Arquivo: Superação

O efeito da gratidão no cérebro e no coração

Lembro-me como se fosse hoje quando decidi parar de reclamar. Me peguei reclamando de tudo: do ar-condicionado, do sol forte, do trânsito, do barulho das crianças…

E logo eu, que tinha muita dificuldade em lidar com pessoas “reclamonas”… Lá estava eu fazendo o mesmo.

Envergonhada por isso, decidi virar o jogo!

E, para ativar outras partes do meu cérebro, resolvi substituir essa terrível mania de reclamar por um dos hábitos mais poderosos para a nossa felicidade.

O maior problema é que a ausência dessa potente prática está por parte, em quase todas as pessoas. Ou seja, estamos muito mais habituados a nos queixar de tudo e de todos e não nos atentamos para o mal que isso pode provocar em nossa rotina.

E isso dificulta ainda mais a mudança de atitude. É preciso força e perseverança para a transformação.

Esse hábito poderoso é a GRATIDÃO!

“A gratidão é um antídoto contra emoções negativas: quanto mais uma pessoa for grata, menos chance ela tem de ficar deprimida, ansiosa, solitária ou neurótica”, afirmou a doutora Susan Andrews, psicóloga da Universidade de Harvard, em seu livro A Ciência de Ser Feliz.

Diversos experimentos comprovam que ser grato traz diversos benefícios, inclusive contribui de maneira significativa para a FELICIDADE.

Ao apreciarmos as coisas boas da vida, a gratidão nos ajuda a sempre valorizar as circunstâncias positivas, e assim podemos continuar a extrair satisfação delas.

É uma forma de as pessoas apreciarem o que elas têm, em vez de sempre procurar algo novo, na esperança de que elas as tornem mais felizes, ou de pensar que não podem se sentir satisfeitas até que todas as necessidades físicas e materiais sejam atendidas.

Pessoas que cultivam a gratidão:

  • Dormem melhor e têm menos enxaquecas, problemas de pele, tosse e náuseas;
  • Experienciam menos raiva e amargura;
  • São mais bem-dispostas, otimistas e mais inclinadas a ajudar os outros;
  • Têm maior autoconfiança e autoestima e lidam melhor com estresse e traumas;
  • Desfrutam de relacionamentos interpessoais mais harmoniosos.

Parece óbvio que praticar a gratidão nos causa sensação de prazer e paz interior, mas o que acontece é que, na maioria das vezes, não temos o hábito de agradecer as coisas corriqueiras da vida.

Caímos numa rotina de exigências dos outros e nos acostumamos muito mais a reclamar do que agradecer.

Portanto, a minha proposta é incentivar você a desenvolver esse hábito que só exigirá um olhar diferenciado para o que já possui em sua vida, como, por exemplo:

  • O sorriso do seu filho;
  • A mensagem carinhosa do amigo;
  • O carinho sempre presente da mãe;
  • O trabalho que lhe dá o sustento;
  • A brisa no rosto;
  • A natureza sempre presente;
  • Seu cachorro que te recebe pulando…

Não custa muito transformar a interpretação do que lhe causou frustração em algo positivo.

Preste mais atenção no que aconteceu de bom no seu dia. E a cada acontecimento desagradável, descubra um aprendizado e logo a sua mente estará programada para prestar maior atenção às situações positivas da vida.

A  Neurociência traz contribuições importantes sobre o assunto, o que foi tema da última Aula ao Vivo, que faço todas as segundas-feiras, às 7h da manhã.

Assista aqui:

Pesquisas científicas apontam que a prática da gratidão traz benefícios físicos, psicológicos e sociais:

Físicos

  • Fortalecimento do sistema imunológico;
  • Menor incômodo por dores;
  • Baixa pressão arterial;
  • Pessoas gratas se exercitam mais e cuidam melhor da saúde;
  • Dormem mais e melhor e se sentem mais revigorados ao acordar.

Psicológicos

  • Pessoas gratas mantêm um nível superior de emoções positivas;
  • Estão sempre mais alertas, vivas e despertas;
  • Sentem mais alegria e prazer;
  • Demonstram maior otimismo e felicidade.

Sociais

  • Pessoas gratas se sentem mais úteis;
  • São mais generosas e têm maior compaixão pelo próximo;
  • São mais propensas a perdoar;
  • São melhores companhias;
  • E são menos solitárias e isoladas.

Que tal, então, fazer a sua lista de gratidão e ver como se sente?

“Se a única oração que você fizer durante toda sua vida for obrigado, isso já será o bastante.”

Meístre Eckhart, místico alemão.

Ah! Já ia me esquecendo… Sim, minha vida mudou para melhor e  tenho certeza que a das pessoas à minha volta também.

Aliás, quero expressar a minha eterna gratidão por estar comigo nesta jornada de autoconhecimento e fortalecimento emocional!

Autora: Wayne Valim

Especialista em Comportamento, Inteligência Emocional e Liderança

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Alta Performance e Felicidade em meio à crise?

Nas últimas duas semanas, venho falando sobre Alta Performance e Felicidade, ao vivo, no YouTube (www.youtube.com/c/WaysupBr) e no Instagram (www.instagram.com/waynevalim) como forma de ajudar você neste momento difícil que estamos passando.

Ao abordar esse tema, a primeira reação das pessoas é exatamente essa: “O quê? Felicidade? Alta performance? Neste momento, não… Estamos apenas sobrevivendo…”

Se esse foi o seu pensamento ao ler o título desse texto, acredito que vale muito a pena você ler até o fim… (risos)

Vamos entender esses conceitos…

O que é Alta Performance?

É a capacidade do ser humano de ultrapassar o nível das habilidades usuais,
ir além do esperado, se esforçando ao máximo, com motivação, sem perder o equilíbrio, para atingir níveis superiores de desempenho em todas as áreas da vida.

Esse estado de superação se torna a maneira habitual de ser das pessoas de alta performance.

As pessoas de alta performance são altamente motivadas, estão dispostas a se aperfeiçoar constantemente e a buscar os objetivos mais ousados.

Elas, acima de tudo, possuem mindset de abundância, pois sabem que tudo o que desejam é possível a partir das próprias atitudes.

E o que é Felicidade?

Penso que não existe um único significado, pois a felicidade depende da pessoa que a vivencia e de que forma atinge esse estado.

Os cientistas a definem como “bem-estar subjetivo” – porque tudo depende de como nos sentimos em relação à nossa própria vida.

Outros referem-se à felicidade como um estado de espírito positivo no presente e uma perspectiva positiva para o futuro.

Martin Seligman, o pioneiro da psicologia positiva, a segmentou em três componentes mensuráveis: prazer, envolvimento e senso de propósito.

Aristóteles trouxe o conceito de eudaimonia, que não quer dizer exatamente “felicidade”, mas, sim, algo como “prosperidade humana”.

Shawn Achor, em seu livro O jeito Harvard de ser feliz, afirma que a felicidade não se restringe a carinhas sorridentes amarelas e arco-íris coloridos, mas, sim, à alegria que sentimos quando buscamos atingir nosso pleno potencial.

Barbara Fredrickson, pesquisadora da University of North Carolina e talvez a maior especialista do mundo sobre o tema, descreve as dez emoções positivas mais comuns: “alegria, gratidão, serenidade, interesse, esperança, orgulho, divertimento, inspiração, maravilhamento e amor”.

E você? Já parou para constituir a sua própria definição de felicidade?

Quando se recorda dos momentos mais felizes da sua vida, quem estava lá com você?

O que estava fazendo?

Quais emoções você sentiu?

Quando pesquiso, leio e releio os conceitos acima, posso dizer a você: É possível sim atingir a alta performance e a felicidade.

Talvez não da mesma forma que a imaginávamos há dois ou três meses…

Creio ser mesmo viável, mas é necessário reprogramar a nossa mente e revisar as nossas expectativas pessoais e profissionais.

Muitos de nós estamos trabalhando de casa, com maiores demandas, mas, se estivermos nos esforçando ao máximo, indo além do esperado, mantendo um estado de superação e motivação, estamos sim vivendo em alta performance.

Só precisamos mudar a régua, porque o cenário também mudou. Concorda?

Estamos diante de incertezas, medos, angústias, sofrimentos, mas, ainda assim, é possível sentir uma paz de espírito por continuar firme a jornada, por estar contribuindo, minimizando a dor de alguém, mantendo a nossa família em segurança ou, simplesmente, por acreditar e ter esperança.

Há outro ponto muito importante: cuidar de você! Portanto, alinhe corpo, mente, coração e espírito! São as quatro inteligências em movimento e que precisam de atenção!

Isso ajudará a manter a sua energia vital em equilíbrio e, assim, será capaz de contribuir mais com todos quantos dependem de você e se inspiram em seus exemplos.

Jim Loer e Tony Schwartz*, autores do livro The power of full engagement, reconhecidos mundialmente por suas contribuições no campo da psicologia da alta performance, escrevem:

“O engajamento total de cada um requer equilíbrio e aproveitamento das quatro fontes de energia separadas, porém relacionadas: físico, emocional, mental e espiritual”.

O desenvolvimento dessas inteligências vai trazer maior confiança, segurança, força interior e, ainda, aumentará sua coragem para tornar as mudanças desejadas mais concretas.

Afinal, somos um ser integral. Não se atinge a alta performance se esquecendo de uma ou de outra inteligência. Não é possível ser feliz agindo apenas em busca de sobrevivência. Somos algo muito maior.

Para que se sinta realmente em conexão com todas as áreas da vida e encontre a felicidade, é preciso olhar-se como ser integral em busca de um sentido maior da vida.

Espero que essas reflexões tragam maior motivação para você!

Compartilhe com os seus amados!

OBS.: Assista às duas aulas gratuitas, ao vivo, em que trato desse assunto:

1 – As 4 Inteligências da Alta Performance e da Felicidade: https://youtu.be/HfSTCwLxMDo

2 – A Influência da Inteligência Emocional na Inteligência Corporal: https://youtu.be/IzGbOSKw_Ug

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O Milagre da Manhã no Home Office

Na última Live, eu abordei os hábitos matinais mais poderosos para criar energia e ter um dia produtivo e de Alta Performance.

Falei também da importância de adaptá-los ao Home Office, tornando o Milagre da Manhã* essencial para a nossa energia mental, corporal e emocional no enfrentamento dos momentos difíceis.

Como prometi, estou encaminhando aqui o passo a passo desse Ritual LIFE com uma sugestão de cronograma.

Imprima-o e coloque em lugar visível até que crie os hábitos.

Se necessário, ajuste-o à sua realidade.

MEU Ritual LIFE em 9 passos:

Ritual 1 – Acordar cedo e tomar um copo com água em jejum.

Ritual 2 – Visualizar o positivo e postura de vitória – 2 minutos

Ritual 3 – Arrumar a sua cama – 3 minutos

Ritual 4 – Meditar – de 5 a 10 minutos

Ritual 5 – Fazer a oração da manhã – 3 minutos

Ritual 6 – Afirmações positivas – 3 minutos

Ritual 7 – Café da manhã saudável – 15 minutos

Ritual 8 – Atividade físicas aeróbicas – 20 minutos

Ritual 9 – Planejamento do dia –15 minutos

Alguns exemplos de Afirmações Positivas:

  • Ao final do dia de hoje quero me sentir feliz por ter cumprido 80% das atividades; (Dizer como quer se sentir ao final do dia vai te trazer um direcionamento para suas atividades)
  • Sou capaz e hoje vou realizar todas as minhas atividades com muito energia positiva;
  • Eu amo o que faço e hoje será um dia de muitas conquistas;
  • Hoje, eu serei melhor do que ontem e vou continuar progredindo;
  • Amo a vida que tenho e estou empenhada/o em criar a vida que eu mereço;
  • Sinto gratidão por tudo que eu tenho e luto por tudo que desejo;
  • Hoje será mais um dia de oportunidades para atingir os meus objetivos;

Você poderá criar as suas afirmações tendo em mente os seus objetivos, o porquê de alcançá-los e como se compromete a criar a vida que merece e deseja.

Os demais hábitos do Ritual LIFE

Os demais rituais que fazem parte do ritual LIFE também devem fazer parte do seu dia:

1 – Tomar pelo menos 2 litros de água por dia – Distribua ao longo do seu dia

2 – Alimentação saudável – cuidando sempre com o que consome, mas não pule refeições e lembre-se dos intervalos. Carregue sempre consigo frutas secas e castanhas para não ficar muito tempo com fome.

3 – Sono – Como agora já percebeu como a sua manhã é importante, vá para a cama no horário devido, para que tenha uma boa noite de descanso e consiga acordar no seu horário planejado.

Por fim, lembre-se, a partir de agora, o seu compromisso é com você!

Siga persistente, porque cada etapa do Ritual LIFE é um passo adiante que te aproxima das suas metas e objetivos!

Seja a pessoa que deseja e merece ser!

Obs.: Caso você queira entender cada etapa do ritual, assista à LIVE no YouTube: https://youtu.be/ZLl2pb-c6S8

* Inspiração: Livro “O Milagre da Manhã”, de Hal Elrod.

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Como reduzir a ansiedade e manter a calma

Com o cenário de ameaça global diante da pandemia do Coronavírus, a ansiedade e o estresse, que já apontavam elevados índices no Brasil, têm tomado proporções gigantescas e deixado muita gente descontrolada emocionalmente.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de cidadãos (9,3% da população) convivem com o transtorno.

A ansiedade é uma emoção de alta excitação: um estado intenso de vigilância fisiológica. Ficamos hiperalertas, o coração dispara, nosso cortisol (hormônio liberado sob estresse) pode atingir seu pico – tudo produzido automaticamente pelo nosso sistema nervoso.

A ansiedade é causada por uma combinação de 

1 – como avaliamos um momento crítico, se é um desafio ou uma ameaça, 

2 – qual é a nossa capacidade em responder àquele momento.

Se avaliamos que é uma ameaça em vez de um desafio e não temos os meios de responder àquilo, nossa ansiedade chega ao ápice causando níveis altos de estresse.

Confusão mental, lapsos de memória, falta de concentração, controle cognitivo comprometido são alguns dos prejuízos do estresse.

É possível modificar a nossa reação diante de uma ameaça real como a que estamos vivendo?

A resposta é sim! 

Não podemos mudar a situação global, mas podemos transformar a forma que a encaramos. 

Como? Transformando a ameaça em desafio! 

E de que modo fazemos isso?

Quando nos sentimos ameaçados, tendemos a achar que os recursos que temos para lidar com a crise vão desaparecer. Daí a corrida aos supermercados, a compra de produtos ao máximo, a busca por medicamentos que ainda nem obtiveram a comprovação da eficácia.

Então, ao inibir esse comportamento de querer agir de forma egoísta, já estamos tomando o primeiro passo.

Quando sentir vontade de fazer isso, pergunte-se: “a quem estou prejudicando com a minha atitude? Estou pensando também no coletivo? Como gostaria que as outras pessoas agissem comigo?”

Passo 2 – Aumentar a produção de “Dopamina” (neurotransmissor produzido quando queremos uma recompensa ou temos a intenção de ser recompensados)

  • Ela é capaz de estimular um comportamento com muita força;
  • Dá energia;
  • Somada à Adrenalina e Noradrenalina (neurotransmissores gerados no estresse) produzem mais potência;
  • Desencadeia o prazer.

Passo 3 – Faça algo em favor do social

Ao agir em prol da comunidade e não só em benefício próprio estará canalizando a sua energia gerada pela dopamina

  • Limpar o elevador;
  • Compartilhar ideias com as pessoas que prestam serviço para você;
  • Fazer compras para os idosos (se você não estiver no grupo de risco);
  • Marcar uma discussão de leitura nos grupos;
  • Usar os recursos tecnológicos para entregar valor;
  • Orientar a comunidade para os cuidados de higiene;
  • Ligar para os amigos para saber como estão e levar uma mensagem de esperança.

Passo 4 – Ampliar a produção de Ocitocina

Quando você faz algo por alguém, está criando interações sociais positivas e, com isso, vai aumentar a produção de outro hormônio chamado ocitocina, que, por sua vez:

  • Aumenta a empatia;
  • Tem efeito inibitório no estresse;
  • Vai se sentir pertencente;
  • Funciona como ansiolítico natural – experimentos comprovam isso;
  • Criar um ciclo virtuoso, porque aumenta a ocitocina do próximo também.

Passo 5 – Definir Metas Mensuráveis e com tempo limite

Ao defini-las, você terá como medi-las e, após a conclusão de cada etapa, sentirá um prazer enorme vindo da sua capacidade de realização.

Pode até ser uma meta ligada ao desafio, por exemplo:

Minha meta é procurar ao máximo manter a mim e a minha família saudável física e emocionalmente, a fim de não contrair o vírus nos próximos 3 meses.

  • Quais são as ações: 
  1. Fazer um mural com todos os cuidados de higiene; 
  2. Ligar para os pais todos os dias e confirmar se estão seguindo as recomendações; 
  3. Telefonar para uma amiga por dia e compartilhar aprendizados; 
  4. Criar um grupo de estudos de algum assunto que queira aprimorar (Ex: Inteligência Emocional);
  5. Ler 5 páginas de um livro por dia; 
  6. Fazer um resumo da leitura do dia e compartilhar no grupo… 

Lembre-se! É preciso monitorar os resultados!

Não tem jeito! Nós vamos passar por isso de qualquer maneira!

A pergunta é: “Como você quer se ver quando tudo isso acabar?”

Como alguém que agiu de forma egoísta, egocêntrica, paralisada(o) pelo medo, ansiosa(o), com descontrole alimentar, emocional….

Ou como alguém que, apesar do medo e da insegurança, contribuiu, se importou, cuidou, deu ideias, produziu, ensinou, agradeceu, compartilhou conhecimento, espalhou esperança?

Como você quer contar essa história para os seus netos?

A escolha é completamente nossa!

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Do medo à esperança

É fato que algo preocupante e grandioso está acontecendo no mundo.

Como especialista em inteligência comportamental e emocional, me vi no papel de trazer as minhas contribuições a todos os seguidores e parceiros na jornada do desenvolvimento humano.

É plausível que o sentimento de medo esteja presente nos dias atuais. Não sabemos ao certo o que de fato irá acontecer nas próximas semanas, pois há previsões bastante pessimistas e outras nem tanto.

Temos muitos fatos ao redor do mundo, com os quais os brasileiros têm muito a aprender, e isso é um grande ganho para a nação.

O intuito desta mensagem não é o de trazer dados sobre o avanço da doença nem dicas de como se proteger do vírus. Há muita gente competente fazendo isso.

Quero chamar a atenção para dois fatores:

1 – Como lidar com a preocupação exagerada e o medo desnecessário

O medo é um sentimento natural do ser humano, é necessário e positivo. Graças a ele, a nossa espécie sobreviveu e evoluiu.

Por sentirmos medo, nos livramos de pessoas perigosas e resguardamos a nossa segurança física.

Quando é que ele fica perigoso?

Quando, por meio dele, deixamos de vivenciar a ética, o respeito, nos tornamos o que não somos na essência e passamos a perseguir, agir com egocentrismo, preconceitos e discriminação.

O medo é igualmente prejudicial quando nos paralisa, quando nos faz perder a criatividade, deixamos de ter esperança e só enxergamos a escassez.

Esse sentimento causa estresse e, por consequência, prejudica a nossa saúde e reduz a nossa imunidade.

Esse é o medo desnecessário, portanto precisamos de estratégias para lidar com ele.

2 – Qual mentalidade adotaremos nos próximos dias

Adorei uma mensagem da Avaaz que fala sobre o “Compromisso Cidadão”:

  • Parar o vírus – tomando todas as precauções.
  • Proteger os vulneráveis – oferecendo amor e assistência aos que precisam.
  • Espalhar conhecimento – compartilhando informações de fontes confiáveis a todos.

Esses são também excelentes antídotos contra o medo e a preocupação.

Por quê?

Quando faço o que tenho que fazer, fico em paz comigo mesma, isso me fortalece e me deixa mais confiante.

Se protejo e cuido das pessoas que amo e de todos quantos me rodeiam, incluindo a mim mesma, exerço o papel de ser humano que sou, coloco em prática os meus valores mais nobres.

A consequência disso? Mais empatia, amor, compaixão, ajuda mútua, mais confiança.

E, por último, o conhecimento! Ah! Como valorizo o conhecimento!

Um dos maiores motivos do medo que sentimos se dá pela ignorância, pelo desconhecimento.

Basta você pensar em algum momento da vida em que deixou de dar um passo importante por medo e depois descobriu que se tivesse um pouco mais de conhecimento sobre o assunto, teria avançado e não teria perdido a oportunidade.

Já dizia Thomas Jefferson (1743-1826), principal autor da declaração de independência dos Estados Unidos, alertando-nos sobre o perigo de sofrer por antecipação: “Quanto nos custaram os males que nunca aconteceram!”

Portanto, a nossa mentalidade agora precisa ser essa:

A busca da realidade dos fatos, conhecimento de fontes confiáveis, ação corajosa, criatividade para lidar com os diversos obstáculos, cabeça erguida, fé, esperança e otimismo.

Assim, você estará criando à sua volta e dos seus queridos familiares e amigos uma energia positiva gigante e unidos vencerão não só essa batalha, mas todas quantas teimarem em bater à sua porta.

Estamos juntos nessa!

Conte comigo para trazer para você todos os motivos do mundo para que mantenha a sua esperança! Com os pés no chão, mas com a certeza de que logo tudo estará bem.

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Por onde começar quando me sinto perdida e confusa?

Nem sempre é fácil escrever um artigo, nem sempre é fácil gravar um vídeo, nem sempre é fácil começar…

Estava aqui pensando no tema que gostaria de escrever para você e nada de me definir…rs.
Não pela falta de assuntos interessantes, pois tenho uma lista enorme deles que vou acumulando a cada insight que tenho ou a cada novidade que tomo conhecimento.

O problema é mesmo a falta de inspiração, às vezes, para discorrer sobre o assunto!

Quantas vezes precisamos sair de casa para o trabalho, chegar cedo na empresa, dar conta de inúmeras atividades, ou mesmo cuidar da casa, organizar as coisas pessoais e não temos inspiração e nem motivação alguma?

Mas, acabamos indo de qualquer jeito, não é? Vamos arrastados, muitas vezes, pois temos família para criar, equipe para liderar, contas para pagar, vida para seguir…

Já se sentiu assim?

Então, o que fazer nessas situações? Como driblar a “maré baixa” e encarar o que precisa ser enfrentado?

Eu penso que pode ser assim: agindo, iniciando, dando o primeiro passo, indo à luta!
Quanto mais eu penso:

  • “não estou a fim”,
  • “não queria fazer isso”,
  • “que chato”,
  • “que tédio…” pior vai ficar.

Nossos pensamentos são tão poderosos, a ponto de dispararem milhões de sinapses que se manterão juntas e ganharão proporções negativas gigantescas em nossos cérebros, caso não quebremos essa corrente quando percebermos a situação.

Diante de desafios, tarefas longas, complicadas ou desagradáveis, nosso cérebro racional pode se tornar uma vítima das nossas emoções e, nesses casos, o melhor a fazer é retomar o controle, concentrando primeiro nos objetivos pequenos.

No meu caso, quando sento para escrever e a inspiração não vem, me concentrei nas primeiras linhas da mensagem, e depois mais uma e mais uma, expandindo gradualmente, até alcançar os melhores e maiores desafios.

Portanto, quando estiver …

  • inerte,
  • sem saber que caminho seguir,
  • por onde iniciar,
  • se vai ou se fica…

COMECE e, se necessário, mude o trajeto, mas não fique parada, esperando algo acontecer, porque se você não tomar o controle e agir, nada sucederá.

E, à medida que vai percebendo a sua capacidade, novas e positivas emoções surgirão e darão lugar a outras possibilidades, aumentando a criatividade.

O psicólogo, pesquisador e escritor Shawn Achor afirma em seu livro The Happiness Advantage [A vantagem da felicidade]:

“As emoções positivas inundam nossos cérebros de dopamina e serotonina, substâncias químicas que não só nos fazem sentir bem como ativam os centros de aprendizado de nossos cérebros para níveis mais altos.  

Elas nos ajudam a organizar informações novas e nos possibilitam criar e sustentar mais conexões neurais, o que nos permite pensar de forma mais rápida e criativa, nos tornar mais habilidosos em análises complexas e resolução de problemas e ver e inventar novas maneiras de fazer coisas “. 

Fantástico, não? Perceba como as sensações positivas foram importantes para eu continuar escrevendo, adicionando informações e olha só: com uma lista de assuntos para compartilhar com você, acabei escolhendo uma situação nova!

E assim, frase por frase, concluo mais uma mensagem para você, me sentindo muito bem agora!

E sabe de uma coisa? Depois que comecei, até que foi fácil, porque o prazer que sinto ao me comunicar com você sempre me deixa cheia de energia!

Autora: Wayne Valim – Especialista em Inteligência Comportamental e Alta Performance de Pessoas e Organizações

*O livro que cito é uma das muitas dicas que deixo para meus mentorados de liderança e meus alunos de Alta Performance.

The Happiness Advantage: The Seven Principles of Positive Psychology That Fuel Success and Performance at Work. By Shawn Achor (2010)

[O Jeito Harvard de ser feliz: os sete princípios da psicologia positiva que alimentam o sucesso e a performance no trabalho] Por Shawn Achor (2010)

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A maneira certa de pedir desculpas e ser perdoada

Com a correria do dia a dia e as fortes emoções nos relacionamentos, acabamos por cometer alguns deslizes no comportamento e na comunicação com colegas e familiares…

E isso muitas vezes requer pedir perdão por algo ruim que fizemos.

Mas, cá entre nós, pedir perdão às vezes pode ser bem complicado, dependendo da situação e da pessoa, então…

Por isso, quero compartilhar uma tática que pode ser bastante eficaz e mais fácil de executar.

Eu a uso sempre e costuma ter bons resultados.

Ela funciona assim:

Em vez de pedir perdão, você vai agradecer!

“Como assim, Wayne?”

Vou explicar com exemplos! Hehe!

1 – Você chega atrasada. Em vez de pedir desculpas e ficar se justificando, dizendo que o trânsito estava ruim, que perdeu a hora, alguém te atrasou, blá, blá, blá…. diga:

– Muito obrigada por me esperar. O que posso fazer para agilizar agora? ( E pronto! Não precisa justificar e tecer aquela ladainha que costumamos falar)

2 – Você disse algo que deixou a outra pessoa triste? Diga:

– Obrigado por entender que às vezes falo o que você não merece ouvir. Serei mais atenta. (e só!)

3 – Se esqueceu de fazer algo prometido:

– Obrigada pela paciência, vou buscar/fazer agora.

4 – Discutiu com o cunhado, a sogra, o genro, o irmão… e deixaram de conversar por um tempo:

– Grata por se importar com meus filhos, por ser uma pessoa atenciosa, pelo respeito aos meu pais…

Encontre algo de bom naquela pessoa (acredite, todos têm!) e agradeça. Simplesmente, agradeça.

Use a criatividade!

Claro que pedir perdão é uma atitude nobre e deve ser feito sempre que julgar importante, mas há pessoas que pedem tantas desculpas e se justificam tanto, que a atitude em si deixa de ter valor, sem contar o tempo enorme que gastam contando detalhes das inúmeras desculpas…

Então, aprenda a agradecer e fuja de se justificar.

Atitudes simples como essa demonstram que você se importa, mostra sua autoconfiança, seu respeito pelos outros, e vai despertar a admiração deles por você.

E, claro, aprenda a perdoar, senão não será capaz de agradecer de coração.

Aproveite que está buscando ser uma pessoa melhor e reata seus relacionamentos, especialmente com as pessoas da sua família.

Sabe por quê?

A nossa família é o maior tesouro que temos!

Na hora das dificuldades o que vai valer na realidade é a sua família, por mais difícil que seja o relacionamento de vocês.

Se ainda não tem orgulho da união da sua família, que você seja a luz a despertar o carinho e bom relacionamento entre todos.

Experimente e me fale o resultado. Ficarei feliz em saber.

Autora: Wayne Valim

http://www.waysup.com.br/conheca-a-coach-wayniere-valim/

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Resiliência: 7 dicas práticas para ter emoções à prova de balas

Já passou por algum momento em que tudo parece estar contra você? Por mais que tente manter a força e a motivação, vem uma nova rasteira da vida.

Sim, eu também já passei por momentos assim, e não foram poucos…

Por isso, quero abordar a importância de aprendermos a lidar com os próprios erros e buscar a motivação para continuar a jornada, mesmo quando nos parecem esgotadas todas as energias.

Ao longo da vida, somos muito mais estimulados a amar o sucesso e a detestar o fracasso.

E você pode me perguntar: “Mas seria possível amar o fracasso?” rs

Bem, nem tanto, contudo podemos desenvolver um sentimento de maior aceitação diante dos erros cometidos, percebendo até mesmo os benefícios dos próprios fracassos.

Vivemos em uma era onde nunca na história registraram-se tantos problemas de saúde mental entre estudantes, universitários e profissionais no mundo do trabalho.

Em 2013, a American College Health Association consultou cerca de cem mil universitários de 153 campus diferentes nos Estados Unidos e constatou, dentre outros resultados, que 84,3% dos alunos haviam se sentido oprimidos por causa de tudo o que tinham de fazer e 51,3% haviam sentido uma angústia esmagadora nos últimos 12 meses.

E uma das possíveis causas desses índices tão expressivos, segundo especialistas, se dá pela alta exigência da sociedade pelo sucesso acadêmico e profissional.

E posso arriscar que outro grande motivo é a maneira com a qual lidamos com os próprios erros e a nossa falta de resiliência.

E o que é resiliência?

É a capacidade de se recuperar das adversidades. Trata-se daquilo que nos dá vontade de seguir adiante.

Para a Física, resiliência consiste na resistência que os materiais apresentam quando são expostos a um choque ou percussão, ou seja, trata-se da capacidade de voltar ao estado normal, como, por exemplo, uma bola de borracha amassada que, depois de algum tempo, retorna à aparência original.

E esse é um ponto de reflexão importante.

De 0 a 5 quanto se percebe resiliente?

Com qual frequência você desiste de algo que não está dando certo? Por exemplo, abandona um curso de idiomas porque tirou nota baixa? Desisti de tirar uma certificação técnica importante para sua carreira, porque não saiu bem no simulado?

Como costuma reagir diante de um feedback negativo ou de uma crítica maldosa?

Quanto tem persistido para aprender novas competências? Tocar um instrumento musical, aprimorar o inglês, falar em público?

Pois saiba que ninguém adquire resiliência pelo pensamento ou pela força de vontade… Seria muito bom se assim fosse. Mas é se permitindo errar e buscando novas maneiras e tentativas para acertar.

Carol Dweck, professora de psicologia de Stanford, na Califórnia, concebeu um conceito que se chama “Mentalidade de Crescimento”.

O mantra da mentalidade do crescimento é não parar, continuar tentando e aprender, mediante o esforço, que é possível chegar aonde se que ir. O que ela está ensinando aqui é, em certo sentido, a sermos mais resilientes.

Para mim, há dois fatores que nos impedem de sermos mais resilientes e mantermos a motivação diante das dificuldades da vida:

  1. O medo (do ridículo, da crítica, do fracasso) e
  2. A ansiedade de querer que tudo seja perfeito, especialmente aos olhos dos outros.

Nós nos comparamos o tempo todo com as outras pessoas, imaginando quanto a vida do outro é melhor do que a nossa e nos confinamos a padrões estabelecidos pela sociedade.

Quantas vezes pensamos:

“E se eu errar na hora da apresentação do meu projeto? O que vão pensar de mim? E se me criticarem? Como vou conviver com essa vergonha?”

E daí ocorre a desmotivação, ficamos com medo de correr riscos ou tentar coisas novas e escolhemos o caminho mais fácil para evitar o erro.

Assim, nos isolamos e, muitas vezes, desistimos.

O que fazer, então? Como ser mais forte e mais resiliente diante das adversidades?

Essas 7 dicas práticas podem ajudar o seu desenvolvimento:

1 – Continue a elevar os seus padrões:

Busque maiores responsabilidades, oportunidades, desafios e liberdades.

Isso fomenta a competência, a confiança e ajuda a construir a resiliência.

2 – Controle a tendência ao perfeccionismo:

Tente, esforce-se, persista, execute e aprimore-se! Mas não exija a perfeição sempre.

3 – Pense nos momentos difíceis pelos quais já passou:

Pode ter sido uma demissão, a reprovação de uma promoção no trabalho, a perda de um ente querido ou do seu animal de estimação, dar duro numa prova e, ainda assim, tirar uma nota baixa, amassar o carro novo…

O que você fez superar? A coragem, a vontade de vencer, a persistência?

Você pode continuar aprimorando-as, porque são suas qualidades e estão aí, mesmo que adormecidas.

4 – Identifique os seus valores humanos:

  • ser uma pessoa forte;
  • ser admirada por suas realizações;
  • fazer a diferença na vida das pessoas;
  • ter compaixão;
  • possuir segurança no que faz;
  • ter liberdade;
  • ser confiável.

Mentalize-os! Os nossos valores nos motivam!

  • – Pense em algo que realize com maestria:

Tocar um instrumento, ajudar ao próximo, lidar com conflitos, se importar com as pessoas…

Como conseguiu atingir esse nível? Acertou da primeira vez?

Eu tenho certeza de que não! O que fez você persistir?

  • – Busque o autoconhecimento.

Traga para sua consciência seus pontos fortes e aprenda a usá-los nos momentos difíceis.

7 – Entenda que o erro e o fracasso fazem parte do nosso aprendizado:

  • Thomas Edison foi considerado “muito burro para aprender qualquer coisa”” – após 1.001 tentativas, acertou.

Ele disse: “Eu não falhei 10.000 vezes. Eu fui bem-sucedido pois encontrei 10.000 maneiras que não funcionam.”

  • Walt Disney – Em 1919 ele foi demitido do jornal Kansas City Star porque “faltava imaginação e ele não tinha boas ideias”.
  • Os Beatles, em um teste para mostrar sua música, ouviram “grupos de guitarra estão saindo de moda”.
  • Antes de J.K. Rowling alcançar grande sucesso com Harry Potter, estava falida, era uma mãe solteira divorciada lutando para sobreviver com um programa de ajuda do governo.

Resumindo, como disse Julie Haims em seu livro Como criar um adulto, a resiliência é simplesmente isto, a capacidade de dizer para si mesmo:

“Estou bem. Posso optar por resolver isso, posso descobrir outro caminho ou posso decidir que, no final das contas, não é isso o que quero. Eu ainda sou eu mesmo. Ainda sou amado. A vida continua”.

Dr. Harriet Riossettim, da Clínica de Recuperação de Los Angelis, afirma:

“Os melhores indicadores de sucesso são a resiliência, a determinação, a capacidade de cair e levantar. Se o impedirem de experimentar o desconforto ou o fracasso, você não saberá lidar com essas coisas”.

A escritora e pesquisadora Brené Brown em seu TED Talk (a quarta conferência mais assistida do mundo) fala sobre alguns dos temas que mais temos dificuldade na vida: vulnerabilidade, imperfeição e vergonha.

Ela afirma que aceitar os próprios erros, as próprias imperfeições e as próprias vulnerabilidades podem levar a uma vida mais aprazível e alegre.

Uma das frases dela de que mais gosto é esta:

“Sim, sou imperfeita e vulnerável, às vezes tenho medo, mas isso não muda o fato de que também sou corajosa e digna de amar e fazer parte”.

Se você está prestes a enfrentar algum momento importante da sua vida, aprimore-se e tenha certeza de que está fazendo o seu melhor para atingir o sucesso.

Ter a consciência tranquila em relação a isso é um passo importante para sua autoconfiança.

Portanto, persista, não desista, conserve o seu interesse e empenho. Se algo não ocorrer como espera, trace novas metas, defina novos objetivos.

Se a vida lhe der limões, pegue-os e faça uma limonada.

Olhe para você! Conheça-se, entenda o que vai no seu íntimo. O que aquece o seu coração?

Uma vida de sentido vai além de seguir o que todo mundo faz. Ela deve estar conectada a você,  à sua felicidade.

Autora: Wayne Valim

http://www.waysup.com.br/conheca-a-coach-wayniere-valim/

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A dor da perda: como superá-la

Na semana passada, recebi um recadinho muito querido vindo de uma espectadora assídua da Live que faço toda segunda-feira no Instagram, às 7 horas da manhã.

Ao mesmo tempo que agradecia, ela me fazia um apelo: abordar um tema difícil, o luto.

“Gostaria de dar uma dica de assunto. Tenho passado por uma experiência nova pra mim, o luto. Há um mês meu pai se despediu dessa vida terrena e tem sido muito difícil. E acredito que tem várias pessoas que precisam de uma luz nesse momento.”

As perdas fazem parte da nossa vida, não só por meio da morte, mas também de…

  • Um relacionamento rompido,
  • Uma demissão do trabalho,
  • Um projeto recusado…

Torna-se interessante observar que as fases do luto, abordadas a seguir, são também bastante semelhantes às fases de mudança nas empresas, quando há alteração de um gestor na equipe, quando uma empresa é adquirida por outra ou mesmo no caso de uma mudança de rumo da companhia.

Portanto, acredito que o tema seja bastante pertinente a todos nós.

Para trazer a contribuição de uma terapeuta, convidei a psicóloga clínica Crisleine Radatz, especialista em terapia de casais e individual, para falar sobre o luto. Veja um pouco do que ela trouxe em sua participação ao vivo hoje:

“Toda vez que pensamos em perdas, pensamos na morte de pessoas queridas ao nosso coração. Mas perder vai muito mais além do que a morte.

Podemos sofrer com:

  • perdas de elos afetivos,
  • desemprego,
  • expectativas impossíveis,
  • sonhos românticos,
  • a perda da nossa juventude, entre outros.

Certamente quando criança, durante um jogo, uma partida de futebol ou em uma simples brincadeira em que você acabou perdendo para o coleguinha, e durante a sua frustração, você deve ter ouvido de algum adulto: ‘Você precisa saber perder’ ou ‘Você tem que aprender a perder’.

A realidade é que nunca aprendemos o suficiente. Sempre tem uma parte de nós que ainda precisa amadurecer.

A dor e o sofrimento têm sua importância em nosso processo de amadurecimento, mas como superar essa dor? 

O que podemos fazer para viver enquanto essa dor não nos ensina tudo que temos que aprender?

Você já parou para pensar que, desde o nosso nascimento, temos que conviver com a dor?

Na verdade, nascemos perdendo. Perdemos o útero da nossa mãe, aquele lugar seguro, confortável e tranquilo.

Mas essa perda nos faz ganhar um mundo inteiro de possibilidades pela frente.

Para aprender a superar a dor da perda, penso ser de fundamental importância entender as 5 fases do luto*:

1 – Negação e choque

É a primeira reação diante de uma perda.

Geralmente, dizemos: ‘Não posso acreditar que não verei mais essa pessoa’.

‘É muito difícil aceitar que não me encontrarei mais com ela’.

No caso do fim de um relacionamento é quando temos fantasias de retorno ou de que as coisas irão funcionar apesar de todos os indicativos concretos de que a relação terminou.

2. Raiva

Nessa fase, a raiva é a emoção mais evidente: do médico que não diagnosticou a doença em tempo, de si mesmo porque não agiu com a urgência necessária, e, até mesmo do ente querido que nos deixou, apesar de termos consciência que isso não faz o menor sentido.

No caso do rompimento afetivo, a raiva se manifesta contra tudo o que pode ter sido o motivo da separação: o trabalho excessivo que roubou o tempo dos dois, a outra mulher ou homem que foi o pivô da separação…

Para outros, a raiva pode se dirigir a si mesmo e se transformar em culpa.

3. Negociação

Pode iniciar-se inclusive antes da morte do ser amado, como, por exemplo, no caso de doenças quando prometemos algo para que Deus poupe nosso querido. 

No fim de um relacionamento, pode-se tentar voltar com promessas ao ex — irei mudar, irei voltar a procurar você quando estiver pronto, vou frequentar terapia, vamos fazer as coisas de modo diferente.

Negociar pode ser saudável na medida em que os ajuda a acalmar com a perspectiva de que “um dia, nos encontraremos de novo” — o que irá acontecer de qualquer maneira, dentro de nós mesmos, após termos sido transformados por essa experiência.

4. “Depressão”

Depois de uma perda, é muito provável que, em algum momento, passemos a sentir-nos cansados e um pouco desconectados das outras pessoas. Ficamos mais silenciosos e podemos ter alterações no apetite e/ou no sono.

É a fase mais profunda do luto, na qual experimentamos muita tristeza ou, caso não estivermos abertos para nossos sentimentos, uma certa dormência emocional.

Nesse período, um acalento físico pode ser muito importante, como um abraço, uma sessão de relaxamento ou massagem. Esse acalento pode ajudar a viver as emoções difíceis e deixar o processo do luto se desenrolar com mais suavidade.

5. Aceitação

Depois de viver momentos muito difíceis, finalmente alcançamos alguma paz com essa perda que tivemos, não há mais aquela gana de recuperar as coisas como eram antes.

Ainda podemos sentir tristeza ou saudades, mas voltamos a pensar no futuro e passamos a sentir que algo novo irá aparecer em nossas vidas.

Esse momento não chega de uma hora para outra nem é um mar de rosas, mas ele vem se insinuando pouco a pouco, quase sem que o percebamos.

É quando a lembrança de quem não está mais conosco dá mais alegria, boas lembranças, do que vontade de chorar. É o momento em que ficamos realmente em paz e entendemos de coração porque aquela relação não deu certo.

Essas fases variam de tempo e intensidade de pessoa para pessoa e não necessariamente se passa por todas elas.

Agora que conheceu um pouco mais sobre as fases, aqui vão 3 dicas para ajudar a superar a dor e a angústia de conviver apenas com a lembrança de algo:

1 – Dê permissão a si mesmo para sentir o luto

Saiba que essas fases são naturais em qualquer pessoa. Você não precisa ser forte o tempo todo. Viver o luto é importante para sua superação.

2 – Compreenda a sua reação

Cada um tem seu próprio jeito de reagir. A autoconsciência e o autoconhecimento são fundamentais para que entenda as próprias emoções, como e por que está reagindo assim.

Ter clareza desse entendimento ajudará você a traçar estratégias seguras para minimizar os impactos negativos e evitar um luto muito demorado.

3 – Em vez de se questionar “por que?”, pergunte-se “o que vou fazer agora?”

É comum ficarmos buscando as razões que levaram ao acontecido. Isso é benéfico para tirarmos lições aprendidas, mas é preciso reagir e voltar à normalidade para o bem das outras pessoas da sua vida, além de ser fundamental para a sua saúde física e mental também”.

Bem, espero mesmo que esse conhecimento traga importantes aprendizados para você!

Lembrou de alguém que esteja passando por uma perda e acredita que essas palavras podem ajudá-lo, fique à vontade para compartilhar.

Wayne Valim

*Fonte: https://www.psiconlinews.com/2015/05/5-fases-luto.html

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6 técnicas incríveis para acabar com o estresse

Sabe quando a cabeça fica tão cheia de preocupações que a vida acaba se tornando mais pesada? Nessas horas, a impressão que se tem é de que há um enorme fardo sobre os ombros, não é mesmo? Pois isso pode causar problemas mais sérios, como a tensão, a fadiga e o famoso estresse.

É realmente difícil manter a mente e a vida leves em meio a um trânsito sempre caótico, ao excesso de compromissos, às cobranças profissionais e aos inúmeros desafios diários, não concorda? Mas a boa notícia é que, apenas adotando algumas medidas bem simples, é possível, sim, esvaziar a mente, relaxar e aliviar as tensões.

Quer saber como? Então confira agora mesmo algumas técnicas incríveis para tirar todo esse peso desnecessário das suas costas:

Coloque suas preocupações no papel

Crie o hábito de anotar suas preocupações e seus compromissos em cadernos e agendas, evitando, assim, possíveis distrações e ajudando na desaceleração do cérebro. Ao fazer essas anotações, a mente entende que seus afazeres já estão guardados e não precisam, necessariamente, ser resolvidos agora. Vale ressaltar que essa medida também é muito útil para combater a insônia, viu?

Olhe para o alto e faça uma contagem regressiva

Se está precisando relaxar e esvaziar a mente, olhe para cima e faça uma lenta contagem regressiva, de preferência a partir do número 60. Essa técnica vai acalmar seus nervos, controlar sua ansiedade e, de bônus, aumentar sua concentração. Isso tudo porque, ao olhar para cima, seu sistema nervoso será estimulado, sua pressão arterial e o ritmo da sua respiração diminuirão, provocando, assim, uma clara sensação de relaxamento.

Controle o ritmo de sua respiração

A mente cheia de ansiedades e preocupações aumenta significativamente o ritmo cardíaco, especialmente porque o coração possui muitas terminações nervosas que reagem aos estímulos cerebrais. Por isso, para manter a cabeça e o coração na mais perfeita ordem, ao se encontrar diante de situações de estresse, procure controlar sua respiração, inspirando profundamente com o nariz e segurando o ar por alguns segundos antes de soltá-lo. Repita o processo, até se sentir mais calmo, leve, relaxado e com o ritmo cardíaco menos acelerado.

Pare por um minutinho para se alongar

Mesmo que sua agenda esteja lotada de compromissos, encontre tempo para se alongar. Quando se está ansioso e tenso, os músculos se contraem involuntariamente, o que gera bastante desconforto físico. Por isso não é nada raro que se sofra com dores nas costas, nas pernas, no pescoço e nos ombros por conta do estresse, da tensão e da ansiedade. Para minimizar esses efeitos, faça pequenas sessões de alongamento durante o dia.

Leia por prazer

A leitura é um hábito muito saudável, pois, além de ser fonte de conhecimento e de entretenimento, promove o relaxamento e torna a vida mais leve. Assim, quando sua mente estiver cheia de preocupações, procure ler gibis, poemas, notícias curtas ou qualquer outro conteúdo de sua preferência. Isso vai ajudar a aliviar as tensões. Mas atenção: é importante que essa leitura seja feita por prazer e não por obrigação, ok? Caso contrário, a ansiedade e o estresse podem voltar ainda mais intensos!

Procure se alimentar adequadamente

Você sabia que, nos momentos de extrema ansiedade, um lanchinho saudável pode ajudar? Afinal de contas, a mastigação promove o relaxamento dos músculos do pescoço e contribui para a eliminação do estresse e da ansiedade. Sendo assim, carregue sempre alguma comidinha com você, como uma fruta ou oleaginosas, que contêm vitamina C e selênio, substâncias que melhoram — e muito! — o funcionamento do sistema nervoso, combatendo as tensões do dia a dia.

Artigo extraído e adaptado de sbie.

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