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Como reduzir a ansiedade e manter a calma

Com o cenário de ameaça global diante da pandemia do Coronavírus, a ansiedade e o estresse, que já apontavam elevados índices no Brasil, têm tomado proporções gigantescas e deixado muita gente descontrolada emocionalmente.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de cidadãos (9,3% da população) convivem com o transtorno.

A ansiedade é uma emoção de alta excitação: um estado intenso de vigilância fisiológica. Ficamos hiperalertas, o coração dispara, nosso cortisol (hormônio liberado sob estresse) pode atingir seu pico – tudo produzido automaticamente pelo nosso sistema nervoso.

A ansiedade é causada por uma combinação de 

1 – como avaliamos um momento crítico, se é um desafio ou uma ameaça, 

2 – qual é a nossa capacidade em responder àquele momento.

Se avaliamos que é uma ameaça em vez de um desafio e não temos os meios de responder àquilo, nossa ansiedade chega ao ápice causando níveis altos de estresse.

Confusão mental, lapsos de memória, falta de concentração, controle cognitivo comprometido são alguns dos prejuízos do estresse.

É possível modificar a nossa reação diante de uma ameaça real como a que estamos vivendo?

A resposta é sim! 

Não podemos mudar a situação global, mas podemos transformar a forma que a encaramos. 

Como? Transformando a ameaça em desafio! 

E de que modo fazemos isso?

Quando nos sentimos ameaçados, tendemos a achar que os recursos que temos para lidar com a crise vão desaparecer. Daí a corrida aos supermercados, a compra de produtos ao máximo, a busca por medicamentos que ainda nem obtiveram a comprovação da eficácia.

Então, ao inibir esse comportamento de querer agir de forma egoísta, já estamos tomando o primeiro passo.

Quando sentir vontade de fazer isso, pergunte-se: “a quem estou prejudicando com a minha atitude? Estou pensando também no coletivo? Como gostaria que as outras pessoas agissem comigo?”

Passo 2 – Aumentar a produção de “Dopamina” (neurotransmissor produzido quando queremos uma recompensa ou temos a intenção de ser recompensados)

  • Ela é capaz de estimular um comportamento com muita força;
  • Dá energia;
  • Somada à Adrenalina e Noradrenalina (neurotransmissores gerados no estresse) produzem mais potência;
  • Desencadeia o prazer.

Passo 3 – Faça algo em favor do social

Ao agir em prol da comunidade e não só em benefício próprio estará canalizando a sua energia gerada pela dopamina

  • Limpar o elevador;
  • Compartilhar ideias com as pessoas que prestam serviço para você;
  • Fazer compras para os idosos (se você não estiver no grupo de risco);
  • Marcar uma discussão de leitura nos grupos;
  • Usar os recursos tecnológicos para entregar valor;
  • Orientar a comunidade para os cuidados de higiene;
  • Ligar para os amigos para saber como estão e levar uma mensagem de esperança.

Passo 4 – Ampliar a produção de Ocitocina

Quando você faz algo por alguém, está criando interações sociais positivas e, com isso, vai aumentar a produção de outro hormônio chamado ocitocina, que, por sua vez:

  • Aumenta a empatia;
  • Tem efeito inibitório no estresse;
  • Vai se sentir pertencente;
  • Funciona como ansiolítico natural – experimentos comprovam isso;
  • Criar um ciclo virtuoso, porque aumenta a ocitocina do próximo também.

Passo 5 – Definir Metas Mensuráveis e com tempo limite

Ao defini-las, você terá como medi-las e, após a conclusão de cada etapa, sentirá um prazer enorme vindo da sua capacidade de realização.

Pode até ser uma meta ligada ao desafio, por exemplo:

Minha meta é procurar ao máximo manter a mim e a minha família saudável física e emocionalmente, a fim de não contrair o vírus nos próximos 3 meses.

  • Quais são as ações: 
  1. Fazer um mural com todos os cuidados de higiene; 
  2. Ligar para os pais todos os dias e confirmar se estão seguindo as recomendações; 
  3. Telefonar para uma amiga por dia e compartilhar aprendizados; 
  4. Criar um grupo de estudos de algum assunto que queira aprimorar (Ex: Inteligência Emocional);
  5. Ler 5 páginas de um livro por dia; 
  6. Fazer um resumo da leitura do dia e compartilhar no grupo… 

Lembre-se! É preciso monitorar os resultados!

Não tem jeito! Nós vamos passar por isso de qualquer maneira!

A pergunta é: “Como você quer se ver quando tudo isso acabar?”

Como alguém que agiu de forma egoísta, egocêntrica, paralisada(o) pelo medo, ansiosa(o), com descontrole alimentar, emocional….

Ou como alguém que, apesar do medo e da insegurança, contribuiu, se importou, cuidou, deu ideias, produziu, ensinou, agradeceu, compartilhou conhecimento, espalhou esperança?

Como você quer contar essa história para os seus netos?

A escolha é completamente nossa!

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Do medo à esperança

É fato que algo preocupante e grandioso está acontecendo no mundo.

Como especialista em inteligência comportamental e emocional, me vi no papel de trazer as minhas contribuições a todos os seguidores e parceiros na jornada do desenvolvimento humano.

É plausível que o sentimento de medo esteja presente nos dias atuais. Não sabemos ao certo o que de fato irá acontecer nas próximas semanas, pois há previsões bastante pessimistas e outras nem tanto.

Temos muitos fatos ao redor do mundo, com os quais os brasileiros têm muito a aprender, e isso é um grande ganho para a nação.

O intuito desta mensagem não é o de trazer dados sobre o avanço da doença nem dicas de como se proteger do vírus. Há muita gente competente fazendo isso.

Quero chamar a atenção para dois fatores:

1 – Como lidar com a preocupação exagerada e o medo desnecessário

O medo é um sentimento natural do ser humano, é necessário e positivo. Graças a ele, a nossa espécie sobreviveu e evoluiu.

Por sentirmos medo, nos livramos de pessoas perigosas e resguardamos a nossa segurança física.

Quando é que ele fica perigoso?

Quando, por meio dele, deixamos de vivenciar a ética, o respeito, nos tornamos o que não somos na essência e passamos a perseguir, agir com egocentrismo, preconceitos e discriminação.

O medo é igualmente prejudicial quando nos paralisa, quando nos faz perder a criatividade, deixamos de ter esperança e só enxergamos a escassez.

Esse sentimento causa estresse e, por consequência, prejudica a nossa saúde e reduz a nossa imunidade.

Esse é o medo desnecessário, portanto precisamos de estratégias para lidar com ele.

2 – Qual mentalidade adotaremos nos próximos dias

Adorei uma mensagem da Avaaz que fala sobre o “Compromisso Cidadão”:

  • Parar o vírus – tomando todas as precauções.
  • Proteger os vulneráveis – oferecendo amor e assistência aos que precisam.
  • Espalhar conhecimento – compartilhando informações de fontes confiáveis a todos.

Esses são também excelentes antídotos contra o medo e a preocupação.

Por quê?

Quando faço o que tenho que fazer, fico em paz comigo mesma, isso me fortalece e me deixa mais confiante.

Se protejo e cuido das pessoas que amo e de todos quantos me rodeiam, incluindo a mim mesma, exerço o papel de ser humano que sou, coloco em prática os meus valores mais nobres.

A consequência disso? Mais empatia, amor, compaixão, ajuda mútua, mais confiança.

E, por último, o conhecimento! Ah! Como valorizo o conhecimento!

Um dos maiores motivos do medo que sentimos se dá pela ignorância, pelo desconhecimento.

Basta você pensar em algum momento da vida em que deixou de dar um passo importante por medo e depois descobriu que se tivesse um pouco mais de conhecimento sobre o assunto, teria avançado e não teria perdido a oportunidade.

Já dizia Thomas Jefferson (1743-1826), principal autor da declaração de independência dos Estados Unidos, alertando-nos sobre o perigo de sofrer por antecipação: “Quanto nos custaram os males que nunca aconteceram!”

Portanto, a nossa mentalidade agora precisa ser essa:

A busca da realidade dos fatos, conhecimento de fontes confiáveis, ação corajosa, criatividade para lidar com os diversos obstáculos, cabeça erguida, fé, esperança e otimismo.

Assim, você estará criando à sua volta e dos seus queridos familiares e amigos uma energia positiva gigante e unidos vencerão não só essa batalha, mas todas quantas teimarem em bater à sua porta.

Estamos juntos nessa!

Conte comigo para trazer para você todos os motivos do mundo para que mantenha a sua esperança! Com os pés no chão, mas com a certeza de que logo tudo estará bem.

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