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O efeito da gratidão no cérebro e no coração

Lembro-me como se fosse hoje quando decidi parar de reclamar. Me peguei reclamando de tudo: do ar-condicionado, do sol forte, do trânsito, do barulho das crianças…

E logo eu, que tinha muita dificuldade em lidar com pessoas “reclamonas”… Lá estava eu fazendo o mesmo.

Envergonhada por isso, decidi virar o jogo!

E, para ativar outras partes do meu cérebro, resolvi substituir essa terrível mania de reclamar por um dos hábitos mais poderosos para a nossa felicidade.

O maior problema é que a ausência dessa potente prática está por parte, em quase todas as pessoas. Ou seja, estamos muito mais habituados a nos queixar de tudo e de todos e não nos atentamos para o mal que isso pode provocar em nossa rotina.

E isso dificulta ainda mais a mudança de atitude. É preciso força e perseverança para a transformação.

Esse hábito poderoso é a GRATIDÃO!

“A gratidão é um antídoto contra emoções negativas: quanto mais uma pessoa for grata, menos chance ela tem de ficar deprimida, ansiosa, solitária ou neurótica”, afirmou a doutora Susan Andrews, psicóloga da Universidade de Harvard, em seu livro A Ciência de Ser Feliz.

Diversos experimentos comprovam que ser grato traz diversos benefícios, inclusive contribui de maneira significativa para a FELICIDADE.

Ao apreciarmos as coisas boas da vida, a gratidão nos ajuda a sempre valorizar as circunstâncias positivas, e assim podemos continuar a extrair satisfação delas.

É uma forma de as pessoas apreciarem o que elas têm, em vez de sempre procurar algo novo, na esperança de que elas as tornem mais felizes, ou de pensar que não podem se sentir satisfeitas até que todas as necessidades físicas e materiais sejam atendidas.

Pessoas que cultivam a gratidão:

  • Dormem melhor e têm menos enxaquecas, problemas de pele, tosse e náuseas;
  • Experienciam menos raiva e amargura;
  • São mais bem-dispostas, otimistas e mais inclinadas a ajudar os outros;
  • Têm maior autoconfiança e autoestima e lidam melhor com estresse e traumas;
  • Desfrutam de relacionamentos interpessoais mais harmoniosos.

Parece óbvio que praticar a gratidão nos causa sensação de prazer e paz interior, mas o que acontece é que, na maioria das vezes, não temos o hábito de agradecer as coisas corriqueiras da vida.

Caímos numa rotina de exigências dos outros e nos acostumamos muito mais a reclamar do que agradecer.

Portanto, a minha proposta é incentivar você a desenvolver esse hábito que só exigirá um olhar diferenciado para o que já possui em sua vida, como, por exemplo:

  • O sorriso do seu filho;
  • A mensagem carinhosa do amigo;
  • O carinho sempre presente da mãe;
  • O trabalho que lhe dá o sustento;
  • A brisa no rosto;
  • A natureza sempre presente;
  • Seu cachorro que te recebe pulando…

Não custa muito transformar a interpretação do que lhe causou frustração em algo positivo.

Preste mais atenção no que aconteceu de bom no seu dia. E a cada acontecimento desagradável, descubra um aprendizado e logo a sua mente estará programada para prestar maior atenção às situações positivas da vida.

A  Neurociência traz contribuições importantes sobre o assunto, o que foi tema da última Aula ao Vivo, que faço todas as segundas-feiras, às 7h da manhã.

Assista aqui:

Pesquisas científicas apontam que a prática da gratidão traz benefícios físicos, psicológicos e sociais:

Físicos

  • Fortalecimento do sistema imunológico;
  • Menor incômodo por dores;
  • Baixa pressão arterial;
  • Pessoas gratas se exercitam mais e cuidam melhor da saúde;
  • Dormem mais e melhor e se sentem mais revigorados ao acordar.

Psicológicos

  • Pessoas gratas mantêm um nível superior de emoções positivas;
  • Estão sempre mais alertas, vivas e despertas;
  • Sentem mais alegria e prazer;
  • Demonstram maior otimismo e felicidade.

Sociais

  • Pessoas gratas se sentem mais úteis;
  • São mais generosas e têm maior compaixão pelo próximo;
  • São mais propensas a perdoar;
  • São melhores companhias;
  • E são menos solitárias e isoladas.

Que tal, então, fazer a sua lista de gratidão e ver como se sente?

“Se a única oração que você fizer durante toda sua vida for obrigado, isso já será o bastante.”

Meístre Eckhart, místico alemão.

Ah! Já ia me esquecendo… Sim, minha vida mudou para melhor e  tenho certeza que a das pessoas à minha volta também.

Aliás, quero expressar a minha eterna gratidão por estar comigo nesta jornada de autoconhecimento e fortalecimento emocional!

Autora: Wayne Valim

Especialista em Comportamento, Inteligência Emocional e Liderança

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Gratidão: o sentimento que pode mudar o funcionamento do seu cérebro

Não tem como negar: ser grato àquilo que se tem e às pessoas que fazem parte da nossa vida é fundamental e realmente nos faz bem.

Talvez você também tenha se perguntado: como é que demonstrar gratidão afeta nossa vida com tanta força? O que a gratidão faz em nosso corpo, afinal? Bem… Basicamente, ela muda o funcionamento do seu cérebro!

Como assim?

Por meio de uma análise profunda de imagens das atividades cerebrais, cientistas da Universidade de Indiana, nos EUA, descobriram que apenas um mês de exercícios diários de gratidão já é o que basta para que o cérebro “se programe” para se sentir agradecido com mais frequência, o que nos faz muito bem.

Para chegarem a essa conclusão, os pesquisadores analisaram as atividades cerebrais de 43 voluntários que estavam fazendo terapia como parte do tratamento de depressão e de ansiedade. Funcionava assim: todos eles foram convidados a participar de uma terapia em grupo semanal, mas apenas 22 deles participaram também de outra parte da terapia, dedicada exclusivamente a exercícios de gratidão.

O povo que participou da sessão da gratidão tinha algumas tarefas a cumprir: nos três primeiros encontros, eles tinham 20 minutos para escrever uma carta de agradecimento a alguma pessoa, com a possibilidade de escolher se enviariam essa carta ou não.

Depois de três meses, todos os participantes (inclusive os que não escreveram cartas) tiveram suas atividades cerebrais monitoradas pelos cientistas. Enquanto seus cérebros eram escaneados, eles viam fotos de pessoas que supostamente tinham contribuído com a pesquisa, por meio da doação de dinheiro. Aos voluntários, ficou a missão de agradecer aos supostos financiadores do estudo.

E aí vem o resultado que não nos deixa mentir: gratidão é questão de prática, e praticar gratidão é um exercício ótimo. Se lembra dos pacientes que tiveram que escrever as cartas de agradecimento? Pois é. As atividades cerebrais dessas pessoas foram mais intensas no quesito “gratidão” – e, sim, caso você esteja se perguntando, é bem isso mesmo: existe uma área cerebral que é ativada apenas quando nos sentimos agradecidos, então é literalmente possível ver isso nesses exames de atividades cerebrais.

Na conclusão do estudo, uma comparação interessante: demonstrar gratidão nada mais é do que um exercício que requer treino e melhora com o tempo, exatamente como acontece com os seus músculos depois de um tempo erguendo peso na academia. A sensação de gratidão verdadeira é uma das formas de diminuir os sintomas da depressão, inclusive.

Por enquanto, esses estudos são apenas sugestivos, e não conclusivos, até mesmo porque as pesquisas na área de ciência comportamental são relativamente novas. De qualquer forma, realmente não custa tentar demonstrar mais gratidão. Você e seu cérebro só têm a ganhar!

Artigo extraído e adaptado do site Mega Curioso.

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