Arquivo: Carreira

Por que a autoestima é importante para crescer na carreira

Recentemente o maior tenista da história do Brasil, Gustavo Kuerten, compartilhou em suas redes sociais uma mensagem que enviou de Paris aos pais aos 15 anos de idade. “Eu sou um jogador de tênis do Brasil, como eu existem milhares iguais. Só que eu acho que posso ser o número 1 e por isso estou treinando muito e dando tudo de mim”, escreveu o então aspirante a atleta premiado.

Guga compartilhou o arquivo ao comemorar 15 anos depois de ter chegado ao topo do ranking mundial do esporte e ser o primeiro sul-americano a alcançar esse posto. Além das competências ligadas à determinação e superação, a construção e o desenvolvimento da autoestima de Guga desde a juventude foi um fator fundamental para o sucesso que atingiu em sua carreira.

A autoestima mostra a forma como nos sentimos em relação a nós mesmos. Ela se configura a partir de experiências vividas, de relacionamentos e mensagens que recebemos de pessoas próximas importantes. Por isso mesmo, é fundamental para a projeção na carreira.

A importância da autoestima

O jovem que deseja desenvolver uma trajetória de impacto e se destacar deve buscar formas de ampliar sua autoestima positiva. O motivo é simples: quem aprendeu a confiar em si e nos demais, normalmente tem uma posição existencial de maior valorização de si e do outro. Respeita a si e aos outros, mostrando consideração, usando de tratamento franco, direto, sincero e respeitoso — independentemente da posição ou do estilo de pessoa com a qual se relaciona.

Algumas questões influenciam a formação da autoestima de uma pessoa: a forma como ela percebe a realidade, tipo de pensamentos, forma de representação de suas ideias e desejos; a qualidade da saúde física; a qualidade dos relacionamentos e a maneira como percebe o mundo à sua volta; o nível de autoconhecimento e como promove a tomada de conhecimento; o nível de esforço para superar os próprios limites e as melhorias no desenvolvimento da personalidade.

O nível de interesse na mudança e no aprimoramento pessoal também influencia a forma como construímos nossa autoconfiança – isso mesmo, ela pode ser construída. E o processo de construção acontece quando, ao longo da vida, reconhecemos em cada encontro conosco e com outras pessoas uma oportunidade para ampliação do autoconhecimento (saber quais são as suas necessidades, desejos e habilidades), autoaceitação (aceitar o próprio temperamento e estabelecer objetivos concretos de mudança pessoal) e autodesenvolvimento (a capacidade de avaliar individualmente suas características, reforçando qualidades e trabalhando para corrigir limitações e planejar mudanças com objetivos e metas, de forma persistente).

Mas como podemos promover a autoestima de forma sustentável? A seguir, apresento algumas atitudes que podem ajudar:

1. Torne-se proativo e antecipe comportamentos realizadores

Procure observar a realidade sob perspectivas positivas e pensando mais na solução do que nos problemas. Dedique-se a uma causa, procurando alinhar suas expectativas às reais possibilidades de crescimento. Você é protagonista de suas escolhas e responsável.

2. Exercite para reduzir suas resistências a mudanças; perceba e aproveite oportunidades

É natural ficarmos na zona de conforto, mas apenas fora dela alcançamos o aprendizado e abrimos possibilidades de realização. Novas experiências ampliam a percepção de novos caminhos e perspectivas em sua vida.

3. O poder da comunicação é dizer o que sente, respeitando o direito do outro construindo relacionamentos de forma assertiva

Pela linguagem promovemos a ação do outro. Assim, desenvolver habilidades de negociação, baseadas na relação ganha-ganha e respeitando os mais diferentes pontos de vista, é uma forma positiva de construção da carreira. Cultive a firmeza com ternura e a decisão com flexibilidade.

4. Planeje e coloque em prática estratégias para alcançar seus objetivos

Crie objetivos desafiadores e procure avaliar constantemente suas atitudes e de como estas têm ajudado a atingir seus propósitos. É importante também que desenvolva competência na administração do seu tempo, conseguindo colocar-se como responsável por suas escolhas, priorizando as iniciativas de forma eficaz. Valorize-se e mantenha o foco!

Artigo de autoria de:
*Virgínia Gherard, colunista do Na Prática, é consultora em gestão de pessoas e possui expertise em desenvolvimento de lideranças e equipes de alta performance. É psicóloga e doutoranda pela Universidade do Minho, em Portugal. Tem 26 anos de carreira construídos em grandes empresas, formação internacional em coaching e leciona nos cursos de pós-graduação e MBA da PUC e da Fundação Dom Cabral.

Publicado originalmente no site Na Prática.

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Como transformar hábitos

Professores mostram o que os gestores devem fazer para transformar o comportamento de seus subordinados e criar equipes mais motivadas e flexíveis

Por Dalen Jacomino
(Publicado originalmente na Você SA)

Mudar de comportamento não é fácil. E mudar o comportamento dos outros é ainda mais difícil. Shlomo Ben-Hur, professor da IMD, escola de negócios suíça e Nik Kinley, consultor inglês de gestão da mudança estão lançando o livro Changing Employee Behavior, Palgrave Macmillan (Mudando o Comportamento do Funcionário, em tradução livre, sem edição no Brasil) em que mostram que os líderes podem estimular a transformação comportamental de suas equipes por meio de algumas técnicas mapeadas pelos especialistas em pesquisas conduzidas com 500 gerentes do mundo todo.

“O gestor deve primeiro analisar quais das quatro áreas precisam de maior suporte: motivação, habilidade, capital psicológico ou ambiente e aí decidir onde vai focar seus esforços”, diz Shlomo em entrevista a VOCÊ S/A. Nesta proposta, o papel do líder é apoiar as pessoas da equipe para que consigam mudar e sustentar a nova atitude.

A transformação: motivação em alta

Não é novidade para ninguém que profissionais motivados fazem, sim, toda a diferença. Os professores afirmam que pessoas com maior motivação interna tendem a apresentar resultados melhores, no longo prazo, do que as que se motivam por fatores externos, como bônus ou uma promoção. Portanto, o caminho para os líderes é despertar essa energia interna na equipe.
“A autonomia é um dos ingredientes mais importantes para gerar motivação intrínseca. Pessoas com alto nível de autonomia têm apresentado maior capacidade de sustentar seus esforços e atingir seus objetivos”, dizem os autores.
Como fazer isso:

– Faça com que os profissionais se envolvam no processo de escolha e de discussão dos objetivos da área ou da empresa e procure ouvir quando e como eles de sentem prontos para abraçar uma mudança.
– Deixe claro que cada um do time tem opções. Frases do tipo “cabe a você decidir como fazer isso” ou “você é livre para escolher” aumentam o senso de autonomia.
– Desenhe, ao lado dos membros da equipe, diferentes caminhos para realizar projetos e processos.

A transformação: vontade de vencer desafios

Os profissionais sentem mais vontade de realizar uma determinada tarefa quando sabem que têm domínio sobre aquela atividade. Mas, nem sempre, as pessoas têm essa sensação de que estão no controle quando surge um desafio pela frente. “Um estudo mostrou que pessoas que viam suas metas como difíceis, ao contrário daquelas que as viam como fáceis, experimentaram um crescimento na satisfação no trabalho e no sentimento de sucesso num período de 3 anos”, dizem os autores.
Como fazer isso:

– Enxergue as qualidades das pessoas. Mostre que confia no funcionário dizendo que acredita em sua capacidade de realização.
– Valorize e reconheça quando alguém fizer algo bom.
– Se você acredita que um profissional de seu time não está respondendo a nenhum dos desafios, descreva a mudança desejada apelando para o orgulho, usando frases como: “seja o melhor”, “recuse a falhar” ou “faça algo da melhor maneira possível”.

A transformação: aumento da resiliência

Existem vários nomes para definir a capacidade de permanecer no jogo: determinação, perseverança, força de vontade, resiliência e por aí vai. Essa característica é essencial, seja para quem quer se dar bem, seja para quem está tentando mudar de atitude. O problema, segundo os autores, é que a força de vontade é um recurso limitado em cada um. Mas é possível esticar esse limite ou, pelo menos, reforçar a resiliência.
Como fazer isso:

– A força de vontade aumenta com a prática. Comece dando tarefas mais simples para que o profissional possa treinar sua determinação. Por exemplo: resolver duas pendências todos os dias.
– Ajude as pessoas a manter o foco naquele novo hábito. Quando alguém perde o foco da mudança de comportamento provavelmente vai se esquecer da nova atitude que tenta incorporar.
– Use o tom correto ao falar com os outros. Não adianta usar um tom imperativo achando que as pessoas vão mudar, automaticamente, a maneira como se comportam. O melhor é ir devagar, ainda mais quando o propósito é aumentar a resiliência – caso o contrário, os profissionais podem ficar resistentes à novidade.

Os segredos para Novos hábitos

O hábito é um comportamento rotineiro que tende a ocorrer automática e inconscientemente. Se você busca ajudar alguém a mudar de comportamento tem que, primeiramente, entender quais são os hábitos daquela pessoa. Só depois, é possível incentivar a transformação. A seguir, os caminhos para fomentar um novo hábito.

1. Um por vez: Identifique os comportamentos que alguém precisa desenvolver e seja específico: em vez de fazer uma lista com trinta atitudes, escolha apenas uma por vez. Quando comentar sobre isso com o outro, seja claro e didático sobre sua crítica e não se esqueça de dar exemplos.

2. Reforço positivo: Ofereça pequenas recompensas depois da realização de um novo comportamento. Pode ser um convite para um almoço em um restaurante fora da empresa ou um elogio sincero.

3. Comprometimento: Ajude a pessoa a repetir o novo comportamento até que aquilo se torne um hábito. Uma estratégia é colocar no papel o que deve ser mudado – as pessoas tendem a se comprometer mais quando há um acordo formal e o compromisso se torna público.

4. Clareza: Para que a mudança seja eficiente, a outra pessoa precisa entender exatamente por que deve se desfazer do hábito antigo e adquirir um novo. Dê essas explicações.

Assuma a responsabilidade

Está aí um dos meus temas prediletos: Eu sou a única pessoa responsável pelo meu sucesso ou… pelo meu fracasso!

Temos o hábito de sempre depositar no outro a responsabilidade pelos nossos resultados, especialmente os maus, não é mesmo? O fato é que precisamos reconhecer que somos o agente transformador capaz de criar o que desejamos para a nossa vida profissional ou pessoal.

Tenho comprovado cada dia mais o efeito dessa conscientização nas pessoas, através dos muitos processos de Coaching que realizo com meus clientes. À medida que cada um percebe o seu verdadeiro papel de provocar mudanças e se responsabilizar, de fato, pelo que deseja criar para si, os resultados são surpreendentes.

Esse artigo da Robert Half retrata exatamente o que penso a respeito do tema. Boa leitura!

“Todo mundo conhece pelo menos uma pessoa descontente com seu cargo, empresa, salário, reconhecimento, entre tantas outras coisas. Afinal, é inerente ao ser humano viver nesta constante busca por mais e pelo melhor. Recentemente, conversei com um profissional, já bastante sênior, que se sentia extremamente desvalorizado na empresa em que trabalha. Nos seus 10 anos de companhia, foi promovido apenas uma vez e, ultimamente, não conseguia oportunidades de se desenvolver. Além disso, não achava que era visto como um alguém importante. Quando perguntei a ele porque se sentia assim, as respostas foram, em geral, algo como “meu chefe não me dá uma chance” ou “minha empresa não tem um plano de carreira claro”.

Segundo ele, como a empresa era muito grande, ficava restrito apenas à atividade específica que tinha e onde já está há cinco anos. Não contive a curiosidade e perguntei quantas vezes ao longo dos últimos cinco anos ele tinha demonstrado ao seu chefe interesse em fazer mais pela empresa. Muito franco, disse que em apenas uma ocasião tinha conversado de maneira breve a respeito de novas oportunidades e uma eventual promoção, porque não gostava de ficar “cavando promoção”. Insistentemente, indaguei novamente sobre quantas vezes ele tinha pedido a oportunidade de entregar mais (dar mais). Não necessariamente pedir para ser promovido (receber mais), mas, sim, para ter mais responsabilidades. Mais uma vez, honestamente, respondeu que nunca havia abordado o assunto daquela forma com seu gestor.

Como este profissional, muitos outros passam por situações parecidas todos os dias. Carreiras que poderiam ser brilhantes, acabam sendo prejudicadas por outros dois comportamentos: 1) atribuir a responsabilidade do resultado aos outros (pessoas, empresas, circunstancias, etc.) e 2) pensar em como se pode receber mais e não pensar em como entregar mais. A atenção dada ao desejo de mais para si (ter mais, poder mais, receber mais) é sempre tão grande que quando algo não sai como o esperado, atribuir a responsabilidade aos outros é quase que automática. Afinal, o que se quer é o melhor: o melhor cargo possível, o melhor carro possível, o melhor plano de carreira possível, o melhor salário possível, etc. Nada mais natural. Mas será que estão sendo os melhores profissionais que podem ser? Será que estão entregando o melhor de si? Infelizmente, frequentemente a resposta para estas perguntas é “não”.

A diferença fundamental entre profissionais de destaque e profissionais que não alcançam suas aspirações está nesta resposta. Quando a resposta é “não” é mais comum encontrar pessoas descontentes, por vezes, frustradas com sua condição profissional, embora seja possível encontrar alguns casos de moderado sucesso. Mas quando a resposta é “sim” o céu é o limite! Pessoas que assumem a responsabilidade, que procuram fazer mais e que, de fato, se dedicam para fazer o melhor que podem em cada pequena tarefa no seu dia a dia acabam, naturalmente, alcançando coisas que, às vezes, nem mesmo elas previam. Quando algo sai diferente do esperado por elas, ao invés de caçar culpados, procuram recursos para atingir o que buscam, não perdem tempo se lamentando ou com autocomiseração. Consequentemente, se tornam mais fortes, mais versáteis e aptas a fazer mais pelos outros (empresas, família, comunidade). Enquanto vão realizando, o desejo “de mais” as impele para frente e naturalmente as recompensas vão aparecendo: uma promoção, um salário maior, um carro melhor. Para elas, ninguém lhes deve nada. A responsabilidade pelo que vão receber ou não é absolutamente delas. Depende delas ser um gestor mais capaz, um profissional mais eficiente, um colega de trabalho mais colaborativo e amistoso.

E são essas atitudes que as levam pelo caminho sem volta do sucesso. Seja ele profissional ou mesmo pessoal. Assim, quando alguém me pede um conselho para se diferenciar, seja em entrevistas de emprego ou mesmo na sua atual empresa, minha recomendação é sempre “assuma a responsabilidade. Entregue mais e você vai receber mais”. Num momento delicado de mercado como o atual, acredito que este conselho possa realmente fazer a diferença para muita gente. Porque como diz a célebre frase “em épocas de crise tem gente que chora e tem gente que vende lenço”. Em qual papel se colocar depende exclusivamente de cada um.”

Artigo de autoria de Ranisson Silva, publicado originalmente no Blog da Robert Half

Analítico ou intuitivo? Qual é seu perfil ao tomar decisão?

O dia de um profissional é cheio de decisões que variam em graus de complexidade e em estilos de decisão. As pessoas usam estratégias diferentes para encontrar soluções — tendo consciência disso ou não.

Decidir diariamente cria uma espécie de padrão de comportamentos que se repete diante de novos problemas. Com o objetivo de entender como as decisões do dia a dia podem influenciar a vida pessoal e profissional, o empresário americano Jeff Shinabarger escreveu o livro Yes or No: How Your Everyday Decisions Will Forever Shape Your Life (“Sim ou não: como suas decisões cotidianas vão moldar sua vida para sempre”, numa tradução livre, ainda sem edição no Brasil).

Especialista em ajudar startups a solucionar problemas sociais, Jeff identificou os sete perfis mais comuns de tomadores de decisão que se baseiam em fatores como personalidade e estilos de raciocínio.

Os perfis são diferentes — o que não significa que um é melhor do que o outro ou que alguém ficará preso só a um estilo. Tão importante quanto conhecer as próprias características é perceber como chefes, parceiros e colegas agem. “Eles podem trazer contribuições únicas para seu processo de decisão”, afirma Jeff.

1 – O indeciso

Não consegue tomar uma atitude assertiva e costuma adiar a decisão até o ponto em que é tarde demais. Normalmente, age desse modo para evitar conflitos ou porque não gosta de se sentir responsável por deliberações que afetam vidas alheias.

A vantagem: Evitar conflitos desnecessários em uma decisão que envolve opiniões contrárias às suas. A facilidade em ceder, porém, pode se virar contra a própria pessoa.

A armadilha: O problema ocorre quando a indecisão faz com que algumas chances sejam perdidas. Um indeciso tem muito mais probabilidade de definhar anos em um emprego insatisfatório só por não ter coragem de arriscar.

O conselho: Faça um balanço de suas expectativas e de seus medos.  A insegurança faz com que só os aspectos negativos sejam levados em conta. “As pessoas exageram e as perdas nem existem”, diz Maurício Sampaio, consultor de carreira, de São Paulo. Arrisque para não perder oportunidades pela falta de agilidade do pensamento.

2 – O coletivista

Quem tem esse perfil só toma uma decisão depois de consultar um bom número de pessoas em quem confia. Além dos conselhos, busca harmonia entre as opiniões diferentes de todos os que dão palpite.

A vantagem: Esse profissional funciona muito bem em situações de liderança democrática, em que a tomada de decisão é feita por meio de consenso.

A armadilha: Pedir ajuda é ótimo, mas profissionais que agem sempre assim esquecem o que querem e se deixam levar pelos outros. “Gasta-se mais energia pensando na opinião alheia do que nos próprios desejos”, diz Anderson Sant’Anna, professor da Fundação Dom Cabral, escola de negócios de Minas Gerais. A consequência é lentidão em decidir.

O conselho: Ouça mais a si mesmo. De nada adianta pedir conselhos a todo mundo que você conhece  se não tiver clareza sobre o que quer e espera daquela escolha. “É essencial ter sua opinião antes de abordar o grupo”, diz Paula Abreu, consultora de carreira e autora do livro Escolha a Sua Vida (Editora Sextante), de São Paulo.

Valorize mais suas próprias vontades e intuições. Também é importante chamar a responsabilidade para si mesmo. “Não adianta nada deixar os outros decidirem por você e depois reclamar por não ter a vida que sempre sonhou em conquistar”, afirma Paula.

3 – O aventureiro 

Sabe aquela pessoa que parece sempre ter uma história inesperada e divertida para contar? Pode se encaixar nesse grupo. O que motiva suas decisões é a adrenalina e a vontade de ampliar a bagagem pessoal.

A vantagem: O gosto por situações desconhecidas pode facilitar a descoberta e o aprendizado. Já a vontade de compartilhar o que sabe é importante para inspirar as outras pessoas da equipe.

A armadilha: O perigo, no caso, é tomar decisões aleatórias e nem sempre adequadas ao negócio. “Elas querem viver a adrenalina do momento, mas não pode ser aventura só pela aventura”, afirma Anderson. Falta também um cuidado em pensar nos riscos e na coerência entre as escolhas.

O conselho: Evite pensar só sobre o momento presente e entenda que cada decisão é importante para a formação de sua história e o alcance de seus objetivos. Antes de se aventurar, pense nas possíveis consequências no longo prazo para você e as pessoas à sua volta. “A escolha tem de fazer sentido numa trajetória de vida, não pode ser muito para contar e pouco para narrar”, diz Anderson.

4 – O analítico

Reúne o máximo possível de informações: números, estatísticas e compilações de fatos são imprescindíveis. Sem dados, não consegue imaginar que caminho deve seguir.

A vantagem: O hábito de buscar informações é útil em casos que exigem exatidão e análise aprofundada.

A armadilha: Esquecer que as decisões não se limitam ao racional e que há fatores que fogem do controle, como os desejos das pessoas envolvidas, impossíveis de ser analisados com precisão.

O conselho: Procure informações mais subjetivas que possam estar escondidas. Vale sondar as emoções das pessoas da equipe de trabalho para achar uma solução.

5  – O ponderado 

Avança somente após ter considerado todos os prós e os contras de cada decisão possível. Costuma fazer listas para colocar no papel quais devem ser as consequências dos caminhos disponíveis.

É diferente do perfil analítico porque, mesmo que goste de dados, pensa em mais de um cenário e leva em conta fatores irracionais. A preocupação é em prever o que vai acontecer a partir de cada uma das possibilidades.

A vantagem: Quem tem esse perfil se dá bem ao analisar situações complexas, em que cada consequência deve ser levada em consideração.

A armadilha: O maior desafio é aceitar que, por mais que se tente imaginar todos os detalhes das possíveis situações, não dá para colocar tudo no papel. “As escolhas envolvem riscos, e o mundo não vai se comportar sempre do jeito que você previu”, diz Anderson. Uma hora, as listas têm de acabar e a decisão deve ser colocada em prática.

O conselho: Procure ter mais flexibilidade para lidar com o desconhecido: sempre pode haver situações para as quais você não traçou um plano de ação, e saber lidar com isso é fundamental para o amadurecimento. Uma alternativa para ampliar o pensamento é trabalhar mais o lado criativo. “A vida não segue sempre em linha reta”, afirma Maurício.

6  – O espiritualizado 

As respostas surgem por meio da religião ou das crenças pessoais. Quando confrontados com uma escolha difícil, os espiritualizados buscam se isolar e rezar para ter inspiração e ajuda.

A vantagem: Facilidade em fazer reflexões mais aprofundadas e pensar no significado das escolhas de maneira mais ampla.

A armadilha: O que se guia espiritual­mente deve tomar cuidado para não esquecer que, no final, a escolha não é divina, é pessoal. “Tudo bem orar e refletir, mas às vezes quem busca inspiração em uma crença não se responsabiliza pelo que acontece”, diz Anderson. E o grande perigo é ser inflexível e achar que algo só funciona de acordo com suas crenças — o que limita o poder de escolha.

O conselho: Não tem problema buscar em sua espiritualidade auxílio para o melhor caminho a tomar, mas não se restrinja a isso na hora de tomar uma decisão. Procure ampliar as possibilidades e se abra para analisar e escutar outras opiniões e opções. “Use a fé para fortalecer a certeza de que tudo é solúvel, mas busque em sua equipe a ajuda para que suas ideias se concretizem”, afirma Paula.

7  – O intuitivo 

Aqui, a emoção vale mais do que a razão. O importante é sentir que aquilo é o certo a fazer, mais do que pensar metodicamente sobre o assunto. Pessoas que decidem assim se arriscam com mais facilidade e tomam decisões com mais velocidade.

A vantagem: Confiar na intuição pode facilitar o pensamento criativo e inovador, além de acelerar o processo de escolha.

A armadilha: Na hora da impulsividade, pode-se deixar passar alguns sinais de que aquele caminho talvez não seja o melhor a tomar — o que causa arrependimentos no futuro.

O conselho: Procure conter o impulso inicial e se pergunte se as possíveis consequências (positivas e negativas) valem a pena. Lembre-se também de que as emoções podem enganar. “Muitas vezes as coisas não acontecem como imaginamos e aí a frustração é grande”, diz Maurício.

Artigo de autoria de Bárbara Nór, da VOCÊ SA, publicado originalmente na Exame.com

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O espírito de startup que as empresas precisam

Durante muito tempo, ouvi dizer que as pessoas com perfil empreendedor somente seriam felizes e realizadas se abrissem o próprio negócio, ou seja, se empreendessem. Eles não se adaptariam a nenhuma corporação por apresentarem características um tanto “rebeldes”, não se submetendo a ambientes com processos engessados e repletos de burocracia. Felizmente, essa visão mudou e atualmente é indiscutível como os talentos e dons do perfil empreendedor podem agregar às companhias que buscam a inovação, criatividade e desejam conquistar novos patamares do sucesso.

Conheça nesse artigo de Bruno Mello, as principais características do perfil empreendedor, consciente do seu papel, e por que essas pessoas são buscadas no contexto econômico atual. Além de receberem o reconhecimento do seu valor, atuando em grandes e pequenas empresas.

“O brilho nos olhos de um empreendedor é uma das coisas mais fascinantes no mundo dos negócios. São pessoas que, mais do que interessadas em ganhar dinheiro, pensam em mudar o mundo em certa medida. Promovem algum tipo de inovação que faça diferença na vida das pessoas e que tenha relevância para o mercado. Mas estes ingredientes estão em falta na receita de muitas empresas, das pequenas às grandes.

O ímpeto de quem está começando um negócio ou buscando expandir os limites de sua startup faz estas pessoas não medirem os desafios que têm pela frente. Elas simplesmente vão em frente. Estão no mercado para resolver problemas. E têm prazer nisso. Os mais bem preparados têm consciência do caminho longo e duro que têm pela frente e, por isso, são humildes em batalhar um dia após o outro. Trabalham no longo prazo.

São colaborativos. Abertos às mudanças. Mesmo quando não são jovens na carteira de identidade, têm a jovialidade na alma. São globais e conectados. Importam-se com as pessoas. Importam-se com os clientes. Criam uma cultura e um ambiente de trabalho amigável, como se estivessem em casa e seus colaboradores, parceiros e clientes, fossem da família. Não descansam até que seus produtos e serviços cheguem ao patamar de excelência. Têm senso de urgência.

Startup, empreendedorismo, motivação. Não são arraigados em modelos de negócios e padrões de gestão do século retrasado. Rompem com o status quo. São flexíveis. Buscam fazer diferente porque estão cansados da mesmice. São estudados. Bem formados. Planejam os passos da empresa com os pés no chão e a cabeça nos sonhos e propósitos que os movem. Têm uma causa que os motivam e agregam pessoas e clientes com visão semelhante. Fazem parte de um movimento que busca transformação.

Um número cada vez maior de pessoas assim está empreendendo, criando negócios que em algum momento podem levar empresas tradicionais à bancarrota, como aconteceu com a Blockbuster. São companhias que surgem em um mercado dominado por gigantes e dinossauros. Ou criam seus próprios mercados e abocanham a liderança dos tais dinossauros. É o caso do Google e do Facebook, à frente de muitos grupos de mídia no mundo.

E pode ser o caso da empresa em que você trabalha. Ou pode ser que você seja a mola propulsora desta transformação para o concorrente. Não há atalhos. O caminho para se manter vivo no mercado e avançar é este. Profissionais com espírito empreendedor e empresas com mentalidade de startup.”

*Bruno Mello é fundador e editor executivo do portal Mundo do Marketing. Formado em jornalismo pela FACHA e com MBA em Gestão de Marketing pela UFRJ, trabalhou no Jornal de Turismo, na Rádio Carioca cobrindo economia, em sites e revista sobre automobilismo e no site da TVE Brasil, hoje TV Brasil. Fez Planejamento de Comunicação e Assessoria de Imprensa e Marketing para ONGs, piloto de Stock Car e para a Organização Hélio Alonso de Educação e Cultura.

Artigo publicado originalmente no blog da Robert Half

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A estratégia de Maju Coutinho para seguir sua vocação

Se antes eu já era fã da Maju, a Maria Júlia Coutinho – “Moça do Tempo do Jornal Nacional”, agora, conhecendo a sua história de vida, a admiro ainda mais.

Quando ainda cursava a faculdade, para lutar pelo seu sonho de ser jornalista, ela trancou o curso particular, optou por pedagogia na USP, universidade pública, e assim, com o salário de professora, retomou o curso de jornalismo, que era a sua vocação. Hoje, podemos assisti-la com todo o seu talento, beleza e simpatia.

Além dessa estratégia que usou para ir busca do seu caminho profissional, Maju também demonstra sabedoria quando luta com dignidade contra o racismo, de que é vítima, e é capaz de mostrar como uma mulher pode conquistar o seu lugar com muita competência e valorização própria, não temendo aos desafios e preconceitos que, infelizmente, ainda presenciamos nos dias atuais.

Conheça um pouco mais de sua história e veja que belo exemplo de determinação, inteligência e perseverança, publicado na Folha de São Paulo.

“Há dez anos a jornalista não passa um dia sem exercitar a série de posturas da ioga, prática que adotou quando ainda era estudante de pedagogia na USP.

Sim, a moça do tempo do “Jornal Nacional” (Globo), o telejornal de maior audiência do país, já quis ser professora. E chegou a lecionar por dois anos, para crianças, em uma escola municipal de São Bernardo do Campo.
“Cursei magistério e me decidi pela pedagogia. Mas, antes do vestibular, fiz um teste vocacional e deu jornalismo. Prestei as duas opções e passei”, lembra Maria Júlia. O resultado do teste não foi uma surpresa para quem, na infância, brincava de apresentadora do “JN”.

De família de classe média baixa paulistana, sua escolha se deu primeiro pelo bolso: trancou a faculdade privada de jornalismo (Cásper Líbero) e optou pela gratuita, de pedagogia, e a carreira recém-iniciada no magistério. “Só pensei em garantir o salário.”

No ano seguinte, conciliou as duas graduações e se “descobriu” no jornalismo. Pediu exoneração do trabalho e largou a pedagogia. “Não tinha traquejo, jogo de cintura em sala de aula. Mas a experiência me ensinou a ser didática.”

Maria Júlia viveu com os pais até o último ano da faculdade em uma casa que eles construíram na Vila Matilde, zona leste paulistana. Hoje, mora com o marido, o publicitário Agostinho Moura, no Campo Belo, zona sul da cidade.

Professores da rede pública, seus pais se sacrificaram, nas suas palavras, para que ela e o irmão mais velho tivessem um aprendizado de qualidade em escolas pagas. “Meus pais sempre falaram: ‘Podem te tirar todos seus bens, mas o conhecimento não se tira’.”

Quando criança, no colégio, conviveu com o diferente, sendo ela mesma uma criança que destoava das demais. “Havia mais um ou outro negro lá”, recorda.

MARIA E MAJU

Maria Júlia foi batizada assim em homenagem a uma tataravó materna, que todos diziam ser doce e determinada.

Foi no magistério no Anglo Latino, onde ganhou bolsa de estudo, que Maria, como até hoje seus pais a chamam, virou Maju. Na TV, Chico Pinheiro foi quem primeiro a tratou pela alcunha, no “Bom Dia Brasil”. “Reclamaram que era muito informal, e ele falou: se ela não pode ser Maju, tenho que ser Francisco”, lembra a jornalista.

Quando Maria Júlia estreou no “Jornal Nacional”, em abril, houve muitos pedidos, via redes sociais, para o âncora e editor William Bonner —que ela ainda não conhece pessoalmente— a usar o apelido. Concessão feita, Maju se tornava nome conhecido pelo país.

A previsão do tempo entrou na vida profissional de Maju em 2013, quando ela voltava das férias e recebeu o convite para ir para o estúdio dos telejornais da Globo em SP. Nos seis anos anteriores, havia trabalhado como repórter.

A vaga no maior canal do país foi conquistada com o clássico e-mail “segue meu currículo”, recebido por uma editora indicada por um amigo.

Na época, Maju trabalhava havia quatro anos na TV Cultura, onde foi repórter e chegou a apresentar algumas vezes o “Jornal da Cultura”.

Por ora, ela não pretende trocar o jornalismo pelo entretenimento. Neste ano, especulou-se que Maju poderia apresentar um telejornal ou entrar para o “Fantástico”. “Nunca recebi nenhuma proposta, mas estou aberta a novos desafios.”

Nesta semana, ela participa da Conferência do Clima de Paris (COP-21), a convite da ONU e da Organização Mundial de Meteorologia. A jornalista acompanhará alguns debates.

SEM CHAPA

“Nossa, é outra pessoa. Não sou eu”, ria Maria Júlia, ao ver no computador as imagens feitas para Serafina, na manhã de um sábado de novembro.

Em seu primeiro ensaio de moda, causou-lhe estranhamento, além das roupas estampadas e de grifes estrangeiras, o cabelo, naturalmente encaracolado e sempre solto, preso em um coque.

Orgulhosa das madeixas crespas, Maju confessa ter caído na tentação da chapinha na adolescência por dificuldade de aceitar o cabelo, alvo de piadas na escola. “Meus pais trabalharam muito essa questão, diziam que não tinha nada de errado comigo.”

Os fios deixaram ser retos quando ela se deparou com uma modelo cheia de trancinhas na capa da revista “Raça” e resolveu adotar o visual.

Em julho, Maju voltou a ouvir que seu cabelo servia “para limpar panela” numa série de ataques racistas postados no Facebook do “Jornal Nacional”. A ação ganhou investigação do Ministério Público de SP, que segue no trabalho de identificação dos autores das injúrias.

Se pudesse escolher a punição para essas pessoas, Maju as faria trabalhar por um dia em instituições de combate ao racismo. “Para elas ouvirem relatos de quem sofre preconceito. A coisa mais educativa é conviver com o diferente.” As agressões virtuais não a incomodaram tanto quanto a repercussão do ocorrido. “Enche o saco falar sempre desse assunto.”

O mesmo desconforto foi relatado a ela pela atriz Taís Araújo, outra vítima recente de ataques racistas na internet. As duas saíram para jantar no dia do ensaio para a Serafina, após Maju assistir à performance de Taís e Lázaro Ramos na peça “O Topo da Montanha”.

“A Taís disse que teve o mesmo sentimento que eu. Aquilo lá, sinceramente, não foi algo que me tocou, porque desde que você se entende por negro aqui, sabe que tem preconceito, ouve na escola”, afirma. “Apesar de achar um absurdo, não pega mais na alma de quem já leva há tanto tempo essas porradas.”

As ofensas proferidas contra a jornalista geraram uma forte campanha de apoio nas redes sociais, com o nome e a hashtag #SomosTodosMaju.

Para a jornalista, os negros no Brasil precisam cada vez mais tornarem-se visíveis para combater o racismo. “À medida que a gente não é mais invisível, que não faça só papéis de empregada [na dramaturgia], que faça a diferença em diversas áreas, as pessoas vão se acostumando”, afirma.

Nessa lógica da visibilidade, a televisão, diz, precisa ter maior presença negra. “Ainda há muitos como câmeras, faxineiras. Precisamos ampliar essa participação”, diz a jornalista, que não é integrante de movimentos raciais.”

Publicado originalmente na Folha de São Paulo.

“O estresse é o inimigo do foco”

Toda vez que vem ao Brasil, Daniel Goleman diz que o país parece estar envolvido em algum tipo de crise. A cada desembarque, a palavra está na pauta do dia. Brincadeiras à parte, ele usou essa impressão para chamar atenção do público no HSM Expomanagement  sobre seu atual campo de estudo: foco. O autor do best-seller Inteligência Emocional afirma que o estresse é o inimigo do foco. Por estresse, entenda-se tensões no ambiente corporativo e uma quantidade enorme de informações que nos bombardeiam diariamente. E vale dizer: estamos perdendo dinheiro por falta de foco. “Precisamos ser administradores da nossa atenção, não vítimas da nossa inatenção”, diz Goleman.

O autor explica que há dois tipos de distração. Quando você está tentando trabalhar em um café e há vozes ao redor das quais você precisa se desligar, eis o tipo fácil de distração. O tipo difícil é a distração emocional. Há uma parte do cérebro responsável por identificar ameaças. Ela nos ajudou a sobreviver e chegar até aqui, mas é um problema nas organizações. A questão é que essa parte do cérebro responde tanto a ameaças físicas quanto abstratas.

Se seu colega recebe uma promoção ou se você é um chefe tentando sobreviver a uma crise, essa parte emocional “sequestra” o cérebro e, portanto, o foco. Isso acaba com a nossa habilidade de pensar com clareza, aprender e se adaptar. Além disso, quando estamos nesse “modo ameaçado”, a tendência é tomar decisões mais automáticas e agressivas. Goleman justifica a atitude de Mike Tyson ao arrancar as orelhas durante a luta com Holyfield como uma situação de “sequestro emocional”.

A inteligência emocional, afirma o psicólogo, é o que costuma diferenciar os líderes das empresas. Além de entender como uma decisão tomada hoje vai afetar a empresa amanhã, ele precisa gerenciar os funcionários para colocar uma estratégia em prática. “A maior tarefa do líder é dirigir a atenção para onde ela precisa ir”, afirma. Para isso, o líder precisa trabalhar três tipos de foco: em si mesmo, nas pessoas com quem trabalha e no sistema que determina se a empresa terá sucesso.

Ferramentas

Para os líderes, eis a dica: a neurociência já mostrou que o cérebro é capaz de sentir a atitude da outra pessoa. Esse canal é extremamente importante na hora de criar um ambiente de alto desempenho.

O líder é aquela pessoa na qual todo mundo presta atenção. Um estudo da Universidade de Yale mostrou que se o líder estava de mau humor, as pessoas entravam na “vibe” e tinha um desempenho pior. Quando ele estava de bom humor, a influência era positiva. “Essa é a conversa silenciosa, que faz muita diferença no desempenho. Os líderes precisam prestar atenção ao seu estado emocional”.

Outra dica: se alguém for conversar com você, esqueça o celular, o email que está entrando na caixa ou a televisão. Preste atenção no seu interlocutor e somente nele.

Para treinar a concentração, Goleman sugere o uso da técnica de mindfulness. Ela consiste em sentar-se em uma posição confortável e prestar atenção na respiração, enquanto você inspira e expira. Sempre que sua mente tenta divagar, você deve trazer a atenção de volta para a respiração. Quanto mais você treina, mais fácil fica. É como se fosse uma musculação do foco.

Os alvos que ninguém vê

Ao final da palestra, Goleman falou sobre os objetivos que ninguém é capaz de enxergar. Ele cita a história de Kobun Chino, o guia espiritual de Steve Jobs, um excelente arqueiro. Ao se apresentar para um grupo na Califórnia, ele faz a flecha passar longe do alvo — ultrapassando a cerca e despencando no Oceano Pacífico. O público se espanta, mas ele grita como se tivesse atingido o alvo. E atingiu, mas não o alvo que todos estavam olhando.

O psicólogo faz o paralelo dos ensinamentos de Chino com a liderança de Jobs: ele foi capaz de criar um mercado para produtos que ninguém via, como o iPad. E isso foi essencial para o futuro da Apple. O mesmo acontece agora com o Google, que criou a empresa Alphabet e mostra claramente que o site de buscas é um produto de sucesso, mas que não será o único motor de crescimento da companhia.

Matéria publicada originalmente na Época Negócios.

12 hábitos de final de semana de pessoas bem-sucedidas

Fuçando na internet sobre pessoas de sucesso, como atingir o topo da carreira, entre outros assuntos na mesma linha, me deparei com o site Lifehack.org, lá tem de tudo, literalmente, saúde, tecnologia, relacionamento, empreendedorismo, fitness, produtividade, viagem, finanças, e por aí vai. E o mais legal é que várias pessoas contribuem com o site, até você pode contribuir se quiser.

Este artigo especificamente foi escrito por Emma Rushton, uma advogada, turista e blogger de Melbourne, na Austrália. Ela escreve sobre como ter perspectiva de vida sem excluir o desejo de sucesso profissional e de viajar muito. Ela passa seu tempo livre escrevendo sobre Raízes & Asas e viajando a novos países sempre que sua conta bancária e seu chefe permitem.

Bom, vamos ao artigo então…

Simples. É a mesma coisa que fazem todos os dias. Como Aristóteles dizia: “Nós somos o que fazemos repetidamente. Excelência não é um ato é um hábito.”

Veja abaixo os hábitos de final de semana das pessoas bem sucedidas:

1 – Robert Iger: Deus ajuda quem cedo madruga

Este CEO da Disney não é o único executivo que afirma acordar às 4h30 da manhã todo dia. As pessoas de sucesso não ficam na cama até 2 da tarde em um domingo, ou mesmo 11 da manhã. Pesquisas mostram que nossos cérebros estão em suas melhores condições de 2h30 a 4h depois de acordarmos. Passe a acordar cedo no fim de semana e você estará à frente de um monte de gente.

2 – Benjamin Franklin: Planejar é decidir de antemão qual é e como será sua vitória

Aparentemente, esse grande cientista norte-americano que participou da redação da “Declaração da Independência” e da Constituição dos EUA se perguntava todos os dias: “O que de bom devo fazer hoje?”. Pessoas de sucesso conhecem a importância das metas diárias – e finais de semana não são exceções.

3 – Timothy Ferris: Foco – uma coisa de cada vez

Multi-tarefas é coisa do passado. Pode até ser tentador maximizar a produtividade do seu final de semana correndo na esteira enquanto fala com a sua mãe e futrica nas redes sociais, mas as pessoas de sucesso sabem que isso diminui eficiência e efetividade. Ao invés disso, foque em cada tarefa.

4 – Anna Wintour: Corpo são, mente sã

A editora-chefe da Vogue joga tênis todo dia por uma hora. E ela não a única que tira um tempo para se exercitar. Richard Branson, fundador do conglomerado de empresas Virgin Group, faz kitesurfing; e um dos bilionários mais ricos da Índia, Anil Ambani, é maratonista. As pessoas de sucesso conhecem a importância de ter um corpo ativo para ter uma mente ativa – inclusive nos finais de semana.

5 – Steve Jobs: Priorizar para conquistar

“As coisas não têm que mudar o mundo para serem importantes.” O final de semana é o momento para se lembrar das pequenas coisas. Sair com os amigos, filhos ou companheiro pode não aumentar os ganhos ou impulsionar a carreira, mas não quer dizer que isso seja menos importante. Até o presidente do EUA arruma tempo para jantar com a família.

6 – Warren Buffet: É sempre bom ter um hobby

Ele pode ser considerado o investidor mais bem sucedido do século 20, mas em seu tempo livre Buffett gosta de tocar ukelele. As pessoas de sucesso são geralmente interessantes e seus hobbies têm muito a ver com isso. É claro que jogar golf no sábado pode ser uma ótima maneira de conhecer pessoas e buscar oportunidades de negócios, mas até em hobbies solitários como o tricô que a atriz Meryl Streep gosta e a pintura a óleo do ex-presidente dos EUA, Geoge W. Bush, podem ajudar a aumentar a criatividade e aliviar o estresse.

7 – Oprah: Momento para meditar

A celebridade mais poderosa de 2013 da revista Forbes encontra tempo para meditar por 20 minutos, duas vezes ao dia! Esse antigo segredo mais bem guardado dos praticantes de yoga foi revelado e agora todo mundo já sabe. Até o mundo corporativo está chegando à conclusão de que a meditação traz grandes benefícios: ela ajuda a reduzir o estresse, melhora a produtividade, impulsiona a criatividade e proporciona um bem-estar geral. Os finais de semana podem ser ainda mais atarefados que os dias úteis se tentar incluir as atividades da casa, exercício físico, compromissos familiares, compromissos sociais… em um período de 48 horas. As pessoas mais bem-sucedidas separam um tempo do dia para meditar, mesmo nos finais de semana.

8 – Randi Zuckerberg: Carpediem

A fundadora e CEO da Zuckerberg Media, e irmã do criador do Facebook, diz que as pessoas devem aproveitar a vida. Seu mantra é “Não há nenhum lugar que eu preferiria estar do que onde exatamente estou.” As pessoas de sucesso normalmente são competitivas e ambiciosas por natureza, praticar a atitude de gratidão e resistência ao sentimento de inveja que as mídias sociais impõem é a chave de um fim de semana feliz. E não é a felicidade o verdadeiro indicador de sucesso?

9 – Bill Gates: Momento para refletir

Como a famosa frase do fundador da Microsoft diz: “É legal celebrar o sucesso, mas o mais importante é aprender com as lições do fracasso.” A reflexão deve ser uma prática diária, mas os finais de semana são perfeitos para olharmos para trás e refletirmos sobre as lições da semana anterior e nos prepararmos para ser melhores na próxima semana. A autora do livro The hapiness project (O projeto da felicidade), Gretchen Rubin, sugere iniciar um diário de uma frase por dia para encorajar a reflexão. Faça de seu sábado ou seu domingo o dia para refletir sobre as frases da semana.

10 – Richard Branson: Coração aberto

Este empresário bilionário diz que “É espantoso o quanto focar nossa mente em questoes como saúde, pobreza, conservação e mudança climática pode ajudar e reenergizar o pensamento em outras áreas.” As pessoas de sucesso concordam com Anne Frank, quando disse que “ninguém ficou pobre de tanto doar.” Tom Corley estudou os ricos por cinco anos antes de escrever seu livro “Hábitos dos Ricos: Os Hábitos de Sucesso das Pessoas Ricas.” Ele descobriu que 73% das pessoas ricas fazem trabalho voluntário por cinco ou mais horas por mês. Nada ajuda mais a ter perspectiva e reduzir o estresse do que ajudar os menos afortunados.

11 – Jack Dorsey: Preparado pro que der e vier

O co-fundador do Twitter e do Square é conhecido por trabalhar 16 horas por dia de segunda a sexta, mas diz que “Sábado eu saio, faço trilha, e no domingo eu reflito, penso no que passou, faço planos e me preparo para o resto da semana.” Esqueça a ressaca de domingo, vamos chamá-lo agora de “Dia de organizar a vida”. Laura Vanderkam, autora do livro “O que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no domingo”, diz que as pessoas de sucesso sabem que os finais de semana são na verdade a arma secreta do sucesso profissional: “Você precisa começar a segunda com tudo.”

12 – Jay Z: Olhos bem abertos

Ele construiu um império sendo um rapper e empresário muito bem-sucedido, e seu segredo está em suas letras: “Você pode querer o sucesso o quanto quiser, mas para consegui-lo, você não pode titubear, não pode parar, não pode dormir. Um olho aberto, sempre.” Jay Z não vale 520 milhões de dólares apenas por buscar o sucesso cinco dias por semana. Se você quiser passar alguns finais de semana em seu iate de luxo no Caribe com a Beyoncé, determinação e persistência implacáveis podem te ajudar a chegar lá. Bem, sempre podemos sonhar, né?

Está combinado então. Sucesso é uma escolha, e para alcançá-lo é necessário agir 24 horas por dia, todos os dias, até nos finais de semana.”

Taí, vamos começar neste final de semana então? Acorde cedo, planeje seu fim de semana, tenha foco em suas atividades, faça algum exercício físico, saia com os amigos, namorado ou namorada ou família, arrume um tempo para seu hobby predileto, medite, aproveite a vida, reflita, doe, prepare-se para a segundona e fique alerta às oportunidades que surgirem. UFA! Será que dá?

Artigo publicado originalmente em Lifehack.org.
Resumido e adaptado por:

WaysUpCoaching
Susi Wayne Lopes
Redatora e Tradutora – Ways up Coaching
 

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Os desafios de migrar da carreira técnica para a de gestão

Migrar da carreira técnica para a de gestão é um desafio e tanto. O papel de gestor exige habilidades diferenciadas de liderança, busca de resultados, agilidade na tomada de decisão e outras nem sempre exploradas quando se exerce uma carreira técnica.

É importante fazer uma autoanálise, entender se você possui o perfil ideal para assumir uma gestão e identificar as competências a serem desenvolvidas. Muitas vezes, possuímos alguns recursos naturais que estão adormecidos e que são essenciais para esse tipo de papel. Uma vez identificados, trace o seu plano de ação rumo ao desenvolvimento e ao sucesso da sua carreira.

A entrevista publicada na VOCÊ S/A com o professor americano Stewart Black, da escola de negócios suíça IMD, explica quais são os desafios para os profissionais que queiram migrar da carreira técnica para a de gestão. Boa leitura!

“Quais são as principais dificuldades que os profissionais enfrentam durante a transição?

Um dos desafios é justamente abrir mão de ser apenas um expert. O que costuma ocorrer é uma mudança de demandas. Se antes iam até o profissional com perguntas e problemas práticos, agora o profissional é quem tem de perguntar as coisas — e deixar os outros resolverem.

Outro problema é essa pessoa prestar muita atenção nas áreas em que é especialista, deixando de lado as demais. É basicamente uma transição da prática para a estratégia.

Que habilidades os especialistas precisam desenvolver quando assumem o papel de líder?

A principal é aprender a elaborar boas questões e dar aos outros a chance de fazer o que precisa ser feito. Até então, essas pessoas eram solucionadoras de problemas — agora precisam escolher quais problemas têm de ser resolvidos e deixar que os outros façam isso.

É necessário também mudar a perspectiva: se antes eles olhavam além de três meses; agora, devem prestar atenção nas questões imediatas e assegurar que o negócio seja bem-sucedido no longo prazo.

O que levar em conta antes de migrar para a gestão?

Entender que um profissional que era muito bom em sua área não necessariamente será um bom gerente. É uma escolha pessoal, e é preciso ser bem honesto, porque nem todo mundo é capaz ou tem essa disposição.

Talvez você possa aprender a comer com a mão esquerda se estiver realmente motivado, mas, se não houver um desejo real de fazer isso, vai ser só muito chato e trabalhoso. Muitas vezes, o profissional quer ser líder só porque isso parece mais glamoroso — e aí todos sofrem com a decisão errada.”

Publicado originalmente na Revista Você S/A

Reencontrando a motivação para o dia de trabalho

Em uma sessão de coaching desta semana, falava com o meu coachee (cliente) sobre propósito de vida, como encaramos o nosso dia a dia, qual a motivação para nos levantar e ir para o trabalho. Então, me lembrei desta história que, particularmente, gosto muito.

“Os Três Obreiros

Três operários preparavam pedras para a construção de um grande templo.
Aproximei-me do primeiro e perguntei-lhe, fitando-o com simpatia:
– Que estais fazendo, meu amigo?
– Preparo pedras! – respondeu-me secamente. Encaminhei-me para o segundo e interroguei-o do mesmo modo.
– Trabalho pelo meu salário! – foi a resposta.
Dirigi-me, então, ao terceiro e fiz a mesma pergunta com que já havia interpelado os outros dois:
– Que estais fazendo, meu amigo?
O operário, fitando-me cheio de alegria, respondeu com entusiasmo:
– Pois não vê? Estou construindo uma catedral.

Reparem, meus amigos, no modo tão diverso como cada operário cumpria o seu dever. O primeiro desobrigava-se de uma tarefa para ele material e grosseira; o segundo não visava senão ao dinheiro a receber pelo trabalho e o terceiro contemplava o ideal.

Escravos seremos se, à semelhança do primeiro operário, limitarmos a nossa vida à luta diária.
Entre os ambiciosos nos incluiremos se contemplarmos somente o lucro imediato de nossos esforços.
Felizes serão, porém, aqueles que vivem, lutam e sofrem por um ideal.”
(“Lendas do Céu e da Terra”, Malba Tahan)

E você? Como percebe a sua escolha ou atuação profissional? Você se vê participando de um bem maior, contribuindo com o seu desenvolvimento e o de outras pessoas?

Caso ainda não tenha encontrado o seu propósito de vida, a sua missão, eu convido você a olhar a sua volta, pensar em toda a cadeia que a sua atividade está inserida e os efeitos que as suas ações causam nas pessoas; como a onda do mar, sabe? Perceba as pessoas que são beneficiadas, mesmo que de forma indireta. Mesmo que o trabalho lhe pareça cansativo, sem valor aparente e esteja difícil encontrar a motivação diária. Faça esse exercício.

Você pode, por exemplo, perceber que o trabalho burocrático ou técnico que realiza em uma determinada empresa, estará trazendo mais justiça ao mundo, estará despertando alguém para a ética, a educação, a felicidade… Enfim, use a sua criatividade e o seu poder de observação e encontre os motivos que fazem sentido aos seus valores individuais.

Você perceberá que pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas ao seu redor e isso lhe trará uma energia renovada!

Quando conseguimos perceber e sentir de verdade, no íntimo do nosso coração, o bem que estamos proporcionando a alguém, a nossa vida faz mais sentido, e a motivação… Ah! A motivação será uma chama que reascenderá e levará você a alçar voos muito mais altos!

Você é o agente transformador da sua própria vida e tem uma bela missão no mundo!

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Wayniere Valim
Coach – Ways up Founder

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