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Assuma a responsabilidade

Está aí um dos meus temas prediletos: Eu sou a única pessoa responsável pelo meu sucesso ou… pelo meu fracasso!

Temos o hábito de sempre depositar no outro a responsabilidade pelos nossos resultados, especialmente os maus, não é mesmo? O fato é que precisamos reconhecer que somos o agente transformador capaz de criar o que desejamos para a nossa vida profissional ou pessoal.

Tenho comprovado cada dia mais o efeito dessa conscientização nas pessoas, através dos muitos processos de Coaching que realizo com meus clientes. À medida que cada um percebe o seu verdadeiro papel de provocar mudanças e se responsabilizar, de fato, pelo que deseja criar para si, os resultados são surpreendentes.

Esse artigo da Robert Half retrata exatamente o que penso a respeito do tema. Boa leitura!

“Todo mundo conhece pelo menos uma pessoa descontente com seu cargo, empresa, salário, reconhecimento, entre tantas outras coisas. Afinal, é inerente ao ser humano viver nesta constante busca por mais e pelo melhor. Recentemente, conversei com um profissional, já bastante sênior, que se sentia extremamente desvalorizado na empresa em que trabalha. Nos seus 10 anos de companhia, foi promovido apenas uma vez e, ultimamente, não conseguia oportunidades de se desenvolver. Além disso, não achava que era visto como um alguém importante. Quando perguntei a ele porque se sentia assim, as respostas foram, em geral, algo como “meu chefe não me dá uma chance” ou “minha empresa não tem um plano de carreira claro”.

Segundo ele, como a empresa era muito grande, ficava restrito apenas à atividade específica que tinha e onde já está há cinco anos. Não contive a curiosidade e perguntei quantas vezes ao longo dos últimos cinco anos ele tinha demonstrado ao seu chefe interesse em fazer mais pela empresa. Muito franco, disse que em apenas uma ocasião tinha conversado de maneira breve a respeito de novas oportunidades e uma eventual promoção, porque não gostava de ficar “cavando promoção”. Insistentemente, indaguei novamente sobre quantas vezes ele tinha pedido a oportunidade de entregar mais (dar mais). Não necessariamente pedir para ser promovido (receber mais), mas, sim, para ter mais responsabilidades. Mais uma vez, honestamente, respondeu que nunca havia abordado o assunto daquela forma com seu gestor.

Como este profissional, muitos outros passam por situações parecidas todos os dias. Carreiras que poderiam ser brilhantes, acabam sendo prejudicadas por outros dois comportamentos: 1) atribuir a responsabilidade do resultado aos outros (pessoas, empresas, circunstancias, etc.) e 2) pensar em como se pode receber mais e não pensar em como entregar mais. A atenção dada ao desejo de mais para si (ter mais, poder mais, receber mais) é sempre tão grande que quando algo não sai como o esperado, atribuir a responsabilidade aos outros é quase que automática. Afinal, o que se quer é o melhor: o melhor cargo possível, o melhor carro possível, o melhor plano de carreira possível, o melhor salário possível, etc. Nada mais natural. Mas será que estão sendo os melhores profissionais que podem ser? Será que estão entregando o melhor de si? Infelizmente, frequentemente a resposta para estas perguntas é “não”.

A diferença fundamental entre profissionais de destaque e profissionais que não alcançam suas aspirações está nesta resposta. Quando a resposta é “não” é mais comum encontrar pessoas descontentes, por vezes, frustradas com sua condição profissional, embora seja possível encontrar alguns casos de moderado sucesso. Mas quando a resposta é “sim” o céu é o limite! Pessoas que assumem a responsabilidade, que procuram fazer mais e que, de fato, se dedicam para fazer o melhor que podem em cada pequena tarefa no seu dia a dia acabam, naturalmente, alcançando coisas que, às vezes, nem mesmo elas previam. Quando algo sai diferente do esperado por elas, ao invés de caçar culpados, procuram recursos para atingir o que buscam, não perdem tempo se lamentando ou com autocomiseração. Consequentemente, se tornam mais fortes, mais versáteis e aptas a fazer mais pelos outros (empresas, família, comunidade). Enquanto vão realizando, o desejo “de mais” as impele para frente e naturalmente as recompensas vão aparecendo: uma promoção, um salário maior, um carro melhor. Para elas, ninguém lhes deve nada. A responsabilidade pelo que vão receber ou não é absolutamente delas. Depende delas ser um gestor mais capaz, um profissional mais eficiente, um colega de trabalho mais colaborativo e amistoso.

E são essas atitudes que as levam pelo caminho sem volta do sucesso. Seja ele profissional ou mesmo pessoal. Assim, quando alguém me pede um conselho para se diferenciar, seja em entrevistas de emprego ou mesmo na sua atual empresa, minha recomendação é sempre “assuma a responsabilidade. Entregue mais e você vai receber mais”. Num momento delicado de mercado como o atual, acredito que este conselho possa realmente fazer a diferença para muita gente. Porque como diz a célebre frase “em épocas de crise tem gente que chora e tem gente que vende lenço”. Em qual papel se colocar depende exclusivamente de cada um.”

Artigo de autoria de Ranisson Silva, publicado originalmente no Blog da Robert Half

4 Atitudes para tirar proveito de um trabalho que NÃO gosta

Se você está em um momento da vida em que a dificuldade para sair de casa e ir para o trabalho é uma constante, ou que está achando tudo sem propósito e sem saída, este artigo é para você!

Agora, se você está com o pique todo, muitos projetos de vida e a motivação lá nas alturas, pode ir para o final desta mensagem…rs… mas, não se esqueça de compartilhar esse aprendizado com alguém que deseja ajudar!

Em minha última palestra, um jovem me fez a seguinte pergunta: “Trabalho em uma empresa que me traz oportunidades de aprendizado e de crescimento, mas não gosto do que faço. Para mim, é um sacrifício ter que me dirigir ao trabalho todos os dias, mas foi a profissão que escolhi. E agora? Devo insistir em algo que eu não consigo gostar?

Gostaria então de compartilhar com você a minha resposta e acrescentar outras dicas que poderão trazer mais resultados efetivos: se você não pode fazer uma mudança imediata de trabalho devido aos seus compromissos com a família, com os estudos, ou porque ainda não sabe que caminho seguir, preste atenção nas 4 atitudes que pode tomar agora para que os seus dias sejam mais felizes e proveitosos:

1 # Faça uma lista de tudo que você gosta no trabalho, mesmo que seja algo simples: interagir com os colegas, organizar seus arquivos, conhecer coisas novas, elaborar indicadores, seguir os processos da empresa, enfim, não importa o que seja. Vamos lá, sei que é difícil e que uma coisa legal remete a várias outras desagradáveis, mas resista, pense nos detalhes e encontre o que lhe traz uma boa energia.

2 # Agora, encontre o tipo de habilidade que você pode e quer desenvolver ao realizar essa sua atividade prazerosa, da seguinte maneira: se gosta de se relacionar com colegas, procure inserir sutilmente em sua fala os seus pontos fortes, desenvolvendo o marketing pessoal; se gosta de elaborar indicadores ou relatórios, pense como poderá fazer tantos outros mais inovadores, desenvolvendo a sua criatividade; se gosta de conhecer gente nova, procure interagir com pessoas diferentes na hora do almoço ou no café, expandindo a sua rede de contatos, e assim por diante;

3 # Para todas as suas ações listadas no item 1, encontre um benefício, criando um vínculo ao que deseja alavancar. Só assim a sua situação atual deixará de ser tão penosa. Sabe por quê? Se eu não encontro benefício algum no que faço, ou se vejo somente o lado negativo das coisas, a minha motivação tende a reduzir a zero, trazendo dias muito infelizes e improdutivos.

4 # Comece já a pensar qual será o seu próximo passo na vida e como sair do momento em que se encontra. Uma nova empresa ou área de negócio? Uma profissão diferente? Ou o próprio negócio? O mundo não se limita ao local onde se encontra ou ao trabalho que executa. Quando se dispõe de fato a buscar o seu verdadeiro caminho, esse seu movimento já causa novas ondas de energia a seu favor. Há riscos por toda parte, inclusive onde você está. Não se intimide.

Já sei que os primeiros dias de mudança são mesmo de amargar, duros mesmos, mas com persistência, foco e disciplina, os novos hábitos vão se desenvolvendo e se tornando naturais.

Pode até ser que, ao fazer esse exercício, você perceba que o seu trabalho não é tão ruim assim e que a sua mobilização já causou uma série de outras movimentações a sua volta, deixando você mais perceptível aos olhos dos outros e fazendo de você uma pessoa mais interessante. Sua presença passa a ser desejada pelos colegas e suas ideias mais inspiradoras.

Portanto, não se entregue ao desânimo e nem a uma vida de espera que as coisas aconteçam: arregace as mangas, monte o seu plano de ação, com tarefas claras, data e hora de cada atividade e restará um só caminho para você: o do sucesso!

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Wayniere Valim
Coach – Ways up Founder

 

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Os desafios de migrar da carreira técnica para a de gestão

Migrar da carreira técnica para a de gestão é um desafio e tanto. O papel de gestor exige habilidades diferenciadas de liderança, busca de resultados, agilidade na tomada de decisão e outras nem sempre exploradas quando se exerce uma carreira técnica.

É importante fazer uma autoanálise, entender se você possui o perfil ideal para assumir uma gestão e identificar as competências a serem desenvolvidas. Muitas vezes, possuímos alguns recursos naturais que estão adormecidos e que são essenciais para esse tipo de papel. Uma vez identificados, trace o seu plano de ação rumo ao desenvolvimento e ao sucesso da sua carreira.

A entrevista publicada na VOCÊ S/A com o professor americano Stewart Black, da escola de negócios suíça IMD, explica quais são os desafios para os profissionais que queiram migrar da carreira técnica para a de gestão. Boa leitura!

“Quais são as principais dificuldades que os profissionais enfrentam durante a transição?

Um dos desafios é justamente abrir mão de ser apenas um expert. O que costuma ocorrer é uma mudança de demandas. Se antes iam até o profissional com perguntas e problemas práticos, agora o profissional é quem tem de perguntar as coisas — e deixar os outros resolverem.

Outro problema é essa pessoa prestar muita atenção nas áreas em que é especialista, deixando de lado as demais. É basicamente uma transição da prática para a estratégia.

Que habilidades os especialistas precisam desenvolver quando assumem o papel de líder?

A principal é aprender a elaborar boas questões e dar aos outros a chance de fazer o que precisa ser feito. Até então, essas pessoas eram solucionadoras de problemas — agora precisam escolher quais problemas têm de ser resolvidos e deixar que os outros façam isso.

É necessário também mudar a perspectiva: se antes eles olhavam além de três meses; agora, devem prestar atenção nas questões imediatas e assegurar que o negócio seja bem-sucedido no longo prazo.

O que levar em conta antes de migrar para a gestão?

Entender que um profissional que era muito bom em sua área não necessariamente será um bom gerente. É uma escolha pessoal, e é preciso ser bem honesto, porque nem todo mundo é capaz ou tem essa disposição.

Talvez você possa aprender a comer com a mão esquerda se estiver realmente motivado, mas, se não houver um desejo real de fazer isso, vai ser só muito chato e trabalhoso. Muitas vezes, o profissional quer ser líder só porque isso parece mais glamoroso — e aí todos sofrem com a decisão errada.”

Publicado originalmente na Revista Você S/A

Otimize seu currículo para ser lido na tela do celular

Seu currículo está preparado para ser lido no celular? Se você nunca pensou nisso, trate de pensar.

Uma pesquisa recente encomendada ao Ibope pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República mostrou que o acesso à internet via smartphone cresceu 65% em 2014. Entre os entrevistados, 66% afirmaram se conectar à rede pelo celular.

Essa realidade não é diferente com os headhunters, que também acabam checando seus e-mails e, portanto, os currículos que chegam, pelo smartphone.

Abaixo, algumas digas e como otimizar o currículo para que ele apareça bem na tela do celular.

1. Simplicidade
Evite colunas, gráficos, imagens, cores e formatos diferentes. O melhor é deixar seu currículo simples, com uma fonte tradicional – como a Arial -, pois isso vai funcionar melhor quando ele for lido no celular

2. Fácil de baixar
As dicas acima servem também para deixar seu currículo leve, o que vai ajudar o headhunter a fazer o download do arquivo rapidamente. Evite qualquer artifício que deixe o documento pesado demais

3. Objetividade
De forma geral, as pessoas têm ainda menos paciência para ler textos longos no celular. Então, vá direto ao ponto. Minimize a necessidade de o headhunter ter que rolar a página para baixo muitas vezes e use o menor número de palavras possível. Além disso, coloque suas conquistas e principais habilidades logo no topo do currículo, onde você fala das suas experiências profissionais – e deixe o menos relevante para o pé do documento

4. Interatividade
Já que seu currículo está online, aproveite a possibilidade de usar hyperlinks. Faça isso, por exemplo, com seu e-mail e o telefone de contato

5. Checagem
Já otimizou seu currículo seguindo as dicas? Antes de mandá-lo a um headhunter, envie-o para você mesmo e cheque como o documento aparece na tela do celular. Se possível, faça o teste em dispositivos diferentes – iPhone e Android. Isso vai garantir que nada saia errado.

Autora: Adriana Fonseca, jornalista com mais de dez anos de experiência na cobertura de carreira e empreendedorismo. Já passou pelas redações do jornal Valor Econômico e da Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Publicado originalmente na Work Life – Robert Half – Líder mundial em recrutamento especializado. worklife.roberthalf.com.br/curriculo-para-ser-lido-na-tela-do-celular/

Profissão, uma difícil escolha: balé (Bolshoi) X engenharia (MIT)

“A vida é feita de escolhas!”. Quem nunca ouviu esta frase? Certamente, fazemos escolhas todos os dias de nossas vidas. Algumas são complexas de se fazer, outras, apesar de bem simples, pode ter um grande impacto nas áreas da vida, como por exemplo, escolher estar de bem com a vida logo que se levanta e poder espalhar uma bela energia a todos que se relacionar ou se sentir irritado logo ao acordar e encarar o dia mal-humorado.

Mas, algumas escolhas são realmente muito difíceis de se fazer e nem sempre a opção selecionada é a mais acertada, às vezes, até bem amarga, não é?

A escolha da profissão, para muitos estudantes, está entre essas difíceis seleções. Afinal, lidar diariamente com atividades não prazerosas e ainda distante do seu propósito de vida trará frustração e infelicidade.

Conheça e se inspire na história da jovem Luana Lopes, uma estudante diante de um momento decisivo na sua vida, aos 17 anos de idade: continuar no balé e se tornar bailarina profissional ou cursar engenharia no MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, onde ela mesma buscou a oportunidade.

Percebe-se que as oportunidades foram frutos da sua determinação, apoio dos pais e muita disciplina. O bom desempenho escolar da jovem foi resultado de pouquíssimas horas de sono. “Meus pais ficavam super preocupados. Me mandavam dormir”, conta.

Acompanhe na íntegra a história da Luana Lopes:
http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/03/20/bailarina-brasileira-desiste-do-bolshoi-para-fazer-engenharia-no-mit.htm
http://www.estudarfora.org.br/luana-lopes-do-bale-bolshoi-ao-mit/

E você? Já tomou a sua decisão?

O autoconhecimento, a identificação dos valores de vida e o conhecimento sobre as opções profissionais são a chave para a sua tomada de decisão certeira!

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Wayniere Valim
Coach – Ways up Founder