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Gêneros diferentes, direitos iguais!

As mulheres ganham, em média, 70% do salário dos homens pelo mesmo trabalho. Isso quer dizer que quando eles ganham mil reais, elas ganham 700. As mulheres também são minoria em cargos de chefia e pouco presentes em áreas de atuação tradicionalmente masculinas. Por outro lado, as mulheres acumulam, além do trabalho, os afazeres domésticos e os cuidados com os filhos.

A desigualdade entre os gêneros é uma realidade que foi construída em anos e anos de história, mas que começa a ser questionada. Por que mulheres não podem ganhar o mesmo que os homens? Por que os homens não podem ajudar a trocar a fralda dos bebês? O que parece ser impossível de mudar pode ser mudado. Basta que essa relação de igualdade entre meninos e meninas seja plantada em casa, na educação do dia a dia. Meninos e meninas podem ser diferentes fisicamente, mas são iguais em direitos e deveres. Ou seja: devem ter as mesmas oportunidades e respeito.

Você acha que a cor azul é só para os meninos e a rosa, só para as meninas? Na sua casa, após o almoço de domingo, as mulheres vão limpar a cozinha enquanto os homens vão ver televisão? Se você respondeu positivamente a essas perguntas, então está na hora de sua família reavaliar alguns conceitos e costumes.

“Os pais têm de mostrar dentro de casa que não é para o menino ir jogar futebol enquanto a menina ajuda a mãe na cozinha. Ambos devem ajudar na cozinha e ambos podem ir jogar futebol”, diz Eleonora Menicucci, ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

A educação para a chamada igualdade de gêneros ou, em outras palavras, a igualdade entre homens e mulheres, é uma tarefa que deve começar em casa. Crianças que aprendem que meninos e meninas devem ter direitos, deveres e oportunidades iguais serão adultos que saberão respeitar o outro, independentemente do fato de ser homem ou mulher.

A igualdade de gêneros é considerada uma das bases para construir uma sociedade com menos preconceito e discriminação.

“A igualdade de gêneros é fundamental para as sociedades democráticas e igualitárias. Muita coisa mudou desde a década de 1970, quando as mulheres entraram massivamente para o mercado de trabalho, mas ainda existem muitas disparidades. Por exemplo, as estatísticas nos mostram que as mulheres ainda têm salários menores que os dos homens e ganham 70% do que eles ganham, em média”, afirma Menicucci.

Para combater desigualdades como essa, a educação é uma base importantíssima.

“Para a construção de uma sociedade baseada na igualdade precisamos que esse princípio seja inserido na educação, tanto na escola quanto em casa. A educação tem o poder de ajudar a mudar os valores de uma sociedade”, afirma a ministra.

Veja as dicas para promover a igualdade de gêneros no seu lar:

1. Dê o exemplo

Não dá para falar em igualdade de gêneros com as crianças se os adultos não aplicam na prática o que falam. Em outras palavras, os pais precisam dar o modelo, dividindo, por exemplo, as tarefas domésticas: é tarefa tanto do pai quanto da mãe lavar a louça, assim como tanto o pai quanto a mãe têm capacidade para trocar o pneu do carro.

“Isso também se aplica no que diz respeito à vida escolar dos filhos. Os homens também devem frequentar reuniões escolares e ajudar os filhos nos deveres de casa”, diz a pedagoga Marina Pedrosa, coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Augusto Laranja.

2. Dê tarefas iguais para meninos e meninas

Desde pequenas, as crianças devem ser ensinadas a realizar tarefas para ajudar nos cuidados com o lar. E essas tarefas devem ser divididas igualmente entre meninos e meninas.

“Os pais têm de mostrar dentro de casa que não é para o menino ir jogar futebol enquanto a menina ajuda a mãe na cozinha. Ambos devem ajudar na cozinha e ambos podem ir jogar futebol”, diz Menicucci.

“Muitas vezes os pais fazem uma divisão em casa de tarefas que consideram masculinas e tarefas femininas: as meninas ajudam a arrumar a casa enquanto os meninos ajudam a lavar o carro. Na verdade, tanto meninos quanto meninas podem e devem ajudar na arrumação da casa quanto nos cuidados com o carro ou aprendendo a fazer pequenos consertos domésticos”, diz Pedrosa.

3. Dê oportunidades iguais para meninos e meninas

Sem essa de que futebol é coisa de menino e balé é de menina. Hoje em dia há cada vez mais meninas interessadas em jogar bola e não há nada de errado em um menino que goste de dançar.

“Os pais têm de oferecer um leque amplo de possibilidade de atividades para que os filhos escolham o que mais lhes interessa, mas sem reforçar estereótipos. Muitas vezes os meninos vão mesmo se interessar mais pela bola, mas há aqueles que não gostam de futebol e vão optar por outra coisa. Os pais devem saber entender e estimular as escolhas dos filhos”, diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

4. Aproveite as brincadeiras para ensinar sobre igualdade

Também nas brincadeiras e nos brinquedos que dão para os seus filhos os pais têm uma oportunidade de ensinar sobre a igualdade de gêneros. Não quer dizer que o pai deva comprar uma boneca para o filho e querer que ele brinque com ela contra a vontade. Mas quer dizer que deve aceitar e tratar de forma natural se o menino pedir um brinquedo classificado como “de menina”. O mesmo, claro, se aplica às meninas.

“Quando minha filha era pequena, uma vez me pediu de presente um caminhão ‘bem grandão’. Dar um caminhão a uma menina não influencia em nada sua identidade feminina. Assim como dar uma boneca a um menino não compromete sua masculinidade”, conta Bombonatto.

Da mesma forma que a menina pode brincar de caminhão, o menino também pode participar de uma brincadeira de casinha.

“Ele pode ser o ‘pai’ na brincadeira, e isso inclui ajudar a cuidar do ‘filhinho’, trocando sua fralda ou cozinhando para ele”, explica a psicopedagoga.

5. Combata os preconceitos

“Meninos não choram”, “rosa é cor de menina”, “lugar de mulher é na cozinha”. Quem nunca ouviu frases como essas? Elas estão entre as ideias que ressaltam o preconceito em relação aos papéis masculinos e femininos na sociedade.

“Os pais não devem reproduzir esses conceitos dentro de casa, mas mostrar que, por exemplo, muitos homens usam camisas cor de rosa hoje em dia e que não há nada de errado com isso”, diz Pedrosa.

6. Ensine o respeito

Se em uma discussão entre crianças, um “xingar” o outro de “mulherzinha” ou de “gay”, é hora de entrar em cena para ter uma conversa com o grupo. É preciso mostrar que com essa atitude eles estão tendo um comportamento de preconceito: mulheres e homossexuais precisam ser respeitados e essas palavras não podem ser usadas como xingamento. As crianças devem aprender que é preciso respeitar todas as pessoas, independentemente de seu sexo ou de sua orientação sexual.

“Não é preciso dar uma “super aula”, especialmente quando se trata de crianças menores, mas usando frases simples os adultos podem orientar a agir com respeito e esclarecer as dúvidas das crianças”, diz Pedrosa.

Da mesma forma, o respeito deve estar presente quando as crianças crescem e iniciam seus primeiros relacionamentos amorosos. Nessas horas cabe ensinar aos filhos sobre as mudanças que seus corpos estão sofrendo e sobre o respeito que devem ter por seu próprio corpo e pelo do outro também.

Artigo extraído e adaptado do site Educar para Crescer.

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O que é inteligência intrapessoal?

De acordo com o psicólogo Howard Gardner, o cérebro humano possui 9 tipos de inteligência, podendo ter um ou mais tipos mais desenvolvidos do que os outros. Com isso, ele criou a Teoria da Inteligência Múltipla. De acordo com ele, algumas pessoas já nascem com inteligências específicas, enquanto outras podem desenvolvê-las por meio do aprimoramento contínuo.

Tipos de Inteligência

Inteligência Musical – É a inteligência relacionada à música, como sensibilidade para diferenciar timbres e para interpretar notas e sons. Quem possui essa inteligência pode se tornar um grande músico ou compositor.

Inteligência Linguística – Esse tipo de inteligência é caracterizada tanto pela facilidade quanto pelo gosto por aprender novas línguas e também ter domínio de seu idioma local. Pessoas com esse dom se tornam grandes escritores, jornalistas e tradutores.

Inteligência Lógica/Matemática – Você tem facilidade em lidar com números, charadas e equações difíceis? Você pode ter a inteligência lógico-matemática mais desenvolvida. Quem a possui são pessoas com facilidade para resolver questões lógicas e também com uma sensibilidade maior para observar fatos abstratos e saber como decifrá-los. Cientistas, matemáticos e físicos são pessoas com esse tipo de inteligência.

Inteligência Visual/Espacial – As pessoas com essa inteligência são capazes de observar os espaços ao seu redor e conseguem recriar todo um cenário visual a partir de sua inteligência e sensibilidade. Entram nessas categorias os arquitetos, designers de interiores e artistas plásticos.

Inteligência Corporal/Cinestésica – As pessoas que têm inteligência corporal têm um talento natural para usarem e treinarem seus corpos, seja pra desenvolver passos de danças ou até mesmo para se tornarem profissionais em algum tipo de esporte. Bailarinos e atletas são ótimos exemplos desse tipo de inteligência.

Inteligência Interpessoal – Esse tipo de inteligência é caracterizada por indivíduos que têm facilidade em entender pessoas a partir de suas motivações, intenções e ambições, como o caso de líderes religiosos, professores e políticos.

Inteligência Existencialista – Quem a possui são pessoas com uma grande sensibilidade em se aprofundarem em questões existenciais e princípios fundamentais da vida em geral. Filósofos e líderes espirituais, como Gandhi, são exemplos de indivíduos com essa inteligência.

Inteligência Naturalista – Pessoas que têm o dom em conseguir entender e estudar fenômenos naturais e aspectos básicos da natureza possuem essa inteligência. Eles se tornam grandes biólogos e geólogos.

E a inteligência intrapessoal?

Diferentemente da inteligência Interpessoal, a inteligência intrapessoal é a capacidade do indivíduo em identificar as próprias emoções e sentimentos, orientando-se de maneira favorável para lidar com as situações e necessidades. Trata-se de uma característica que permite que a pessoa tenha domínio sobre seu comportamento e tome decisões favoráveis em sua vida. Pessoas com essa características conhecem muito bem todos os pontos que as envolvem, como quais são suas ambições, o que as motiva, o que as desanima e aonde elas querem chegar.

Esse tipo de inteligência é inerente em todos os seres humanos, porém alguns a possuem com maior desenvolvimento e facilidade, enquanto outros precisam aprimorá-las. Tal conquista pode parecer algo árduo para quem pensa não conseguir desenvolver esse tipo de inteligência, porém o caminho para conquistar a inteligência intrapessoal está no autoconhecimento.

Características da inteligência intrapessoal

Pessoas com inteligência intrapessoal têm facilidade em questões que dependem apenas deles mesmo, pois eles possuem um autoconhecimento tão grande que sabem como administrar cada passo que dão, além de saberem reconhecer todas as suas principais características e usá-las para seu desenvolvimento pessoal. Além disso, esses indivíduos têm:

  • Foco e concentração nas atividades desempenhadas;
  • Facilidade para resolver conflitos;
  • Determinação e persistência para atingir os resultados desejados;
  • Disciplina;
  • Autocompreensão;
  • Autoestima elevada;
  • Independência para criar o próprio caminho;
  • Maior capacidade de realização;
  • Comportamento congruente com princípios e valores;
  • Capacidade de despertar o melhor de si em todas as situações.

Desenvolva a Inteligência Intrapessoal com Coaching

Saber gerir as próprias emoções, sentimentos e comportamentos é um fator determinante para o sucesso profissional e pessoal. Nesse sentido, o Coaching é o recurso mais eficaz e poderoso para desenvolver a inteligência intrapessoal por meio de técnicas e ferramentas de aplicação imediata.

Este método de aprimoramento auxilia o indivíduo a entender as razões de cada tipo de reação emocional e como elas podem afetar ou contribuir para seu desempenho profissional e pessoal. Ao ter pleno conhecimento de suas motivações, desejos e ambições, você conseguirá traçar metas que irão te ajudar a alcançar seu potencial e seus objetivos!

Desenvolva sua inteligência intrapessoal com o coaching e descubra a melhor versão de você mesmo!

Artigo extraído e adaptado do site IBC Coaching.

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Como o cérebro aprende

Poucos estudantes, acadêmicos ou concurseiros sabem a importância de conhecer seu próprio cérebro para aprender melhor. Além de impedir erros que dificultam o aprendizado, o conhecimento do cérebro ajuda o estudante a utilizar técnicas para aprender com mais facilidade.

Todo estudante, acadêmico ou concurseiro deve aprender sobre o funcionamento do cérebro. Nas palavras do psicólogo e renomado estudioso do cérebro Tony Buzan:

Você aproveita a sua mente ao máximo estudando, em primeiro lugar, o que ela é.

Esse artigo é uma síntese das principais pesquisas teóricas relacionadas à neurociência e psicologia voltadas para a área da educação. Com certeza, esse tema não pode se esgotar em apenas 2400 palavras, mas o que está exposto aqui já é o suficiente para que você entenda melhor como seu cérebro funciona e descubra maneiras de como estudar melhor.

Um pouco de Neurociência: O cérebro que aprende.

O cérebro humano é um dos processadores mais poderosos do mundo. O cérebro é capaz de processar as informações recebidas, analisá-las com base em uma vida inteira de experiência, e apresentá-las para nós em meio segundo. Nem o computador mais avançado do mundo é capaz de simular o processamento do cérebro humano.

De acordo com Buzan, as maiores funções do cérebro são:

  1. Recepção: O cérebro recebe informação pelos seus sentidos.
  2. Armazenamento: O cérebro retém e armazena informação e consegue acessá-la em larga escala.
  3. Análise: Seu cérebro reconhece padrões e organiza informações de modo que façam sentido.
  4. Saída: Seu cérebro “libera” informações de diferentes formas seja pensando, falando, desenhando, movimentado e todas as outras formas de criatividade.

Perceba o quanto seu cérebro é dinâmico e o quanto de capacidade ele possui para poder efetuar diversas tarefas ao mesmo tempo. Pois enquanto você está lendo esse artigo, aprendendo, seu cérebro também está medindo sua pressão, corrente sanguínea e batimentos cardíacos. Além de estar atento ao seu contexto de ambiente.

O cérebro também está dividido em dois hemisférios distintos. O hemisfério esquerdo e o hemisfério direito. Cada hemisfério tem algumas particularidades que são importantes você saber:

O hemisfério esquerdo é caracterizado por ter áreas responsáveis pelo raciocínio lógico, fala, matemática, linhas, etc. Pode ser chamado de “cérebro acadêmico”.
O hemisfério direito possui áreas responsáveis pelo gosto à música, arte, dança, criatividade, etc. Esse é o seu “cérebro artístico”.

Ambos os hemisférios são ligados pelo corpo caloso, um sistema de transmissão químico que trabalha a toda velocidade com milhares de células. Quanto maior a sintonia entre os hemisférios, mais forte se torna a conexão no corpo caloso, essa conexão fortificada ajuda você a raciocinar com mais rapidez além de permitir uma melhora significativa em sua memorização.

Algumas atividades são mais executadas do lado esquerdo ou direito, mas, normalmente, todo o cérebro trabalha junto. Em um estudo recente, o Dr. Jeff Anderson pesquisou a respeito dos hemisférios do cérebro e concluiu:

É absolutamente verdade que algumas funções cerebrais ocorrem em um ou outro lado do cérebro. Língua tende a ser do lado esquerdo, o processo de “atenção” mais à direita. Mas as pessoas não tendem a ter um cérebro de hemisfério esquerdo ou direito mais forte. Parece ser algo determinado mais por ligação de conexão.

O réptil o mamífero e o homem

O cérebro humano desenvolveu-se muito ao longo dos anos. Nós ainda carregamos áreas no cérebro que no passado foram essenciais para a sobrevivência da espécie. Inclusive áreas que influenciam nosso comportamento atualmente.

O neurocientista Paul Maclean desenvolveu a teoria do cérebro trino. Cada área tem sua particularidade e função que nos ajudam a viver melhor (Ou não, dependendo do caso). Essas áreas são:

  • Cérebro reptiliano: Essa área do seu cérebro está localizada próxima à base superior do seu pescoço. É responsável pelos instintos, possui esse nome por ser semelhante ao cérebro dos répteis. Sabe quando uma pessoa finge jogar um objeto em você e sua primeira reação é se virar e se proteger? Então, esse reflexo é efeito da área reptiliana. Além disso, essa área controla algumas funções do seu corpo, como a respiração.
  • Cérebro Límbico: Localizado no centro do seu cérebro, essa área é semelhante a de alguns mamíferos. Responsável principalmente pelas emoções e sexualidade, essa área também tem uma grande influência sobre sua memória.
  • Cérebro Racional: Essa é a área mais alta do seu cérebro. De acordo com teorias evolucionistas é a área mais nova na escala da evolução e está em constante transformação. Controla as atividades que realizamos nos dias atuais como falar, pensar, ver, ouvir e criar.

Essa três partes não funcionam independentes uma da outra, estão todas conectadas por meio das redes neurais. Com isso, as informações passam de uma área a outra em frações de segundos.

Cada área tem um impacto em sua atividade como estudante. Por exemplo, se você estiver com fome, dificilmente conseguirá se concentrar nos estudos. A todo o momento sua área reptiliana estará sinalizando para você ir se alimentar, prejudicando seu aprendizado.

Se você acaba de sofrer algum tipo de estresse emocional, essa informação ficará “martelando” em sua cabeça, pois a área do cérebro límbico o lembra do quanto essa emoção é importante e por isso você deve se manter alerta.

Estudar quando está com algum tipo de problema emocional é a pior coisa, pois você não conseguirá aprender de fato.

Seu cérebro Racional trabalha melhor com concentração e foco. Caso você tenha alguma coisa que te tire a atenção, você com certeza não estará aprendendo de fato. Se estiver com algum problema emocional, primeiro descanse e deixe passar, estude quando estiver tranquilo.

O tico e o teco

Quando eu era criança escutava muito isso dos meus professores “coloca o tico e o teco para trabalhar”, em referência aos meus neurônios. Por meio dos neurônios, são passadas as informações que percorrem todo o cérebro.

O cérebro é formado por 100 bilhões de células, conhecidas como neurônios, elas possuem ramificações que são chamadas de dendritos. Cada neurônio transmite informações que percorrem o corpo todo e o cérebro por meio dos axônios. Toda essa rede está em pleno funcionamento o tempo todo. Saber utilizá-las é o que faz com que você aprenda mais rápido.

As informações são repassadas por sinais elétricos e químicos de neurônio a neurônio através de pequenos espaços chamados sinapses. Tudo isso ocorre muito rápido em seu cérebro, até que a informação chegue à área do cérebro onde a informação será processada e transformada emação.

Você com certeza já deve ter ouvido o termo “massa cinzenta” é como algumas pessoas chamam o cérebro, isso é porque, vistos de longe, os neurônios dão uma aparência cinza ao cérebro.

Existe também uma parte branca, chamada Mielina. A mielina é um tipo de graxa que facilita a conexão dos neurônios. Quanto mais Mielina você tem no cérebro mais fácil se torna a comunicação entre os neurônios.

Uma conexão mais ágil facilita no seu raciocínio. Um raciocínio ágil colabora para um aprendizado mais rápido.

O cérebro que se transforma. Neuroplasticidade

Neuroplasticidade é um termo utilizado para a capacidade do cérebro de se transformar. No passado, os cientistas acreditavam que somente o cérebro de uma criança poderia se modificar, mas pesquisadores atuais descobriram que o cérebro está se adaptando por toda a vida, criando novas células de acordo com a experiência e o aprendizado.

Existem dois tipos de neuroplasticidade:

  • Funcional: Capacidade do cérebro de transferir funções de áreas danificadas para outras áreas do cérebro. No livro O cérebro que se transforma, o psiquiatra Norman Doidge descreve como a neuroplasticidade funcional pode ajudar:

As funções das áreas do cérebro mortas em um derrame se transferem
para regiões saudáveis.

  • Estrutural: Capacidade do cérebro de alterar sua estrutura física como resultado da aprendizagem. Os neurocientistas Gaser e Schlaug descobriram que o volume de massa cinzenta na área cerebral de músicos profissionais era maior do que a de não músicos ou músicos amadores. Esse aumento ocorreu nas áreas do cérebro responsáveis pela região motora. Ou seja, quanto mais você aprende, mais você desenvolve seu cérebro. É como a prática de um exercício, no começo você sofre para aprender, mas quanto mais pratica mais o aprendizado fica fácil. Além disso, ao aumentar a área do cérebro durante seu aprendizado a conexão neural se torna mais intensa.

O novo consciente e inconsciente o Rápido e o Devagar

Daniel Kaneman, ganhador do prêmio Nobel de economia, escreveu um livro sobre os 2 sistemas que atuam em nossa mente: o Rápido e o Devagar. De acordo com Kaneman, cada sistema tem uma função e é responsável por um tipo de comportamento.

Esses sistemas parecem muito com o que conhecemos como consciente e inconsciente. Mas são coisas diferentes, de um lado está a teoria de consciente e inconsciente da psicanálise de Freud e do outro está a teoria neurocientífica e psicológica do rápido e devagar.

Daniel descreve cada sistema como:

  • O Sistema rápido opera automática e rapidamente, com pouco ou nenhum esforço e nenhuma percepção de controle voluntário.
  • O Sistema devagar aloca atenção às atividades mentais laboriosas que o requisitam, incluindo cálculos complexos. As operações do Sistema devagar são muitas vezes associadas com a experiência subjetiva de atividade, escolha e concentração.

Para que você compreenda claramente, o sistema rápido é responsável por atividades que vão desde dirigir um carro em uma rua vazia até responder a questão “2+2=?”. São atividades que você não precisa se concentrar muito para realizá-las, pois são inerentes a você.

Já o sistema devagar é responsável por atividades que envolvem maior concentração como estacionar em uma vaga apertada até fazer uma prova, ou seja, situações que se você não prestar a devida atenção pode cometer um erro grave.

O sistema rápido também é responsável por todas aquelas atividades que se tornaram habituais, é ele quem toma o controle e libera o gatilho para que aconteça. A ideia aqui é utilizar seu sistema devagar até que a informação se torne parte do sistema rápido.

Como fazer isso? Praticando. Quanto mais você lê, pratica e estuda, mais as informações vão fixando em sua mente. Quando isso ocorre, seu sistema rápido passa a tomar controle delas, fazendo com que seu aprendizado seja muito mais rápido.

Conhecer os outros é inteligência, conhecer-se a si próprio é verdadeira sabedoria. Controlar os outros é força, controlar-se a si próprio é verdadeiro poder. Lao Tsé

Conhecer seu cérebro, saber como ele trabalha ajuda muito em seus estudos. Você descobre seus limites e até onde é capaz de ir. Além de desenvolver métodos de estudo que tragam muito mais resultado.

Descubra como aprender melhor com o Coaching!

Artigo extraído e adaptado do site Estudar e Aprender.

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As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

Um estudo publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou dez técnicas de estudo comuns para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.

Técnicas de estudo bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como as de utilidade mais baixa.

Três técnicas de estudo foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.

E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.

É a ciência desaprovando boa parte das técnicas de estudo, principalmente as baseadas em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais. Por outro lado, foi confirmada a impressão de que a realização de exercícios em doses cavalares é extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.

O ranking reflete os resultados da pesquisa, porém cada pessoa tem suas próprias técnicas de estudo e nada está escrito em pedra. Veja agora as técnicas tratadas no estudo, das menos às mais eficazes:

1. Grifar (baixa eficácia)

Fácil, porém ineficiente. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pois praticamente não requer esforço. Ao grifar, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos, portanto, só tem utilidade quando combinada com outras técnicas.

2. Releitura (baixa eficácia)

Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.

3. Mnemônicos (baixa eficácia)

Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a lembrança. Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como o famoso SoCiDiVaPlu, usado para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).

O estudo mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chave são importantes e quando o material estudado inclui palavras fáceis de memorizar. Assuntos que não se adaptam bem às palavras não conseguem ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e em pouco tempo antes do teste.

4. Visualização (baixa eficácia)

Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação à memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva. Surpreendentemente, a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem.

5. Resumos (baixa eficácia)

Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem. O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas. Embora tenha sido classificado como de baixa eficácia, a técnica de resumir ainda é melhor do que grifar e reler textos.

6. Interrogação elaborativa (eficácia moderada)

A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem o porquê de determinados fatos apresentados no texto. O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.

Seguindo o exemplo da Constituição, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa.

Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.

Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

7. Auto-explicação (eficácia moderada)

A auto-explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo. O estudo mostrou que essa técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

8. Estudo intercalado (eficácia moderada)

O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias. A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de maneira aleatória. Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas). O principal benefício da intercalação é permitir que a pessoa consiga estudar por mais tempo.

9. Teste prático (alta eficácia)

Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.

No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão sobre os conteúdos que cairão na sua prova, o site Questões de Concursos possui vários exercícios que podem ser filtrados de diversas formas.

10. Prática distribuída (alta eficácia)

A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um dia só – o anterior à prova. Pesquisas mostram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10 a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve estudá-lo por seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.

A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intercalando com períodos de descanso.

E aí, quais as suas técnicas de estudo?

Artigo extraído e adaptado do site Mude.nu.

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Por que nos sentimos mais cansados depois do almoço?

Quantas vezes você chega ao trabalho de manhã, cheio de energia e muito animado, para, depois do almoço, ter uma queda abrupta em todo esse entusiasmo?

Os motivos são esses:

  • Oxigênio: com toda a energia do corpo voltada para a digestão do alimento, o sangue dá preferência para a barriga, deixando o cérebro de lado. Como é o sangue o responsável pelo tráfego de oxigênio, o cérebro arca com a diminuição ficando cansado e, logo, sonolento.
  • Suco Gástrico: a produção do suco gástrico gera bicarbonato de sódio que, por sua vez, aumenta o pH do sangue e gera a alcalose metabólica, que diminui o estado de alerta do cérebro.
  • Açúcar: a digestão, principalmente a de massas ou doces, libera glicose. Ela faz com que nosso sistema nervoso envie para o cérebro a informação de saciedade, baixando ainda mais o estado de alerta.

Assim fica difícil resistir. Os nutricionistas indicam um cochilo rápido de 15 a 20 minutos, tempo que auxilia o organismo a se focar mesmo na digestão e executá-la bem. Porém, se você quiser driblar o sono e o cansaço, veja as dicas de alguns experts em produtividade e nutricionistas:

Alimente-se com carboidratos complexos

Esse é o tipo de alimento que fornece energia por mais tempo. Os carboidratos complexos são lentamente absorvidos pelo organismo, dessa forma, fornecem combustível por mais tempo depois da refeição e auxiliam no seu ânimo para o final do expediente.

Alimentos integrais, legumes, feijão, frutas e alguns vegetais são fonte desse tipo de carboidrato. Uma refeição com altos índices de carboidratos simples, como um grande prato de macarronada, oferecerá uma grande quantidade de energia por pouco tempo, seguido por uma queda brusca que poderá deixá-lo sonolento.

O ideal é ter refeições que equilibrem carboidratos complexos e outros nutrientes, como gordura e proteína. Macarrão integral com vegetais e camarão, arroz integral com frango e brócolis, um sanduíche de peito de peru em pão integral com uma maçã de acompanhamento, são exemplos de alimentação balanceada para fornecer energia e entusiasmo durante todo seu expediente.

Evite as maquininhas de lanches, doces e bebidas

Aquelas vending machines recheadas de batatinhas fritas, refrigerantes, chocolates, docinhos, entre outras “tranqueiras”, com certeza podem ser encontradas em seu escritório ou redondezas. Os alimentos fornecidos nessas máquinas possuem carboidratos simples que serão rapidamente consumidos pelo seu organismo e te deixarão na mão quando você realmente precisar de energia.

Caso você não consiga se livrar da devastadora vontade de comer uma “besteirinha”, pelo menos inclua algum alimento que contenha gordura e proteína para desacelerar a absorção de açúcar pelo corpo. Coma aquele salgadinho com queijo ou guacamole para matar o desejo e não prejudicar o restante do seu dia.

Reduza o seu consumo de café

Normalmente, após o almoço, aquela xícara de café torna-se extremamente sedutora e seu consumo, teoricamente, deveria dar aquele impulso para aguentar a parte vespertina de seu expediente.

O problema é que poucas pessoas mantém-se corretamente hidratadas durante o dia e isso, aliado ao alto consumo de cafeína, geram desidratação. A falta de água no organismo faz com que o cérebro se encolha causando a perda da concentração e da clareza.

Substitua algumas generosas canecas de café por copos d’água que serão mais eficazes em manter o seu foco durante o dia.

Coma algo caso tenha fome

Se você não sentir-se saciado depois do almoço, coma algum lanchinho que possua proteína.

Amendoins e nozes são excelentes fontes de proteína e podem te ajudar com aquele empurrãozinho para finalizar seu expediente satisfeito e animado.

Movimente-se

Passar o dia inteiro sentado em sua estação de trabalho sem fazer nenhum tipo de atividade prejudica sua produtividade.

Faça algumas pausas para esticar as pernas, ir ao banheiro ou qualquer outra forma de atividade que exija movimento do corpo.

Artigo extraído e adaptado dos sites Muito interessante e Época Negócios.

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Especialista aponta cinco dicas para organizar melhor o tempo no trabalho

Quando e por que recorrer ao Coaching?

Você está próximo de se formar, mas não sabe qual carreira seguir. Você percebeu que precisa desenvolver novas habilidades para conseguir o emprego dos seus sonhos. Existe uma vaga disponível, mas você não sabe se tem capacidade o suficiente para se candidatar e conquistar o cargo.

Em algum momento da carreira você ficará diante de pelo menos um dos cenários citados. E é por motivos bem parecidos com esses que muitos profissionais recorrem ao coaching.

O processo de coaching consiste em explorar competências profissionais para que você alcance um determinado resultado e desenvolva capacidades para resolver problemas.

E quem pensa que esse tipo de orientação é indicado apenas para os altos cargos corporativos está muito enganado: desde adolescentes e jovens em formação até gestores e empreendedores podem se tornar coachees. Até mesmo algumas seleções da Copa do Mundo tiveram orientação para obter melhor desempenho durante as partidas.

Mas será que vale mesmo a pena investir em um programa de coaching?

Para te ajudar nessa decisão, a business coach Dirlene Costa – que já trabalhou em ambiente corporativo – explica como esse processo pode ajudar o profissional e dá exemplos de situações em que esse tipo de orientação é mais recomendado. Confira a entrevista:

Como é o trabalho de um coach?

O coaching é um programa para quem quer fazer um plano de carreira. O trabalho de um coach basicamente leva a pessoa do ponto A para o ponto B. No processo de coaching nós analisamos aonde esse profissional quer chegar e trabalhamos com ele para avaliar seus valores, competências e habilidades. Nossa intenção é fazer com que a pessoa passe a enxergar cada desafio como uma oportunidade e transforme problemas em soluções. Para isso, nós a ajudamos a potencializar seu talento, lapidando suas fraquezas e ampliando sua visão estratégica.

Quais técnicas são utilizadas pelos coaches para orientar profissionais?

Um profissional de coaching utiliza técnicas e ferramentas já testadas e certificadas por institutos internacionais. Elas vão desde a parte comportamental até formações específicas para o executivo. Além dessas ferramentas, um coach precisa conhecer muito o mercado corporativo.

Algo que faz com que eu ajude melhor os meus clientes é o fato de eu também ter vivenciado essa experiência durante muitos anos. Com isso, nós podemos ajudar o profissional a encurtar caminhos em sua trajetória.

O coaching é um trabalho a quatro mãos. Nós não paramos apenas para ouvir o coachee. Nós passamos tarefas em todas as sessões, aplicamos as técnicas necessárias para aquele resultado e sempre fazemos muitas perguntas.

Afinal, nós partimos do princípio de que as respostas estão dentro de cada um. A gente motiva o cliente a criar soluções e respostas. Aí sim ele aprende e passa a agir diferente.

Qual o perfil do profissional que contrata um coach?

A grande maioria das pessoas que procuram um coach são funcionários corporativos. Geralmente esses profissionais sabem aonde querem chegar, mas não têm foco e disciplina para alcançar o objetivo.

Uma pessoa que consulta um coach quer ir além de onde ela está. São profissionais mais ambiciosos, que não se acomodam em suas posições e buscam uma trajetória mais bem sucedida. Mas também há programas de coaching para microempreendedores e executivos de alto nível.

Quais motivos levam o profissional a recorrer ao coaching?

O profissional recorre ao coach quando ele percebe que algo não está saindo como ele quer ou quando ele se sente perdido em um determinado momento da carreira. Geralmente, ele quer melhorar seus resultados, sua equipe e ser reconhecido na companhia para conquistar uma promoção.

Quais os resultados mais alcançados nesses processos?

Depois de passar por um processo de coaching, o profissional consegue melhorar seu relacionamento com o trabalho. Ele passa a gerenciar melhor o seu tempo e alcança bons resultados. Além de promoções de cargo, ele ainda obtém benefícios pessoais, como controle de estresse, melhor gestão do tempo e até perda de peso. Muitos profissionais até voltam a praticar esportes, pois passam a gerir suas rotinas de forma mais organizada.

As empresas valorizam quem tenha passado por coaching?

Uma empresa que tenha um RH e uma liderança mais atuantes irá perceber o diferencial em uma pessoa que passou pelo processo de coaching. Inclusive, há casos em que a companhia contrata programas de coaching para treinar uma equipe e melhorar resultados.

Qual o momento certo para contratar um coach?

A pessoa consulta o coach de acordo com o momento em que ela está na vida. Há vários tipos de coaching para diferentes objetivos, como os especialistas em carreira de estudantes que ajudam o jovem a escolher uma carreira de acordo com o seu perfil.

A orientação deve fazer sentido para a vida do profissional. Depende do objetivo que se quer atingir. Quando contratei uma coach quatro anos atrás, tinha uma meta na carreira de executiva.

Depois, quando fui fazer minha transição de carreira, contratei novamente um orientador, pois se tratava de uma nova dinâmica que estava na minha vida e eu precisava de habilidades diferentes das que eu tinha desenvolvido antes.

Como um profissional avalia se é hora de contratar um coach?

Antes de tudo é preciso avaliar o custo de oportunidades. Às vezes, a pessoa deixa de investir em algo para economizar, mas acaba gastando muito mais tempo e energia para alcançar um resultado que poderia ser conquistado em um tempo bem menor.

Então, ao invés de analisar o dinheiro que será gasto, o profissional deve avaliar o que ele está deixando de ganhar quando não passa por um processo de coaching.

Para saber se é realmente de coaching que o profissional precisa, aconselho que ele faça uma primeira entrevista com um coach. Antes mesmo da contratação do programa, a pessoa conversa com o orientador, assim ele irá saber se as necessidades do cliente estão alinhadas com as soluções que um coach pode trazer.

Artigo extraído e adaptado do site Exame.com.

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Qual a diferença entre SONHO e META?

Qual a diferença entre SONHO e META?

Para você se sentir bem consigo mesmo é preciso realizar as coisas que você deseja. Quais são esses seus desejos? Ter muito dinheiro, ter um corpo estonteante, ter determinado tipo de carro, comprar a casa própria? Não importa qual seja o seu desejo, você precisa torná-los metas e não apenas sonhos.

Qual a diferença entre um sonho e uma meta?

O sonho é algo que queremos, porém de uma forma vaga. Já uma meta é algo específico, mensurável, com prazo e plano de ação.

Por exemplo, você pode ter o sonho de um dia ter um corpo fenomenal. Porém, como sabemos, “um dia” nunca chega. Tudo o que temos é o hoje. Para transformar esse sonho em meta, você precisa ser específico. O que é um corpo fenomenal para você? Sua meta poderia ser algo como “chegar aos 60 quilos, mantendo o percentual de gordura em 15%, e livre das celulites”. Isso já é um bom começo.

Porém, para realmente ser uma meta, é preciso dar um prazo a ela. O prazo deve ser realista, porém desafiador. Se você pesa 200 quilos, não terá 60 quilos em apenas um mês. Pode dizer algo como “chegar aos 60 quilos, mantendo o percentual de gordura em 15%, e livre das celulites até janeiro de 2009″.

Agora que a meta já está pronta, o que você precisa é de um plano de ação. Como vai fazer isso? Vai procurar um nutricionista, um tratamento contra celulite, vai se matricular numa academia de ginástica, vai jogar no lixo as guloseimas que estão na despensa?

Uma meta é um projeto, que é constituído de várias ações. Você geralmente não pode tomar “a ação” que completa a meta. Você não pode perder dez quilos com uma ação e sim com uma série de ações que vão levar até o cumprimento da meta.

O que está esperando para começar?

Artigo extraído e adaptado do site Eu Me Sinto Bem.

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Você sabe a origem do COACHING?

Você sabe a origem do COACHING?

Coaching é uma palavra que existe desde a idade média, quando era utilizada para descrever o condutor de carruagens. Esses profissionais eram chamados de cocheiros, ou aquele que conduz o coche (carruagem). Os cocheiros eram os profissionais que conduziam os passageiros até o destino desejado.

Por volta de 1850, o termo passou a ser atribuído a professores e mestres de universidades com o significado de tutor, a pessoa responsável por auxiliar os estudantes na preparação de testes e exames.

Em 1950, o termo “coach” foi utilizado pela primeira vez para fazer referência à habilidade de gerenciamento de pessoas. Foi aí que surgiram as primeiras técnicas de desenvolvimento pessoal e humano, valorizando as competências individuais e relacionando-as a um processo de evolução contínua.

O coaching no esporte

Ainda por volta de 1950, a palavra coach também passou a representar a pessoa responsável pelo treinamento e aperfeiçoamento de atletas e equipes esportivas. O coach surgiu no esporte como uma técnica específica, utilizada por treinadores para motivar profissionais de esportes como tênis ou esqui.

O grande diferencial desse método é o chamado Inner Game, ou Jogo Interior, que considera que o oponente real do esportista não é outro competidor, mas suas próprias limitações e fraquezas. Este jogo interno visa superar hábitos mentais que podem inibir o bom desempenho.

O sucesso da técnica despertou o interesse de alguns executivos que praticavam tênis, que notaram como a técnica também poderia ser aplicada no mundo corporativo. Nos dias de hoje, o coaching é bastante utilizado para o desenvolvimento pessoal e profissional, aplicado em gestão de pessoas.

A metodologia é indicada para quem deseja alcançar objetivos específicos, desenvolver habilidades, aprimorar competências e atingir resultados extraordinários. O processo também aumenta a motivação e a produtividade, facilitando a interação de equipes e melhorando a comunicação.

Diversas organizações estão investindo neste poderoso processo para desenvolver e qualificar seus colaboradores de modo que todos alcancem resultados cada vez mais satisfatórios. Esse é um diferencial extremamente importante para aqueles que buscam e almejam o sucesso.

Artigo extraído e adaptado do Portal IBC.

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Por que eu devo traçar metas?

Por que eu devo traçar metas?

Você se lembra do jogo “War”? Aquele jogo de estratégia em que os jogadores distribuem seus exércitos em um tabuleiro com o mapa mundi desenhado e eles têm que atacar seus oponentes e conquistar novos territórios?

Pois é. Será que só de tentar conquistar os territórios aleatoriamente uma pessoa consegue ganhar? Não, né!

Ao começar o jogo, cada jogador recebe uma carta com determinado objetivo. Sendo necessário montar uma estratégia para completar o objetivo e sair vencedor, em vez de somente conquistar aleatoriamente territórios ou destruir exércitos inimigos.

No tabuleiro da vida – profissional ou pessoal – também é assim. Antes de começar a
jogar (agir), é preciso estabelecer claramente os objetivos a serem perseguidos. Quem não faz isso, geralmente, são pessoas que trabalham, se esforçam e estão sempre ocupadas, porém sem atingir metas, sem conquistar ou realizar seus grandes sonhos. Por não saberem exatamente o que desejam, despendem esforços sem obter resultados efetivos.

Sêneca* (Filosofo Romano 4 a.C ) uma vez disse:

“quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável.”

Qual o destino da sua vida? Ou do seu negócio? Ou da sua carreira?

As metas e objetivos representam o seu destino, onde você quer chegar ou estar daqui a
um, dois ou cinco anos. Sem eles ficamos à deriva, levados pelo vento e pelas circunstâncias.

Para ser vencedor é preciso, primeiro, estabelecer os objetivos. Quando você sabe o que
precisa ser feito, não perde tempo com ações que não o conduzirão ao destino.

Estabelecer metas também é importante porque condicionam todos os nossos
pensamentos para suas realizações (o cérebro é totalmente seletivo).

Se o nosso cérebro guardasse ou atentasse às milhares de informações que recebemos todos os dias, ficaríamos loucos, por isso ele seleciona somente o importante.

Ao definir metas, o nosso cérebro começa a prestar atenção naquilo que você procura. É fácil perceber isso. Por exemplo, quando você pensa em comprar um carro Y, não parece que todos tiveram a mesma ideia? Em todos os lugares aparece um idêntico.

Isso não significa que muitos resolveram começar a comprar o mesmo carro. Apenas que seu cérebro está prestando mais atenção nisso.

O Coaching é uma metodologia ideal para aqueles que desejam ter resultados extraordinários em sua vida pessoal ou profissional. Durante o processo, o profissional (Coach), por meio de técnicas e ferramentas, ajuda e estimula o cliente (Coachee), a conquistar seus sonhos e objetivos. Inicia-se, justamente, com a fixação das metas que o Coachee deseja obter, podendo ser desde a melhora nos relacionamentos até montar estratégias para seu negócio.

Para estabelecer seus objetivos, confira algumas regras utilizadas no Coaching:

1) Escreva o objetivo de forma específica e focando algo positivo.

Muitas pessoas sabem o que não querem ou desejam evitar. Metas negativas são como
tirar férias sabendo para onde não se quer ir sem saber para onde realmente deseja viajar.
Especificar as metas ajuda focar toda a sua atenção e pensamentos no resultado desejado.

2) Determine um tempo para alcançar suas metas.

O erro de muitas pessoas é não determinar até quando o objetivo deve ser realizado. Se
for necessário um prazo longo, estabeleça metas a serem executadas em tempo menor até o
objetivo maior.

3) Identifique os recursos.

É preciso confrontar quais os recursos você tem agora com os necessários para se
alcançar o objetivo, como por exemplo, tempo, dinheiro, energia, habilidades, equipamentos,
etc. Pode acontecer que, na falta de um dos recursos, seja necessário criar uma meta anterior
para possibilitar atingir o resultado almejado.

“Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir”. (Thomas Edson)

Artigo extraído e adaptado do texto de Hamilton Teruaki .

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A Pedra no Caminho, uma história sobre perseverança

Há capacidades que ficam por desenvolver devido à falta de perseverança. Os verdadeiros sucessos são feitos de esforços, de desilusões, de novas tentativas e, por vezes, de muitos sacrifícios. Se as diversões forem colocadas em primeiro lugar, é provável que os frutos a colher se tornem bastante amargos.

A pedra no caminho

Conta a lenda de um rei que viveu há muitos anos num país para lá dos mares. Era muito sábio e não poupava esforços para inculcar bons hábitos nos seus súbditos. Frequentemente, fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo se destinava a ensinar o povo a ser trabalhador e prudente.

— Nada de bom pode vir a uma nação — dizia ele — cujo povo reclama e espera que outros resolvam os seus problemas. Deus concede os seus dons a quem trata dos problemas por conta própria.

Uma noite, enquanto todos dormiam, pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio. Depois, foi esconder-se atrás de uma cerca e esperou para ver o que acontecia.

Primeiro, veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que ele levava para a moagem.

— Onde já se viu tamanho descuido? — disse ele contrariado, enquanto desviava a sua parelha e contornava a pedra. — Por que motivo esses preguiçosos não mandam retirar a pedra da estrada?

E continuou a reclamar sobre a inutilidade dos outros, sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.

Logo depois surgiu a cantar um jovem soldado. A longa pluma do seu quépi ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia-lhe à cintura. Ele pensava na extraordinária coragem que revelaria na guerra.

O soldado não viu a pedra, mas tropeçou nela e estatelou-se no chão poeirento. Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou na espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam deixado uma pedra enorme na estrada. Também ele se afastou então, sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.

Assim correu o dia. Todos os que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra colocada na estrada, mas ninguém lhe tocava.

Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro passou por lá. Era muito trabalhadora e estava cansada, pois desde cedo andara ocupada no moinho. Mas disse consigo própria: “Já está quase a escurecer e de noite, alguém pode tropeçar nesta pedra e ferir-se gravemente. Vou tirá-la do caminho.”

E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar. Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra.

Ergueu a caixa. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: “Esta caixa pertence a quem retirar a pedra.”

Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.

A filha do moleiro foi para casa com o coração cheio de alegria. Quando o fazendeiro e o soldado e todos os outros ouviram o que havia ocorrido, juntaram-se em torno do local onde se encontrava a pedra. Revolveram com os pés o pó da estrada, na esperança de encontrarem um pedaço de ouro.

— Meus amigos — disse o rei — com frequência encontramos obstáculos e fardos no nosso caminho. Podemos, se assim preferirmos, reclamar alto e bom som enquanto nos desviamos deles, ou podemos retirá-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça.

Então, o sábio rei montou no seu cavalo e, dando delicadamente as boas-noites, retirou-se.

William J. Bennett
O Livro das Virtudes II
Editora Nova Fronteira, 1996

Artigo extraído e adaptado do site Humanizar.

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