente em Lifehack.com

Tradução e adaptação:
WaysUpCoaching
Susi Wayne Lopes
Redatora e Tradutora – Ways up Coaching

 

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12 hábitos de final de semana das pessoas mais bem sucedidas

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A busca pela felicidade pode ser o contrário do que você pensa

A tão sonhada felicidade parece estar sempre no futuro: “Quando eu concluir a faculdade, serei feliz”, “Quando atingir a minha independência financeira, serei plenamente feliz”, “Ah! Quando eu encontrar o amor da minha vida, aí sim, a felicidade estará presente”, “Quando eu…” e por aí vai… A valorização diária das coisas simples, a convivência com as pessoas que amamos, a realização diária de nossas atividades podem trazer pequenas porções de felicidade e, quando isso se transforma em nossa rotina diária, certamente, a felicidade ganhará proporções maiores e será uma realidade no presente.

Esse artigo do site Inquietaria, traz um pouco da pesquisa realizada pelo professor Shawn Achor, um estudioso sobre a felicidade. Boa leitura!

“Shawn Achor é um pesquisador da Universidade de Harvard especialista em investigar a conexão entre felicidade e sucesso. Ele acredita que as pessoas podem – e devem – ser felizes. E para isso criou o Goodthink Inc., onde ele divide tudo o que descobriu em mais de 12 anos de pesquisa de uma maneira prática e interativa.

O psicólogo acredita que a felicidade não é consequência do que acontece no exterior, e sim da maneira pela qual enxergamos esses acontecimentos. Ele usa os próprios estudantes de Harvard como exemplo. Apesar da felicidade por  entrar e estudar em uma das maiores instituições educacionais do mundo, pouco depois esse sentimento é totalmente engolido por problemas, dificuldades acadêmicas, reclamações, etc.

Dessa maneira, Shawn afirma que apenas 10% da nossa felicidade depende do mundo externo. Os outros 90% dependem exclusivamente da maneira como você enxerga a realidade. É como se tivéssemos uma lente que condiciona a maneira que o nosso cérebro lida com as coisas. E ele vai além, afirmando que apenas 25% do seu sucesso profissional depende da sua capacidade (QI, habilidades técnicas, etc). Os outros 75% dependeriam do comportamental, ou seja, do seu nível de otimismo e da sua capacidade de enxergar desafios como aprendizados e não problemas.

Com esses exemplos, a conclusão é que devemos inverter alguns pensamentos que rondam o inconsciente coletivo e pessoal. Coisas como “se eu trabalhar muito, vou conseguir tal coisa e então serei feliz”. Até que você chega lá e descobre que a tal coisa não te trouxe a felicidade esperada. E aí?

Você precisa trabalhar a favor da felicidade, e não contra. A dica do especialista para começar a programar seu cérebro nesse novo sentido é fazer alguns exercícios durante 21 dias consecutivos. Coisas como:

– Exercitar sua gratidão ao listar três coisas pelas quais você se sente grato todos os dias;

– Escrever sobre pelo menos uma experiência bacana que você teve durante o dia;

– Meditar e exercitar o corpo e a mente;

– Realizar pequenos atos de gentileza.

Depois de 21 dias, seu cérebro seria então capaz de enxergar o mundo de uma maneira mais positiva. Vale a pena conferir o que ele mesmo diz sobre isso no seu TED Talk (um dos mais acessados do mundo) e tirar suas próprias conclusões: ”

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Histórias que provam: o sucesso vem com as derrotas

Harrisson Ford, hoje ator de sucesso, se tornou carpinteiro após o fracasso como ator em sua primeira atuação. Conheça a sua história.

Não é sempre que o sucesso vem fácil. Na maior parte das vezes, ele só dá as caras depois de muito esforço e muitas tentativas fracassadas. A regra é bem ilustrada por uma frase de Wiston Churchill: “o sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo”. Veja, a seguir, a história de Harrison Ford, que antes de se dar bem na vida passou por bons bocados.

A primeira vez que Harrisson Ford apareceu no cinema foi para fazer um pequeno papel em “O Ladrão Conquistador”, de 1966. Da estreia, no entanto, não vieram grandes oportunidades para o ator. Com uma esposa e dois filhos para manter, ele largou tudo, em 1970, para se tornar carpinteiro – uma profissão que ele julgava mais estável financeiramente.

Coincidência ou não, Ford começou a construir gabinetes para o cenário de “Loucuras de Verão”, filme dirigido por George Lucas, em 1973. O contato com o diretor lhe rendeu uma participação no longa e, mais para a frente, o papel de Han Solo em “Star Wars IV: Uma Nova Esperança”. Conhecido também por sua atuação em Indiana Jones e Blade Runner, o artista possui, hoje, dois recordes hollywoodianos no Guinnes Book: o de ator que gerou o maior lucro de bilheteria e o de ator com mais filmes que ultrapassaram a marca de US$ 100 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos.

Trecho extraído da publicação original 8 HISTÓRIAS QUE PROVAM: O SUCESSO VEM COM DERROTAS, em Época Negócios

Como transformar hábitos

Professores mostram o que os gestores devem fazer para transformar o comportamento de seus subordinados e criar equipes mais motivadas e flexíveis

Por Dalen Jacomino
(Publicado originalmente na Você SA)

Mudar de comportamento não é fácil. E mudar o comportamento dos outros é ainda mais difícil. Shlomo Ben-Hur, professor da IMD, escola de negócios suíça e Nik Kinley, consultor inglês de gestão da mudança estão lançando o livro Changing Employee Behavior, Palgrave Macmillan (Mudando o Comportamento do Funcionário, em tradução livre, sem edição no Brasil) em que mostram que os líderes podem estimular a transformação comportamental de suas equipes por meio de algumas técnicas mapeadas pelos especialistas em pesquisas conduzidas com 500 gerentes do mundo todo.

“O gestor deve primeiro analisar quais das quatro áreas precisam de maior suporte: motivação, habilidade, capital psicológico ou ambiente e aí decidir onde vai focar seus esforços”, diz Shlomo em entrevista a VOCÊ S/A. Nesta proposta, o papel do líder é apoiar as pessoas da equipe para que consigam mudar e sustentar a nova atitude.

A transformação: motivação em alta

Não é novidade para ninguém que profissionais motivados fazem, sim, toda a diferença. Os professores afirmam que pessoas com maior motivação interna tendem a apresentar resultados melhores, no longo prazo, do que as que se motivam por fatores externos, como bônus ou uma promoção. Portanto, o caminho para os líderes é despertar essa energia interna na equipe.
“A autonomia é um dos ingredientes mais importantes para gerar motivação intrínseca. Pessoas com alto nível de autonomia têm apresentado maior capacidade de sustentar seus esforços e atingir seus objetivos”, dizem os autores.
Como fazer isso:

– Faça com que os profissionais se envolvam no processo de escolha e de discussão dos objetivos da área ou da empresa e procure ouvir quando e como eles de sentem prontos para abraçar uma mudança.
– Deixe claro que cada um do time tem opções. Frases do tipo “cabe a você decidir como fazer isso” ou “você é livre para escolher” aumentam o senso de autonomia.
– Desenhe, ao lado dos membros da equipe, diferentes caminhos para realizar projetos e processos.

A transformação: vontade de vencer desafios

Os profissionais sentem mais vontade de realizar uma determinada tarefa quando sabem que têm domínio sobre aquela atividade. Mas, nem sempre, as pessoas têm essa sensação de que estão no controle quando surge um desafio pela frente. “Um estudo mostrou que pessoas que viam suas metas como difíceis, ao contrário daquelas que as viam como fáceis, experimentaram um crescimento na satisfação no trabalho e no sentimento de sucesso num período de 3 anos”, dizem os autores.
Como fazer isso:

– Enxergue as qualidades das pessoas. Mostre que confia no funcionário dizendo que acredita em sua capacidade de realização.
– Valorize e reconheça quando alguém fizer algo bom.
– Se você acredita que um profissional de seu time não está respondendo a nenhum dos desafios, descreva a mudança desejada apelando para o orgulho, usando frases como: “seja o melhor”, “recuse a falhar” ou “faça algo da melhor maneira possível”.

A transformação: aumento da resiliência

Existem vários nomes para definir a capacidade de permanecer no jogo: determinação, perseverança, força de vontade, resiliência e por aí vai. Essa característica é essencial, seja para quem quer se dar bem, seja para quem está tentando mudar de atitude. O problema, segundo os autores, é que a força de vontade é um recurso limitado em cada um. Mas é possível esticar esse limite ou, pelo menos, reforçar a resiliência.
Como fazer isso:

– A força de vontade aumenta com a prática. Comece dando tarefas mais simples para que o profissional possa treinar sua determinação. Por exemplo: resolver duas pendências todos os dias.
– Ajude as pessoas a manter o foco naquele novo hábito. Quando alguém perde o foco da mudança de comportamento provavelmente vai se esquecer da nova atitude que tenta incorporar.
– Use o tom correto ao falar com os outros. Não adianta usar um tom imperativo achando que as pessoas vão mudar, automaticamente, a maneira como se comportam. O melhor é ir devagar, ainda mais quando o propósito é aumentar a resiliência – caso o contrário, os profissionais podem ficar resistentes à novidade.

Os segredos para Novos hábitos

O hábito é um comportamento rotineiro que tende a ocorrer automática e inconscientemente. Se você busca ajudar alguém a mudar de comportamento tem que, primeiramente, entender quais são os hábitos daquela pessoa. Só depois, é possível incentivar a transformação. A seguir, os caminhos para fomentar um novo hábito.

1. Um por vez: Identifique os comportamentos que alguém precisa desenvolver e seja específico: em vez de fazer uma lista com trinta atitudes, escolha apenas uma por vez. Quando comentar sobre isso com o outro, seja claro e didático sobre sua crítica e não se esqueça de dar exemplos.

2. Reforço positivo: Ofereça pequenas recompensas depois da realização de um novo comportamento. Pode ser um convite para um almoço em um restaurante fora da empresa ou um elogio sincero.

3. Comprometimento: Ajude a pessoa a repetir o novo comportamento até que aquilo se torne um hábito. Uma estratégia é colocar no papel o que deve ser mudado – as pessoas tendem a se comprometer mais quando há um acordo formal e o compromisso se torna público.

4. Clareza: Para que a mudança seja eficiente, a outra pessoa precisa entender exatamente por que deve se desfazer do hábito antigo e adquirir um novo. Dê essas explicações.

O corpo humano dá dicas para ter boa produtividade

Independentemente, do perfil de cada pessoa, existem alguns padrões na fisiologia humana — como o famoso soninho depois do almoço — que se aplica para a maioria. E o chefe que conhece um pouco mais como funciona o corpo humano vai obter algumas vantagens na gestão de seus times — e, consequentemente, na entrega de resultados.

“Quanto mais você respeita os processos biológicos, melhor é para o indivíduo e para a qualidade de sua produção”, afirma José Cipolla Neto, professor de fisiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

Olhos

Quem adora apresentações em PowerPoint com muitos efeitos visuais deveria repensar o recurso. O uso de flashes pode acarretar estresse visual, atrapalhando a absorção do conteúdo. Estimular os funcionários a fazer pequenas pausas também é uma medida que previne a popular “vista cansada”, responsável pelas fortes dores de cabeça. “A cada duas horas de uso contínuo de computador, é recomendável descansar entre dez e 15 minutos”, diz Jorge Miltre, oftalmologista do Hospital de Olhos de São Paulo — Hosp.

Boca / Cordas vocais

Criar espaços para comunicação é uma medida que, além de demonstrar transparência na gestão, pode trazer grandes benefícios neurológicos. “Deixar as pessoas falar e escutá-las com paciência ajuda na liberação da dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer, no circuito cerebral de recompensa”, afirma Fernando Gomes Pinto, professor livre-docente de neurocirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Estômago

Nem pense em agendar uma reunião ou um treinamento depois do almoço. Como o gasto energético do corpo está focado na digestão, a pessoa sente sonolência. “As refeições mais completas têm uma carga proteica e de gordura maior, o que deixa o processo de digestão lento, causando sensação de sono e dificultando o raciocínio”, afirma Cylmara Gargalak Aziz, gastropediatra do Hospital São Luiz em São Paulo.

Por outro lado, também não é indicado marcar a atividade quando o estômago está vazio. O ideal é priorizar as primeiras horas do dia — sem esquecer, é claro, das comidinhas leves ao longo do expediente. “Quem faz grandes intervalos entre as refeições corre o risco de sentir dor de estômago, o que pode evoluir para uma gastrite”, diz Sonia Trecco, nutricionista-chefe do Instituto Central do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Cérebro

De manhã, o corpo sofre um aumento do nível dos hormônios responsáveis por oferecer energia e vitalidade, como o cortisol e a insulina. “Eles vão diminuindo com o passar das horas, por isso muitas pessoas sentem menos disposição no período da tarde”, diz Osmar Monte, endocrinologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Por esse motivo, é recomendável agendar reuniões nas primeiras horas do expediente.

E nada de encontros demorados, porque a maioria é capaz de manter a atenção até aproximadamente 50 minutos. Nos treinamentos, o ideal é que o RH crie situações em que os participantes vivenciem o conteúdo apresentado. “O sistema nervoso aprende por acerto e erro”, diz Carla Tieppo, pesquisadora na área de neurociências. “Se a pessoa recebe informações, mas não as coloca em prática, elas serão esquecidas.”

Coluna

As dores nas costas costumam ser uma das principais vilãs do absenteísmo nas empresas. Isso porque é comum no ambiente de trabalho o funcionário permanecer um longo tempo na mesma posição, em pé ou sentado. “A dica é fazer alterações sutis de movimento para evitar a sobrecarga da região lombar”, afirma Elder Camacho, fisioterapeuta-chefe da equipe Equilíbrio Fit & Fisio, clínica especializada em coluna, em São Paulo. No intervalo de 50 minutos a duas horas, também se recomenda circular pelo escritório não só para relaxar a mente mas também para aliviar a tensão do corpo.

Útero

Não é machismo, mas as mulheres costumam ser emocionalmente mais sensíveis do que os homens. Quando estão no período de tensão pré-menstrual, essa característica fica mais acentuada, pois aumenta o nível de estrogênio e progesterona. Além disso, a taxa de serotonina, neurotransmissor relacionado à regulação do humor, é menor no sexo feminino. Já que você não vai saber exatamente quando suas funcionárias estão nessa fase, é melhor reservar as conversas delicadas para a manhã. “O melhor horário para discutir um assunto difícil é entre 10 e 13 horas, quando o nível de serotonina ainda é alto”, afirma o ginecologista e obstetra Eliezer Berenstein.

Músculos

A ginástica laboral é uma prática disseminada em várias empresas e deve ser feita, preferencialmente, no período da manhã e no fim do dia. Um exercício de 15 minutos já é suficiente. O mais importante, no entanto, é realizar séries de alongamento específicas para cada grupo. “Quem passa muito tempo em pé pode desenvolver problemas vasculares, por isso a atividade deve ser direcionada para as pernas”, diz o fisioterapeuta Elder Camacho.

Artigo publicado originalmente na Exame.com.

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Assuma a responsabilidade

Está aí um dos meus temas prediletos: Eu sou a única pessoa responsável pelo meu sucesso ou… pelo meu fracasso!

Temos o hábito de sempre depositar no outro a responsabilidade pelos nossos resultados, especialmente os maus, não é mesmo? O fato é que precisamos reconhecer que somos o agente transformador capaz de criar o que desejamos para a nossa vida profissional ou pessoal.

Tenho comprovado cada dia mais o efeito dessa conscientização nas pessoas, através dos muitos processos de Coaching que realizo com meus clientes. À medida que cada um percebe o seu verdadeiro papel de provocar mudanças e se responsabilizar, de fato, pelo que deseja criar para si, os resultados são surpreendentes.

Esse artigo da Robert Half retrata exatamente o que penso a respeito do tema. Boa leitura!

“Todo mundo conhece pelo menos uma pessoa descontente com seu cargo, empresa, salário, reconhecimento, entre tantas outras coisas. Afinal, é inerente ao ser humano viver nesta constante busca por mais e pelo melhor. Recentemente, conversei com um profissional, já bastante sênior, que se sentia extremamente desvalorizado na empresa em que trabalha. Nos seus 10 anos de companhia, foi promovido apenas uma vez e, ultimamente, não conseguia oportunidades de se desenvolver. Além disso, não achava que era visto como um alguém importante. Quando perguntei a ele porque se sentia assim, as respostas foram, em geral, algo como “meu chefe não me dá uma chance” ou “minha empresa não tem um plano de carreira claro”.

Segundo ele, como a empresa era muito grande, ficava restrito apenas à atividade específica que tinha e onde já está há cinco anos. Não contive a curiosidade e perguntei quantas vezes ao longo dos últimos cinco anos ele tinha demonstrado ao seu chefe interesse em fazer mais pela empresa. Muito franco, disse que em apenas uma ocasião tinha conversado de maneira breve a respeito de novas oportunidades e uma eventual promoção, porque não gostava de ficar “cavando promoção”. Insistentemente, indaguei novamente sobre quantas vezes ele tinha pedido a oportunidade de entregar mais (dar mais). Não necessariamente pedir para ser promovido (receber mais), mas, sim, para ter mais responsabilidades. Mais uma vez, honestamente, respondeu que nunca havia abordado o assunto daquela forma com seu gestor.

Como este profissional, muitos outros passam por situações parecidas todos os dias. Carreiras que poderiam ser brilhantes, acabam sendo prejudicadas por outros dois comportamentos: 1) atribuir a responsabilidade do resultado aos outros (pessoas, empresas, circunstancias, etc.) e 2) pensar em como se pode receber mais e não pensar em como entregar mais. A atenção dada ao desejo de mais para si (ter mais, poder mais, receber mais) é sempre tão grande que quando algo não sai como o esperado, atribuir a responsabilidade aos outros é quase que automática. Afinal, o que se quer é o melhor: o melhor cargo possível, o melhor carro possível, o melhor plano de carreira possível, o melhor salário possível, etc. Nada mais natural. Mas será que estão sendo os melhores profissionais que podem ser? Será que estão entregando o melhor de si? Infelizmente, frequentemente a resposta para estas perguntas é “não”.

A diferença fundamental entre profissionais de destaque e profissionais que não alcançam suas aspirações está nesta resposta. Quando a resposta é “não” é mais comum encontrar pessoas descontentes, por vezes, frustradas com sua condição profissional, embora seja possível encontrar alguns casos de moderado sucesso. Mas quando a resposta é “sim” o céu é o limite! Pessoas que assumem a responsabilidade, que procuram fazer mais e que, de fato, se dedicam para fazer o melhor que podem em cada pequena tarefa no seu dia a dia acabam, naturalmente, alcançando coisas que, às vezes, nem mesmo elas previam. Quando algo sai diferente do esperado por elas, ao invés de caçar culpados, procuram recursos para atingir o que buscam, não perdem tempo se lamentando ou com autocomiseração. Consequentemente, se tornam mais fortes, mais versáteis e aptas a fazer mais pelos outros (empresas, família, comunidade). Enquanto vão realizando, o desejo “de mais” as impele para frente e naturalmente as recompensas vão aparecendo: uma promoção, um salário maior, um carro melhor. Para elas, ninguém lhes deve nada. A responsabilidade pelo que vão receber ou não é absolutamente delas. Depende delas ser um gestor mais capaz, um profissional mais eficiente, um colega de trabalho mais colaborativo e amistoso.

E são essas atitudes que as levam pelo caminho sem volta do sucesso. Seja ele profissional ou mesmo pessoal. Assim, quando alguém me pede um conselho para se diferenciar, seja em entrevistas de emprego ou mesmo na sua atual empresa, minha recomendação é sempre “assuma a responsabilidade. Entregue mais e você vai receber mais”. Num momento delicado de mercado como o atual, acredito que este conselho possa realmente fazer a diferença para muita gente. Porque como diz a célebre frase “em épocas de crise tem gente que chora e tem gente que vende lenço”. Em qual papel se colocar depende exclusivamente de cada um.”

Artigo de autoria de Ranisson Silva, publicado originalmente no Blog da Robert Half

4 Atitudes para tirar proveito de um trabalho que NÃO gosta

Se você está em um momento da vida em que a dificuldade para sair de casa e ir para o trabalho é uma constante, ou que está achando tudo sem propósito e sem saída, este artigo é para você!

Agora, se você está com o pique todo, muitos projetos de vida e a motivação lá nas alturas, pode ir para o final desta mensagem…rs… mas, não se esqueça de compartilhar esse aprendizado com alguém que deseja ajudar!

Em minha última palestra, um jovem me fez a seguinte pergunta: “Trabalho em uma empresa que me traz oportunidades de aprendizado e de crescimento, mas não gosto do que faço. Para mim, é um sacrifício ter que me dirigir ao trabalho todos os dias, mas foi a profissão que escolhi. E agora? Devo insistir em algo que eu não consigo gostar?

Gostaria então de compartilhar com você a minha resposta e acrescentar outras dicas que poderão trazer mais resultados efetivos: se você não pode fazer uma mudança imediata de trabalho devido aos seus compromissos com a família, com os estudos, ou porque ainda não sabe que caminho seguir, preste atenção nas 4 atitudes que pode tomar agora para que os seus dias sejam mais felizes e proveitosos:

1 # Faça uma lista de tudo que você gosta no trabalho, mesmo que seja algo simples: interagir com os colegas, organizar seus arquivos, conhecer coisas novas, elaborar indicadores, seguir os processos da empresa, enfim, não importa o que seja. Vamos lá, sei que é difícil e que uma coisa legal remete a várias outras desagradáveis, mas resista, pense nos detalhes e encontre o que lhe traz uma boa energia.

2 # Agora, encontre o tipo de habilidade que você pode e quer desenvolver ao realizar essa sua atividade prazerosa, da seguinte maneira: se gosta de se relacionar com colegas, procure inserir sutilmente em sua fala os seus pontos fortes, desenvolvendo o marketing pessoal; se gosta de elaborar indicadores ou relatórios, pense como poderá fazer tantos outros mais inovadores, desenvolvendo a sua criatividade; se gosta de conhecer gente nova, procure interagir com pessoas diferentes na hora do almoço ou no café, expandindo a sua rede de contatos, e assim por diante;

3 # Para todas as suas ações listadas no item 1, encontre um benefício, criando um vínculo ao que deseja alavancar. Só assim a sua situação atual deixará de ser tão penosa. Sabe por quê? Se eu não encontro benefício algum no que faço, ou se vejo somente o lado negativo das coisas, a minha motivação tende a reduzir a zero, trazendo dias muito infelizes e improdutivos.

4 # Comece já a pensar qual será o seu próximo passo na vida e como sair do momento em que se encontra. Uma nova empresa ou área de negócio? Uma profissão diferente? Ou o próprio negócio? O mundo não se limita ao local onde se encontra ou ao trabalho que executa. Quando se dispõe de fato a buscar o seu verdadeiro caminho, esse seu movimento já causa novas ondas de energia a seu favor. Há riscos por toda parte, inclusive onde você está. Não se intimide.

Já sei que os primeiros dias de mudança são mesmo de amargar, duros mesmos, mas com persistência, foco e disciplina, os novos hábitos vão se desenvolvendo e se tornando naturais.

Pode até ser que, ao fazer esse exercício, você perceba que o seu trabalho não é tão ruim assim e que a sua mobilização já causou uma série de outras movimentações a sua volta, deixando você mais perceptível aos olhos dos outros e fazendo de você uma pessoa mais interessante. Sua presença passa a ser desejada pelos colegas e suas ideias mais inspiradoras.

Portanto, não se entregue ao desânimo e nem a uma vida de espera que as coisas aconteçam: arregace as mangas, monte o seu plano de ação, com tarefas claras, data e hora de cada atividade e restará um só caminho para você: o do sucesso!

wayniere - Blog
Wayniere Valim
Coach – Ways up Founder

 

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O estresse é o inimigo do foco

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Professor de Harvard ensina alunos a serem felizes

Este artigo publicado pela Você S.A traz dicas valiosas da psicologia positiva para encontrar a tão sonhada felicidade e enfatiza as ideias trazidas pelo coaching sobre o caminho da realização pessoal e profissional. É preciso entender que a felicidade não está nas mãos do outro, mesmo que este outro seja a pessoa que mais amamos ou que mais nos ama. A felicidade está sob a responsabilidade de cada um e é fruto da permissão dada a si para vivenciá-la. E para que isso ocorra são necessários três ingredientes fundamentais: autoconhecimento, coragem e determinação, se tornando o agente da própria vida e se permitindo viver de acordo com os seus valores, as suas convicções. Boa leitura!

“Os cursos mais populares da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, não ensinam medicina nem direito, mas felicidade. No ano passado, mais de 1 000 alunos se inscreveram para assistir às aulas do professor Tal Ben-Shahar, que usa um ramo da psicologia para ajudar os estudantes de graduação na busca da realização pessoal.

Na primeira vez que ministrou o curso, há dez anos, oito pessoas se inscreveram. A fama cresceu e, embora os alunos façam trabalhos, não recebem notas, mas algo mais pessoal. “Eles falam que a aula muda a vida deles”, diz Tal. Nesta entrevista, ele mostra como encontrar satisfação profissional e pessoal.

VOCÊ S/A – Aulas que têm como enfoque otimismo e felicidade não são algo comum em uma universidade tradicional como Harvard. Por que criou o curso?
Tal Ben-Shahar – Comecei a estudar psicologia positiva e a ciência da felicidade porque me sentia infeliz. No meu segundo ano de estudante em Harvard, quando cursava ciência da computação, eu era bem-sucedido, pois tinha boas notas e tempo para atividades que me davam prazer, como jogar squash. Mesmo assim era infeliz. Para entender por que, mudei de área e fui cursar filosofia e psicologia. Meu objetivo era responder a duas perguntas: por que estou triste e como posso ficar feliz? Estudar isso me ajudou, e decidi compartilhar o que aprendi.

VOCÊ S/A – Uma pesquisa de doutorado feita no Brasil revela visões diferentes do que é ser bem-sucedido, que vão além de dinheiro e poder. As pessoas buscam algo mais profundo?
Tal Ben-Shahar – Sucesso não traz, necessariamente, felicidade. Ter dinheiro ou ser famoso só nos faz ter faíscas de alegria. A definição de sucesso para as gerações mais novas mudou. Não é que as pessoas não busquem dinheiro e poder, mas há outros incentivos. No passado, sucesso era definido de maneira restrita, e as pessoas ficavam numa empresa até a aposentadoria. Agora, há uma ânsia por ascender no trabalho, ter equilíbrio na vida pessoal e encontrar um propósito.

VOCÊ S/A – Qual a principal lição sobre a felicidade o senhor aprendeu?
O que realmente interfere na felicidade é o tempo que passamos com pessoas que são importantes para nós, como amigos e familiares — mas só se você estiver por inteiro: não adianta ficar no celular quando se encontrar com quem você ama. Hoje, muita gente prioriza o trabalho em vez dos relacionamentos, e isso aumenta a infelicidade.

VOCÊ S/A – Descobrir para onde queremos ir seria a grande questão?
Muita gente não sabe o que pretende da vida simplesmente porque nunca pensou sobre o assunto. As pessoas vivem no piloto automático. Ouvem de alguém que deveriam ser advogado ou médico, e acreditam em vez de se perguntar do que gostam. Essa é a questão fundamental.

VOCÊ S/A – Como aplicar as diretrizes da psicologia positiva no dia a dia do trabalho?
Uma maneira é pensar nos progressos diários que um profissional alcança no fim de cada dia. Segundo uma pesquisa de Teresa Amabile, professora de administração da Harvard Business School, quem faz isso tem índices mais altos de satisfação e é mais produtivo. Deve-se também valorizar os próprios pontos fortes e, no caso dos chefes, os pontos fortes das pessoas da equipe, o que aumenta a eficiência dos times. Isso não significa deixar de lado as fraquezas, que devem ser gerenciadas. Apenas que a maior parte da energia precisa ser gasta fortalecendo os pontos fortes ao máximo.

VOCÊ S/A – Dá para fazer isso mesmo em momentos de crise ou de baixo desempenho?
Sim, desde que os profissionais sejam realistas. Em 2000, quando Jack Welch­ (ex-presidente da GE e referência em gestão) foi nomeado o gerente do século pela revista Fortune, perguntaram que conselho ele daria a outros gerentes. A resposta foi: aprendam a encarar a realidade. O mesmo se aplica nesse caso. A psicologia positiva não defende que os erros e os pontos fracos sejam ignorados. Apenas propõe uma mudança de foco: parar de enxergar só o que vai mal e ver o que dá certo — mesmo nas crises. A proposta é observar o quadro completo da realidade.

VOCÊ S/A – Qual sua opinião sobre o discurso de que basta fazer o que ama para encontrar satisfação profissional?
Isso pode ser a solução para alguns. Na maioria dos lugares e trabalhos, é possível identificar aspectos significativos para cada pessoa. Uma pesquisa feita com profissionais que trabalham em hospitais mostrou que tanto no caso de médicos quanto de enfermeiros e auxiliares havia profissionais que enxergavam o trabalho como um chamado e outros que o viam apenas como um emprego. Em outras palavras, o foco que damos ao trabalho acaba sendo mais importante do que a natureza dele. Alguém que é funcionário de um banco pode pensar que trabalha com planilhas o dia todo ou que está ajudando as pessoas a gerenciar sua vida.

VOCÊ S/A – O jornalista britânico Oliver Burkeman defende que não se deve buscar felicidade, mas o equilíbrio, pois ninguém pode ser feliz sempre. O que acha disso?
Concordo. A primeira lição que dou na minha aula é que nós precisamos nos conceder a permissão de sermos seres humanos. Isso significa vivenciar emoções dolorosas, como raiva, tristeza e decepção. Temos dificuldade de aceitar que todo mundo sente essas emoções às vezes. Não aceitar isso leva à frustração e à infelicidade.

VOCÊ S/A – O senhor é feliz?
Eu me considero mais feliz hoje do que há 20 anos e creio que serei ainda mais feliz daqui a cinco anos. A felicidade não é estática. É um processo que termina apenas com a morte. Encontrei significado em meu trabalho e faço o que me dá prazer, mesmo tendo, como todo mundo, momentos de estresse e sofrimento — esse é o equilíbrio que todo profissional deve almejar.
Mas também procuro desfrutar de coisas fora do mundo do trabalho: passar tempo com minha família, com meus amigos e encontrar um espaço na agenda para a ioga. Tudo com moderação.”